Em dezembro de 2003 eu estava em Los Angeles para uma semana de treinamento missionário quando um dos palestrantes fez menção de um ministério chamado XXXchurch, cujo foco é ajudar pessoas a se livrar do vício da pornografia e alcançar pessoas na própria industria pornográfica a encontrar uma nova vida. Para isso, os dois pastores Graig Gross e Mike Foster que fundaram esse ministério, juntamente com suas esposas, montavam stands nas convenções da indústria pornográfica nos EUA para distribuir Bíblias e conversar com as pessoas da indústria e demais frequentadores no local. Eu tinha sido intérprete de um seminário sobre vícios sexuais naquele mesmo ano, em São Paulo e Curitiba, com o Ted Roberts, do Pure Desire. Lembrei-me da paixão de Ted, pastor de uma mega-igreja nos EUA, por ajudar pessoas que estavam presas pela pornografia assim como ele um dia também estivera. Uma frase usada por ele para descrever a pornografia na internet me chamou a atenção: “A pornografia na internet é o crack do vício sexual.” O crack é a pior droga que já existiu porque é muito acessível, altamente viciante e de destruição rápida. A pornografia na internet tem as mesmas características, dizia Ted Roberts. Agora eu tomava conhecimento de um ministério que estava usando justamente a internet para ajudar pessoas a romper com esse vício. Não tive dúvidas. Era algo que eu iria apoiar. Quando voltei ao Brasil comecei a espalhar notícias sobre a XXXchurch para muitas pessoas. Consegui uma cópia do video Missionary Positions (posições missionárias – um trocadilho entre a posição sexual clássica e a atuação missionária de Graig e Mike no mundo da pornografia) e mostrei para várias pessoas. De alguma maneira, estava tentando “vender” a idéia de um ministério assim na língua portuguesa. Quando o livro Perguntas Sobre Sexo Que Você Não Pode Fazer Para Sua Mãe do Graig e Mike foi publicado pela Editora Vida, eu comprei muitas cópias e vendi a preço de custo para o pessoal do Projeto 242. Ai um dia, o Jota apareceu com um site que ele havia feito chamado Sexxxchurch. A gente conversou sobre isso, haviam outras pessoas envolvidas, eu apoiei a proposta de imediato. É evidente que é um ministério controverso (da mesma forma que minhas incursões em prostíbulos da Boca-d0-lixo com o Projeto Toque pode ser vista com maus olhos por alguns que pretendem ser mais santos que Jesus) e que precisa amadurecer. Não há dúvidas de que irão cometer erros no processo de amadurecimento até encontrarem o próprio foco, missão  e estratégias. É lógico que as críticas virão de todos os lados e muitas pessoas ficarão ofendidas ou não irão querer se associar com o ministério de nenhuma maneira. Todas essas coisas fazem parte de um trabalho pioneiro e ousado. Mas não há dúvidas de que é necessário lidar com esse tema hoje em dia e se os mais maduros e experientes (os sábios e entendidos) não estão fazendo nada a respeito, quem sabe Deus irá usar os “bárbaros e incautos” para salvar alguns? Acredito que o mínimo que devemos fazer como discípulos de Cristo é orar por esse ministério, e se acharmos que temos alguma palavra de sabedoria para oferecer a eles, melhor do que ficar falando “pelas costas”, é entrar em contato com eles e dizer o pensamos. E se depois de tudo isso, você quiser ajudar a Sexxxchurch a imprimir 5 mil Novos Testamentos para serem distribuídos para pessoas na parada gay e para prostitutas, acesse esse aqui e saiba como.