Não há como não se emocionar ao assistir os momentos finais do filme Coração Valente, quando William Wallace está sendo torturado diante de uma multidão de curiosos e seu carrasco quase que roga para que ele peça por misericórdia. Em vez disso, Wallace reune o que lhe resta de força e brada: “Liberdade!”

William Wallace não estava tentando ficar famoso ou escrever seu nome na história. Mas quando surgiu um momento decisivo, ele seguiu sua consciência e lutou pela liberdade do seu povo com bravura e coragem.

Vivemos hoje momentos decisivos na história da Igreja (pelo menos da sua ala Protestante Evangélica). Em quase todo o mundo, pessoas estão cada vez mais cansadas do que vêem sendo feito e pregado em nome do Cristo. Igrejas que se transformaram em verdadeiros partidos políticos e impérios pessoais. Líderes megalomaníacos que seduzem, manipulam e dominam rebanhos incapazes de discenir a mão direita da esquerda. Pastores envolvidos em escândalos financeiros, morais e politicos que apelam para teorias de perseguição religiosa em vez de se arrepender e voltar ao “primeiro amor”. Crentes mornos, sem paixão pela verdade, vivendo uma espiritualidade do templo completamente desconectada com o restante de suas vidas.

Francamente, estou cansado de ouvir pessoas dizendo: “Deus está no controle”, “A Igreja é de Deus” e “Nós devemos orar”, quando sua liderança maior está envolvida em escândalos, esquemas politicos e evidentemente enamorada com o poder.

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