Blog do revBaggio
Trilhando o estreito caminho entre o cinismo e a ingenuidade.

Archive for June, 2008

O que este mundo precisa

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Casting Crowns 

Este final de semana tivemos a última reflexão sob o tema INFLUENZA no Projeto 242. Para fechar, o Hudson usou a música do What This World Needs do Casting Crowns, cuja letra traduzida transcrevo abaixo:

O que este mundo precisa não é um outro artista de um só sucesso querendo se promover

Um outro político medíocre espalhando mentiras

Uma outra sociedade de três anéis

O que esse mundo precisa não é um outro super santo melhor que você agitando sinais

Um outro homem que gosta de agradar os outros com medo da verdade

Um outro profeta em um terno Armani

O que este mundo precisa é um Salvador que irá resgatar

Um Espírito que irá liderar

Um Pai que irá amá-los em suas necessidades

Um Salvador que irá resgatar

Um Espírito que irá liderar

Um Pai que irá amá-los

É isso que esse mundo precisa

O que esse mundo precisa é que nos preocupemos mais com o interior do que com o exterior

Será que ficamos tão cegos que não podemos ver que Deus tem que mudar seu coração antes de mudar sua camiseta

O que este mundo precisa é que paremos de nos esconder atrás de nossa relevância, nos misturamos tão bem que as pessoas não conseguem ver a diferença, e é a diferença que liberta o mundo

As pessoas não estão confusas com o Evangelho, estão confusas conosco

Jesus é o único Caminho para Deus, mas nós não somos o único caminho para Jesus

Este mundo não precisa de minha gravata, meu capuz, minha denominação ou minha tradução da Bíblia, eles precisam só de Jesus

Podemos ter paixão sobre o que cremos, mas não podemos nos prender ao Evangelho porque estamos impedindo o seu avanço

Jesus irá salvar o mundo e talvez a melhor coisa que nós podemos fazer é sair da frente

Jesus é nosso Salvador, é isso que este mundo precisa

Os braços do Pai ao seu redor, é isso que este mundo precisa

É disso que este mundo precisa

Lead Me On

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Lead Me On

Há exatos 20 anos foi lançado o album Lead Me On da Amy Grant. Quem me conhece sabe que música faz parte da minha vida (tanto quanto livros…). Tendo encontrado o Caminho no início da década de 1980, fui muito influenciado por artistas cristãos que iniciaram suas carreiras (ou estavam no auge das mesmas) naquela década: Petra, Stryper, Michael W. Smith, Whiteheart, Mylon Lefevre, REZ, Amy Grant, dentre outros. Apesar de não ter parado no tempo, ainda ouço músicas destes artistas vez por outra.

Lead Me On da Amy Grant é um dos poucos que tem espaço garantido em meu iPod (o CD inteiro, não apenas algumas faixas, como é o caso de outros discos/artistas da época). Não é por acaso que a revista CCM o elegeu como o melhor disco cristão de todos os tempos. Tudo neste disco é perfeito, em minha opinião. Amy Grant estava amadurecendo como cantora e compositora. Seu disco anterior a este (Unguarded-1985) já havia dado sinais disso, conquistando cada vez mais espaço fora do cenário cristão. O disco que veio depois (Heart In Motion-1991) colocou-a definitivamente no cenário pop internacional, com direito a apresentação ao vivo na entrega do Grammy em 1992. Mas a pérola em sua carreira é mesmo Lead Me On.

Eu ainda me lembro sentado na cama de um hotel barato em Orlando, FL, em agosto de 1988, depois de ter comprado o LP (sim, eu ainda comprava LPs e fitas cassete), e lendo cuidadosamente todas as letras (já que teria que esperar até chegar em casa para ouvir a música) procurando entendê-las com meu inglês ainda meia-boca na época. Quando finalmente consegui escutar a música, várias canções conquistaram meu coração de imediato: 1974, Lead Me On (fantástica melodia e letra, ainda hoje umas das músicas favoritas nos shows de Amy), What About Love, All Right, Say Once More… Com o tempo, outras foram me conquistando também, à medida em que ouvia cada vez mais.Hoje escutei a edição comemorativa de 20 anos (CD original remasterizado e outro CD com faixas acústicas e ao vivo).

Num clima de nostalgia, a letra de 1974 que fala de conversão, do encontro com a fé e da mudança na vida após esse encontro (as letras completas em inglês podem ser lidas aqui) me fez voltar no tempo, não de quando eu a ouvi pela primeira vez, mas de quando eu também me converti (em meu caso não foi 1974, mas 1981):

“Éramos jovens e nenhum de nós sabia exatamente o que dizer,

mas o sentimento movia-se entre nós em silêncio assim mesmo;

devagar fizemos uma mudança enorme,

em algum lugar cruzamos a grande linha,

de joelhos provamos o vinho sagrado,

e ninguém poderia nos desviar em toda uma vida…

Nenhuma palavra, ninguém tinha que dizer que mudamos,

nada do que vivemos seria o mesmo,

conhecendo a verdade que ganhamos…”

Palavra de Deus

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Não podemos segregar a Palavra de Deus da realidade histórica na qual ela é proclamada. Isso não seria Palavra de Deus. A Bíblia seria apenas um livro piedoso de história em nossa biblioteca. Ela é Palavra de Deus porque ela ilumina, contrasta, repudia e louva o que está acontecendo hoje nesta sociedade.

– Arcebispo Oscar Romero, 27/11/77

Leitura bíblica pós-moderna

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Há quase 20 anos eu ouvi um sermão de um pregador negro norte-americano chamado Tom Skinner que abalou minhas estruturas. Foi um daqueles defining moments da vida. Tom Skinner nasceu e cresceu no Harlem, bairro negro de Nova Iorque, na década de 1940 onde, segundo ele, “era comum acordar no meio da noite com os gritos de uma mãe que havia percebido que seu bebê de suas semanas de vida fora mordido por uma ratazana até morrer”. Depois de ter sido líder de uma violenta gangue de rua na adolescência, Skinner experimentou o poder transformador do Evangelho e tornou-se um líder respeitado na luta contra a injustiça e a pobreza, e a favor da reconciliação racial. Tom Skinner costumava dizer: “Se Cristo é a resposta, quais são as perguntas?”

O que ouvi Skinner pregar que ainda hoje ecoa em meus ouvidos é sobre a nossa tendência comum de ler a Bíblia sem o compromisso de uma interpretação correta da mesma. Ele falava sobre o que era comum em muitos grupos pequenos de estudo bíblico nos EUA (e talvez não apenas lá, mas em muitas partes do mundo). Um grupo de cristãos se reunia em uma casa para estudar a Bíblia. Eles escolhiam um texto para ler e, depois da leitura, o “líder” do grupo se dirigia a cada um dos participantes e pedia para que cada um expressasse o que aquela passagem significava para si. Depois de todos terem falado o que a passagem lida significava para si mesmo, o estudo bíblico era encerrado, geralmente com uma oração. “E todos saiam de lá sabendo o que aquela passagem significava para fulano e sicrano, mas sem saber exatamente qual era o significado real da passagem”, dizia Skinner. Era por isso, ele apontava, que havia milhares de grupos de estudo bíblico nos EUA se reunindo em lares a cada semana e, no entanto, produzindo tão pouco em termos de mudança de vida e da sociedade norte-americana. Era pela falta de um compromisso com uma leitura e interpretação séria da Bíblia, que muitos americanos de classe-média podiam ler a Bíblia sem levar em consideração as centenas de versos que falam sobre o compromisso de Deus com os pobres (e o chamado para que o povo de Deus tenha um compromisso semelhante) e o clamor profético pela justiça social. E é esse estudo subjetivo e descompromissado das Escrituras que parece estar ganhando força novamente.

Uma das regras básicas de interpretação bíblica é que a Escritura é a sua própria intérprete. Antes de perguntar o que uma passagem significa para mim hoje (ou para qualquer pessoa), uma interpretação ortodoxa das Escrituras exige que eu me empenhe em descobrir o que essa passagem significava para o escritor da mesma e para os seus leitores na época em que foi escrita. Muitas vezes é preciso considerar também a relação dessa passagem específica com o restante das Escrituras que tratam do mesmo tema. Somente depois de ter feito isso é que eu posso perguntar o que a passagem significa para mim hoje. Sem esses passos, dificilmente teremos uma leitura transformadora das Escrituras. E o que mais a geração emergente de discípulos de Jesus deseja – uma revolução espiritual – não irá acontecer.

Tudo isso soa ultrapassado e estreito demais para aqueles que estão seguindo as idéias pós-modernas como lente e filtro para a leitura da Bíblia e a prática da fé cristã. Para estes, não há significado algum no texto a não ser o significado dado pelo leitor do texto. O conclusão lógica para esse tipo de leitura bíblica é a relativização das Escrituras e, conseqüentemente sua perda de qualquer autoridade (uma vez que a autoridade é transferida para o leitor e intérprete do texto). Este é um caminho perigoso e infrutífero que muitos cristãos emergentes serão tentados a seguir nestes tempos de pós-modernidade. A ironia disso é que, embora a igreja emergente esteja buscando um novo Cristianismo, se seguir por esse caminho de leitura e interpretação das Escrituras, estará repetindo os erros que marcaram o liberalismo alemão do início do século passado e que levaram boa parte da Europa a ser morta espiritualmente como hoje.

Jesus disse: “As minhas palavras são espírito e vida”. Quando a Bíblia se torna relativa por meio de uma leitura e interpretação sob as lentes do pós-modernismo, o futuro da igreja que segue por esse caminho tem cheiro morte.

Influenza

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O melhor argumento a favor do Cristianismo são os cristãos: sua alegria, sua convicção, sua plenitude. Mas o orgumento mais forte contra o Cristianismo também são os cristãos – quando eles são melancólicos e sem alegria, quando são cheios de justiça própria e convencidos em sua consagração complacente, quando eles são estreitos e repressivos, então o Cristianismo morre mil mortes. Mas, ainda que seja justo condenar alguns cristãos por essas coisas, talvez, depois de tudo, não seja justo, apesar de muito fácil, condenar o próprio Cristianismo por elas.

- Sheldon Vanauken em A Severe Mercy 

Desconstruindo a fé?

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Tenho acompanhado com curiosidade, deleite e uma certa apreensão blogs e postagens de pessoas aqui no Brasil envolvidas no que me parece ser um “pensamento emergente” sobre Igreja e Cristianismo. É curioso ler as postagens pois elas revelam um pouco do que se passa na mente de muitos cristãos que estão perdidos na tensão dos conceitos (e pré-conceitos) de um mundo cada vez mais pós-moderno (ainda que minha suspeita é que a grande maioria não entende muito do que isso significa realmente, não importa, faz parte do pós-modernismo!). Tenho prazer em perceber que, pelo menos, há mentes pensantes que não estão simplesmente engolindo dogmas e imposições de  pseudo-apóstolos e pseudo-profetas do Cristianismo “evangélico cada vez mais influenciado por idéias e práticas neo-pentecostais” brasileiro. Mas minha apreensão aumenta à medida em que percebo uma tendência a um tipo de desconstrucionismo eclesiástico, sem apresentar nada de concreto em seu lugar.

Parece que meter-o-pau na Igreja virou moda do dia entre um grupo de cristãos pensantes. De repente, todo mundo quer expressar seus traumas e desconfortos com relação a sua experiência cristã e, ao fazer isso, colocar em dúvida o valor de ser da Igreja como um todo e do próprio Cristianismo. Alguns me parecem ser tão ingênuos a ponto que sugerir que tudo o que aprendemos e experimentamos até agora está errado. Dois mil anos de história do Cristianismo são jogados no vaso sanitário de muitas conversas “emergentes” como se não tivessem valor algum para essa geração em busca do “novo Cristianismo”. A ironia na grande maioria dos casos que tenho observado é que, ao tentar iniciar algo “novo”, o que vemos não é nada novo, na realidade, mas apenas uma versão atualizada do velho. Já dizia o sábio Salomão que “nada é novo debaixo do sol.”

O que me surpreende (e causa medo) é ver pessoas que expressam o desejo de seguir Jesus (e acredito na sinceridade delas) mergulhando em conceitos pós-modernos como se, por meio destes, fosse possível chegar mais próximo do Caminho de Jesus. O problema é que, quando se adota as idéias de Derrida e outros filósofos pós-modernos como filtro para a compreensão do Evangelho e da fé, não sobra mais nada de concreto, somente dúvidas e incertezas. E a fé verdadeira envolve certeza e convicção, conforme disse o escritor cristão da carta aos Hebreus (11.1). Paulo certamente não entendia tudo sobre Deus, mas é impossível ler suas cartas sem encontrar nelas muitas certezas e convicções. Eu não sei tudo sobre Deus (e nunca saberei), mas eu sei em quem tenho crido, estou convicto de que nada me separará de Seu amor por mim.

Eu prefiro seguir o caminho inverso, prefiro ler Derrida e qualquer outra filosofia com o filtro do Evangelho. E sugiro a todos que estão buscando seriamente seguir Jesus, que façam o mesmo. A base de toda discussão (e compreensão) sobre a Igreja e a fé cristã precisa ser Jesus e seus ensinamentos. Perder isso de vista, é perder tudo.

Como todo mundo sabe (ou deveria saber) demolir é sempre mais fácil do que construir. O desafio para a geração de cristãos emergentes não é tanto desconstruir e demolir, mas sim construir e edificar. E no caso da Igreja e da fé cristã, não é possível construir sobre o nada (sobre o everything you know is wrong). A Igreja e fé cristã só são edificadas sobre um fundamento sólido de Cristo conforme anunciado pelos apóstolos e profetas (Escritura).

Perdoar a Igreja

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Feridos na igreja, nossa tentação é rejeitá-la. Mas, quando o fazemos, torna-se muito difícil manter-nos em contato com o Cristo vivo. Quando dizemos “eu amo Jesus, mas odeio a Igreja”, acabamos por perder a Igreja e também Jesus. O desafio é perdoá-la. Isso é particularmente delicado porque a Igreja raramente pede por perdão, pelo menos não oficialmente. Todavia, a Igreja como organização humana freqüentemente falível precisa de nosso perdão, enquanto a Igreja como o Cristo vivo no meio de nós continua a nos oferecer perdão.

- Henri Nouwen, Pão para o Caminho

Pedalando por poços

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Donald Miller, autor dos livros Through Painted Desert (publicado no Brasil como Fé em Deus e Pé na Tábua), Blue Like Jazz (publicado aqui sob o título Como os pinguins me ajudaram a entender a Deus), Searching For God Knows What e How to Own a Dragon (um livro que ele escreveu sobre a experiência de ter crescido sem a presença paterna), está numa aventura sobre duas rodas pelos Estados Unidos. Juntamente com um grupo de amigos chamados de Ride:Well Team (um trocadilho de palavras que pode significar “equipe pedale bem” ou algo como “equipe pedale por poços”), Donald Miller está atravessando os EUA, numa viagem de de costa a costa de bicicleta, na tentativa de levantar a consciência das pessoas para um projeto chamado Blood:Water Mission que visa abrir 1000 poços de água potável na África. Para quem deseja acompanhar suas aventuras (e doar para o projeto), ele está postando literalmente da beira da estrada em seu blog DonaldMillerWords.

Ovelhas em perigo

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Cerca de 10 anos atrás, Jaime Kemp escreveu dois livros com os títulos “Pastores em Perigo” e “Pastores Ainda em Perigo”. Nestes livros, ele abordava uma série de perigos no exercício no ministério pastoral, dentre eles o orgulho, a incapacidade de equilibrar o tempo entre família e igreja, e a facilidade para se envolver em casos extra-conjugais. Recentemente me perguntaram se eu achava que pastores (e líderes espirituais cristãos) precisam ter formação teológica. Creio que sim, e creio que a crescente falta de formação teológica na liderança espiritual de muitas igrejas no Brasil é (pelo menos em parte) responsável pela deformidade do Evangelho que vemos sendo pregado e seguido ao nosso redor.

Se você precisar de um advogado, acho que não irá buscar alguém que não estudou Direito para defender sua causa. Se precisar de um médico, creio que não irá confiar sua vida (ou de seus filhos) a alguém que não estudou Medicina para examiná-lo e prescrever-lhe um medicamento ou fazer algum procedimento cirúrgico em você. E se estivesse à bordo de um avião e, antes da decolagem, descobrisse que o piloto é gente boa, amigável, bom de papo, carismático, mas não frequentou nenhuma escola de aviação e nunca tirou um avião do solo antes, tenho quase certeza de que você não aceitaria viajar com ele. Tudo isso parece óbvio. No entanto, quando se trata de assuntos espirituais e, mais precisamente, de receber diretrizes para a vida cristã, parece que muita gente acha que não tem problema se a pessoa não sabe muito do que está falando (desde que fale alto e seja convincente).

Acredito que é preciso resgatar a convicção de chamado pastoral (ou vocação ministerial). Ser pastor não é uma profissão, como expressou muito bem John Piper em seu livro Brothers, We Are Not Professionals. Ser pastor, não é algo que qualquer pessoa possa ou deva fazer (como muitos dos que estão advogando um retorno da igreja ao cristianismo apostólico erroneamente pensam). Ser pastor é ser chamado por Deus para servir à Sua Igreja com integridade, pureza, humildade, no poder do Espírito e manejando bem a Palavra da verdade. Ser pastor é amar as pessoas mais do que os aplausos (ou as recompensas terrenas), é ser capaz de falar a verdade em amor, sabendo que nem sempre isso o tornará popular e querido. Basta ler com atenção o Novo Testamento para ver que nem todos eram pastores, nem todos eram mestres. De fato, há uma advertência com relação a isso em Tiago 3.1, onde é dito que aqueles que ensinam serão julgados com maior rigor.

Por estas e outras, acredito que pastores devem possuir algum tipo de educação teológica (pode ser formal ou informal, mas o fato é, precisam conhecer bem a Bíblia, o desenvolvimento da doutrina cristã, as principais correntes teológicas, a história da Igreja, etc.). Isso não é tudo, mas é o começo de qualquer ministério pastoral sério. Negligenciar isso representa um grande risco para a saúde espiritual e é semelhante a embarcar em uma viagem com destino fatal.

Tenho visto tantas pessoas se aventurando a serem chamadas de pastores (e se apegando ao título com unhas e dentes) e tantas outras que estão seguindo estas com ingênua sinceridade, que talvez seja o momento de alguém escrever sobre as “Ovelhas em Perigo”… 

Paulada do dia

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“Fuja, como de uma praga, do clérigo que era pobre e se tornou rico, ou era desconhecido e passou a ser famoso.”

- S. Jerônimo, Pai da Igreja (século IV)