Desconstruindo a fé?

Tenho acompanhado com curiosidade, deleite e uma certa apreensão blogs e postagens de pessoas aqui no Brasil envolvidas no que me parece ser um “pensamento emergente” sobre Igreja e Cristianismo. É curioso ler as postagens pois elas revelam um pouco do que se passa na mente de muitos cristãos que estão perdidos na tensão dos conceitos (e pré-conceitos) de um mundo cada vez mais pós-moderno (ainda que minha suspeita é que a grande maioria não entende muito do que isso significa realmente, não importa, faz parte do pós-modernismo!). Tenho prazer em perceber que, pelo menos, há mentes pensantes que não estão simplesmente engolindo dogmas e imposições de  pseudo-apóstolos e pseudo-profetas do Cristianismo “evangélico cada vez mais influenciado por idéias e práticas neo-pentecostais” brasileiro. Mas minha apreensão aumenta à medida em que percebo uma tendência a um tipo de desconstrucionismo eclesiástico, sem apresentar nada de concreto em seu lugar.

Parece que meter-o-pau na Igreja virou moda do dia entre um grupo de cristãos pensantes. De repente, todo mundo quer expressar seus traumas e desconfortos com relação a sua experiência cristã e, ao fazer isso, colocar em dúvida o valor de ser da Igreja como um todo e do próprio Cristianismo. Alguns me parecem ser tão ingênuos a ponto que sugerir que tudo o que aprendemos e experimentamos até agora está errado. Dois mil anos de história do Cristianismo são jogados no vaso sanitário de muitas conversas “emergentes” como se não tivessem valor algum para essa geração em busca do “novo Cristianismo”. A ironia na grande maioria dos casos que tenho observado é que, ao tentar iniciar algo “novo”, o que vemos não é nada novo, na realidade, mas apenas uma versão atualizada do velho. Já dizia o sábio Salomão que “nada é novo debaixo do sol.”

O que me surpreende (e causa medo) é ver pessoas que expressam o desejo de seguir Jesus (e acredito na sinceridade delas) mergulhando em conceitos pós-modernos como se, por meio destes, fosse possível chegar mais próximo do Caminho de Jesus. O problema é que, quando se adota as idéias de Derrida e outros filósofos pós-modernos como filtro para a compreensão do Evangelho e da fé, não sobra mais nada de concreto, somente dúvidas e incertezas. E a fé verdadeira envolve certeza e convicção, conforme disse o escritor cristão da carta aos Hebreus (11.1). Paulo certamente não entendia tudo sobre Deus, mas é impossível ler suas cartas sem encontrar nelas muitas certezas e convicções. Eu não sei tudo sobre Deus (e nunca saberei), mas eu sei em quem tenho crido, estou convicto de que nada me separará de Seu amor por mim.

Eu prefiro seguir o caminho inverso, prefiro ler Derrida e qualquer outra filosofia com o filtro do Evangelho. E sugiro a todos que estão buscando seriamente seguir Jesus, que façam o mesmo. A base de toda discussão (e compreensão) sobre a Igreja e a fé cristã precisa ser Jesus e seus ensinamentos. Perder isso de vista, é perder tudo.

Como todo mundo sabe (ou deveria saber) demolir é sempre mais fácil do que construir. O desafio para a geração de cristãos emergentes não é tanto desconstruir e demolir, mas sim construir e edificar. E no caso da Igreja e da fé cristã, não é possível construir sobre o nada (sobre o everything you know is wrong). A Igreja e fé cristã só são edificadas sobre um fundamento sólido de Cristo conforme anunciado pelos apóstolos e profetas (Escritura).

24 Comments

  1. Luis F. Batista June 20, 2008

    Como já confessei várias vezes à você, tenho estado realmente cansado dessa conversa de se desconstruir por desconstruir, muita gente está desejando “desconstruir” a igreja e tenho sérias dúvidas se vão conseguir construir alguma coisa, nem sei se esse é o objetivo também.
    Quando estamos nessa posição de crítica “desconstrutiva” da igreja, estamos bem, pois parecemos capazes e inteligentes o suficiente para perceber tudo isso.
    Quando nosso desejo é de construir alguma coisa, a coisa muda, a crítica aponta para nós mesmos, choramos, nos arrependemos e pensamos no que fazer a partir de agora, e partimos para a ação.
    Grande artigo e bem necessário!

  2. Victor Gila June 20, 2008

    É verdade. E confesso que já me decepcionei com a igreja e já critiquei muito. Hoje, minha posição é orar por ela e fazer a minha parte.

  3. Júnior. June 20, 2008

    Pois é… Muito bom a sua crítica, gostei mesmo. Apesar de não saber da realidade evangélica brasileira de hoje. Concordo contigo seja dentro da realidade brasileira ou mesmo fora dela.
    Abraço.

  4. FQ June 20, 2008

    Cara isso q vc escreveu foi meu sentimento qdo li o livro do Frank Viola “cristianismo pagao” – se n me engano.

    o cara joga 2mil anos de experiencias cristas no vaso da descarga e se acha mto coerente.

    sinceramente eu ate acho a discussao do livro interessante, mas o autoritarismo q ele revela em sua “revelacao” nao é diferente de outros tantos exemplos que vimos ou vemos.

    fico com C.S.Lewis, Sto Agostinho e outros pensadores q se rendiam ao fato de que a igreja nao é perfeita, mas é a Noiva, nela encontraremos aqueles que como nos – ainda q nao no nivel intelectual ou moderno ou sei la o que , q gostariamos – foram comprados pelo msm sangue!

    Viva Jesus!!

  5. Olá Sandro
    O desencantamento e a frustração fazem parte desse processo de amadurecimento. O cansaço é a consequência natural do esgotamento dos modelos atuais da igreja. A crítica nos proporciona aprofunadamento. O próximo passo que é o da reconstrução como você assinalou é sempre o mais dfícil.
    Usando uma analogia bíblica, talvez estejamos saindo do cativeiro babilônico, mas ainda falta reconstruir Jerusalém.
    Gostei muito de seu blog, usei o texto ” Ovelhas em Perigo”.
    Já o incluí nos meus links
    Um abração

  6. Jota June 20, 2008

    E qual seria a solução Sandro, tipo as vezes eu me pergunto, como mudar e não marginalizar o marginalizado. rs

  7. Edson June 23, 2008

    Rev Sandro,

    percebi em muitos blogs “emergentes” essa nefasta idéia que somente fora da igreja tradicional há livre pensamento e dentro da igreja a “verdade” é tolhida. Comentei em alguns deles mas parece ser comum no meio pós-cristão não aceitar debater ( “Se cada um acha assim continue assim”). Penso que por isso não recebi resposta quanto à minha discordância dessa posição de que não congregar pode ser melhor que congregar.
    Sou membro de uma grande Assembléia de Deus em Brasília e percebo que muitos líderes daqui, inclusive o pastor presidente são verdadeiramente “emergentes” sem sequer ter lido Mclaren ou outro new kind of christian.
    O duro é corrigir, melhorar, prosseguir, perseverar, firmar, inconformar-se sem desistir, buscar e ter trabalho em ensinar. Isso é conversão genuína. Por este motivo não troquei minha congregação entendendo que Deus me quer lá pra “emergir” junto com meus irmãos e continuo lendo Mclaren e discordando cada vez mais dos teóricos de plantão que se enojam em ir ao culto do domingo à noite, ouvir sermão e sentir os irmãos. Porque se você não toca no irmão, não vai conseguir tocar no incrédulo e muito menos em Deus.
    Parabéns pela coragem de se levantar no meio dos “donos da revolução” e praticar o que ensina.

  8. Thiago Mendanha June 23, 2008

    Sandro, cara… seu texto parece ser um complemento para um desabafo meu nesse link http://thiagomendanha.blogspot.com/2008/05/desconstruo.html do meu blog!
    Derrubar e desconstruir, embora sejam mais fáceis que reconstruir e reerguer, são um tanto radicais e impactantes no desenvolvimento espiritual de qualquer cristão sério!
    Mas, o que mais aprecio é essa liberdade de poder simplesmente crescer por mim mesmo, sem pressões, sem forçar a barra… não troco nada pela experiência de aprender, de ver com meus próprios olhos, de descrer e depois tornar a crer… E, graças a Deus, tenho encontrado irmãos que às vezes já passaram por onde passei e, agora, trazem um pouco sobre o que aprenderam, minimizando um pouco tantos murros em ponta de faca…

    Abraços!!!

  9. Sandro June 23, 2008

    Thiago, li seu texto agora, interessante cara, muito bem escrito, me identifico com muito do que está escrito lá há anos. Minha preocupação (expressa acima) é não jogarmos o bebê juntamente com a água suja, um erro muito fácil de se cometer em contextos como o que estamos vivendo hoje no Brasil (não exclusivamente, mas em nosso caso em particular). A tendência natural é ir de um extremo a outro; equilíbrio vem com o tempo e a maturidade (assim espero). Um forte abraço!

  10. Wesley June 27, 2008

    Sandro
    Se não me engano já nos encontramos há muitos anos atrás.
    Apesar que meu contato contigo foi através do Chrstian Bergsten.

    Bem, acredito que existe naturalidade em expressar suas angústias internas, o grito de uma alma ferida e sofrida.
    Encontramos muito disso nos Salmos. Expressões como: “meus inimigos prevalecem contra mim, Deus me esqueçeu, estou afundando na lama” são muito comuns.

    Agora desconstruir por desconstruir não leva a nada. E muitas vezes as opções não tem o mínimo de conteúdo.

    Após um tempo afastado do “cenário” , me assusto com a quantidade de jargões novos: g12, emergente, com propósito, apóstolos modernos, galinhas profétas, um lugar chamado labarissuonderá (ou coisa parecida)!

    Meu Deus, o que deu errado!!!!

  11. Eduardo Mano June 28, 2008

    Sandro, estou comentando algo que já não é tão novo, mas queria dizer que esse texto fez com que eu ficasse aliviado, sabendo que há gente responsável no meio disso tudo a que você se referiu no texto.

    Não que minha opinião importe muito, claro.

    Quando for a SP, com certeza farei uma visita ao Projeto.

    abraço.

  12. Ana Paula Peixer June 29, 2008

    Desconstruir é mais fácil do que construir?

    Mas e quando a Bíblia fala que Jesus é a PEDRA QUE OS construtores rejeitaram?

    E mais, quando afirma que os que tropeçarem nela serão escandalizados?

    Como se tropeça numa pedra que não esteja num caminho?

    Se ela está num caminho, está fora de uma ‘parede’, será que ela pode ser fruto de uma desconstrução?

    Se há construção de construtores, como eles poderiam rejeitar tal pedra…
    Seria pelo fato de estarem cegos??

    Muito cuidado com as construções que andam fazendo por aí…

    Jesus alertou sobre casas sobre a areia, diferente das feitas na rocha…

    E quando Jesus afirma que não se coloca vinho novo em odre velho?

    Só uma pergunta…….???

    E todos os anos que o judaismo tinha?
    Quantos eram?
    A tradição os poupou de estarem cegos?
    Não mataram a Jesus?

    O que tem a ver dois mil anos de cristianismo?
    Dois mil anos de que?
    Se para Deus um dia é como mil anos???
    E mil anos como um dia???

    Sandro….
    Amigo….
    Assim fica difícil…
    Nem dá pra começar a conversa….

    Em Deus e na graça existe muito mais do que uma “vã” convicção humana de um coração desesperadamente corrupto.

    Não é isso que a Bíblia fala sobre o nosso coração?

    Convicção pra quem?
    De que?
    Pra onde??

    Já disse e vou repetir, os judeus tinham convicções…
    Mataram a Jesus…

    Pedro as tinha…
    Negou a Jesus…

    Convicções não são tão importantes.
    A graça é tudo.
    O amor de Deus também.
    É a atitude que conta.

    Como fica a convicção de dois mil anos de cristianismo diante de reis magos vindos do oriente para adorar o menino.

    Alí não havia tradição e sim devoção.
    Tanta sistematização pra “nada”…

    Gente com tanta convicção…
    Duvido que tenham sido menos diligentes do que os cristãos de nossa época…

    Você já parou pra perceber a “esmiuçação” do TALMUD??

    Os caras destrincharam as leis de Moisés em milhares de cases….

    Os caras…eram MUITO APEGADOS AO TRADICIONALISMO E À RELIGIÃO…

    Mas quem adorava o menino?????????????QUEM?????????????????????????????????????????????????????

    Paulo teve que “cair do cavalo” e ficar cego pra depois poder enxergar…

    Nossa lógica é totalmente relativa diante do poder de Deus…

    Não importa o que os “emergentes” digam
    seja quem for que estiver emergindo de qualquer lugar com qualquer opinião…..

    Jesus é a VERDADE, o CAMINHO e a VIDA !

    Ele sim “emergiu”como diria e disse Jó, pois o seu redentor vivia e por fim se levantaria sobre a terra.

    Ele foi ao inferno e venceu e ressurgiu ao terceiro dia.

    Ele perdoou o ladrão da cruz na última hora incondicionalmente à tradição ou qualquer outro protocolo humano.

    Ele nos salvou e nos transportou das trevas para o seu amor.

    Esta é a verdade, o resto é “especulação”, é rumor.

    Deus é mistério e deve ser temido.

    Nós não somos árbitros qualificados para julgarmos tempos, eras e valores.

    Ele é Deus.

    Só Ele é digno de glória, e detalhe…

    Ele não a divide com ninguém.

    Nem com dois mil anos de qualquer história, até mesmo porque, afinal de todas as contas…..hahahaha

    ELE É ETERNO.
    Ele é para todo o sempre.

    Abraços….

  13. Sandro June 29, 2008

    Ana,
    Obrigado por ler o texto. Fico feliz em pelo menos tê-la “inspirado” a escrever. Sei que você também é gente boa e bem intencionada. Me parece ser também jovem e buscando crescer na Graça. Isso é muito bom! Somente por curiosidade, que leitura você faz do VT? É para ser jogado no lixo? Se convicções não são tão importantes, porque você tem tanta convicção na graça e no amor de Deus? Como é possível sequer ser uma pessoa de atitude sem convicção alguma? Sinceramente, ao ler seu texto fico confuso, ou sua mente é brilhante demais para mim ou então não sei onde você deseja chegar. Mas a Graça é suficiente para mim e para você. E nesta Graça seguimos rumo à Cidade Celestial (Bunyan). Um forte abraço!

  14. Ana Paula Peixer July 1, 2008

    Escrevi do meu macintosh…os acentos as vezes nao saem…
    desculpe…
    abraco…

  15. Ana Paula Peixer July 1, 2008

    Oi Sandro.
    Naum desejo chegar a lugar algum a naum ser na propria despretensao…

    E de alguma forma conversar e “discutir” estas questoes tao batidas e repetitivas a ponto de nos conscientizarmos de que o Senhor eh acima de tudo isso.

    O A.T eh fantastico.

    Ele possui um conteudo que mostra a fraqueza do homem e a misericordia de Deus.

    Ele em nenhum momento deixou de declarar e deixar patente os pecados e imperfeicoes dos homens de Deus e dos “herois da feh”, talvez porque Deus quisesse mesmo abrir isto a humanidade e nos fazer conscios de que não existe nada absoluto senao Ele que escolheu e usou os mais improvaveis e imperfeitos daquela época.

    Ora se isso aconteceu naquela epoca, quanto mais a partir de Cristo.

    Ou seja, a questao é esta, pararmos de discutir ou polemizar assuntos teoricos sobre Deus e sobre a historia dos homens e adorar ao menino, mesmo que de forma tao “anti-historica”, ilogica e sem o aval da tradicao, assim como aqueles reis magos.

    Que possamos ao inves de teologizar tudo, simplesmente abrirmos o nosso coracao e sermos levados pela estrela da manha a adorar ao menino.

    Amo a simplicidade disso, desse evangelho que brota numa mangedoura, despretensiosamente.

    Vez por outra me pergunto, Sandro, se nao ficamos intoxicados de tanta teoria e religiao que as vezes temos dificuldade de viver a liberdade em Cristo.

    O proprio apostolo Paulo nos fala em Galatas 5 que nao devemos em hipotese alguma nos colocar debaixo de nenhum julgo de escravidao.

    Deus eh criativo, Ele pode e faz coisas novas….e se nao nos abrirmos a isso e ficarmos presos as teorias e tradicoes, talvez nao consigamos fluir na sua plenitude de misterio.

    Elias era um profeta de atitude e Deus nao falou como ele no terremoto e sim na calmaria…

    Picture this…

    Um homem que tinha detonado os profetas de Baal, que era acostumado ao fogo consumindo o altar…

    E Deus resolve falar com ele da maneira mais improvavel…atravez de uma brisa suave…

    Entende???

    Deus nem sempre e obvio.

    Ele nao pode ser controlado nem encaixotado por nada nem ninguem.

    Talvez o dia em que a Igreja de Jesus vivencia-lo ao inves de vivenciar a superficialidade do protocolo cristao, ela cause o impacto que DEVE no mundo…

    Aí a missão poderá ser completada…os campos estarao prontos para a colheita…

    Mas infelizmente, enquanto isso, os cleros religiosos ainda discutem o “sexo dos anjos”, os tipos de batismo, as viabilidades politicas, quem tem o maior título….

    “Tive fome e me deste de comer, tive sede e me deste de beber”…

    Simples assim…

    Um abraço meu amado em Cristo, um dia ainda vou te visitar em Sampa.

    Nao me leve nunca a mal.

    Assim como Paulo discutia com Pedro que era judaizante…sempre procuro conversar com pessoas de diferentes pontos de vista…

    Ana Paula Peixer.

  16. Noé P. Campos July 8, 2008

    Caro pastor,

    Meu filho Ezequiel é o elo entre dois pontos mutuamente desconhecidos do reino de Deus – você e eu. Como escritor e tradutor, gostei muito da questão Derrida: não ver o evangelho pelo filtro dele, mas ver a ele e ao desconstrutivismo pelo filtro do evangelho.

    Realmente há muita bobagem sendo pensada, dita e escrita a respeito do mundo atual, e mais ainda sobre a igreja (e a Igreja) atual. Portanto, é muito bom ter juízo. (Aliás, dizem minhas noras e minha mulher, que eu tenho muito juízo, mas não uso! eheheheheh!).

    Que Deus continue te iluminando, ungindo e usando, para honra e glória do NOME que está sobre todo nome, e para edificação do corpo de Cristo em unidade pelo amor, e te concedendo a cada dia a paz que excede todo entendimento.

    -

  17. Ricardo Vitorino August 20, 2008

    Olá Sandro,

    Me desculpe por comentar “atrasado” neste post, rs

    Estava procurando alguns textos e achei este post seu agora, quero apenas dizer que concordo com o que você escreceu, dizer que adorei os “textos confusos” da Ana Paula, rs e corrigir o comentário abaixo.

    “FQ { 06.20.08 at 4:59 pm }

    Cara isso q vc escreveu foi meu sentimento qdo li o livro do Frank Viola “cristianismo pagao” – se n me engano.
    o cara joga 2mil anos de experiencias cristas no vaso da descarga e se acha mto coerente.
    sinceramente eu ate acho a discussao do livro interessante, mas o autoritarismo q ele revela em sua “revelacao” nao é diferente de outros tantos exemplos que vimos ou vemos.”

    Gostaria de esclarecer que li os três livros de Frank Viola,
    “Reconsiderando o Odre” e “Quem é sua cobertura” alem do acima citado, e apesar do que pode aparentar para quem o lê pela primeira vez, o autor faz questão de reconhecer o valor do cristianismo que chegou até nós nos dias de hoje e os seus representantes, fato mais que esclarecido no final do “Quem é sua cobertura ?”.

    Deixo um ultimo pensamento para reflexão, o que teria acontecido se Lutero tivesse pensado:

    “Estas 95 teses vão escandalizar muita gente, podem até abalar a estrutura da igreja católica, muitos podem não entender e radicalizar, talvez até desencadear revoluções, o próprio modo de ser da igreja pode ser comprometido, afinal já se passaram 1.500 anos que as coisas são assim mesmo, pra que mexer nisto agora ? não seria melhor deixar tudo como está ?

    e aí o que seria de nós hoje ? pensem nisto.

  18. Sandro August 21, 2008

    Ricardo, acho que não foi somente o FabioQ quem teve a impressão de que o Frank Viola parece querer jogar 2 mil anos de história de Cristianismo no lixo com seu livro Cristianismo Pagão. Eu também tive a mesma impressão. Aliás, ainda não sei bem como reagir aos livros de Frank Viola, não sei onde ele deseja chegar. Me parece que ele tenta tanto voltar ao Cristianismo primitivo que ele perde de vista características óbvias da igreja no Novo Testamento.

  19. Ricardo Vitorino August 21, 2008

    Sandro, entendo perfeitamente esta impressão, quando li o reconsiderando o odre tive a impressão de que ele queria derrubar todos os templos, com o cristianismo pagão ficou ainda mais forte, talvez por ser contundente eu diria, mas lendo seu blog, entrevistas, suas declarações a respeito de líderes cristãos e declarações destes sobre o livro tive a certeza de que era só uma impressão errada, ainda mais tendo lido recentemente o “quem é sua cobertura ?” onde no final ele deixa claro o que pensa sobre estes 2 mil anos de cristianismo e seus representantes, acho que vale a pena dar uma conferida no blog dele.

    http://frankviola.wordpress.com/2008/07/03/pastors-weigh-in-on-pagan-christianity/

    obs: Só lembrando que o cristianismo pagão foi co- escrito por George Barna.

  20. Rodrigo September 8, 2010

    Aham senta lá Cláudia que o senhor já vem te salvar…
    Adão e Eva é ignorar anos de pesquisas e descobertas com provas concretas da verdade. Sandro como posso seguir os ensinamentos da biblía se há tantas idéias falsas nela?

  21. Sandro September 8, 2010

    Rodrigo, as tais idéias falsas na Bíblia foi você quem descobriu, ou foi alguém que lhe falou? Quais são elas? Estou curioso, pois estudo a Bíblia (seu conteúdo, seu contexto histórico e literário, sua arqueologia, etc.) há quase 3 décadas e ainda não encontrei essas idéias falsas. Abs

  22. Rodrigo September 9, 2010

    Olá Sandro e demais internautas, tenho um problema sério em acreditar no Criacionismo. A Bíblia diz em Salmos 33:6, 9 “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo sopro da sua boca. Ele ajunta as águas do mar como num montão; põe em tesouros os abismos. Tema ao Senhor a terra toda; temam-no todos os moradores do mundo. Pois ele falou, e tudo se fez; ele mandou, e logo tudo apareceu.”
    No entanto sabemos da teoria evolucionista que conta com grandes nomes como Charles Darwin e com experimentos que utilizam método científico rigoroso. O evolucionismo demonstra como a vida surgiu, contando com uma margem de precisão generosa para tal. Minha questão é: a bíblia está mesmo enganada? Como posso acreditar nos textos bíblicos se o criacionismo outrora verdade irrefutável caiu por terra?
    Atenciosamente Rodrigo.rcb. Obrigado.

  23. Fraco? September 21, 2010

    É parece que foram 3 décadas muito ineficiêntes na vida do Sandro.

  24. Sandro September 21, 2010

    Rodrigo,
    Primeiro tanto o criacionismo quanto a teoria da evolução apresentam questões de fé. Não são verdades irrefutáveis do ponto de vista científico. Não há como provar nem uma coisa nem outra. Há até mesmo cristãos cientistas evolucionistas (como Francis Collins, líder do Projeto Genoma Humano).
    Segundo, é preciso lembrar que que a teoria da evolução é tão somente uma teoria. Realmente não há “provas ciêntíficas” de que a vida simplesmente surgiu do acaso, há estudos, teses, tentativas de se provar uma teoria, etc. Mas não há “provas”. Acreditar na teoria do evolução envolve tanta fé (talvez mais) quanto acreditar que Deus criou o universo.
    Terceiro, o fato de que a Bíblia diz que Deus criou os céus e a terra, não diz exatamente como Ele criou, se foi instântaneamente ou se foi através de um processo de milhões de anos. A linguagem da Bíblia sobre a criação é poética e não científica.
    Portanto, desacreditar na Biblia por causa disso, é não entender os gêneros literários da Bíblia e perder de vista a mensagem princípal da Bíblia. Abs

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