Lead Me On

Lead Me On

Há exatos 20 anos foi lançado o album Lead Me On da Amy Grant. Quem me conhece sabe que música faz parte da minha vida (tanto quanto livros…). Tendo encontrado o Caminho no início da década de 1980, fui muito influenciado por artistas cristãos que iniciaram suas carreiras (ou estavam no auge das mesmas) naquela década: Petra, Stryper, Michael W. Smith, Whiteheart, Mylon Lefevre, REZ, Amy Grant, dentre outros. Apesar de não ter parado no tempo, ainda ouço músicas destes artistas vez por outra.

Lead Me On da Amy Grant é um dos poucos que tem espaço garantido em meu iPod (o CD inteiro, não apenas algumas faixas, como é o caso de outros discos/artistas da época). Não é por acaso que a revista CCM o elegeu como o melhor disco cristão de todos os tempos. Tudo neste disco é perfeito, em minha opinião. Amy Grant estava amadurecendo como cantora e compositora. Seu disco anterior a este (Unguarded-1985) já havia dado sinais disso, conquistando cada vez mais espaço fora do cenário cristão. O disco que veio depois (Heart In Motion-1991) colocou-a definitivamente no cenário pop internacional, com direito a apresentação ao vivo na entrega do Grammy em 1992. Mas a pérola em sua carreira é mesmo Lead Me On.

Eu ainda me lembro sentado na cama de um hotel barato em Orlando, FL, em agosto de 1988, depois de ter comprado o LP (sim, eu ainda comprava LPs e fitas cassete), e lendo cuidadosamente todas as letras (já que teria que esperar até chegar em casa para ouvir a música) procurando entendê-las com meu inglês ainda meia-boca na época. Quando finalmente consegui escutar a música, várias canções conquistaram meu coração de imediato: 1974, Lead Me On (fantástica melodia e letra, ainda hoje umas das músicas favoritas nos shows de Amy), What About Love, All Right, Say Once More… Com o tempo, outras foram me conquistando também, à medida em que ouvia cada vez mais.Hoje escutei a edição comemorativa de 20 anos (CD original remasterizado e outro CD com faixas acústicas e ao vivo).

Num clima de nostalgia, a letra de 1974 que fala de conversão, do encontro com a fé e da mudança na vida após esse encontro (as letras completas em inglês podem ser lidas aqui) me fez voltar no tempo, não de quando eu a ouvi pela primeira vez, mas de quando eu também me converti (em meu caso não foi 1974, mas 1981):

“Éramos jovens e nenhum de nós sabia exatamente o que dizer,

mas o sentimento movia-se entre nós em silêncio assim mesmo;

devagar fizemos uma mudança enorme,

em algum lugar cruzamos a grande linha,

de joelhos provamos o vinho sagrado,

e ninguém poderia nos desviar em toda uma vida…

Nenhuma palavra, ninguém tinha que dizer que mudamos,

nada do que vivemos seria o mesmo,

conhecendo a verdade que ganhamos…”

3 Comments

  1. Faber June 29, 2008

    Hehehhehhehee…
    Eu me lembro de quando ouvi Amy Grant pela primeira vez em 1994. Eu ainda era ateu (convicto, blasfemo), mas trabalhava com crentes e Amy Grant era a unica musica crista naquela epoca que nao me deixava irado. As vezes os caras com quem eu trabalhava colocavam umas musicas cristas brasileiras e eu ficava loco (ainda fico… hahahahahaha). Mas quando tocava Amy Grant eu parava e ficava ouvindo aquela voz perfeita e as melodias bem construidas. Quando vi um clipe dela entao, virei fan, sempre achei ela muito bonita.
    Definitivamente Amy Grant eh um dos pouquissimos nomes da musica crista mundial que eu respeito e admiro.

  2. charles oliveira "sá" June 30, 2008

    ainda tenho guardado na minha coleção de “bolachas” alguns da Amy, são maravilhosos, não os ouço para não estragar mas continuo ouvindo-a só que em mp3…

  3. Nathan July 2, 2008

    Oi Pr. Sandro,

    Coincidentemente eu estava procurando por artistas no MySpace e caí no da Amy Grant. A música “Lead me On” está lá para quem quiser ouvir: http://www.myspace.com/amygrant

    Um abraço
    Nathan

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