Arquivos para o mês de: July, 2008

Um dos melhores livros sobre igreja que eu li no último ano é o Signs of Emergence do Kester Brewin (primeiramente publicado sob o título The Complex Christ no Reino Unido). O subtítulo do livro já diz muita coisa: Uma visão para Igreja que é orgânica, em redes, decentralizada, de baixo para cima, comunitária, flexível {sempre evoluindo}. Tem uma tabela neste livro (p. 117) que resume bem algumas características da igreja emergente (comparando-a com a igreja rígida de um lado e a igreja anárquica de outro). É interessante que a maioria dos que criticam a igreja emergente possivelmente concordariam com as características listadas nesta tabela. Gostaria de propor algumas perguntas para sua reflexão ao ler a tabela abaixo:
Qual dessas igrejas você acha que melhor representa a sua igreja atual?
Qual delas você gostaria que representasse sua igreja?
Qual delas você pensa que melhor representa a Igreja de Cristo segundo o seu entendimento da Bíblia?
Divirta-se!

Table BK

Eis ai um parágrafo sobre fé que vale a pena ser lido muitas vezes nesta época de confusão espiritual:

Hoje em dia a fé dos cristãos na igreja se desencaminhou. A sua obsessão com o conteúdo da sua fé (teólogos discutindo termos técnicos) ao invés da paixão pelo movimento e pela vida da fé, acabou desencadeando a nossa crise mundial. Mas o imutável permanece imutável. O Último, o Não-Condicionado, o Totalmente Outro não mudou. A fé é nossa responsabilidade de fazer com que o Transcendente, o Não-Condicionado, o Totalmente Outro Ser, torne-se uma realidade ativa dia após dia em nosso contexto, hoje onde quer que estivermos. A fé só move montanhas quando fala ao onipotente criador – quando me sujeito a ouvir a palavra da fé.
- Jacques Ellul

(obrigado Kylter, pelo texto inteiro do Jacques Ellul)

Dentro de todas as igrejas, negócios ou organizações sem fins lucrativos que precisam mudar, há um grupo de pessoas bem informadas, com uma consciência aguda das transformações que precisam acontecer. Elas voltam toda a noite para casa e atazanam seus cônjuges. Reúnem-se na sala do café e se queixam. Entretanto, dia após dia, vão trabalhar resignadas, acreditando que nada mudará. Estão convencidas de que a tentativa de se introduzir mudanças seria um custoso exercício de tempo, além de potencialmente arriscado. Então, permanecem caladas e ficam olhando para o relógio. Não lhes falta a percepção para descobrir o que precisa acontecer: tais pessoas simplesmente não têm coragem de fazer nada a respeito da situação. O líder é alguém que tem coragem de dizer em público o que todos estão sussurrando em particular. Não é a percepção que distingue o líder da multidão. É a coragem para agir de acordo com o que ele enxerga, para falar em alto e bom som, enquanto todas as outras pessoas optam pelo silêncio. Os líderes da próxima geração são aqueles que preferem contestar as coisas que precisam de mudança – e pagar o preço por isso – a permanecer quietos e morrer por dentro.

(Andy Stanley, O Líder da Próxima Geração, pp. 50-51 Editora Vida) 

Isso me faz lembrar do que William Wallace disse ao nobre Robert Bruce em Coração Valente: “As pessoas não seguem títulos, elas seguem a coragem.”