Ontem fui assistir U2 3D. Depois de meses esperando para ver o concerto em tela grande, no conforto de uma sala de cinema, finalmente chegou o momento. A primeira surpresa ao entrar na sala foi encontrar um público pequeno (aprox. apenas 1/4 da capacidade da sala estava tomado). O som, em minha opinião, estava bom, ou seja, alto o bastante para você sentir-se próximo ao um show de rock sem agressão aos seus ouvidos. O setlist eu já conhecia, então não havia surpresa alguma aí (ao contrário de um show ao vivo quando você realmente não sabe todas as músicas que a banda irá tocar). Os efeitos especiais na tela 3D é que fazem de U2 3D um show à parte. A chuva de letras durante The Fly é fantástica (quase psicodélica)! A próximidade que as cameras 3D trazem o Bono durante alguns momentos de Sunday Blood Sunday fez algumas fans gritarem de emoção no cinema (e o resto de nós rir!). A energia durante Where the Streets Have No Name é contagiante e emocionante! Ver a banda ao vivo é uma experiência incrível, com milhares de pessoas cantando em uníssono as músicas diante de um palco gigantesco. Mas por mais perto que você consiga chegar em um show ao vivo, nunca chegará tão perto como na apresentação em 3D (possivelmente o mais perto que a maioria de nós chegará do Bono, Edge, Larry Mullen Jr. e Adam Clayton). O 3D coloca você literalmente no palco junto com a banda em muitos momentos. Sabe aquele local bem perto que você gostaria de ter conseguido mas faltou grana ou então não tinha condições de acampar na frente do estádio durante dias para garantir seu espaço? O U2 3D coloca você lá! Eu curti e verei novamente no cinema um dias desses. Afinal de contas, ver U2 ao vivo em tela grande e tecnologia 3D não é um acontecimento rotineiro. Dica para quem ainda não assistiu e pretende fazê-lo: fique até o final dos créditos com seu óculos 3D…