Arquivos para o mês de: August, 2008

Ontem fui assistir U2 3D. Depois de meses esperando para ver o concerto em tela grande, no conforto de uma sala de cinema, finalmente chegou o momento. A primeira surpresa ao entrar na sala foi encontrar um público pequeno (aprox. apenas 1/4 da capacidade da sala estava tomado). O som, em minha opinião, estava bom, ou seja, alto o bastante para você sentir-se próximo ao um show de rock sem agressão aos seus ouvidos. O setlist eu já conhecia, então não havia surpresa alguma aí (ao contrário de um show ao vivo quando você realmente não sabe todas as músicas que a banda irá tocar). Os efeitos especiais na tela 3D é que fazem de U2 3D um show à parte. A chuva de letras durante The Fly é fantástica (quase psicodélica)! A próximidade que as cameras 3D trazem o Bono durante alguns momentos de Sunday Blood Sunday fez algumas fans gritarem de emoção no cinema (e o resto de nós rir!). A energia durante Where the Streets Have No Name é contagiante e emocionante! Ver a banda ao vivo é uma experiência incrível, com milhares de pessoas cantando em uníssono as músicas diante de um palco gigantesco. Mas por mais perto que você consiga chegar em um show ao vivo, nunca chegará tão perto como na apresentação em 3D (possivelmente o mais perto que a maioria de nós chegará do Bono, Edge, Larry Mullen Jr. e Adam Clayton). O 3D coloca você literalmente no palco junto com a banda em muitos momentos. Sabe aquele local bem perto que você gostaria de ter conseguido mas faltou grana ou então não tinha condições de acampar na frente do estádio durante dias para garantir seu espaço? O U2 3D coloca você lá! Eu curti e verei novamente no cinema um dias desses. Afinal de contas, ver U2 ao vivo em tela grande e tecnologia 3D não é um acontecimento rotineiro. Dica para quem ainda não assistiu e pretende fazê-lo: fique até o final dos créditos com seu óculos 3D…

Donald Miller, conhecido pelo seu livro Blue Like Jazz (Como os pinguins me ajudaram a entender a Deus, Thomas Nelson Brasil), foi convidado para pronunciar uma bênção no encerramento do primeiro dia da Convenção Nacional Democrata em que Barack Obama foi anunciado como candidato oficial dos democratas à presidência dos Estados Unidos (video aqui).  A revista Christianity Today entrevistou Miller antes de sua participação na convenção. A entrevista em inglês pode ser achada em texto aqui e tem uma versão em video no YouTube que pode ser encontrada aqui. Miller decidiu postar alguns e-mails que ele trocou com Barack nos últimos meses (após sua participação num comício em Portland). Eu não vou traduzir e postar os e-mails aqui, mas se você lê inglês e quiser dar umas gargalhadas, vale a pena dar uma lida no blog dele. A síntese dos e-mails trocados entre eles (até a Sra. Michelle Obama participou) é que políticos são iguais em todos os lugares do mundo… E por falar em Donald Miller, imagino se os outros livros dele (Searching For God Knows e To Own a Dragon) serão lançados em português…

O Jota publicou em seu blog um texto do George Verwer que eu gostaria de recomendar a leitura. Sob o título de Um Desgraçado Como Eu, trata-se de uma das mais corajosas confissões públicas de fracasso feita por um líder cristão renomado. Eu me lembro de ter ouvido o George compartilhando essa história em um dos devocionais do Logos II, quando estávamos em Amsterdam. Me lembro também de como fui impactado quando passei uma semana como intérprete dele no Rio de Janeiro e em São Paulo em 1991. Poucos livros tiveram tanta importância espiritual em minha vida como Revolução no Discipulado e Vida em Profundidade (ambos publicados no Brasil pela Mundo Cristão, mas fora de catálogo), os quais eu li diversas vezes, sempre sendo confrontado com desafios de viver uma vida de amor, equilíbrio e realidade espiritual. Vale a pena cutucar a Mundo Cristão ou a OM para que publiquem novas edições destes livros ou então disponibilizem os textos para baixar na internet.