
Uma pergunta que frequentemente me fazem é sobre o dízimo e contribuições financeiras no Projeto242. Eu tenho respondido de modo particular, mas como cada vez mais pessoas perguntam, vou postar aqui basicamente o que já respondi para muitas pessoas.
Primeiramente, reconheço que há amplo ensinamento bíblico sobre o dízimo por aí e eu não pretendo repetir o que outros já têm escrito com equilíbrio e sólida base nas Escrituras. Reconheço também que há muito erro nessa área, principalmente quando o dízimo é utilizado como barganha com Deus ou como uma espécie de “espantalho do Devorador”, geralmente promovendo o enriquecimento ilícito de pastores inescrupulosos e a construção de verdadeiros impérios “ministeriais” megalomaníacos.
Quase que como uma reação a esse desequilíbrio, muitos apontam que o NT não contêm nenhuma instrução sobre o dízimo e que o mesmo era relacionado à Lei Cerimonial no VT, sendo portanto, uma prática que deveria ser abandonada pela Igreja (para mim, essa crença é tão desequilibrada quando a que ela se propõe a rebater). É muito importante lembrar que o fato de não haver nenhuma instrução para a prática do dízimo no NT não necessariamente o anula, visto que, como disse Paulo, toda a Escritura é inspirada por Deus (e a Escritura nos dias de Paulo era o que conhecemos como Velho Testamento). Um ensino cuidadoso do dízimo no VT revelará que o mesmo não era só 10%, mas aproximadamente 23% durante o ano, como apontou Leonard Sweet em seu excelente artigo escrito há alguns anos sobre uma mordomia pós-moderna intitulado Freely You Have Received, Freely Give (infelizmente esse artigo está fora do ar em seu site). Ou seja, se for fazer lei sobre isso, então precisa mudar o percentual também. Dá pra notar que as coisas não são tão simples assim.
Tendo dedicado metade da minha vida até aqui ao serviço pastoral, curti muito o capítulo no livro Confessions of a Reformission Rev. do Mark Driscoll intitulado Jesus, our offering was $137 and I want to use it to buy bullets (Jesus, nossa oferta foi 137 dólares e quero usar o dinheiro para comprar balas [para meu revólver]) onde ele relata as dificuldades de pastorear uma comunidade pequena e cheia de jovens alternativos, descolados e descompromissados. Confesso que já me senti como Driscoll, exceto que não possuo uma arma (digitar isso agora me fez lembrar do Nirvana… and I swear that I don’t have a gun…). De qualquer modo, um dos textos pós-modernos mais interessantes que eu li sobre o dízimo (além do citado acima, de Leonard Sweet) se encontra no livro Como os pinguins me ajudaram a entender Deus de Donald Miller. Muita gente que eu conheço gosta deste livro. Imagino quantos praticam o que o Donald Miller falou ali sobre a relação do dinheiro com espiritualidade. De fato, creio que a questão de como usamos os recursos disponibilizados a nós pelo Criador e do quanto damos com liberalidade está profundamente conectada com nossa espiritualidade.
Eu creio e tenho comunicado no P242, que o seguidor de Cristo deve viver muito além do dízimo: 100% de sua vida e bens precisam ser submetidos a Deus. Como disse Tonio K em uma velha canção sobre ser livre: I don’t know how much it’s gonna cost you, probably everything! (não sei quanto irá custar de você, provavelmente tudo!). Seguir Jesus significa entregar tudo a Ele. Isso é o que chamo de mordomia pós-dízimo. A oferta da viúva pobre era a menor em valor, mas era tudo que ela possuía e, foi precisamente por isso que Jesus louvou a atitude dela. Uma noção de mordomia é reconhecer que tudo pertence a Deus. Como alguém já disse sobre a questão de dízimo e contribuição: “Não se trata do quanto de meu dinheiro dou para Deus, mas o quanto do dinheiro de Deus fica comigo.” Em alguns momentos da vida, isso significa que sua contribuição poderá ser abaixo dos 10% e em outros será acima. O importante é que em todos os momentos da vida, você use tudo para a glória de Deus, administrando bem os recursos que Ele colocou sob sua responsabilidade. E quanto mais recursos você tiver, maior será a sua responsabilidade diante de Deus. Afinal de contas, Ele mesmo disse que a quem muito é dado muito será cobrado.
Tendo dito isto, creio que 10% é uma medida saudável (não uma lei) como patamar de contribuição (novamente, mordomia pós-dízimo). Você nem precisa ser crente para concordar com isso; o consultor financeiro Gustavo Cerbasi, por exemplo, ensina a disciplina de dar 10% (ou um percentual de sua renda) em seus livros sobre administração financeira. E ele não é o único. De fato, a prática de uma contribuição percentual sistemática parece ser milenar e preceder a tradição Judaico-Cristã.
O que eu realmente não entendo é que um seguidor de Cristo que experimentou seu Amor e Graça de modo tão livre e abundante, não sinta desejo de contribuir livremente ou então deseje contribuir continuamente com menos do que aqueles que seguiam a Lei (e viam através do véu) o faziam. Tampouco entendo aqueles que frequentam ou fazem parte de uma comunidade cristã sem nunca contribuir com ela. Parece-me uma atitude muito pobre e egoísta por parte destas pessoas. Infelizmente, parece-me que muitos usam desculpas para não contribuir para disfarçar seu egoísmo e ingratidão, além de um “espírito rebelde” (o dinheiro é meu e faço dele o que quiser). Tudo isso não me parece ser a atitude de um seguidor de Cristo que foi livre das garras do materialismo e está lutando contra o espírito consumista desta época. Portanto precisamos repelir os dois erros: o da contribuição forçada, manipulada, da barganha com Deus, e o da falta de compromisso, ingratidão e avareza disfarçadas de espiritualidade.
Finalizando (mas definitivamente não esgotando o assunto), creio que uma mordomia pós-dízimo é uma questão de compromisso, gratidão, confiança e engajamento com o Reino e toda a sua justiça.
poxa sempre pensei assim, e sempre fui muito criticado, e ja me disseram que quando eu seja pastor de uma igreja eu vou perceber como as coisas funcionam diferente. espero ter a força do espiritu santo pra nao me deixar corromper. valeu Sandro
Deus tem nos dado mtas coisas para cuidarmos, como mordomos.
temos q diariamente lembrar q tudo q temos eh de Deus…e que Deus mtas vezes vai querer usar o carro para levar alguem ao hospital, a casa para hospedar alguem , o laptop para alguem usar..
enfim nada q temos é nosso, tudo vem de Deus.
Sandro, Agradeço a Deus pela sua vida!! Pois eu e meu esposo estávamos procurando um lugar para congregar e eu lembro que pedi a Deus que queria um lugar onde a palavra estivesse em primeiro lugar, e a cada dia tenho aprendido muitas coisas ai no projeto, vimos de Deus tem abençoado a cada dia das nossas vidas!! Obrigada
O dízimo é bíblico, mas não é cristão. O dízimo tinha que ser levado à casa do tesouro, o que se pressupunha a existência, ainda, do Templo de Jerusalém. Hj pode-se contribuir com dízimo, não há problema, é até uma forma inteligente e prática de se contribuir, o que o cristão não sabe e precisa ficar sabendo é que ele pode assumir a mordomia do dízimo, não precisa ser o clero, essa autoridade está embutida no sacerdócio de todos os santos. Problemas com dízimo ocorrem qdo querem tratar os filhos de Deus como se fossem crianças.
Eu penso que não precisamos dar o dízimo somente onde congregamos. Muitas vzs não temos certeza do caráter de quem cuida da grana na igreja (nem sempre é o pastor, principalmente em igrejas mto grandes) e achamos melhor dar o dinheiro para obras assistenciais que conhecemos melhor, missionários, etc.
Sandro, tu acha que isso é válido?
Penso que o que mais importa para Deus é a forma que entregamos o dinheiro, o que se passa no nosso coração.
Ezequiel, o que penso é o seguinte:
Se você não confia nas pessoas que estão administrando os recursos da comunidade onde você faz parte, então por que você está lá? Creio que é mais saudável procurar uma comunidade onde você tenha confiança, visto que esta é a base de um relacionamento saudável. Creio que você deve fazer parte de uma comunidade onde há prestação de contas, transparência e relacionamentos saudáveis, e contribuir com a mesma. Creio que o cristão é livre para contribuir como/onde ele desejar. Mas creio que ele deve contribuir com sua igreja local e pode também contribuir com outros ministérios, pessoas e/ou causas que ele se sinta desafio ou motivado a fazê-lo. O que não faz sentido para mim, é um cristão não contribuir com sua comunidade local. Se devemos fazer o bem primeiro aos domésticos da fé – isso é, aqueles que fazem parte de nossa família espiritual imediata, não creio que, quando estamos em comunhão com uma comunidade, faça sentido que a gente não contribua com a mesma. Abs.
A questão do Dízimo que o Donald Miller fala no livro ” Como os pinguins me ajudaram a entender Deus ” é realmente uma das melhores abordagens que já vi.
Apesar de ter essa consciência, esse texto me deu um “despertamento” maior.
O livro inteiro é muuuuito bom!
Mano, como sou encanado com isso andei pesquisando por aí.
Talvez sejam infantis as minhas dúvidas, mas são dúvidas…rs.
Sei q argumentar q o dízimo sendo do VT e nao do NT parece chato, mas, o pq nao praticar as outras coisas do VT então?
Li em algum lugar q o dízimo foi inserido na Igreja Cristã no séc. III… Seria isso já a distorção, ou o início dela, que vemos hoje?
O que questiono em si é pq ser exatamente 10%… não questiono o princípio de despreendimento material e tudo mais…
Acho q fui confuso né mano!?…rsrsrs
Grande secretário de missões Lelo! Boa pergunta sobre as práticas do VT e NT… lembre-se que há muitas coisas do VT que praticamos (ou deveríamos praticar!). A Lei é boa, disse Paulo… Pense, por exemplo, no movimento global chamado Jubileu. É do VT, mas há uma consciência crescente entre cristãos e não cristãos de que seria muito bom para a humanidade se fosse praticado hoje em dia… De fato, mesmo quando Jesus se referiu à hipocrisia do escribas e fariseus que davam o dízimo das menores coisas (como hortaliças) e negligenciavam grandes preceitos de justiça e misericórdia, note que ele disse: “Você devem praticar essas coisas sem negligenciar aquelas!” Ou seja, do ponto de vista de Jesus, não se devia parar de dar o dízimo, mas ir além do dízimo. Ir além da Lei parece ter sido a mensagem de Jesus também no Sermão da Montanha… Pelo livro de Atos e as epistolas de Paulo, no que diz respeito a contribuições, temos uma forte impressão de que a igreja primitiva foi além do dízimo (que é o que eu creio e estou ensinando há anos). O que não creio – e não indícios quanto a isso – é que eles tenham deixado de contribuir. Evidentemente não fazia sentido, uma vez que Jesus se tornou Senhor de suas vidas… O problema não é 10% ou 5% ou mesmo 1%. Minha experiência nessa área tem me mostrado que, geralmente quem reclama dos 10% não dá nem 5% e às vezes nem 1%. Novamente, não se trata de lei (como disse no post), pois se fosse lei seria aprox. 23%. Se trata de atitude de liberalidade, gratidão e compromisso. Uma vez uma pessoa estava reclamando que não ganhava bem e não podia dar o dízimo de 60 reais (10% de seu salário na época). Mas essa mesma pessoa vivia pagando 70, 80 e até 120 reais para ir a shows de rock… e por aí vai… Geralmente quem tem a disciplina financeira (e é isso que o Donald Miller descobriu) de contribuir sistematicamente, acaba fazendo um melhor uso dos seus recursos. Quem não costuma contribuir, acaba fazendo um pobre uso de seus recursos. Esta tem sido minha experiência. Mas, como já disse, não estou advogando uma lei e nem sequer um percentual fixo… Abraços,
puxa cara, essa perspectiva é tao diferente do que me ensinaram ate agora, quantas veces nao dei meu dizimo por medo de Deus me castigar, o do meu dinheiro acabar seu eu poder fazer nada…
meu Deus, a quantas pessoas nao estao sendo enganadas… se posso dizer isso ne hehehe
Sim, sim… claro q muita coisa do VT praticamos hoje… Vi uma separaçao interessante sobre os tipos de lei mano…
Lei Moral Proibido matar, roubar, adulterar Êxodo 20
Lei de Saúde Proibido comer carne com sangue Levítico 17
Lei Social Proibido colher bagos caídos. Deixar para os pobres Levítico 19: 9,10
Lei Civil Permitido repudiar uma esposa estrangeira Deut 21:10-14
Lei Cerimonial Regulamentava toda a prática do culto e da adoração. Levítico 16
O q permanece então seria a moral…
Tb acho q tem muita gente querendo arrumar desculpa pra não dar o dízimo ou seja a quantia q for… e deixo claro q não corcordo com isso. Aquele lance q disse acima, despreendimento material…
ah…. vlw…rsrs
Que viagem !!!
Além da questão monetária, outra coisa que tenho tentado praticar é um dízimo do meu tempo. Tento sempre separar um momento para leitura, meditação, oração… É muito bom poder parar por um instante nessa loucura desenfreada em que se transformou o dia-a-dia na modernidade.
Tem sido bom demais!
Leonardo, bem lembrado a questão do tempo. Jesus é Senhor da vida toda. Abs.
Olá, nossa quanta discussão sobre o Dízimo, pelo que eu lí perecebi que ninguem é a favor da teologia da prosperidade, eu também não sou, todavia um dia na faculdade um amigo meu que se declara “ateu”, perguntou sobre o assunto dos 10%, minha resposta foi “olhe para a geopolitica mundial”. Expliquei para ele que todos os países que, a 500 anos atrás, deram liberdade para o Protestantismo, hoje são ricos, incluindo também o povo Judeu. Informei que muitos desdes países hoje não sou mais protestantes como a Holanda e a Alemanhã, todavia continuam ricos, minha argumentação se baseou no dízimo e no Livro do economista Max Weber sobre ética Protestante e o Capitalismo. Expliquei uma série de fatores em nossas vida, que faz com que enriquecemos e entrei na parte primordial, o plano de Salvação, dizendo que o importante não é ser rico e que a graça e a fé em Jesus nos leva para a salvação. Emfim creio que Jesus Salva, Dízimo e oferta são uma lei para a semeadura, no entanto depende da intenção do coração em contribuir!
A igreja(Instituição e obras missionarias), necessitam do dízimo para se manterm, o AP. Paulo também faz uma refêrencia sobre como é certo os ministros da palavra ganharei $$ para viver na obra(Romanos ou Corintios). Sou contra também aproveitadores que se enriquecem usando uma faxada de “Pastor”.
E ai galera !!
Muito interessante esse post Sandro!! concordo plenamente com o que foi exposto, nunca tinha ouvido sobre a possibilidade do percentual de dízimo estar além dos 10% no AT, inclusive se alguém tiver aquele artigo por favor me passe o link pois achei mto interessante e gostaria de ler o que Sweet escreveu a esse respeito.
Complementando, creio que viver para Cristo vai mto além de frequentar uma igreja local e entregar 10% do salário, penso que ser cristão é largar tudo e seguir a Jesus, largar os velhos pensamentos, os velhos conceitos, a ganância, a idolatria aos bens, o egoísmo, a confiança em si… viver para Cristo, e não viver para vc mesmo.
Se vivemos neste mundo é para adorarmos a Deus e para fazermos o Seu nome conhecido, e isso muitas vezes requer $$$.
Entendo que os dízimos e ofertas não devem ser entregues por uma obrigação, ou por medo do devorador levar tudo, essas coisas que estamos cansados de ouvir… mas creio que tudo aquilo que damos ao Senhor de todo o coração sobe como adoração em sua presença, é perfume agradável as Suas narinas.
Se ofertamos o nosso tempo (seja ele quanto for) com o objetivo de aprender Dele, saber o que Ele já fez e esta relatado nos livros da bíblia, se ofertamos um tempo para elogiá-lo pelo que Ele é e pelo que faz em nossas vidas, se entregamos uma parte do nosso tempo em algum trabalho que irá glorificar o seu nome, se reservamos um tempo para trocar uma idéia com Ele, contar aquilo que estamos vivendo (não que Ele não sabia, mas Jesus acha linda a nossa voz) um tempo para ouvir o que Ele tem a nos dizer, se entregamos um tempo a sós tirando um som na guita para que Ele curta, ou se entregamos parte dos nossos recursos financeiros (1%, 10%, 50%, 100%), se entregamos o nosso carro e a nossa gasolina para ajudar alguém, se entregamos uma roupa a quem precisa, se nos guardamos em santidade e entregamos um coração que odeia o pecado… tudo que entregamos de livre e expontânea vontade, com amor e sem reservas é ADORAÇÃO !!!
Como já comentado, falar a respeito disso é exaustivamente maior do que dinheiro, lei, obrigação, pecado, miséria, prosperidade.
Acredito que tudo o que fazemos com siceridade é fruto de quanto conhecemos a Deus, quanto mais vivemos para Ele, mais morremos para nós mesmos, e isso inclui o nosso bom e velho salário!
Não gosto de percentuais fixos, me trazem a mente um conceito de “obrigação”, e não encaro os dízimos e ofertas dessa forma, mas no meu caso por exemplo, tenho dado em média de 25% a 35% do que ganho para Deus, e não falo isso para me engrandeçer até porque ninguém de vc’s me conhece, e provavelmente não iremos nos conhecer, mas digo isso pois tenho experimentado a fidelidade de Deus em minha vida, e cada dia que se passa tenho visto o quanto Deus é bom para aqueles que o amam.
Se Jesus se entregou totalmente por nós, entregou TODO o seu sangue na cruz pelos nossos pecados, 100% de si por amor… o que é 1%, 5%, 10%, 50%, 90% do nosso salário ???
Que o Espírito Santo testifique o que for verdadeiro!!
Aquele abrazzzz !!
Acho justo os 10% do salário como contribuição à comunidade em que estou inserido, mas Deus não se agradaria desses 10% se minha vida não fosse 100% dEle. O 1º compromisso é com Deus e em seguida com o próximo (na igreja). Mas a igreja também tem o dever de socorrer os santos em suas aflições (órfãos, viúvas, desempregados). Muitos pobres são obrigados a dar 10% do que quase não têm, e não recebem ajuda alguma da comunidade. Graças a Deus não vejo essa distorção aonde congrego hoje, mas já vi acontecer.
Bom, como cresci numa igreja neopentecostal em que Malaquias 3:10 era pregado diariamente e todos morríamos de medo do devorador (que pra nós era um demônio que só podia ser repreendido com o dízimo) eu dizimo desde os treze anos. Quando ganhava R$1 da minha mãe trocava o dinheiro e colocava R$0,10 no envelope. Uma vez o pastor pegou um envelope meu e disse que a pessoa que entregava aquilo devia viver uma vida miserável… bom, mas deixa essa parte pra lá.
Enfim, me acostumei com dízimo. Hoje entendo que o dízimo não é aquilo que me ensinaram, mas também não entendo como um cristão pode viver tranqüilo dando menos que isso de salário. Não quero julgar ninguém, há casos e casos, cada um sabe de si, mas todo mundo tem condição de dar pelo menos um pouquinho, e 10% na minha opinião talvez seja um bom valor. Pra começar…
Talvez seja difícil no começo, mas creio que com o tempo vc aprende a viver “só” com 90% . Como desde que trabalho dizimo não acho que cheguei a pensar no que todos os 10% que eu dei faria de tão diferente na minha vida. Na verdade com o tempo passei dar até um pouco mais. Mas tenho certeza que pode fazer diferença na vida de muita gente.
Não sei se é totalmente correto pensar assim, mas o dinheiro que a gente guarda ou gasta aqui na Terra, ficará aqui na Terra. O dinheiro investido na obra do Senhor poderá ser vital para que uma ou mais vidas subam comigo lá no céu. Talvez seja o melhor investimento de longo prazo que possamos fazer.
Bem, vamos falar desse negócio chamado dízimo, outro dia uma mina me disse que eu tava meio sem grana e ela me disse que era porque eu não estava dando o dízimo. Eu disse que se Deus me abençoa pelo dízimo que eu dou eu estou ferrado, porque ele nunca vai me abençoar.
Eu moro numa comunidade Cristã em Santo André e todos nós contribuímos para o sustento do lar, e vai além do dízimo que é estipulado pela doutrina atual, e mesmo assim, se se estudar um pouco sobre a história que nos trouxe esta idéia de dízimo o valor era de 33%, entaõ se formos viver nessa lei todos estão errados pois dão apenas 10%, pra mim e para as pessoas que moram na comunidade nova chance a justiça praticada é o que agrada a Deus e não ofertas financeiras deste tipo. Nasci dentro da Batista e por muito tempo temi o Devorador e hoje vejo o quanto tempo perdi que poderia estar ajudando mais as pessoas do lado de fora do que estar colocando ar condicionado no templo ou pinturas ou mega-estruturas que eliminam o valor da pessoa em si. Amo a Igreja de Cristo e não a instituição que é humana, carnal e diabólica. Abçs e que seja feito na terra, assim como é feito no céu.
Desde que me converti sempre achei justo entregar o dízimo/oferta, o mínimo para que a obra continuasse, e que demonstrasse que minha segurança não estava no dinheiro mas nEle, e claro, para que outras pudessem ser salvas, e sempre entendi que faço parte do corpo, e que preciso participar de todas as maneiras que disponho, depois de certo tempo virou algo mecânico, foi quando tive de fato uma experiência, havia colocado um valor no envelope, mas no momento da pregação e depois na oração falei com Deus e disse “Deus tudo que tenho é teu, tudo que preciso é do Senhor na minha vida, de ter comunhão contigo”, nesse momento ouvi Deus falar muito nitidamente no meu ouvido, “entrega tudo” nesse momento senti um amor e uma presença de Deus que até então nunca havia sentido, chorei muito, e na paz que havia no meu coração entreguei tudo que tinha, e de fato entreguei meu caminho ao Senhor… resumindo, naquela mesma semana, com as contas vindo minha conta ficou no vermelho, mas a paz e certeza que Deus estava no controle permanecia, no mês seguinte, por uma série de fatores (aumento no salário, pessoas me pagando o que me deviam, recebi valores de parentes) acabei vivendo algo que nunca tinha vivido, por isso acho que o que importa é a nossa intimidade com Deus, buscar em primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas as outras coisas serão acrescentadas. Sempre digo que eu não precisava de um casamento para ser feliz, nem de um bom emprego, nem de uma mansão, mas preciso ter a certeza de fazer a vontade de dEle pra ser feliz… e Deus acaba acrescentando os sonhos, por amor, amor que nos constrange!
Abs e parabéns pelo blog
Gostaria de receber mais informações sobre o que é real, biblicamente,sobre dizimo e ofertas na Igreja local. Temos que ensinar os fieis de como dizimar e ofertar, sem contragimento e a maneira de como é gasto os recursos da Igreja. Hoje está cheio de mecenários nas Igrejas, são aproveitadores das ovelhas…
Sou Pastor Lindolfo de Oliveira, de uma pequena Igreja..
Meu pensamento é que a contribuição financeira numa instituição em que se frequenta com regularidade é necessária, pois a conta de água, luz e despesas diversas de manutenção da casa são necessárias. O copinho da água não aparece do nada, a luz das lâmpadas não acedem sozinhas, o papel do banheiro não é uma ilusão… Tudo é comprado e pago, sou a favor da contribuição, mas não de forma enganosa e de forma absurda como vemos por aí.
Que Deus esteja com todos nós!