Estou aproveitando a longa viagem destas duas semanas para ler alguns livros, dentre eles, o Reimagining Church do Frank Viola que comprei ontem. O texto abaixo é exatamente o que eu penso e já expressei aqui no blog em outras postagens sobre o ser igreja no NT. Com a palavra, Frank Viola:

Este paradigma está enraizado numa tentativa de praticar o Cristianismo sem pertencer a uma comunidade identificável que se reune regularmente para adoração, oração, comunhão e edificação mútua. Os que defendem isso reivindicam que a interação social espontânea (como tomar café no Starbucks quando quer que desejarem) e amizades pessoais incorporam o significado Neo-testamentário de “igreja”. Aqueles que abraçam esse paradigma acreditam numa igreja sem forma, nebulosa, fantasma.
Tal conceito está desconectado daquilo que encontramos no Novo Testamento. As igrejas do primeiro século eram comunidades localizáveis, identificáveis, possível de serem visitadas que se reuniam em um local em particular regularmente. Por essa razão, Paulo podia escrever uma carta para essas comunidades identificáveis (igrejas locais) com alguma idéia definida de quem estaria presente para ouví-la (Rm 16). Ele também tinha uma idéia de quando eles se reuniam (Atos 20.7; 1 Cor. 14) e das lutas que experimentavam em sua vida juntos (Rm 12-14; 1 Cor 1-8). Embora não seja um ponto de vista bíblico, o paradigma pós-igreja parece ser uma expressão do desejo contemporâneo por intimidade sem compromisso.

Esse final lembra o que tenho observado e expressei no meu post free love is neither.