
Depois de quase um dia de viagem, cheguei a Karlsruhe na quinta-feira passada para a segunda parte de minha turnê no sul da Alemanha, o que tornou as coisas mais fáceis para mim, pois fiquei na base do Steiger. O Cristian Faber que está trabalhando como graphic designer lá me recebeu como hóspede em seu quarto. Só deu tempo para um banho rápido e já tive que sair de novo, desta vez para me encontrar com a Damaris Kofmehl e seu marido Demitri. A organização deles nos doou os imóveis que estamos usando para o P242 e Projeto Toque e meu encontro com eles foi para agradecer-lhes mais uma vez pela confiança e generosidade. O David Pierce acabou se unindo a nós durante esse tempo e nos divertimos um pouco com suas brincadeiras. Logo depois fui falar na Jesus Rockt, a igreja do Steiger em Karlshure. Apesar de já ter estado lá base em outras ocasiões, eu ainda não tinha tido oportunidade de participar de um momento de adoração comunitária com eles. O local onde eles se reunem é um antigo abrigo anti-aéreo do prédio do Steiger e o visual é bem “cavernoso” (enquanto eu estava lá pensei que aquele seria o local idéial para a Caverna de Adulão). No dia seguinte fui falar para um grupo de jovens que estão se reunindo na Associação Cristã de Moços de um pequena cidade chamada Kleinsteinbach. Mais uma vez fiquei impressionado como esse novo modo de ser igreja está cada vez mais globalizado. A reunião foi simples, a atmosfera do local convidativa e como parte de um momento congregacional cantamos músicas do United, Matt Redman, alguns hinos em alemão e “My Sacrifice” do Creed.

Sábado à noite fui para Göppingen participar de outra reunião de jovens chamada Hours of Power em uma igreja pentecostal. O David Pierce tinha estado lá duas semanas antes e havia uma certa expectativa no ar pela minha presença. Eles fizeram até um folheto sobre a gente (foto acima). O líder de jovens lá é um cara legal, tipo metaleiro dos anos 80 que gosta de inserir uns riffs to Metallica nas músicas durante o louvor. Afinal, como ele me disse repetindo as palavras de seu conterrâneo Lutero, por que o diabo deveria ter toda boa música? O período de cânticos demorou hora e meia, algo surpreendente para reuniões de igreja na Alemanha. Depois que eu terminei de compartilhar eles ainda cantaram mais uns 30 minutos! Logo após a reunião, o local onde nos reunimos foi transformado numa cantina com comida alemã e metal pesado como som ambiente. Domingo acordei bem cedo para enfrentar meu último dia na Alemanha. O tempo estava frio e chuvoso quando Maren, esposa do Michael Sengle, me chamou para a viagem até Pforzheim (o Michael estava viajando como intérprete do David). Além dos dois filhos deles, estavam conosco um novo cristão chamado Dirk e o Johannes, meu intérprete. Logo que cheguei lá, o Chris, responsável pelo culto naquela manhã, me chamou para orar e conversar sobre a reunião. Após a oração ele me disse que gostaria que eu estivesse à vontade para dar-lhes algo com profundidade teológica, pois é isso que eles estavam querendo. Tendo em vista que meu intérprete tem dois mestrados em estudos teológicos, quase sugeri que ele falasse em meu lugar… A igreja lá se reúne num dos locais mais style que já visitei. A maioria dos membros são jovens profissionais, gente com PhDs e tals e o local esbanja conforto e criatividade. O louvor foi bem alternativo e um tanto contemplativo também, misturando arte, simplicidade e devoção. Logo depois da reunião, fui almoçar com velhos conhecidos Ilja e Amélie em um restaurante italiano. Foi muito bom estar em Pforzheim, principalmente para rever esses irmãos e compartilhar com eles. No final do dia fui para Stuttgart compartilhar com os JesusFreaks de lá. No próximo post irei comentar sobre minha presença entre os freaks.
Sehr gut!
que legal Sandro, apesar do cansaço deve ter sido um ótimo tempo. Depois posta algumas fotos…
Deus te abençoe!
Luciana