
Apesar de já ser “notícia velha”, quero apenas reforçar aqui caso alguém não tenha visto. O Augustus Nicodemus, um dos escritores do blog O Tempora, O Mores!, teve uma série de reflexões suas sobre o movimento evangélico brasileiro públicadas pela editora Mundo Cristão sob o título de O Que Estão Fazendo Com A Igreja. Boa reflexão para os tempos pós-modernos.
Abaixo está o trecho de uma entrevista em que ele fala sobre as “novas” tendências teológicas vistas em alguns círculos do diálogo emergente:
Não se pode pensar em reforço da igreja quando instituições de ensino teológico, teólogos e pastores adotam a mesma teologia e os mesmos métodos liberais de interpretação da Bíblia que fecharam as igrejas da Europa. Se fecharam as igrejas da Europa, o que os faz pensar que não farão o mesmo aqui? Além disso, passando para o campo neo-pentecostal (já que liberais nunca fizeram a igreja crescer mesmo), lembro que expansão não é necessariamente sinal de saúde e vitalidade espiritual. Existe crescimento e inchaço. O primeiro é fruto da pregação, ensino e divulgação das verdades bíblicas. É aquele crescimento encontrado no livro de Atos, onde é freqüentemente igualado ao crescimento da Palavra (Atos 6:7; 12:24; 19:20). É o aumento da igreja mediante a conversão genuína de pessoas que acolheram a Jesus Cristo como único Senhor e Salvador, tendo reconhecido seu próprio estado de perdição e culpa. Já o inchaço, é um acréscimo de pessoas que vieram às igrejas por outros motivos, como receber uma bênção material, serem curadas, ter um emprego, resolver um problema amoroso, acabar com o azar na vida delas, serem libertas, etc. Multidões assim lotam as igrejas evangélicas todos os dias. Todavia, quase nunca são confrontadas com seu estado de pecado e rebelião contra Deus, quase nunca ouvem falar da necessidade de arrependimento e mudança de vida para terem a vida eterna, e raramente ouvem que a salvação e o perdão de pecados é pela graça, mediante a fé, sem as obras da lei e sem quaisquer outros sacrifícios. O que se tem hoje é uma religião das obras, dos sacrifícios, onde a graça é esquecida.
A entrevista completa com o Augustus Nicodemus se encontra aqui.
Ainda nao o conhecia, gostei muito do ponto de vista dele.
A questão de ‘crescimento x inchaço’ foi muitobem observada.
um abraço ;D
Tive a honra de esbarrar no chanceler algumas x pelos corredores do Mack, mente brilhante. Li a entrevista na íntegra, e espero q o livro critique as igrejas históricas e tradicionais com o mesmo rigor q usa com as ”neo-pent e CIA Ltda”. Eu, como má ex-IPB, via em “nós” muitos motivos que justificam o inchaço dos outros braços da igreja. Coisa mais difícil essa de congregar numa IPB, viu… Pero, quien soy yo? Ah, já sei, eu sou too sexy pra ser presba ou neo-pent (ha!)
Muito bom blog e, creio eu, muito bom Projeto 242 que ainda não conheço
Até.
muito boa a matéria e que sirva para dar um tapa na cara dessas organizações ditas “Protestantes”, que usam de um falso ufanismo, para promover uma mentira de um marketing que não existe sobre uma igreja onde cujos “Cristãos” se comrromperam com esse sistema dese mundo, gente que está dentro de templos evangélicos e que são falsos, hipócritas, que são metidas a besta, que não ajudam ninguém, que não consideram ninguém, onde só dão valor para aqueles que tem carros e roupas boas, uma igreja sedenta por dinheiro e luxo, uma igreja em que sua maioria, se afastou de Deus e está centrada em seus próprios desejos egoístas!
uma igreja que exclui os mais pobres e valoriza os mais ricos, por causa dos dízimos!
eh, se levassem as palavras de Jesus, não teríamos tanta falsidade
como tenho visto.
fazer o queê, eu faço parte também disso…