Blues Brothers

“Estamos na Missio Dei!”

No post anterior eu coloquei um texto do Dan Kimball que traduzi do Out of Ur (um blog da revista ChristianityToday/LeadershipJournal). Eu conheci o Dan Kimball há pouco mais de cinco anos através de um pdf com esboço de um seminário que ele dava para pastores e líderes de ministérios cristãos sobre pós-modernidade e a missão da Igreja. Posteriomente li seus livros The Emerging Church, Emerging Worship e mais recentemente They Like Jesus but Not the Church. Devo dizer que considero o Dan Kimball como uma das vozes mais interessantes sobre a missão da Igreja na pós-modernidade, porque sua reflexão é fruto de sua prática pastoral. Ele não é um teórico, mas sim um verdadeiro practitioner.

Eu concordo com as preocupações do Kimball, pois também temo que em muitos círculos as conversações sobre a missão da igreja no mundo pós-moderno levem muitos cristãos sinceros (mas um tanto imaturos) a perder de vista o próprio Senhor da Igreja. São geralmente os imaturos que tomam posturas radicais e impensadas, não conseguindo enxergar o quadro todo e acabam caindo em pitfalls (lembra daquele jogo?) na jornada cristã.

A questão da natureza e missão da Igreja não pode ser tratada como se fosse um bate-papo sobre meu time de futebol favorito (o meu não está tão bem hoje, mas a cor da esperança é verde…). Estamos tratando da Noiva de Cristo. Derek Webb canta: “You cannot care for me with no regard for Her / If you love me, you will love my Church” (você não pode se importar comigo, sem respeito por Ela / Se você me ama, irá amar minha Igreja).

A questão não é isso OU aquilo, é isso E aquilo. É ser missional E atrativa ao mesmo tempo. É tanto IR quanto convidar a todos para VIR “a fim de que minha casa esteja cheia”. A Igreja só tem razão de existir quando ela é uma comunidade missional, compreendendo sua vocação de enviada para participar da missão de Deus no mundo. Como dizia Elwood no filme Blues Brothers (Irmãos Cara-de-Pau, 1980):

“We’re on a mission from God!”
(estamos numa missão de Deus)

Ao mesmo tempo, a Igreja precisa ser um comunidade onde a Presença do Rei é tão marcante na vida de seus membros que eles se tornem um atrativo para que as pessoas “venham e vejam” quem é Aquele que faz diferença em suas vidas e “provem e vejam que o Senhor é bom”.

A revolução passa por aí!