Lennon

Segunda-feira passada, dia 8 de dezembro, completou 28 anos da morte de John Lennon. Eu tinha 12 anos quando isso aconteceu e ainda me lembro da repercussão. Na escola onde eu estudava as aulas foram canceladas, pessoas estavam chocadas e, como na época eu não estava nem aí para os Beatles, não entendia porque muitos estavam chorando a morte de alguém tão distante. Demorou umas duas décadas para eu conhecer (e reconhecer) a genialidade, irreverência, rebeldia, sutileza, criatividade e alma confusa de Lennon, revelada em sua arte com os Beatles e, principalmente, pós-Beatles. Uma de suas letras favoritas para mim é Just Gimme Some Truth (dê-me apenas alguma verdade), muito difícil de se traduzir, mas que ouso postar parte dela aqui.

Estou enjoado e cansado de ouvir coisas
De hipócritas irritados, de visão curta e mente-estreita
Já me fartei de ler coisas
De políticos estupidamente teimosos, neoróticos, psicóticos
Nenhum covarde de cabelo curto e mentiroso
Irá me bajular com apenas um bolso cheio de esperança
Tudo que eu quero é a verdade
Dê-me apenas alguma verdade
Tudo que eu quero é a verdade
Dê-me apenas alguma verdade

Lennon buscava alguma verdade, não sei se ele encontrou antes de ter sido estupidamente assassinado.
Eu creio no que está escrito: Conhecer a verdade liberta.
E para o cristão, a verdade não é um conceito, mas uma Pessoa.

Just gimme the Truth!