O Volney postou essa semana um vídeo de uma breve entrevista com o William P. Young, autor do livro A Cabana. Na entrevista, William diz que escreveu A Cabana basicamente para que seus leitores soubessem que muito embora as ações de Deus sejam imprevisíveis, Seu caráter não é incerto.
Como já expressei meses atrás em minha primeira postagem sobre A Cabana, eu gostei do livro apesar de seus deslizes teológicos. Há muitas opiniões divergentes sobre A Cabana; pessoas que amam o livro e dizem ter tido uma visão renovada de Deus e de Jesus por meio da leitura, e outros que se opõe a ele de maneira radical. O que eu gostei na declaração de William é que ele afirmou a possibilidade de conhecer Deus (algo que tem sido negado por muitos atualmente).
Não podemos nos esquecer nunca de que, muito embora Deus seja bem maior do que nossa mente limitada e finita possa conceber e, portanto, sempre haverá coisas sobre Deus que não teremos respostas e que representarão um mistério para nós, há muitas coisas sobre Deus que podemos saber com certeza, pois elas nos foram reveladas por meio das Escrituras e em Jesus Cristo (Palavra Encarnada). Isto é Cristianismo básico (nas palavras de Stott). Perder isto de vista é perder tudo o mais de vista.
E aí, Sandro. Blz?
Estou perto de terminar a leitura de “A Cabana” e agora me bateu a curiosidade sobre o que exatamente vc considera um deslize teológico na narrativa. Algo além daquilo que vc já citou no post anterior? Sobre a questão da cruz?
No mais, acredito que essa frase do Young na ótima entrevista (valeu, Volney e Thiago) não está equivocada, ela precisa apenas ser interpretada com outro olhar:
“Ações imprevisíveis” tem a ver (para mim) com os desejos de Deus, a sua vontade para nossas vidas. Não posso ter certeza se ele quer me dar um carro esse ano, mas posso orar e tentar descobrir através da sua voz se ele assim deseja. Essa situação, especificamente, não está revelada em sua Palavra – seu caráter tem a ver com bondade e sabedoria, e não com me dar ou não um carro. Mas sua vontade específica pra minha vida sim, pode ser que ele deseje me dar ou não – daí o imprevisível. O exemplo do carro não é o melhor, mas espero que tenha dado pra entender minha idéia.
abração.
Ricardo, a frase de Young realmente não está equivocada e foi exatamente isso que eu escrevi. Ele afirmou algo que tem sido negado por muita gente nestes tempos em que parece que afirmar a dúvida é mais cool do que afirmar a crença… Como eu disse, gostei do livro, não tenho certeza de que desejo escrever uma crítica teológica sobre ele, já tem bastante por aí e creio que a única coisa que as pessoas precisam fazer é examinar tudo e reter o que é bom. Um forte abraço.
A Cabana tem – aqui do meu banco – o maravilhoso e fantástico potencial de derrubar as inventivas ilusões dos que ambicionam dissecar Deus nos laboratórios teológicos como se disseca um rato ou uma rã nos laboratórios de Biologia. Por isso, não é de se estranhar que os que pretensiosamente aspiram domar o Leão da Tribo de Judá tenham feito estalar seus chicotes contra o livro e sua «herética» pretensão de nos despir da dura e rígida armadura exegética vestida por nós – e por nove dentre cada dez cristãos.
Só isso, em minha opinião, já vale a leitura. Afinal, usando as suas palavras, o livro é um verdadeiro (e amoroso) tapa na cara.