Na semana passada estive em Piracicaba com o Matheus & Mariana do Projeto Toque. Eles estão morando com seu filho de quase 2 anos em uma comunidade com outras 13 pessoas que foram “adotadas” na família. Pessoas cujas vidas estavam ruídas e que foram alcançadas pela Graça de Deus e agora estão dando os passos iniciais na jornada de fé, amor e esperança. Em meio a nossa conversa, percebi que, apesar de nunca terem escrito nada sobre igreja missional (ou qualquer termo emergente da moda), eles têm vivido essa realidade no dia-a-dia, como discípulos de Jesus que estão fazendo outros discípulos, alcançando prostitutas, travestis e outros outcasts da sociedade de maneira natural.

Em meio a tanta leitura e conversação nos blogs e sites sem fim na internet, os missionários e voluntários do Projeto Toque me fazem lembrar que o desafio mesmo, como sempre, é praticar o que se prega. Tem gente que escreve, gente discute, gente que conversa, e gente que faz. Eles são do último tipo. Enquanto muitos estão discutindo, eles estão vivendo e fazendo.

A revolução sempre acontece com gente assim. Nunca é feita por aqueles que gostam de falar a respeito dela. Os verdadeiros revolucionários não fazem propaganda, não se promovem, não revelam seus planos abertamente, não chamam a atenção para si. Eles simplesmente vivem o que acreditam e deixam que os historiadores se encarreguem de decifrar suas ações e contar (distorcer?) suas histórias.

Que isso nos sirva de lembrança (nesta época de tanta conversa fiada) de que a revolução que desejamos começa com a ação individual, persistente, silenciosa, um dia após o outro. Você quer criar uma revolução de amor? Simplesmente ame. Você quer criar uma revolução espiritual? Entregue-se de coração ao Espírito de tal modo que sua vida demonstre a ação do Espírito. Viva, depois fale a respeito. Isso serve para mim também. Aliás, como dizia o velho cântico, “a começar em mim…”