Novos Ministros Para Uma Nova Realidade

A foto acima mostra duas capas (a original de 1987 e uma nova edição em 1994) de um livrete que eu li 1987, escrito por Caio Fábio e que causou um terremoto espiritual em minha vida. Daquele tipo de abalo semelhante a Hebreus 12.27, que lança por terra coisas que precisam ser lançadas por terra, deixando em pé aquelas que devem permanecer. Muitas coisas foram lançadas por terra quando eu li Novos Ministros Para Uma Nova Realidade (a edição de ’94 veio como Novos Líderes para uma Nova Realidade). Nos próximos dias irei postar alguns trechos que grifei na leitura de 1987 e que, mesmo passados mais de duas décadas, continuam de uma relevância incrível em minha vida e, creio eu, para a Igreja hoje.

De começo, um pensamento sobre a necessidade de não perder contato com a Igreja… ou, nas palavras do Caio: Ampliar as fronteiras do ministério sem jamais perder a profundidade do vínculo comunitário.

“Parece que, à medida em que algumas pessoas começam a enxergar mais além, vão-se desenraizando, vão-se desinstalando da vida comunitária, onde as pessoas tem nome, cara, problemas, amarguras, crises emocionais, crises depressivas; onde as pessoas tem problemas psicológicos, onde as pessoas tem filhos e sepultam mortos; onde as pessoas casam e descasam, amam e desamam: na Igreja.”

Usando Bonhoeffer como exemplo, ele diz:

“Ele [Bonhoeffer] vê isso tudo ao longe, percebe que a maneira mais própria de comunicar Cristo nos seus dias era a forma irreligiosa; era transformar a linguagem religiosa em códigos de assimilação seculares, para que o homem do seu tempo o percebesse. Mas ele faz isso tudo sem perder o vínculo profundo com a comunidade. Aliás, a maior parte dos escritos de Bonhoeffer trata desses vínculos comunitários. O homem vê longe, mas jamais se deixa esvaziar de um profundo e espesso sentimento fraternal; de amor pela Igreja, pela comunhão dos santos.”