Blog do revBaggio
Trilhando o estreito caminho entre o cinismo e a ingenuidade.

Archive for February, 2009

O Caminho do Guerreiro

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Samurai

Neste próximo final de semana iniciaremos a primeira de duas séries sobre disciplinas espirituais que faremos este semestre no Projeto 242. Um dos nossos valores essenciais é a crença na busca pelo crescimento contínuo por meio da prática das disciplinas espirituais. É incrível o número de “cristãos anões” (para usar a expressão de George Verwer  em Hunger for Reality) que tenho encontrado. Pessoas que parecem nunca avançar em sua estatura espiritual. Creio que parte disso é justamente porque muitos pensam que é possível crescer sem que tenham que fazer absolutamente nada, somente frequentar alguns cultos ou reuniões cristãs com amigos é o suficiente. Todavia, basta dar uma lida superficial na história da Igreja para perceber que aqueles cristãos que marcaram sua época e se tornaram modelos para muitos de nós, só alcançaram uma “vida santa” por meio de muita disciplina. Bonhoeffer falou sobre a necessidade de “um novo monasticismo, uma vida dedicada a aderir sem restrições ao Sermão do Monte, na imitação de Cristo.” O próprio apóstolo S. Paulo nos recomendou o exercício da piedade e disse que lutava consigo mesmo, disciplinando-se para que que, uma vez que tivesse pregado a outros, não fosse ele mesmo reprovado. A diferença entre uma vida disciplinada e uma sem disciplina é semelhante ao guitarrista que gastou horas ensaiando suas escalas e técnicas e o fã de rock que faz solos imaginários de “guitarra no ar”.  É a diferença entre a realidade e a fantasia. Como igreja local, estamos mais interessados em ser uma congregação de praticantes do que num ajuntamento de fãs, sentimos que precisamos derrubar a ilusão e chamar pessoas para a realidade da vida cristã. De alguma forma, esperamos que as pessoas que caminham conosco possam ter consciência de que a jornada cristã é semelhante ao caminho de um samurai (literalmente “aquele que serve”) espiritual, regida por um código de virtudes que só pode ser alcançado por meio de muita disciplina. É um chamado para entrar no dojo de Jesus…

Arte de brasileiro na capa do Stryper

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Gilvan Rangel de Campina Grande, Paraíba, venceu o concurso de design da capa do novo CD do Stryper que deve ser lançado em Abril. Abaixo está o trabalho dele sob o título Murder by Pride. Parabéns Gilvan!

Stryper CD cover

Novos Ministros Revisitado (8)

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Ao falar sobre o desafio que carismatismo representava para os novos ministros, o Caio Fábio alertava para os riscos da igreja se enveredar por um caminho anti-intelectual que a levasse para o misticismo. Quão proféticas foram suas palavras…

Sobre carisma

“É preciso desenvolver todo esse lado da beleza dos carismas, da graça, dos dons; estarmos abertos para isso, praticarmos isso. Mas sem prescindirmos do intelecto: um carismatismo pensante, um carismatismo inteligente.
O nosso problema é que alguns dos nossos carismatismos são burros.
É preciso praticar um carismatismo que pense, que não anule o raciocínio, e que não beire o misticismo. Que não seja mágico, que não seja supersticioso, que não seja da mantra.
Por exemplo, o Salmo 91 virou uma mantra no nosso meio: é um salmo mágico. É melhor do que o 143, é melhor do que o 145. Demônio, basta abrir a Bíblia no salmo 91 e ele foge. Todo mundo deixa aberto na sala de estar – porque demônio se afugenta do salmo 91. Alguns até colocam a Bíblia aberta debaixo do travesseiro para dormirem melhor – é um ‘calmante editorial’.
Isso é mágica! Não há nenhuma diferença entre fazer isso e botar palhinha atrás da porta quando chove, cobrir espelho e jogar pingo de vela em bacia com água, para ver se forma o nome do noivo.
Quantas igrejas evangélicas, hoje em dia têm novena? Há muitas! E é uma estratégia para ganhar dinheiro, não é para curar ninguém não. É porque o indivíduo só é curado quando vai nove [ou sete] vezes; cada vez que ele vai, deixa uma ofertinha…
Enfim, é preciso tomar cuidado para que o nosso carismatismo não se transforme num misticismo mágico, muito parecido com o catolicismo popular, contra o qual nos insurgimos.”

1 Cor 1.27-29

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George Verwer

A igreja ideal

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Diversidade

Há muitos anos um grande amigo me emprestou um livro que me abençoou muito e que continuo voltando para suas palavras de tempos em tempos em minha jornada pastoral, buscando servir a Deus e Sua Igreja. Trata-se de Comunidade: Lugar do Perdão e da Festa. Abaixo estão algumas linhas onde Jean Vanier fala sobre a busca da comunidade ideal, perfeita.

Não devemos ir em busca da comunidade ideal. Trata-se de amar aqueles que Deus pôs ao nosso lado, hoje. Eles são o sinal da presença de Deus entre nós.
Talvez preferíssemos pessoas diferentes, mais alegres e mais inteligentes. Mas são estas que Deus nos deu e que escolheu para nós. É com elas que devemos criar a unidade e viver a aliança. Escolhemos sempre nossos amigos, mas não escolhemos nossos irmãos e irmãs: eles nos são dados. Assim é na comunidade.
Fico cada vez mais impressionado ao ver pessoas insatisfeitas na comunidade. Quando vivem em comunidades pequenas, gostariam de comunidades grandes, nas quais se é mais ajudado, há mais atividades comunitárias, onde se celebram liturgias mais belas e mais bem preparadas. Quando vivem em comunidades grandes, sonham com as pequenas, que lhes parecem ideais. Os que têm muito trabalho sonham com longos momentos de oração; os que têm muito tempo para si mesmos, parece que se aborrecem. Então, procuram desesperadamente uma atividade que dê sentido à própria vida.
Não é verdade que todos nós sonhamos com essa comunidade ideal, perfeita, em que estaríamos plenamente em paz, em perfeita harmonia, tendo encontrado o equilíbrio entre exterioridade e interioridade, na qual tudo seria alegria?
É difícil fazer com que as pessoas compreendam que o ideal não existe, que o equilíbrio pessoal e essa harmonia sonhada só chegam depois de anos e anos de luta e sofrimento, e que, mesmo assim, são passageiros, são apenas momentos de graça e de paz.
Não percam tempo buscando a comunidade perfeita. Vivam plenamente na sua comunidade, hoje. Parem de ver os defeitos que ela tem; olhem antes para os seus próprios defeitos e saibam que vocês são perdoados e que podem, por sua vez, perdoar os outros e entrar, hoje, nesta conversão do amor.

Será que não deveríamos pensar a ekklesia da mesma maneira que o texto acima? Não seria uma contradição buscar uma igreja perfeita quando estamos anunciando que a igreja é o lugar onde é proibido a entrada de pessoas perfeitas (usando as palavras do livro de John Burke)? Igreja são pessoas; se pessoas são imperfeitas, como podemos esperar que a igreja seja perfeita? Será que não estamos usando de desculpas para encobrir nosso ego e fugir da realidade que o problema verdadeiro pode estar dentro nós? Nós somos a comunidade, nós somos a igreja; será que os defeitos que enxergamos não são, na realidade, um reflexo de nós mesmos?

O fato é que precisamos desesperadamente aprender a amar…

Novos Ministros Revisitado (7)

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Sobre teologia

“Quem crê na soberania de Deus, crê, forçosamente na contemporaneidade dos dons espirituais. (…)
Eu vejo uns calvinistas por aí: – a soberania de Deus… Eu pergunto: ‘Você crê na contemporaneidade dos dons espirituais?’
- Ah, não! Passou! Deus não age mais assim.
- Interessante! Quem disse?
- Há estudos de teólogos importantes…
Isso se chama de ‘domesticação de Javé’. Javé domesticado pelos teólogos. Os fariseus fizeram assim, os ortodoxos fazem assim, os liberais também; todo mundo domestica Deus um pouquinho; colocam a Deus numa coleira e quase o chamam de totó! Isso é muito sério! Apelidam Deus de todo tipo, limitam-no, restringem-no; somente ao seu assovio espiritual, ele obedece. É um deus domesticado. E isso é igual a Baal, é igual a Júpiter e a qualquer outra divindade que o homem manipula. O Deus das Escrituras é soberano e é livre. É livre! E uma das implicações dessa liberdade de Deus é que ele continua sendo um Deus que intervém; um Deus que age.”

Não sou nada

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Se eu souber perfeitamente a língua e falar como um nacional, mas não tiver o amor de Deus, não sou nada.

Se tiver diplomas e títulos e souber todos os métodos, mas não tiver o toque compreensivo do amor de Deus, não sou nada.

Se for capaz de questionar com sucesso as religiões e ridicularizá-las, mas se não tiver a atraente nota de amor de Deus, não sou nada.

Se tiver toda fé e grandes idéias, planos magníficos, mas não tiver o amor que sofre, sangra, chora, ora e intercede, não sou nada.

Se der minhas roupas e dinheiro e não amá-los, não sou nada.

Se desistir de todos os planos, deixar minha casa e amigos e fizer o sacrifício de uma carreira de missionário e depois ficar amargo e egoísta por causa dos aborrecimentos diários e das deficiências da vida missionária, então não sou nada.

Se puder curar toda sorte de enfermidades e doenças, mas magoar corações e ferir os sentimentos em nome do amor de Deus, não sou nada.

Se puder escrever artigos e publicar livros que recebam aplausos, mas falhem na transmissão da palavra de amor da cruz, não sou nada.

…se não tiver amor

Adaptação da tradução de 1 Coríntios 13 feita por um missionário pioneiro do sul da África (HIEBERT, Paul G. O Evangelho e a Diversidade das Culturas. São Paulo: Vida Nova, 2001. p. 273).

Encontrado no site da Missão Horizontes aqui.

Novos Ministros Revisitado (6)

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Em Novos Ministros para uma Nova Realidade (1987), Caio Fábio desafia os novos ministros a aprender a ser homem do mundo sem jamais deixar de ser homem de Deus.

Sobre o homem de Deus

“Em geral, a figura do homem de Deus é aquela do semi-arrebatado; um híbrido entre os humanos e os anjos, um reverendo Gabriel, um querubim vestido de pastor, uma coisa desse tipo. Ou então, é aquela do homem que resolve encarnar o mundo – e se torna mundano! Vai-se a marca, o sinal, o signo da relação com Deus.
É preciso ser homem identificado com a sua hora, o seu tempo; o jeito e a linguagem da sua geração, mas manter dentro de si as insofismáveis marcas do homem de Deus.”

O que você quer fazer antes de morrer?

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“Ouvir centenas de respostas diferentes para esta questão de centenas de pessoas diferentes faz você imaginar: O que torna algumas pessoas mais conscientes de sua mortalidade do que outros? O que motiva pessoas a agir em suas vidas? Quais valores temos como sociedade? E quais valores outras sociedade ao redor do mundo acham importantes?”

Do site What do you want to do before you die? de Nicole Kenney and ks rive, uma exposição de centenas de polaróides com fotos e respostas de pessoas a esta pergunta. Show!

Antes de morrer eu quero

Visto primeiro no PavaBlog.

Love is all you need

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Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros.

O amor é paciente, o amor é bondoso.
Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.
O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará.
Pois em parte conhecemos e em parte profetizamos; quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.
Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.
Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face.
Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido.
Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor.
O maior deles, porém, é o amor.

Deus é amor.
Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele.

É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Por que se você parar
Prá pensar
Na verdade não há…

(Evangelho de S. João 13.35 / Primeira Carta de S. Paulo aos Coríntios 13/Carta de S. João 4.16/Legião Urbana)