Na semana passada li Feridos em Nome de Deus da jornalista Marília de Camargo César, cuja entrevista de divulgação do livro postei aqui em Março. Foi uma leitura rápida, quase que de uma sentada só. O estilo jornalístico do livro torna a leitura fácil e atraente. Mas confesso ter experimentado emoções que vão desde raiva à profunda compaixão ao ler os relatos de abuso narrados por Marília. Talvez a leitura tenha mexido tanto com minhas emoções pelo fato de que conheço histórias semelhantes.
Já convivi com líderes doentes emocionalmente que se tornam em abusadores (mesmo que inconscientemente) para compensar sua própria insegurança e necessidade de auto-estima. Eu mesmo escapei de me tornar vitima somente pela graça de Deus que me permitiu enxergar o suficiente para não aceitar imposições humanas como vindas da parte de Deus. Mas mesmo quando isso aconteceu, fui vitima de acusações de rebeldia e corri o risco de me tornar uma persona non grata.
Gostei do livro e, em particular, do uso de citações dos Beatles, U2, Bob Dylan, etc., além das referências a Eugene Peterson e Henri Nouwen. Gostei do fato de que Marília entrevistou diversos líderes brasileiros em busca de respostas e opiniões sobre os abusos e suas vítimas. Como alguém que serve na função pastoral, aprecio o fato de que ela tentou mostrar o “lado” dos pastores também. Acima de tudo, fiquei feliz que Marília não usou suas histórias como mais um argumento para acabar com a igreja e apontar o caminho de uma pseudo-espiritualidade individualista. Apesar da carga emocional e das histórias tristes, o tom final do livro não é o desespero, mas a esperança.
Recomendo a leitura de Feridos em Nome de Deus para todos os que desejam enfrentar as feridas da Igreja (e suas próprias) e encontrar o difícil e doloroso caminho da cura e restauração, em vez do fácil e tão movimentado caminho da negação ou fuga.
Só um recado aos editores: Eugene Peterson não é canadense.
Eu gostei do título do livro, e gostaria de ler pois sempre é proveitoso ler relatos de atitudes de lideranças religiosas, pois podemos evitar de cair no erro de ferir as pessoas ao invés de dar alimento para os famintos!
Não tenho a menor dúvida que hoje no Brasil, temos fora dos templos, um igreja ferida quase tão grande quanto dentro.
Já fui ferido em igrejas pentecostais,não pentecostais,Centro espírita,umbanda,e na Igreja Católica.O abuso emocional e psicológico dos líderes religiosos contra os fiéis é real.É consciente nos líderes que visam apenas o dinheiro e poder e inconsciente nos líderes que acreditam mesmo no que dizem.Mas prejudicial,muito prejudicial.Afastei de todas as igrejas.Estudo só ou com amigos em casa.
Jornalista Marília.Tenho uma irmã,tios e tias que frequentam essas igrejas assim.Os crentes evangélicos,católicos e de outras religiões são hipocondríacos.Procuram cura nas igrejas e não saem dos consultórios médicos.MInha tia só falta levar o plano de saúde a falência.Inventa doenças de todos os tipos.Depois diz que vai procurar cura na igreja.Muda e muda de igrejas.Um pastor se afastou doente dos rins.Outro possui artrose e está já usando bengala, outro trata de uma doença crônica nos intestinos.Os fiéis escutam e vêem tudo, mas estão viciados em frequentar igrejas e na verdade gostam do teatro e gostam de ser atores também nessa peça.De todas as igrejas são assim.Fiéis não são ingênuos! Adoram isso!|
Apolo, muito bem colocado seu comentário sobre o abuso consciente e inconsciente. Penso que é mais ou menos por aí mesmo. E sem dúvida, qualquer que for a forma, sempre é prejudicial. O livro de Marília expõe isso, vale a pena ler. Acredito que é possível uma relação saudável com a Igreja, do mesmo modo que acredito na possibilidade de um casamento saudável. A tendência de quem se feriu num (ou mais de um) casamento é pensar que nenhum casamento é saudável… Mas é possível e eu tenho experimentado relacionamentos saudáveis na igreja, com pessoas inteligentes e criativas, num ambiente onde há liberdade do Espírito.
Carla, em outras palavras, você acabou de repetir a frase célebre de Marx: a religião é o ópio do povo. É pura verdade! Cristãos que entendem a mensagem da Bíblia estão mais interessados em relacionamento com Deus do que com religião. Já que estamos usando chavões (da frase de Marx se tornou um), deixe-me usar outro: Religião é o esforço humano para se alcançar a Deus; a mensagem da Bíblia é que nenhum esforço humano é capaz de alcançar a Deus, portanto Deus alcançou a humanidade e convida-a para um relacionamento racional com Ele. Duas coisas bem diferentes!
O abuso é de pastores, padres e líderes de todas as religiõese também não esquecer que de fiéis também.Existe hoje fiéis falsos que vão congregar nas igrejas para tirar proveito.Não acreditam em nada.Minha prima fez amizade com uma moça da igreja e tempos depois ela tomou seis mil reais emprestados, dizendo que ia pagar com fundo de garantia.Sumiu da cidade e a prima ficou no prejuízo.
O vizinho emprestou ao irmão da igreja dez mil e ele mudou de igreja e nunca mais tocou no assunto.Foge dele agora.E dentro dos templos muitos fiéis, irmãos e irmãs estão tirando proveito dos outros incautos,simples, ou de mauita boa fé.
posso repetir sua frase tranquilamente:
“eu mesmo escapei de me tornar vitima somente pela graça de Deus que me permitiu enxergar o suficiente para não aceitar imposições humanas como vindas da parte de Deus.”
n li o livro mas gostei da entrevista dela, muito importante tocar nesse assunto nesses tempos.
Caro amigo, a Editora Mundo Cristão agradece a breve resenha do livro e a perfeita indicação da nacionalidade de Eugene H. Peterson. Nosso editorial já está avisado e ficamos contentes com a observação.
Um forte abraço.
[...] quase que de uma sentada só. O estilo jornalístico do livro torna … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
ótimo o livro
muito bom mesmo
mostra uma triste realidade de nossa situação atual
contudo, apesar de todos os pesares, a igreja de Jesus sobrevive, pois esta é composta dos verdadeiros eleitos pela graça soberana