2009
Missão Integral (1)
Nestes últimos 6 meses tenho lido (e revisto) livros e artigos sobre a chamada “missão integral”. Em meu entendimento, a única missão pela qual vale a pena viver (e, se necessário for, morrer) é a missio Dei. Estou cansado das reflexões e comentários sobre a missão integral que não passam de uma releitura do Evangelho Social ou da Teologia da Libertação, por parte de evangélicos desiludidos com a atuação da Igreja. É preciso mais do ativismo e engajamento social e político para mudar o mundo. O texto abaixo de René Padilla serve como um lembrete disso.
***
Sem oração não há missão cristã. Poderá haver proselitismo religioso, obras e ações de caridade, ou tarefas missionárias, mas não há missão cristã.
A missão cristã é primordialmente missio Dei (missão de Deus). Nasce no coração de Deus, atua na história pelo poder do Espírito Santo, e visa a exaltação de Jesus Cristo como Senhor do universo e de cada área da vida humana, para a glória de Deus. Em síntese, missão cristã começa e termina em Deus.
Sob esta perspectiva, todo o trabalho missionário das igrejas somente tem sentido quando se inspira no amor de Deus, se realiza em seu nome e busca sua glória.
(…) O ativismo é ação sem oração… a oração é mais importante que a ação. Especialmente no mundo evangélico, é difícil aceitar que seja assim. Condicionados como estamos pela cultura do lucro, vivemos como aqueles que pensam que a salvação do mundo depende inteiramente do esforço humano. Por isso, frequentemente reduzimos a oração a um rito que dá a nosso ativismo um colorido religioso. Sabemos pouco sobre o que significa a ação em função da oração, a ação em resposta ao chamado de Deus para colaborar na realização de seu propósito para a vida humana em todas as suas dimensões. (…) Como diz Jacques Ellul:
Todo radicalismo adicional, o de conduta, o do estilo de vida e o da oração, só pode resultar da ruptura na priorização da oração. Principalmente porque nossa sociedade tecnológica está totalmente envolvida com a ação, a pessoa que entra em seu quarto para orar é um verdadeiro radical. Todas as outras coisas dependerão disso. Essa atitude na sociedade, que é também um ação sobre esta sociedade, e muito mais do que o envolvimento concreto, ao qual também não renuncia.
(C. René Padilla, O que é Missão Integral, Editora Ultimato, 2009)
-
-
- March 2010
- February 2010
- January 2010
- December 2009
- November 2009
- October 2009
- September 2009
- August 2009
- July 2009
- June 2009
- May 2009
- April 2009
- March 2009
- February 2009
- January 2009
- December 2008
- November 2008
- October 2008
- September 2008
- August 2008
- July 2008
- June 2008
- April 2008
- March 2008
- February 2008
- January 2008
-
Categories
-
recent posts
-
Recent Comments
LibraryThing
Tags
A Cabana amor arte Bíblia Bonhoeffer Bono Caio Fábio comunidade Cristianismo Deus disciplina discipulado Emergente espiritualidade fé George Verwer Graça Igreja Jesus justiça Keith Green liberdade livro Música ministério missão missões Missional obediência OM oração P242 Passion pastor Petra Projeto 242 relacionamentos revolução Rob Bell sexo tatuagem Teologia U2 verdade vidaArtistas que você precisa conhecer
Blogs em Português
- Bicho de Rondonia
- Blogosfera Cristã
- Claudio Tiberius
- Daniel Leite Guanaes
- Gustavo (K-fé)
- Hudson Parente
- Israel Belo de Azevedo
- J.
- Lelo
- Luis Fernando
- Nitrogenio
- O Tempora, O Mores!
- Paulo Brabo
- Paulo Costa – Portugal
- PavaBlog
- Praxis Cristã
- Projeto Toque
- Rabiscando as paredes do Sótão
- Thiago Bomfim
- Thiago Mendanha
- Vinnicius Almeida
- Volney Faustini
English Blogroll
Sites
-
Spam Blocked
Comments (5 Responses)
Excelente lembrete!!! Cl 4.2 | A forma radical de fazer o que Deus quer INCLUI colocar diante d’Ele todas as nossas necessidades e ansiedades! ORAR, ESTAR ALERTA E SER GRATO. Thanks brother Baggio
Concordo em gênero, número e grau !!!
É mano, extremismo de qualquer lado é ruim. Realmente o ativismo tem tomado um lugar na igreja que não lhe pertence, e tem se esquecido realmente da principal missão de cada cristão.
Concordo totalmente com você sandrao, rene padilha na cabeça, mas acredito que se colocarmos a teologia da libertação somente como ativismo, pró-atividade em relação aos pobres e engajamento social é empobrecer muito o texto dos libertários, mas isso já é outra história.
Na minha humilde e ingênua opinião, é uma fuga do ativista ajudar aos pobres e desfavorecidos em detrimento da Igreja imperfeita, matadora de sonhos e chamados, ou seja, nosso próprio reflexo, vivamos a imperfeição buscando a perfeição juntos, sempre juntos saludos desde el brás, diego
Sandro:
De acordo! Porém, vale lembrar que a participação da sociedade civil é configurada também por membros que fazem parte da Igreja. Uma vez que discutir cidadania e direitos são assuntos infelizmente nem tão sintonizados em algumas igrejas na nossa realidade brasileira…
O Capitalismo nos faz vivermos realidades “locais e globais” ao mesmo tempo. Partindo de algumas leituras, exemplifico que nossa juventude é “mais global do que local – em inúmeras questões”. Principalmente com relação à identidade que constroem (ou reproduzem).
Talvez, advindos pela Globalização Neoliberal e em alguns casos, a Teologia da Prosperidade – que financeiriza e mercantiliza as relações da vida, vistas somente a partir de uma ótica de lucro (ou bênçãos)…
Compreendo a leitura de muitos teóricos para a análise da sociedade em suas diversas esferas: econômica, política, social e até ideo-cultural…
Contudo, o conhecimento produzido por tais autores e a admiração pelos tais, não dissocia o reconhecimento da missão devemos ter como cristãos acerca de levar as boas novas…
Lembremos de Mateus 25.31-46, onde bem expressa que a missão de Deus compõe ações… (desde que venham à partir de “orações”) rs Mas, que o Rei está Nú e também é Missão…
Um abraço!
Leave reply