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(Aviso: essa postagem pode conter spoilers para quem não assistiu o filme)
Fui ver Avatar no último sábado. Foi um dos melhores filmes que assisti em 2009. Vale a pena ser visto em 3D.
Apesar de ser um blockbuster com todos os clichês hollywoodianos (o que esperar do diretor de Exteminador do Futuro, Aliens e Titanic, dentre outros?) Avatar tem imagens belíssimas do fictício planeta Pandora e traz uma crítica contundente sobre o colonialismo e imperialismo cruéis que têm sido praticados por império após império na história da humanidade. Naturalmente, o que logo nos vem a mente ao ver o filme, é o imperialismo norte-americano recente da era Bush, que levou a nação americana à guerra não tanto para defender-se do terrorismo como Bush alegava, mas para defender seus interesses de exploração de certos recursos naturais em outra nação, como ficou evidente.
Uma cena do filme, após a destruição de uma árvore que parecia ser indestrutível e era simbólica para a população dos Na’vi, lembra o cenário de Nova Iorque coberta de pó e cinzas em 11 de setembro, quando as torres gêmeas que também pareciam indestrutíveis e eram símbolo do capitalismo ocidental ruiram. Seria uma forma de nos lembrar que o mal que não desejamos para nós, não devemos derramar sobre os outros?
Em sua mensagem principal, Avatar é A Missão* do século 21. O filme nos faz pensar seriamente sobre nossa relação com a natureza e com os outros seres humanos.
Ao ver Avatar e seu paradisíaco mundo de Pandora, onde havia uma conexão entre todos os seres vivos, gerando um respeito pelos animais, plantas e pela natureza viva, um profundo senso do sagrado e reverência pelo divino, fiquei imaginando como teria sido o Éden. De fato, Avatar me fez ansiar pelo novo céu e nova terra, quando tudo será restaurado, quando serão feitas novas todas as coisas.
Avatar é uma palavra sanscrita que significa encarnação. No fime Avatar, o ator princípal encarna o corpo sintético-biológico de um nativo Na’vi por meio de uma tecnologia super-ultra-avançada (ficção ciêntifica pura), aprende sua língua, seus costumes, torna-se um deles, com o objetivo de transmitir-lhes uma mensagem (que, infelizmente, não eram boas notícias). Este aspecto do filme tem um apelo especial para mim porque encarnação é um de meus conceitos teológicos e missiológicos favoritos. Os Evangelhos são a narrativa do Deus que se fez carne e habitou entre nós, falando nossa língua e vivendo nossos costumes para nos transmitir a mensagem de boas notícias de salvação (e não de coerção e destruição) de maneira inequívoca.
Como Igreja, nossa missão neste mundo, enquanto aguardamos o novo céu e nova terra, é encarnar o Evangelho de tal maneira que nossas vidas sejam um reflexo neste mundo (ainda que pálido em comparação) de como será a vida no próximo.
Precisamos avatar o Reino no poder do Espírito Santo.
“Venha o Teu Reino, seja feita a Tua Vontade, na terra como nos céus. Amém.”
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* filme com Jeremy Irons e Robert DeNiro lançado em 1986.
Amém!
Algo que chamou a atenção é o que acontece com a personagem Grace, tanto nesse filme como na trilogia Matrix…
Curioso, não? hehe
abraços
Assisti o filme ontem, muita relação com espiritualidade e ecologia. Também pensei no messianismo no personagem principal, ao se tornar um deles e trazer uma mensagem (ruim .. profeta ?) … e depois dar a solução do problema como um salvador messiânico.
Nossa o filme é uma viagem…
com certeza pensei em o céu tem para nós….coisas inefaveis..certo?
Gloria Deus pelo nosso Salvador!!!
esse sim existiu e ainda existe em nós…
Pode crer. Visual muito bonito, e a mensagem espiritual é bem clara. O que eu mais curti foi o lance da unidade com Deus e com o próximo. É dificil imaginar isso na dimensão que o filme mostra. Só mesmo em um sistema considerado como ‘primitivo’ pra imaginar algo assim.
Eu vejo você.
[...] Sandro Baggio _____ [...]
[...] Sandro Baggio _____ [...]
[...] Sandro Baggio [...]
[...] FONTE: Sandro Baggio _____ [...]
Ótimo filme realmente!!!! É a característica de filmes hollywoodianos a questão messiânica. Realmente, encarnação é um conceito teológico muito importante, trazendo o Reino e novos céus e nova terra entre nós. Abraços Sandro.
Amem!! Eu e o Cae saímos do filme e tivemos um debate caloroso, sobre a humanidade destruindo o mundo, e o nosso anseio por novo céu e nova terra!
Realmente pensei muito no céu vendo o filme.
Fernanda
Sandro,achei muito legal a comparação da destruição da árvore com as torres gêmeas… Parabéns pelo comentário. sensacional!
[...] o original aqui. [...]
é um barato, panteísmo puro, uma amarração perfeita com o criatianismo, hein? que venha o Reino e que tudo o que quebra o 1ºmandamento receba sua justa recompensa. fiquem com o avatar pra vocês, mas não será um avatar que irá para o inferno, mas todo aquele que cultua o paganismo.