No livro clássico Cartas de um Diabo a seu Aprendiz de C. S. Lewis, o diabo Fitafuso troca correspondências com seu jovem sobrinho Vermebile, dando-lhe instruções sobre como derrubar os cristãos. Fitafuso foi personagem fictício no livro de Lewis, mas seu tipo é real e ele foi apontado por Jesus como sendo o enganador mor.
Há alguns anos um amigo me recomendou a leitura de um livro chamado Cristianismo Pagão que ele havia lido e queria saber a minha opinião sobre o mesmo. Como não gosto de opiniar sobre algo que não li, decidi ler Cristianismo Pagão e também outros dois livros pelo mesmo autor: Reimagining Church (em 2008) e From Eternity to Here (no ano passado). Minha resposta depois de ter lido o primeiro livro foi de espanto sobre como qualquer pessoa familiarizada com o NT podia se deixar levar pelos erros cometidos pelos autores em algumas de suas afirmações. Creio que as intenções dos autores podem até terem sido boas (principalmente vindo de um contexto norte-americano), mas tal como a parábola oriental no prefácio do livro The Monkey and the Fish, de Dave Gibbons, a igreja precisa mais do que de boas intenções.
Esta semana Mark Driscoll publicou um boa crítica sobre Cristianismo Pagão em seu site The Resurgence. Driscoll cita bastante a crítica feita por Ben Witterington em junho e julho de 2008 sobre o mesmo livro. Ambas críticas fornecem amplo material (e referências) para uma avaliação sólida e saudável sobre o Cristianismo Pagão.
Driscoll corretamente aponta que:
O pior aspecto do livro é sua suposição de que a igreja institucional é o grande inimigo da igreja. Institucionalismo não é o inimigo da igreja. O problema mais significativo das igrejas, quer institucionais ou orgânicas, é considerar qualquer coisa menos que Satanás, pecado e morte como o grande inimigo da igreja. Isso resulta na minimização do Evangelho. Jesus não veio para libertar a humanidade das algemas das instituições, mas de Satanás, do pecado e da morte. Este livro [Cristianismo Pagão] foi edificado sobre uma questão secundária de prática e governo na igreja, em vez da questão central da tarefa da igreja, a proclamação do Evangelho. Não há dúvidas de que deve haver críticas sobre como a igreja “é igreja”, mas muito da crítica que Cristianismo Pagão faz da igreja contemporânea é sobre questões secundárias que são passíveis de debate (tanto historicamente como biblicamente) na melhor das hipóteses e totalmente falhas e falsas na pior da hipóteses. Não se engane; a igreja precisa de um revolução e reforma, mas não do tipo que os autores estão convocando. A igreja precisa desesperadamente de uma revolução completa do Evangelho e da centralidade de Deus.
Esta mesma visão quase que paranóica da instituição tem sido anunciada aqui no Brasil também. Trata-se errar o alvo. Há causas mais importantes como apontou Driscoll, em que a Igreja precisa enfocar. Talvez essa fobia da instituição seja até uma estratégia do Fitafuso para desviar a atenção dos seguidores de Cristo dos reais inimigos contra os quais eles deveriam estar lutando.
Só coloco uma vírgula na crítica do Driscoll. Quando ele diz que Deus não veio libertar das algemas das instituições, será que ignora a intervenção de Satanás sobre o espírito maligno que rege o nosso tempo?
O mal não é mesmo a instituição, o mal é a instituição que imita o modelo mundano.
Se a intenção é defender o status quo, devemos então nos resignar ao mundo como ele está e deixar que a igreja seja só mais uma representante do zeitgest.
engraçado, hj mesmo estava pensando em como minha vida seria mais tranquila se tivesse me tornado um ministro anglicano…
Sandro,
E o que achou dos outros dois do Frank Viola?
Concordo com o Thiago… a instituição em si não é o problema, pq ela existe e ponto. A forma como ela se constitui pode ser satânica e não cristã, gerando morte e pecado com nome de “santidade”.
A igreja é uma instituição por ser humana, mas os valores que em sua base, devem ser divinos e não nossos. Há muitos que pregam a graça, mas não vivem a graça na instituição que é responsável por ensinar as pessoas a vivê-la.
Outro fato, é que DEUS sempre surpreende nossos padrões humanos e o sobrenatural vem como vento e nos leva para onde ELE quer. A questão é estaremos dispostos a voar ou ficaremos presos a gaiolas que nós mesmos criamos? (quer seja na instituição ou fora dela).
Minha oração é que guardemos a fé, a esperança e o amor! Que saibamos viver na comunhão dos santos, servindo a Deus e ao nosso próximo, assim como fomos servidos e amados por ELE! Que saibamos ser, ir e viver como Igreja e sinalizar o Reino, proclamando a Cristo, exalando seu amor, falando a Verdade e demonstrando sua graça. Lembrando que tudo é por ELE e para ELE!
Acho que não… segue o link sobre o que o autor pensa sobre o assunto.
http://solomon1.com/a/2009/22/wayne-jacobsen-e-frank-viola/
“Frank Viola: Aqueles que têm lido todo o meu trabalho e me ouvido falar sabe que eu não sou um defensor da “igreja doméstica” por assim dizer. Na verdade, eu entreguei uma mensagem no ano passado à Conferência Nacional da Igreja Caseira onde eu partilhei muitas das minhas preocupações com o movimento moderno de igreja nas casas. Eu também fiz a declaração de que se eu tivesse que escolher entre algumas igrejas caseiras e algumas igrejas institucionais, corria em direção a igreja institucional, com um ritmo alucinante!”
“Quando se trata de uma coisa chamada a igreja, meu coração bate em uma direção. Minha paixão é o Senhor Jesus Cristo – Seu Senhorio, Sua centralidade, sua liderança, sua supremacia, sua auto-suficiência, a sua realidade. Eu só falo sobre a igreja como o acessório para conhecê-Lo, amá-lo, e expressá-Lo na terra com os outros, segundo o propósito eterno de Deus. A igreja flui para forade Cristo, assim como Eva veio de Adão. Ela é uma parte Dele”
Leo, dos três livros que li do Frank Viola, o mais fraco é justamente o Cristianismo Pagão. Para mim, os argumentos são fracos e, muitas vezes, falhos. Tentei ler com a mente aberta, mesmo, mas fica difícil conciliar muitas críticas que ele faz com uma simples leitura das Escrituras. O “melhor” livro dele, em minha opinião, é Reimaginando a Igreja, justamente por ser mais construtivo. Não significa que eu concorde com todas as opiniões dele no livro, mas é significativamente melhor que Cristianismo Pagão (pra mim, Cristianismo Pagão foi aquela jogada de marketing e polêmica para vender muito livro). From Eternity to Here é um livro viagem, sinceramente não gostei, muita especulação teólogica.
Francamente, minha maior dificuldade com os livros do Viola é a “postura” que ele passa através dos seus livros. Um pouco de humildade lhe faria bem, em minha opinião.
Abs,
Thiago e Thaty, para mim, a instituição é semelhante ao dinheiro. Não é o dinheiro em si que é a raiz de todos os males, mas o amor ao dinheiro. Não é a instituição em si que é malígna, mas a exaltação da instituição acima das pessoas e suas necessidades. Em meu post sobre minha teoria da instituição (http://www.sandrobaggio.com/2008/10/08/minha-teoria-sobre-instituicao/), coloco o que penso ser um fato: ninguém vive alheio a alguma forma de instituição (a menos que viva completamente isolado). Por isso, precisamos ir além da mera crítica a instituições (algo que eu fiz muito quando era bem mais jovem…). Caso contrário, continuaremos errando o alvo. Abs
Ricardo, li várias entrevistas com o Frank Viola, inclusive os repplies dele a críticas de seu livro. Quanto mais leio, mas me parece que ele realmente errou o alvo em seu livro e agora é tarde demais para corrigir o erro (no caso do livro), então ele tenta amenizar em entrevistas, etc. depois. Minha impressão somente.
Abs
Ser polêmico hoje está na moda e vende muito bem, é COOL.
Mas o triste nisso tudo, é ver muitos revoltados sem causa, que não deixaram aquela revolta da adolescência na adolescência abraçarem essas coisas.
Hoje se dá muito mais valor a opiniões de autores e livros polêmicos do que na própria bíblia, não sou contra a leitura de livros, pois a leitura gera conhecimento, mas muitos preguiçosos mentais, preferem ler um livro e tentar achar ali uma opinião, do que ler os livros, e no caso de livros que falam da igreja e assuntos bíblicos, comparar na bíblia e ae sim criar a própria opinião.
Fico feliz em ver gente sem crises, que consegue viver bem na instituição, e que tem compaixão dos perdidos que não conseguem se sentir bem no porto seguro que é a igreja atual.
Não é o meu caso. Então, …
Apenas orem por mim.
Esse discurso de vocês é tão vazio quanto o dos defensores do outro lado.
Para mim, muita gente tem medo que isso se torne massivo pois perderiam a sua importância dentro das estruturas atuais e não por misericórdia.
Ano a pós ano vejo gente que depende de seus pastores até para orar. E via de regra, sabendo que exceções existem, os pastores mesmos incentivam isso.
Vamos deixar de lero-lero e tentar mudar as nossas realidades. Aí sim veremos qual a melhor solução, pois o diagnóstico é o mesmo, apenas ninguém quer dizer isso, mas é a mesma coisa.
Abraços,
Esdras.
Aii.. Esse assunto ainda vai longe. Concordo com o Sandro a respeito da instituição. Creio até que ela já foi ( e ainda é, em poucos casos) parte do projeto de Deus. Não como o centro do crsitianismo; nunca. Mas como um meio de Deus se fazer presente. Porém, a natureza caída do homem, mais uma vez, destruiu o plano do Senhor, e deu espaço a Satanás… Transformando algo que era bom, em fábrica de (prefiro nao falar o que).
Misericórdia… “Ajuda-nos, Senhor, a viver conforme a Tua palavra… Olhando para Ti, autor e consumador da nossa fé… Lembrando-nos de quem somos e de como dependemos da Tua mão! Que não sejamos uma mera instituição, mas uma instiuição composta por homens e mulheres fiéis às tuas leis… Usando a instituição para honrar e glorificar o Teu nome! Amém.”
A propósito, Sandro, o que achou do “Cartas de um Diabo a Seu aprendiz” ? Eu baixei uma vez, mas só li o comecinho. Me recomenda?
Eu li o livro Cristianismo Pagão e em até certo ponto concordo com o autor . Frank Viola engaja os leitores na luta pela abolição de tanto ritualismo que segundo ele transformou nossos cultos em reuniões chatas e previsivéis
o autor se preocupa também em apontar soluções para que a igreja cresça efetivamente como um organismo vivo e se fortaleça espiritualmente, o que só é possível, segundo ele, com uma transformação radical na forma como nos reunimos e como prestamos cultos para Deus. Isso porque a liturgia, a mensagem, as músicas e até o edifício das denominações atuais estão, segundo Viola, quase que totalmente influenciados pela cultura pagã. Mas, independentemente de concordar ou não com a conclusão do autor, é um livro muito interessante para quem quer conhecer a história dos costumes da Igreja e rico em notas que trazem informações detalhadas e que fundamentam a pesquisa histórica.
Rafael, “Cartas de um Diabo…” é um excelente livro de C.S. Lewis. Vale a pena a leitura sim! Assim como qualquer outro livro de Lewis. Abs
Robson, legal que você tenha lido o livro. Recomendo-lhe também a leitura das críticas de Driscoll e Ben Witteringhton citadas em meu post, para você pelo menos ver que há discordâncias em relação a “fundamentação” da pesquisa história (para não falar da exegese bíblica…). Abs
Concordo com vc… criticar por criticar não gera frutos bons… E aproveito pra dizer que gostei do post de hj sobre o que é igreja.
Às vezes, eu sinto que as pessoas esquecem de seu relacionamento com a segunda pessoa da trindade em nome de uma “generosa ortodoxia”.
[...] o original aqui. [...]
Eu sou formado em história e o que posso dizer que o livro Cristianismo Pagão está fundamentado em fatos históricos cotundentes, no entanto resta saber se todas colocações do autor estão em consonância com a Bíblia. No entanto, lendo o livro me questionei se fizemos a Reforma Protestante para herdar o ritualismo da Igreja Católica. Por que nossos cultos são tão previsivéis? Se é previsível não é mais culto e sim ritual. Mas isso não me impressiona, toda vez na história que alguém fere as bases de uma herarquia e enfrenta a tirania dos poderosos é rejeitado como herético e em seguida queimado nas fogueiras inquisitoriais.
Josh, obrigado pelo comentário. É bom que você seja formado em história, eu mesmo sou um estudante de história (principalmente da história eclesiástica). Infelizmente os fundamentos do livro não estão baseados em fatos históricos contundentes. Basta uma rápida leitura no Didaquê (uma das fontes extra-bíblicas mais antigas da igreja neotestamentária), por exemplo, para perceber várias divergências entre as críticas do livro sobre liderança eclesiástica, dias fixos de reuniões, pregação (sermão), etc. e a prática da igreja primitiva.
Eu realmente gostaria que as pessoas lessem a crítica escrita por Ben Witterington antes de assumirem que o fato de que o livro contêm centenas de notas de rodapé garante seu fundamento histórico.
Abs
iProdigo traduziu:
http://iprodigo.com/textos/cristianismo-pagao.html
Valeu pelo link Daniel! Além da tradução das críticas ao Cristianismo Pagão, esse blog tem outros artigos que gostei também. Abs
Olá Sandro,
Fico feliz que ao menos estejamos debatendo sobre o assunto de forma adulta, sadia e madura, mas temo que esta se torne a discussão da igreja pelos proximos 2000 anos, como livre arbítrio x predestinação por exemplo.
Não li, Reimaginig the Chrurch nem From Eternity to here escritos após Cristianismo Pagão ?, mas li Reconsiderando o Odre, Quem é tua cobertura ?, Então você quer começar uma igreja caseira ?, Uma nova visão da igreja como família e O seu Cristo é muito pequeno, escritos antes de Cristianismo pagão ?
Segue abaixo links de dois destes livros com trechos que ajudam a compreender o que Viola quer dizer.
Uma_palavra_acerca_da_ortodoxia_cristã
…Em outras palavras, os Credos Ecumênicos encarnam o que C. S. Lewis chamava de nada mais que cristianismo, — “a crença que tem sido comum a quase todos os cristãos em todos os tempos”. (Uma versão mais antiga da mesma idéia foi expressa por Vicent de Lérins com estas palavras: “O Cristianismo é o que tem sido conservado sempre, em todas as partes e por todos”)…
FRANK A. VIOLA em Quem é tua cobertura ?
CAPÍTULO 4, COBERTURA DENOMINACIONAL
Uma Palavra Acerca da Ortodoxia Cristã
Copyright 2005 (Present Testimony Ministry)
O_seu_Cristo_é_muito_pequeno
“Uma das maiores lições que Stephen Kaung me ensinou através da sua vida foi a importância crucial de permanecer humilde diante da maior revelação de Cristo. Certa vez entregou uma mensagem em 1995 que me impactou profundamente… Quando Stephen Kaung contou a história, parou e começou a chorar. Ele disse: “Mas algo aconteceu. O orgulho veio sobre nós. Como tínhamos recebido uma revelação profunda do Senhor, sentimos que éramos especiais. Sentimos que éramos melhores do que outros cristãos. Não falávamos mais que éramos parte da igreja, começamos a dizer que éramos a igreja na cidade”
Perguntei a ele: “Irmão Stephen, como um grupo de cristãos encontra o Senhor nas profundezas e evita pensar de si mesmos que são especiais?” A sua resposta foi simples: “Só Deus pode fazer isto… a nossa parte deve ser de nos humilhar sob a Sua poderosa mão e Ele nos elevará”. Aqui está uma oração para se fazer…
Sempre que você vê ao Senhor de uma foram que lhe falte ar, este é o tempo de se virar a Ele e dizer: “Senhor, não me deixe perder contato. Mantenha os meus pés na terra e faça com que me lembre sempre de que não sou melhor do que nenhum outro cristão”…
FRANK A. VIOLA em O seu Cristo é muito pequeno.
Introdução
Copyright 2005 (Present Testimony Ministry)
Sugiro lerem um comentário sobre as crítics feitas por Mark Driscoll ao livro Cristianismo Pagão. O link é http://paoevinho.org/?p=4011
mais é logico q vc não gostou vc é religioso e leu esse livro com mente religiosa e esta dentro de uma denominação…mais me mostra aonde esta na bíblia q devemos congregar em um templo…e não me venha com aquela passagem aonde o apostolo paulo diz que não devemos congregar como é costume de vós outros.q essa passagem ele diz do congregar como eu sempre faço quando me reuno com meus amigos e irmãos em cristo seja numa casa,na praia,enfim o congregar q paula cita e esta em comunhão com Deus com outros irmão.mais em nenhum momento ele cita templo ou melhor dizendo igreja(cnpj).
e ainda cita um outro camarada q é de denominação tbm…ai meu Deus assim é mole refutar…kkkkkkkkk
GRAÇA E PAZ
Eduardo, se você ler esse blog o suficiente irá perceber que estou totalmente convencido de que Igreja não é e nunca foi um templo. Se você ler o texto de Atos verá que os primeiros cristão se reunião diariamente de casa em casa e no templo. Eles se reuniam nestes lugares, mas estes lugares não definiam quem eles eram. Está absolutamente claro nas Escrituras que não é o local que define o que é Igreja. Se tem cnpj ou não é outra história (desde quando ter cnpj, cpf, rg, etc. é pecado ou impecílho para servir a Deus?). O texto que você se refere deve ser o da carta aos Hebreus (que eu hesitaria em afirmar que foi Paulo quem escreveu) e a essência do verso é uma exortação para que os cristãos continuem congregando. Não diz o lugar. Você gosta de congregar na praia? Faça isso então.Eu também o faria eventualmente, se morasse numa cidade com praia… Por que, no entanto, você despreza quem gosta de se congregar num salão, galpão, catedral, etc.? Que pecado há nisso? Vou dizer a você: o pecado está naqueles que julgam e tratam os crentes que se reunem em locais que eles acham inadequados como se fossem de segunda categoria (religiosos).
Bom, eu poderia escrever uma tese aqui… Mas creio que você, se você perseverar “no ensino dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações”, irá amadurecer e entenderá o que hoje não entende.
Um abraço,
Creio que os trabalhos de Frank Viola incomodam os lideres que se escondem atrás de títulos, mas que no fundo negam a eficácia do poder de DEUS. JESUS confrontou os líderes da época, letrados, que não conheciam a DEUS. E hoje? Não me parece diferente. Chegará o dia do confronto. A voz profética esta se levantando, pois JESUS esta reiinvidicando a sua igreja, o que é seu de direito, que hoje esta nas mãos dos lideres. Quem poderá resistir? É tempo de se arrepender-se, de se esvaziar. Chega de titulos. O que queremos é JESUS dirigindo a sua igreja e cumprindo o propósito do Pai.
Francisco, obrigado pelo comentário!
Com certeza queremos Jesus dirigindo sua Igreja (E Ele está, pois a Igreja é Sua Igreja, não importa o que os homens pensem ou digam a respeito dEla). E o NT nos diz como Ele faz isso (Ef. 4). Particularmente não tenho interesse algum por títulos, mas não posso deixar de reconhecer as funções ministeriais claramente delineadas no NT (mesmo quando muitos abusam destas de maneira vergonhosa).
Frank Viola provavelmente tem boas intenções, mas seus livros (principalmente os primeiros) escorregaram feio num radicalismo que carece de fundamento bíblico e histórico (apesar dele reivindicar tal fundamento).
Abs
Sejamos coerentes. Ninguém aqui concorda que na maioria das vezes, nossa frequência aos cultos tem sido uma obrigação?? Que nossas reuniões têm sido entediantes e sem alegria? Que a vontade é que o culto termine bem rápido pra gente ir embora?????
É claro que o todo poderoso pastor vai acessar esse site e dizer que não!!!E sabe por quê? Porque ele não é a orelhinha que fica horas e horas sentada em um banco desconfortável balançando a cabeça num gesto de aceitação e obedi~encia à tudo que ele fala no púlpito.
A igreja tem sido um lugar de cobranças e não de refrigério!!! Se o irmãozinho não puder fazer isso ou aquilo, ele é um preguiçoso um bebê na fé que não contribui para o reino do pastor. Na minha igreja recentemente fui proibida de falar durante o louvor porque sou leiga. E como ministra de louvor não posso posso escolher uma dinâmica de ensaios e apresentações que facilitem o trabalho do grupo. Coisas do tipo: Eu exijo 4 microfones
Eu exijo que toquem em pé e não sentados
Eu exijo que vc toque e cante todos os domingos
Eu exijo, e não me preocupo se vc tem um problema nas cordas vocais. O problema é seu.
Eu exijo que vc não deixe coisas em cima do banco da igreja
Eu exijo que vc mantenha o igreja organizada, porque isso é mais importante que as 3:00hs de ensaios cansativos e exaustivos que o grupo realiza toda a semana.
Detalhes sem importancia, afetam o bom andamento da igreja. Cobranças desenfreadas, sem sentido aborrecem as pessoas que estão fazendo o melhor que podem. As pessoas que mais defendem nossa instituição são aquelas que não lideram, porque apenas apreciam ou criticam o espetáculo. Elas não estão nos bastidores, sentindo na pele toda carga de responbabilidade, desafio e preocupação. Na verdade nós líderes estamos ali pra isso: Levar uma mensagem de refrigério, consolo, amor para tantos irmãos aflitos, oprimidos, depressivos, estressados de uma semana exaustiva de tanto trabalho secular. Mas eu como líder não posso sentir refrigério, quando puxam minha orelha por detalhes sem importância. Desculpem por meu desabafo. Mas a Igreja que somos nós, precisa mudar sim!! o mais rápido possível!!! Mas isso só vai acontecer quando Jesus for o CENTRO e não as doutrinas, o templo, a tradição. Fiquem com Deus!!!
Todos estão enganados. A igreja é obra de homens e o Eterno, que não é fruto da mentalidade romana, não tem nenhuma aliança com ela.
Conforme Hebreus 12 o Eterno somente repreende àquele que O obedece. Em Atos 5:32 vemos que somente quem obedece ao Eterno tem o Seu Espírito de Santidade. Aos que negam as Leis do Eterno e vivem segundo a graça barata romana, o Eterno, de acordo com 2ªTessalonicenses 2, envia a ‘operação do erro’. Esses tem seus pedidos de ‘bênção’ atendidos, mas não pelo Eterno, mas por um genérico romano, que há pouco mais de 2.000 anos se senta no lugar do Eterno e diz que é ‘deus’, muda as Leis do Eterno, muda os tempos como é o caso do calendário gregoriano. Muda as Festas determinadas pelo Eterno e adota natal, festas juninas, páscoa cristã que nem de longe é o Pessach do Eterno, ano novo, reveilon e outras satanices.
[...] igreja e instituição. Creio que os principais textos são Minha Teoria Sobre Instituição e Fitafuso e o Cristianismo Pagão. Não considero a instituição como, por natureza, inimiga mortal da igreja. Mas desejo ir além [...]