Arquivos para o mês de: April, 2010

Se por estarmos em Cristo
nós temos alguma motivação,
alguma exortação de amor,
alguma comunhão no Espírito,
alguma profunda afeição e compaixão,
completem a minha alegria,
tendo o mesmo modo de pensar,
o mesmo amor,
um só espírito
e
uma

atitude.
Nada façam por ambição egoísta
ou por vaidade,
mas
humildemente
considerem os outros
superiores a si mesmos.
Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros.
Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus,
que, embora sendo Deus não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se;
mas esvaziou-se a si mesmo,
vindo a ser servo
tornando-se semelhante aos homens.
E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo
e foi obediente
até a morte,
e morte de cruz!
Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome,
para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho,
nos céus,
na terra
e debaixo da terra,
e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor,
para a glória de Deus Pai.
Assim, meus amados, como sempre vocês obedeceram,
não apenas na minha presença, porém muito mais agora na minha ausência,
ponham em ação a salvação de vocês com
temor
e
tremor,
pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar,
de acordo com a boa vontade dele.
Façam tudo sem queixas nem discussões,
para que venham a tornar-se
puros
e
irrepreensíveis,
filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada,
na qual vocês brilham como estrelas no universo,
retendo firmemente a palavra da vida.

(Carta de São Paulo aos Filipenses, 62 A.D.)

Tendemos a não viver a realidade
porém em sonho, em ideologias e ilusões,
em teorias, projetos,
coisas que trazem sucesso e fama.
As barreiras que cercam nossos corações
são profundas e fortes,
protegendo-nos da dor.
Vivemos no passado
ou no futuro
ou num sonho.
Nossos corações e mentes podem se afastar gradualmente de nossa própria carne e emoções,
do “agora” da realidade.
Nós nos colocamos no centro de tudo,
não nutridos por outras pessoas,
nem pela canção dos pássaros,
nem pelo grito de amor que brota
do coração das crianças,
mas por nós mesmos,
insaciavelmente em busca de singularidade e valor
ou caindo nos poços de depressão e revolta,
escorregando para o “amanhã” ou o “ontem”,
agarrando-nos nas garras do passado.
Isto não significa que não haja ética
e ações moralmente boas ou más.
Podemos escolher fazer o bem e facilitar a vida.
Contudo, toda a fragmentação dentro de nós
solidifica nossas motivações.
Conforme buscamos glória e fama,
querendo provar nossa bondade e valor,
somos todos necessitados de profunda cura interior.

(Jean Vanier em Jesus, o dom do amor – Paulinas, 1998)

Lost

Tenho duas confissões a fazer: primeiro quero confessar que não sou fã de Lost. Nunca assisti sequer um episódio da série, apesar de ter ouvido vários amigos falarem com grande entusiasmo sobre como essa série é fenomenal.
Todavia sou fã dos livros que Chris Seay, pastor da Ecclesia em Houston, escreve sobre filmes e séries de televisão. Seay escreveu The Gospel Reloaded, sobre os dois primeiros filmes da trilogia The Matrix pelos irmãos Watchowski. Ele escreveu também The Gospel According to Tony Soprano sobre a série do mafioso Tony Soprano. O mais recente livro de Chris Seay é The Gospel According to Lost (Thomas Nelson, inédito no Brasil).

A análise que Seay faz de cada personagem da série é impressionante. Ele mostra porque Lost, a série sobre um grupo de sobreviventes de um acidente aéreo em uma ilha mistériosa, virou um fenômeno cultural, cativando milhões de espectadores ao redor do mundo.

Seay divide os capítulos de seu livro por personagens da série, chamado cada personagem de Santo Patrono. Hurley é Santo Patrono dos perdedores abençoados, Sayid Jarrah é Santo Patrono dos humanitários atormentados, Kate Austen é Santa Patrona dos lindos assassinos, e por aí vai.

Alguns dos temas discutidos por Seay em Lost são violência, amor, auto-sacrifício, moralidade, destino, livre-arbítrio, fé, razão, culpa e redenção.

Meu único receio com relação ao livro é que Chris Seay o escreveu antes da conclusão da série, com sua sexta temporada (The Final Season). Assim como em The Gospel Reloaded, escrito antes do filme que concluiu a trilogia, The Gospel According to Lost pode ter tirado algumas conclusões sobre os personagens e a série que poderão não se sustentar no final. De qualquer forma, a mensagem de redenção que permeia toda a trama não será alterada, nem os muitos paralelos entre os acontecimentos de Lost com passagens bíblicas usadas por Seay. Como em seus outros livros, este tem uma profunda base teológica.

Contendo 12 pinturas por Scott Erickson dos personagens de Lost em PB e coloridas, o livro de Chris Seay é um presente para todos os que assistiram os episódios e desejam mergulhar mais fundo nos temas presentes na série.

Isso me leva à minha segunda confissão: após ter lido o livro de Chris Seay sobre Lost comecei a me preparar para a maratona que será assistir toda a série.