Tenho duas confissões a fazer: primeiro quero confessar que não sou fã de Lost. Nunca assisti sequer um episódio da série, apesar de ter ouvido vários amigos falarem com grande entusiasmo sobre como essa série é fenomenal.
Todavia sou fã dos livros que Chris Seay, pastor da Ecclesia em Houston, escreve sobre filmes e séries de televisão. Seay escreveu The Gospel Reloaded, sobre os dois primeiros filmes da trilogia The Matrix pelos irmãos Watchowski. Ele escreveu também The Gospel According to Tony Soprano sobre a série do mafioso Tony Soprano. O mais recente livro de Chris Seay é The Gospel According to Lost (Thomas Nelson, inédito no Brasil).
A análise que Seay faz de cada personagem da série é impressionante. Ele mostra porque Lost, a série sobre um grupo de sobreviventes de um acidente aéreo em uma ilha mistériosa, virou um fenômeno cultural, cativando milhões de espectadores ao redor do mundo.
Seay divide os capítulos de seu livro por personagens da série, chamado cada personagem de Santo Patrono. Hurley é Santo Patrono dos perdedores abençoados, Sayid Jarrah é Santo Patrono dos humanitários atormentados, Kate Austen é Santa Patrona dos lindos assassinos, e por aí vai.
Alguns dos temas discutidos por Seay em Lost são violência, amor, auto-sacrifício, moralidade, destino, livre-arbítrio, fé, razão, culpa e redenção.
Meu único receio com relação ao livro é que Chris Seay o escreveu antes da conclusão da série, com sua sexta temporada (The Final Season). Assim como em The Gospel Reloaded, escrito antes do filme que concluiu a trilogia, The Gospel According to Lost pode ter tirado algumas conclusões sobre os personagens e a série que poderão não se sustentar no final. De qualquer forma, a mensagem de redenção que permeia toda a trama não será alterada, nem os muitos paralelos entre os acontecimentos de Lost com passagens bíblicas usadas por Seay. Como em seus outros livros, este tem uma profunda base teológica.
Contendo 12 pinturas por Scott Erickson dos personagens de Lost em PB e coloridas, o livro de Chris Seay é um presente para todos os que assistiram os episódios e desejam mergulhar mais fundo nos temas presentes na série.
Isso me leva à minha segunda confissão: após ter lido o livro de Chris Seay sobre Lost comecei a me preparar para a maratona que será assistir toda a série.

Ansioso pela versão em pt.
[...] This post was mentioned on Twitter by Daniel Luiz. Daniel Luiz said: RT @baggiorev: O Evangelho de Acordo com Lost http://miud.in/3m0 [...]
Legal Sandro. Espero que você curta a série então. A Ania e eu somos fãs de Lost
. Concordo com vc que é um pouco infeliz ele ter lançado o livro antes do fim. Até porque talvez teria atraído mais atenção se lançado no momento do término da série, pois as pessoas estariam procurando algo a mais sobre a série.
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Curto muito o Lost, esperando pela versão em portugues tambem!
[...] Sandro Baggio – P242 [...]
Tb nunca assisti um episódio completo, apenas partes de uns três.
Por enquanto vai ficar assim, quem sabe futuramente.
Agora Prision Break…
Poxa, tomara q role em PT… Lost é muito bom… tenho todas…
Agora só falta lançar o Evangelho Segundo Chaves, mas antes poderiam lanças Evangelho Segundo Viver a Vida….
enfim esses livros que saem aproveitando a fama de outros livros, filmes e series tem intenções muito duvidosas.
Sao, pode até ser que pessoas lancem livros assim com intenções duvidosas. Afinal de contas, há todo tipo de pessoas e intenções por aí. Mas devemos tomar cuidado para não termos uma visão estreita demais. Pois pessoas podem escrever livros sobre filmes, séries, artistas, etc. com boas intenções também (o que acredito ser o caso do Chris Seay e alguns outros). Seria tão errado assim buscar relacionar o Evangelho com a cultura? Seria tão errado usar de temas culturais para ajudar pessoas em sua jornada espiritual? Muitos destes livros podem ser mais fruto de uma preocupação pastoral ou evangelística, do que do desejo de se aproveitar da fama dos outros. Abs
não sou muito favoravel a ideia de livros que se baseam na fama de outros livros, series e afins.
é querer gozar da fama de outro.
mas enfim… ainda espero o lançamento do O Evangelho Segundo o Chaves
Eu também não sou nada favorável a alguém querer embarcar na fama de outro para se auto-promover ou lucrar com isso.
Mas acho que erramos se pensarmos que todo e qualquer livro escrito sobre um filme, série ou artista tem como objetivo gozar da fama de outro.
Há dezenas de livros sobre “a filosofia em (filme, série, artista famoso)”… que usam destes como “parábolas ou ilustrações” para ensinar sobre filosofia. O mesmo pode ser dito sobre esses livros do Chris Seay…
De qualquer forma, talvez você deveria escrever o Evangelho Segundo Chaves, cara…
“Evangelho Segundo Chaves”? deixa que eu escrevo!
ESC – cap 1 vers 1: “as pessoas boas devem amar os seus inimigos”
ESC – cap 1 vers 2: “quem dá e depois tira sua mão se danifica, sua voz será maldita e sua sogra ressuscita”
ESC – cap 1 vers 3: “a vingança nunca é plena; mata a alma e a envenena”
hahahahha… num guento (sem trema mesmo!)
Kel, Gostei da sua versão segundo Chaves! Eu compraria e se tivesse um amigo que gostasse muito eu daria para ele ler. Não tem também o evangelho em simpsons? E mais, quantas vezes assistimos filmes e tiramos tantas lições para o cristianismo, e muitas vezes até nos perguntamos se o diretor é cristão.
Em toda historia tem uma lição, ué Jesus falava por Parabolas.
è verdade que tem muita gente oportunista, mas qual é o ganho se eu deixar de acreditar de tudo e de todos, e viver desconfiado de tudo.
As vezes parece que criticamos as coisas simplesmente pelo fato de dar uma opinião contrária e causar polemica.
Bjks
Fernanda B.
Acredito que ambas explicações são cabíveis, mas conversando com o Carlão fiz uma pergunta para ele, por que o autor citado, já que tinha a melhor das intenções, não publicou seu livro em uma editora “fuleira” para baratiar os custos e possibilitar a compra de seu livro. E isso é possível, pois, o melhor exegeta do Brasil Milton Shwantes tem retirado todos os seus titulos da editora Paulinas e repassado para uma pequena editora, onde as capas são horriveis, mas os preços ótimos, ex: 8,00, 5,00 e etc. E o mais legal é que pela Paulinas nem era tão caro assim, por ex: 14,00 22,00 e etc. Entretanto, creio que possa haver argumentos, e que são legitimos, contra essa minha colocação, mas será que não somos bastante ingenuos ao pensarmos que só há boa motivação e nenhum tipo de interesse comercial por trás da maioria desses autores? Nesses casos eu prefiro suspender meu juízo, afinal de contas, quando etramos no terreno das motivações tudo é muito relativo e portanto, quase impossível de ser avaliado. Eu considero bastante relevante esse tipo de bate papo.
Abraços.
Pax
Sandro, não vai se arrepender em assistir Lost! =)
Vou ver se consigo esse livro em inglês mesmo!
Abs