
Li ontem a reportagem da Folha de São Paulo sobre o número crescente de evangélicos sem ligação com igrejas e também diversas reações à mesma. Uns celebraram a reportagem, pois parece confirmar a eles algo positivo, ou seja, que a vida cristã ou espiritualidade verdadeira precisa libertar-se do contexto institucional poluído para ser vivida com graça. Mas será que é isto que a reportagem realmente indica?
A começar pelo título, já encontramos uma certa contradição e negação aos prognósticos daqueles que estavam decretando o fim da igreja evangélica. Fala-se de evangélicos sem ligação com igrejas. Mesmo tendo deixado seus vínculos com uma igreja local, estas pessoas ainda se identificam como sendo evangélicos e alguns ficam indo de igreja em igreja como consumidores que “usufruem de rituais e serviços religiosos mas se sentem livres para ir e vir.”
No entanto, é o perfil deste “novo evangélico” traçado nas análises feitas para esta desinstitucionalização, que me faz pensar se, como seguidor de Cristo, existe algo a ser celebrado.
Ricardo Mariano aponta como motivos para esta desinstitucionalização “o individualismo e da busca de autonomia diante de instituições que defendem valores extemporâneos e exigem elevados custos de seus filiados” e fala ainda sobre o “crer sem pertencer”. Individualismo, busca de autonomia, rejeição de valores extemporâneos e descompromisso… seriam marcas a serem buscadas por um discípulo de Cristo?
Não é estranho que tais pessoas sejam chamadas de “crente genêrico”, que criaram seu próprio “blend” de crenças (resultado do pluralismo e sincretismo religioso) e sejam comparadas ao católico não praticante. Para um seguidor de Cristo, não há o que celebrar aqui.
O que a reportagem não diz é que estes que abandonaram a ligação com as igrejas institucionais se uniram a novas igrejas “não institucionais” em busca de uma experiência renovada e libertadora de fé. Se isto estivesse acontecendo, talvez fosse algo a ser celebrado. Mas, neste caso, eles não seriam evangélicos “sem ligação com igrejas”, e sim evangélicos em “novas igrejas”.
A única coisa positiva neste artigo é a confirmação do fenômeno da desinstitucionalização como uma das marcas da pós-modernidade. Isto não é novidade, mas algo que vem sendo apontado há anos.
Se não amo a Igreja, como dizer que amo a Deus? Meu compromisso com Deus está atrelado ao compromisso com a Igreja (não algo feito às cegas, mas seguindo o exemplo dos bereanos). Ele manifesta-se na diversidade do Corpo. Se minha busca pessoal descarta tudo que foi alcançado por indivíduos piedosos ao longo da história, onde mais posso chegar se não a um misticismo vazio?
Se tais indivíduos desejam formar novos grupos fora das atuais instituições, boa sorte, têm a bênção da igreja. Logo perceberão a necessidade de se aprofundarem no conhecimento bíblico, de se organizarem insitucionalmente. O problema é que isso raramente acontece. Estagnação (ou atrofia, que é pior) é o resultado final. Não escrevo isso como crítica. Precisamos ajoelhar e orar por pessoas à nossa volta que estão trilhando por esse caminho.
Ou numa dita igreja emergente!
Outra coisa a ser percebida são os dados com os quais são feitas as inferências… não há nada de “novo” realmente.
Não entendi a súbita recuperação desse assunto pela Folha.
A igreja, seus dogmas e todas as imposições são, várias vezes, deturpadas por homens, suas paixões e subjetividades. Não há homem isento, não há entrega sem interpretação do correto. Todo texto pode ser subvertido, se mal interpretado. A religião, ligação do homem com Deus, não precisa de intermediários.
O fiel que se desgarra da necessidade de alguém lhe apontar o caminho certo, tem maiores chances de cumprir suas obrigações em acordo com sua consciência cristã e não em favor do medo do não pertencimento.
Sair da Igreja sem abandonar Deus é a maior evolução espiritual que um homem pode ter. Vê o mundo com os olhos contemporâneos e sente com as instruções de Cristo.
A igreja é fixa, presa aos padrões de outros séculos, atrelada a tudo que não pode acompanhar. O amor cristão, por sua vez, deve romper as barreiras do tempo, conhecer o mundo novo e levar a palavra de Deus da maneira mais adequada ao seu novo universo.
Corajoso é aquele que consegue servir a Deus e ao próximo sem precisar de alguém que lhe proteja terrenamente.
Como já disse antes, o cristão individual, sem vínculos, sem ligação, sem compromisso, é algo totalmente desconhecido na história do Cristianismo até os tempos recentes. Ou seja, seria no mínimo uma tremenda arrogância de nossa parte dizer que milhões de cristãos na história estiveram errados e agora nós, que enxergamos o mundo sob as lentes do pos-modernismo, estamos certos.
Por outro lado, é impossível ler o NT e não perceber que a fé autêntica não é nunca experimentada e desenvolvida na individualidade, mas em comunidade.
Igreja são pessoas em compromisso com Deus e umas com as outras sob a luz do Evangelho, expressando como corpo os carismas do Espírito Santo, encorajando-se mutuamente na prática do amor e das boas obras e na proclamação do Evangelho da Graça.
Se é que existe um compromisso com a dita “igreja” institucional pelo menos no discurso, eu pergunto o porquê os compromissados com esta suposta igreja rotulada e generalizada não assumem que existem problemas teológicos que destróem a mensagem amorosa da graça de Jesus e faz com que a mesma viva em torno de si mesma.
Porque os compromissados não largam o osso e sejam corajosos para levar a sério o que é igreja e o que a igreja de Jesus viveu por todos os séculos…
Porque a igreja não leva a sociedade a sério e porque os ministérios não são transparentes e honestos com relação a dinheiro.
Porque a igreja não se torna uma comunidade terapêutica para com os feridos e desiludidos deste mundo e apresenta Jesus como resposta a essas pessoas! Ao invés de fábulas, fama, dinheiro, sucesso e prosperidade.
Porque a igreja institucional repete a história traindo a Jesus e ficando com o vil metal… porque continuam matando seus profetas e produzindo seres “bonequinhos made in china” e seres arrogantes, prósperos e extremamente aduladores ou ainda religiosos farisaicos pós-modernos!
Porque antes o compromisso não é com Jesus e com sua mensagem e isso passe a ser condição senequanon para a vida com ações e não em falácia!
Se é que existe compromisso com a mensagem da Cruz então devemos ter zelo de voltar e buscar a sã doutrina e conclamar a libertação da religião, da políticagem dos púlpitos, com a desonestidade das lideranças, da falta de ética e também de caráter dos pastores, do apego a matéria e do consumismo exacerbado que cria além de uma cultura cristã insana e doente, seres tão alienados que perderam a visão do Reino tratando com desídia a própria história da igreja viva e santa!
Não sei se podemos enquadrar pessoas que acreditam no Paulo disse a Timóteo como desigrejados ou ainda decepcionados com a igreja, nem mesmo como bibleheads… eu encaro isso isso como subversão de um caminho a ser vivido no coração e retorno da igreja ao zelo das verdades inegociáveis do Reino… se há outras congregações surgindo como igreja emergente pode até ser… mas creio mesmo que hoje a igreja institucional perdeu sua função de ser LUZ DO MUNDO E SAL DA TERRA e o que vemos é que a mesma foi tomada de assalto por apóstatas e presunçosos…
Eu piamente creio nisso… “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” 2Timóteo 3:1-5
Prefiro ficar em casa com minha família e amigos e novos na fé compartilhando e congregando na pureza da fé e no calor e fervor do Espírito do que ficar no meio dessa presepada gospel que enfeia e mancha a história da verdadeira igreja e suja a agua limpa do evangelho … chega de ladrões, salteadores, manipuladores, líderes perversos sem o Espírito, pervertendo a sã doutrina e inventando modismos para arrecadar e fazerem crescer seus ministérios…
Cansei e não me arrependo … sou livre para viver o evangelho!
A paz aeeee!
Desculpem o desabafo e antes meu compromisso é com a Cruz e com pessoas que querem viver piedosamente com Cristo… eu ensino aos novos na fé e aos desiludidos que a igreja não morreu por nós…
Todos os que lutaram pela causa do evangelho morreram por causa do amor a Cristo.. nunca foi na perspectiva de uma proposta religiosa… o compromisso é no coração com Deus!
Mais amor e menos religião..
Desculpem a sinceridade aeee
[...] na equação que levou a esse número. Uma das críticas sãs que vimos por aí foi escrita por Sandro Baggio, pastor do Projeto 242, comunidade de São Paulo. Reproduzimos abaixo seu texto lembrando a [...]
Nos “porques” são perguntas? São retóricas? Não entendi direito o comentário.
Só acho lastimável a quantidade de verdades impostas e premissas adotadas; todas elas dizendo que qualquer um que frequente uma igreja está no cabresto, idolatrando pastores e instituições. Pra completar a arrogância e absolutismo da ideia, o final é um “desculpem a sinceridade”.
Abra os olhos; frequento uma igreja sim, mesmo assim meu compromisso é, acima de tudo, com Deus. É um absurdo ter que justificar isso!
ps.: Não estou afirmando que todas as instituições são “puras”.
Puxa Diquinho, eu pensei que você frequentasse o Caminho da Graça… Cansou do Caminho também, cara?
Eu frequento as reuniões do caminho da Graça Sandro! Eu vivo no caminho da graça e minha luta e meu post é contra a religiosidade e não contra a igreja viva e santa!
A igreja atual foi tomada não só pelo pensamento anti-cristão e voce sabe disso falsos pastores e porque não dizer impostores tomaram de assalto a maioria das instituições, não digo todas porque ainda existem igrejas reformadas que mantêm seus princípios entretanto não contextualiza sua mensagem! Enfim, não consigo estar num lugar tão corrompido chamado erroneamente na “igreja” cara! Onde depois da comunhão do pão e vinho, o pastor diz que sua aliança e comprometimento depende da sua oferta financeira.
Sandro eu não compactuo mais com isso!
Ao amigo que disse que não entendeu meu post eu digo: “entendeu sim!”
O problema de quem está nessa de religião é que não enxerga o que está acontecendo … e essa não é a questão crucial … de ser cabresto ou outra coisa qualquer … a questão que deixo claro para o Filipe que eu sou “igreja” portanto não posso pertencer a uma suposta igreja que deturpa descaradamente o evangelho, faz promessas e barganhas com Deus, não zela pela mensagem da cruz e não produz nada além de servos arrogantes com o discurso de que pertence a alguma coisa! Me chamar de arrogante é fácil … discuta comigo teologicamente sobre a história da igreja, quem foram os mártires da fé e porque morreram queimados, ou se entregaram a morte para serem comidos por leões por causa de sua fé em YESHUA! Ou me mostre os motivos de eu não querer fazer parte disso que está aí chamado de “igreja”. Filipe igreja não é isso aee não mermão! Eu cansei de ver instituições vendidas a arrecadar dinheiro e pastores indo a Israel todo ano com o dinheiro dos fiéis quando pessoas da comunidade passam necessidade e o predio não tem nem bebedouro com agua gelada para as crianças… Eu cansei de gente que não tem seriedade com a obra e zelo nas coisas de Deus… Igreja… a maioria só vai a igreja mas não sabe SER IGREJA e não pensem que estou decepcionado ou desigrejado ou ainda blogueiro invejoso… etc. e tal. muito menos um frustrado ministerial.. nada disso!
Manos SOU IGREJA viva e santa do Senhor, frequento as reuniões do caminho da graça onde o Rev. Caio Fábio é nosso pastor e mentor, creio na igreja viva, e sei que as instituições são importantes, quero deixar claro que meu post referencia a igreja que está na mídia e as muitas instituições que se dizem evangélicas mas estão contaminadas nas mãos de perversos manipuladores, falsos mestres e pastores!
Jamais deixei de congregar e jamais deixarei, mas deixo claro que não compactuo com perversidades. Ao Filipe continue frequentando a “igreja” eu não frequento porque sou igreja viva e arrogante é sua vovó okay cresça e apareça para chamar alguém que entregou sua vida toda a Jesus de arrogante, se não concordar com que escrevi é um direito seu mas tenha respeito okay “IRMÃO”. Heheheheh
Paz a todos, e novamente “desculpem a sinceridade se é que posso ser!”
Rev. Carlos A. Monteiro
Sandro você me conhece e sabe quem foram os nossos mentores… lembra que fomos contemporâneos de MVC e Semite. Apesar da distância imposta entre nós e pelo tempo decorrido … eu acho que pensamos em relação as promessas de Jesus que as bençãos são para a igreja viva e santa.
E o que tenho a dizer é que a igreja primitiva no livro de Atos era institucionalizada, não sou um revoltado com pensamentos anti-institucionais, na igreja de Atos é fácil ver que haviam regras, presbíteros e diáconos, havia responsabilidades, havia ofertas, havia comunhão no partir do pão e uma certa hierarquia a ser respeitada … por isso não estou querendo dizer que as reuniões que fazemos nas casas seja algo relevante ou seja comparado a igreja primitiva! Definitivamente não!
Mas não vejo isso como algo negativo, e nada há nada de novo nisso! Não defendo nem a idéia de que estar numa igreja reformada seja cabresto nem que seja algo ruim, mas temos que ser realistas quanto ao que está acontecendo na eclesia atual de forma geral. E é essa a insatisfação e uma busca de alguns por conhecer o evangelho mais relacional e na tentativa mesmo que possa ser frustrada da sã doutrina dos verdadeiros apóstolos… é isso que faz muita gente deixar esses ambientes supostamente emblemáticos e sacralizados como igreja.
E é isso que está acontecendo nos faz repensar e eu sinceramente não sei onde isso vai dar entende…creio que não seja algo a encarar como derrota da igreja! Também não creio que hajam novas situações ou um momento de preparação para alguma coisa… , mas acredito nas pessoas que bem intencionadas não querem tomar parte nessa panaceia gospel institucionalizada midiática que influenciou toda uma geração e que agride os ouvidos, abusa e manipula pessoas com o poder … e essas instituições não são idôneas …
E é facil chamar os que não querem tomar parte nessa “coisa” de desigrejados e decepcionados, arrogantes, bundões, cults ou intelectuais bibleheads ou qualquer coisa do tipo! Mas acho cedo para inferir qualquer comentário seja bom ou ruim… estou institucionalizado no caminho da graça …rssss e isso não me aborrece embora sabendo que não existe lugar ou “reunião de discípulos” que haja perfeição… todos carecemos da Graça!
Não acredito na reforma do que está aí, mas acredito em um avivamento, e isso de forma pessoal, intransferível e inegociável. Espero ser mais claro agora..
Eu não me vejo nem emergente, nem mesmo como difusor de uma “nova” metodologia de propagação do evangelho ou que reuniões nas universidades com um violão e mensagem contextualizada possa tomar parte nisso etc.
Mas de maneira alguma defendo que isso possa ser “guardiões do verdadeiro evangelho” se for isso vira gnosticismo gospel hehehehe essas crises atuais da igreja ou dos evangélicos posts moderninhos que seja.. rsss apenas são cristãos tentando ser coerentes com a pregação não creio sinceramente que isso possa ser algo ruim entende… .
Portanto, para resumir falando de mim já que perguntou … não sou desigrejado e sinceramente não creio que as pessoas que não querem tomar parte nessa meleca que está acontecendo em muitas instituições “não idôneas” seja algo ruim..
Devemos estar abertos a conviver com a possibilidade disso vir a ser no futuro as novas igrejas emergentes sim.. mas sem nenhuma pretensão disso ser “novo” ou algo ruim para o evangelho..
O pior não tem jeito de piorar!
heheheh
Um abração mano!
Pr. Carlos,
Desculpa se eu te ofendi.
Agora, as ironias quanto à “igreja” e “IRMÃO” eu passo; não preciso me preocupar com isso e nem me justificar. Vale apenas dizer que eu nunca mandei pastor passear em Israel.
Em Cristo,
Filipe.
Filipe na moral, a igreja que falo aqui é exatamente o que não é igreja! Você entende isso…
Galera,
Esta postagem é apenas uma breve análise da reportagem da Folha conforme foi publicada (se é verdadeira ou falsa, sinceramente não estou aqui para julgar isto) e de reações a ela (pessoas celebrando-a). Somente isto.
Basta uma leitura simples neste blog para perceber que sou absolutamente contra qualquer tipo de igreja mercantilista que transforma a Graça de Deus em produto, promovendo barganha com Deus e aprisionando fiéis com promessas de bênçãos ou com medo de maldições. Sou contra o legalismo que promove a aparência de piedade, esteriotipando a espiritualidade em vestes e jargões religiosos, mas que não liberta dos vícios no coração e na alma. Sou contra o Evangelho diluído, a Graça barata, que confunde liberdade com libertinagem, que coloca o amor de Deus contra o próprio Deus, que justifica o pecado e não o pecador, que não promove transformação de vida.
Quem ler este blog vai encontrar também minha teoria sobre as instituições. Basicamente, se há uma reunião em local pré-determinado, com horário determinado, algum tipo de liturgia (rígida ou flexível) onde se cantam cânticos, fazem orações, medita-se/expõe/prega a Palavra, celebra-se a Ceia, etc, o que se tem é uma instituição religiosa. O máximo que se pode dizer é que este ou aquele grupo foge do institucionalismo e da religiosidade morta que tornam dogmas e ritos mais importantes que pessoas e missão de Deus. Mas dizer que não se trata de uma instituição religiosa é pura ilusão mental e negação dos fatos.
E se não houver nenhuma reunião, nenhuma expressão comunitária, nenhuma oração ou leitura/meditação/exposição da Palavra, nenhuma celebração da Ceia, nenhum batismo, então não há igreja conforme encontramos no NT. Puro e simples.
O mais triste não é ver pessoas abandonando o falso evangelho em busca do verdadeiro. É ver pessoas se afudando em suas falsas pretenções de querer viver uma vida de liberdade sem estarem ligadas à Videira. Se os “desigrejados” (e com este termo quero dizer aqueles que não fazem parte de nenhuma comunidade de fé conforme descrita acima) fossem pessoas frutíferas, fervorosas na oração, engajados na missio Dei, exalando o perfume de Cristo por meio de obras e palavras, talvez não me preocuparia tanto com o “êxodo” que vejo promovido como caminho para a verdadeira espiritualidade. Mas o que mais encontro nos “desigrejados” (com algumas exceções) são pessoas cada vez menos crentes em Jesus, cada vez menos seguindo Seus passos, cada vez menos manifestando a alegria da salvação, cada vez mais confusas e desorientadas, cada vez mais cheias de justiça própria apontando o dedo para tudo e todos, menos para si mesmas. Pessoas que caíram no erro que condenavam e perderam a Eternidade de vista, vivendo somente para o momento, para o prazer, para o aqui e agora.
Mostrem-me um quadro diferente deste que acabei de pintar e eu lhes darei ouvidos.
A moderação é para os dois tipos de pessoas: Tantos os “desigrejados”, mas também os que estão afundados na instituição, na religiosidade. É claro que a igreja de Cristo é o que verdadeiramente representa o evangelho, mas não acho que a solução para os problemas da igreja local seja abandoná-la. Falo, porque já pensei assim, mas hoje vejo a importância da igreja local na minha vida espiritual.
Sobre a reportagem da Folha, eu não sei de onde buscaram tais informações e porque foi dada importância pra isso nessa semana. Será que há algum tempo atrás era tão diferente assim?
Não existe possibilidade… é um erro achar que a pessoa que teve encontro com Jesus possa não fazer parte da IGREJA! Todos são igreja tanto os que estão sob o manto institucional sacralizado quanto os chamados desigrejados… esse termo é um erro crasso segundo o conceito bíblico do que é IGREJA.
Ir ao Templo sempre foi legal, ver os irmãos, falar com eles, estudar a palavra juntos, orar juntos, marcar encontro para cultos fora, acampamentos, retiros, reuniões, ensaios, etc e tal. Mas como continuar a fazer isso, (Não generalizem, reflita e veja se acontece onde você frequenta, se não percebe isso lá é uma benção), se hoje não se vê sinceridade nos responsáveis pelo culto. Você que ora e tem intimidade com esse Deus que você é a sua semelhança, sabe quando existe sinceridade na palavra e nos louvores, sabe que aquele ou aquela que canta ou toca, quando acabar a exibição vai lá pra fora tomar uma água, ir ao banheiro e talvez depois voltar, aquele que prega no final vai falar em dinheiro, aquele que ensina na EBD e acha que só ele está com a razão( é o decifrador da bíblia, e você nada), aquele que quer saber do seu problema e depois revelar, aquele que canta e prega, e no final tem uma mesa vendendo CD lá fora, imagine Jesus presente nisso tudo… Imagino que isso tem levado a muitos andar de Igreja em Igreja, e as vezes preferir ficar fora dela, mas continuar com a sinceridade e intimidade que tem com Deus. AINDA QUE EU FALASSE AS LÍNGUAS DOS HOMENS, OU A LÍNGUAS ESPIRITUAIS DOS ANJOS, E NÃO TIVESSE AMOR, SERIA ÁGUA DE SALSICHA. Então?! consigo amar? em meio a essa mudança toda? Cade a Igreja quando o amor está faltando?
Não adianta falar bonito sobre isso, se a coisa é bem simples e clara!
Frequentar … Sandro é realmente frequentar não sou hipócrita ao ponto de que sei que não vou ter comunhão com todos ou grande parte daqueles irmãos … comunhão é diferente de congregar ou frequentar… acho que os conceitos estão meio emaranhados… estamos falando de de que… quando não estão clarificados parece que estamos um contra os outros aqui… ! Comunhão eu tenho com os irmãos que estãpo próximos de mim, com os que comem à mesa, quando partimos do pão e estamos congregando em um pequeno grupo, quando compartilho com um grande grupo isso fica restringido a aquilo que nos une. Cristo!, Ele é quem nos dá liga mesmo sem conhecer a fundo outros amados no Senhor… estamos falando da mesma coisa ou coisas diferentes..
Se formos ficar nas pegadinhas do que colocamos aqui eu me retiro sem problemas desta conversa pois não tenho muita paciência pra ficar de trocadilhos! Mas frequentar e ter comunhão são coisas realmente distintas, eu me pergunto se não somos hipócritas ao afirmar que temos comunhão verdadeira com tantas pessoas, principalmente em big churchs eu fico pensando que a única coisa que temos em comum as vezes nesses ambientes de grandes ajuntamentos é realmente CRISTO e o evangelho …
a verdade e q jesus esta separando joio do trigo para o arrebatamento
A verdade é que, na Igreja, a prometida paz de Cristo, o alivio de nossas cargas não se cumpre com o tempo. É tanta imposição de homens, tanto legalismo, que a Igreja, ao invés de se tornar um lugar em que você tem prazer de ir, se torna mais um peso para você carregar.
O peso se torna ainda maior quando você vê tanta coisa errada e tenta fingir que não vê.
E por que a gente tenta não ver?