No fim de tarde de hoje, no 8º Congresso Brasileiro de Teologia Vida Nova, tivemos uma preleção sobre O Problema do Mal com o Prof. Carlos Osvaldo Pinto, que buscou, dentro do pouco tempo, apresentar a natureza do problema, as respostas tradicionalmente dadas a ele e fez uma avaliação destas respostas (lembrando que no Voltemos ao Evangelho você pode encontrar esboços das palestras para baixar). Ele distribuiu um texto para leitura intitulado O Problema do Mal (Abaixus Theismus) onde a questão é apresentada de maneira criativa, colocando “personagens” que, durante os séculos têm tentado respondê-la, desde Agostinho (do Hipódromo), passando por John K. Alvin, até Rick Ardgon (da Tsunami Press, 2004…).
Em seguida, uma breve reação com o Dr. Shedd, Jonas Madureira e Davi Charles Gomes (que, em minha opinião, foi muito feliz em suas ponderaçõe). Foi muito bom ouvir pessoas conversando sobre este tema de maneira inteligente, madura, sem precisar abrir mão da revelação bíblica da Soberania de Deus.
Novamente Diego Venancio e Stênio Marcius nos presentearam com suas lindas canções, bela poesia e rica teologia. A canção Tapeceiro, em especial, foi muito apropriada após a discussão sobre a teodicéia:
“Minha vida é obra de tapeçaria
É tecida de cores alegres e vivas
Que fazem contraste no meio das cores
Nubladas e tristes
Se você olha do avesso
Nem imagina o desfecho
No fim das contas
Tudo se explica
Tudo se encaixa
Tudo coopera pro meu bem
Quando se vê pelo lado certo
Muda-se logo a expressão do rosto
Obra de arte pra honra e glória
Do Tapeceiro”
A palestra principal da noite foi a terceira plenária com William Lane Craig sobre as evidências da ressurreição de Jesus, onde ele apresentou um material muito parecido com o usado em seus debates sobre o tema (por exemplo, no livro O Jesus dos Evangelhos: Mito ou Realidade?, um debate com o John Dominic Crossan). Craig começou afirmando que “na sociedade pluralista em que vivemos, tem se tornado politicamente incorreto sustentar que Deus se revelou de modo inequívoco em Jesus.” Portanto “é crucial que possamos apresentar evidências objetivas da ressurreição para sustentar nossas crenças em Jesus.” Craig apontou que a maior parte dos críticos atuais do NT aceitam as evidências da ressurreição como fatos históricos. Ou seja, a ressurreição continua sendo um fato difícil de se refutar quando são analisados os documentos do NT (ainda que os mesmos não sejam considerados como divinamente inspirados, mas como meros documentos gregos do primeiro século). Mas uma vez, uma exposição excelente deste que é considerado um dos maiores defensores da fé cristã da atualidade.
Fechando a noite, um debate de altíssimo nível sobre a teologia natural, entre William Lane Craig, Guilherme de Carvalho e Davi Charles Gomes, moderado por Jonas Madureira. Em minha opinião, foi um dos momentos mais interessantes do congresso até aqui.