Archive for the 'arte' Category
2010
Há tempo de rir
As tiras abaixo são do Karapuça Zine, um maneira divertida que o Izidro encontrou de passar seu recado. Dê uma olhada lá e aproveite para dar boas risadas.
2009
Avatar o Reino
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(Aviso: essa postagem pode conter spoilers para quem não assistiu o filme)
Fui ver Avatar no último sábado. Foi um dos melhores filmes que assisti em 2009. Vale a pena ser visto em 3D.
Apesar de ser um blockbuster com todos os clichês hollywoodianos (o que esperar do diretor de Exteminador do Futuro, Aliens e Titanic, dentre outros?) Avatar tem imagens belíssimas do fictício planeta Pandora e traz uma crítica contundente sobre o colonialismo e imperialismo cruéis que têm sido praticados por império após império na história da humanidade. Naturalmente, o que logo nos vem a mente ao ver o filme, é o imperialismo norte-americano recente da era Bush, que levou a nação americana à guerra não tanto para defender-se do terrorismo como Bush alegava, mas para defender seus interesses de exploração de certos recursos naturais em outra nação, como ficou evidente.
Uma cena do filme, após a destruição de uma árvore que parecia ser indestrutível e era simbólica para a população dos Na’vi, lembra o cenário de Nova Iorque coberta de pó e cinzas em 11 de setembro, quando as torres gêmeas que também pareciam indestrutíveis e eram símbolo do capitalismo ocidental ruiram. Seria uma forma de nos lembrar que o mal que não desejamos para nós, não devemos derramar sobre os outros?
Em sua mensagem principal, Avatar é A Missão* do século 21. O filme nos faz pensar seriamente sobre nossa relação com a natureza e com os outros seres humanos.
Ao ver Avatar e seu paradisíaco mundo de Pandora, onde havia uma conexão entre todos os seres vivos, gerando um respeito pelos animais, plantas e pela natureza viva, um profundo senso do sagrado e reverência pelo divino, fiquei imaginando como teria sido o Éden. De fato, Avatar me fez ansiar pelo novo céu e nova terra, quando tudo será restaurado, quando serão feitas novas todas as coisas.
Avatar é uma palavra sanscrita que significa encarnação. No fime Avatar, o ator princípal encarna o corpo sintético-biológico de um nativo Na’vi por meio de uma tecnologia super-ultra-avançada (ficção ciêntifica pura), aprende sua língua, seus costumes, torna-se um deles, com o objetivo de transmitir-lhes uma mensagem (que, infelizmente, não eram boas notícias). Este aspecto do filme tem um apelo especial para mim porque encarnação é um de meus conceitos teológicos e missiológicos favoritos. Os Evangelhos são a narrativa do Deus que se fez carne e habitou entre nós, falando nossa língua e vivendo nossos costumes para nos transmitir a mensagem de boas notícias de salvação (e não de coerção e destruição) de maneira inequívoca.
Como Igreja, nossa missão neste mundo, enquanto aguardamos o novo céu e nova terra, é encarnar o Evangelho de tal maneira que nossas vidas sejam um reflexo neste mundo (ainda que pálido em comparação) de como será a vida no próximo.
Precisamos avatar o Reino no poder do Espírito Santo.
“Venha o Teu Reino, seja feita a Tua Vontade, na terra como nos céus. Amém.”
_____
* filme com Jeremy Irons e Robert DeNiro lançado em 1986.
2009
Manequim

A foto acima foi tirada pelo David Kim no BAZAR COMUNITÁRIO do P242 sábado passado. Olhando para eles eu me lembrei das palavras da música Mannequin’s Dream do Resurrection Band:
I’d kiss real life
Mine is mannequin
Painted and pretty
And hollow within
God, where is life?
Mine is mannequin
Painted and petty
And hollow within
(Eu beijaria a vida real
A minha é manequim
Pintada e bonita
E vazia por dentro
Deus, onde há vida?
A minha é manequim
Pintada e bonita
E vazia por dentro)
Por mais enfeitadas que pareçam nossas vidas, sem Cristo elas não passam de manequins.
Enquanto pensava nisso, lembrei-me também da pergunta feita ao profeta Ezequiel no vale de ossos secos.
“Esses ossos secos poderão tornar a viver?”
Percebi então um outro modo de olhar para os manequins.
Até poucas horas antes de iniciar o bazar esses manequins estavam sujos, empoeirados, desmontados, abandonados em um canto escuro. Dedicação e criatividade fizeram deles peças úteis e atrativas.
Me fez lembrar do poder da Graça que, nas palavras do Bono, “encontra beleza em todas as coisas” e “cria a beleza a partir das coisas feias”.
Me fez lembrar das palavras de Henry Scougal, um velho escocês que viveu há mais de trezentos anos e disse que o verdadeiro cristianismo é “a vida de Deus na alma dos homens.”
Me faz lembrar do poder do Evangelho anunciando que o novo nascimento é possível por meio da ação do Espírito Santo.
“Porei o meu Espírito em vocês e vocês viverão.”
Numa época em que a cidade está maquiada de luzes e as pessoas correm de um lado para o outro buscando presentes para enfeitar suas vidas vazias, talvez seja a hora da Igreja unir-se à voz dos Anjos, Pastores e Profetas e anunciar o Advento do Salvador que veio ao mundo para que nossas vidas sejam mais do que manequins.
2009
Crepúsculo
A história da adolescente Bella apaixonada por um vampiro bonzinho e cujo melhor amigo é um lobisomem, virou febre mundial. De Seattle a São Paulo, de Tokyo a Sidney, em todo o mundo, pré-adolescentes e adolescentes (principalmente do sexo feminino) estão caindo de cabeça na série de livros e filmes Crepúsculo. Em meio a febre, muitos pais cristãos ficam preocupados com o que seus filhos estão lendo e assistindo. Melissa Metler, missionária do Steiger na Alemanha, escreveu um artigo com algumas perguntas interessantes sobre este assunto que desejo compartilhar e comentar abaixo.
Estamos preocupados por causa da “febre” em si?
Essa febre mundial entre crianças e adolescentes sobre um livro/filme não é nova. Há poucos anos era Harry Potter. Depois High School Musical. Agora é a vez de Crepúsculo. Beatles, Bee Gees, New Kids on the Block, Backstreet Boys, Jonas Brothers, de tempos em tempos aparece uma banda ou grupo que cativa o coração de jovens e adolescentes. “Na comunidade global, os modismos chegam mais rapidamente e com maior impacto do que era comum no mundo baseado puramente na escrita,” aponta Melissa.
Estamos perturbados por causa da obsessão que os livros parecem produzir em seus leitores?
Livros como os da série Crepúsculo são escritos de forma a cativar o leitor, por meio de uma trama, de um suspense, que faz com alguém não desgrude até chegar ao fim da história. E, como um passeio por um parque de diversões da Universal Studios ou da Disney, muitas vezes, ao se chegar ao fim, sente-se o desejo de começar tudo de novo. Mas sempre que houver um interesse obssessivo pela história, levando o leitor a misturar a ficção com a realidade, então pode ser necessário haver algum tipo de intervenção por parte dos pais.
Estamos incomodados por causa dos personagens da história?
Histórias com vampiros e lobisomens podem incomodar certos pais (principalmente cristãos). Posso até imaginar alguns dizendo: “Isso é coisa do diabo!”, “Tá amarrado!” ou qualquer outro jargão do gênero. Devemos nos lembrar que o livro é uma ficção escrito por alguém com o que me parece alguns valores judaico-cristão. Por isso, apesar de ser uma história de vampiros e lobisomens, Crepúsculo retrata uma família de vampiros bons que resistem a tentação de matar seres humanos e têm uma “dieta vegetariana” se alimentando apenas de animais, enquanto há outros vampiros maus que se entregam ao desejo pelo sangue humano e matam todos os que cruzam seu caminho. Na verdade, Crepúsculo é muito mais do que uma história de vampiros e lobisomens, é uma história sobre relacionamentos, escolhas e consequências.
Estamos incomodados por causa da temática da história?
Na trama de Crepúsculo, a adolescente Bella se apaixona pelo vampiro bonzinho Edward e inicia um relacionamento perigoso com ele e sua família de vampiros. Bella deseja uma relação sexual com Edward, mas ele resiste por acreditar que sexo deve ser reservado para o casamento. Isso é bem diferente de quase tudo o que os jovens e adolescentes estão ouvindo hoje em dia. Na realidade, Crepúsculo abre portas para bons diálogos sobre diversas questões enfrentadas pelos adolescentes nos dias de hoje. A escritora Beth Felker Jones escreveu o livro Touched by a Vampire na tentativa de guiar os pais neste diálogo. Ou seja, a mesma temática que incomoda pode servir de ponte para discussões profundas sobre amor, romance, relacionamentos, sexo, família, imortalidade, etc., usando como pano de fundo a série Crepúsculo.
Como pais de uma pré-adolescente, minha esposa e eu assistimos o primeiro filme com nossa filha (e minha esposa assistiu o segundo com ela, enquanto eu apenas li o segundo livro). Nossa visão é que, melhor do que demonizar uma série, parece mais produtivo caminhar junto com nossos filhos e usar de séries de livros e filmes para discutirmos juntos assuntos relevantes sobre nossa fé em particular e a vida de um modo geral.
2009
Não existe insulto como a verdade
Um de meus artistas favoritos chama-se Charlie Peacock. Embora ele mesmo não seja lá muito conhecido do grande público, é sua a famosa música In the Light gravada pelo dc Talk durante a turnê Freak Show. Charlie Peacock é um excelente músico, produtor e compositor. Suas letras são inteligentes e nos desafiam a pensar. A letra abaixo é um exemplo disso.
Eu encalhei meu barco nos rochedos da alma
Não existe mentira igual a independência
Não há demônio igual ao controle
Eu abanei as chamas vivas até minha casa pegar fogo
Não há paródia igual ao poder
Não há febre igual o desejo
Eu sequei o vinho das trevas até os resíduos do engano
Não há droga tão forte como o orgulho
Não há cegueira maior do que a arrogância
Eu parti pra cima de uma montanha com uma picareta e uma lima
Não há campo minado igual a presunção
Não há desejo mais mortal que a negação
Não há tiro igual a convicção
Não há consciência à prova de balas
Não existe força igual a fraqueza absoluta
Não existe insulto como a verdade
Eu manipulei minha receita até não conseguir confiar em minha visão
Não há assassino igual a conveniência
Não há doença igual a omissão
Eu consertei as decisões e resisti a explicações
Não há cilada igual a emoção
Não há cova igual a reputação
Não existe câncer igual a ambição
Não há cura igual a crucificação
***
(Letra de Charlie Peacock e Douglas Kaine McKelvey do album Strangelanguage)
2009
A Índia de “quem quer ser um milionário?”

O filme “Quem Quer Ser Um Milionário” (Slumdog Millionaire, Índia, 2008) arrematou 8 Oscars e mexeu com platéias ao redor do mundo. Mas será que a Índia retratada no filme é verdadeira? A elite indiana protestou contra o filme, acusando-o de ter denegrido a super potência tecnológica emergente. Ninguém melhor que um indiano comprometido com seu povo para dizer se o retrato do filme é verdadeiro ou não.
O Rev. J. N. Manokaran diz que “o filme abriu a janela para se ter uma visão da triste realidade da Índia.” Segundo ele, “em vez de contestar o retrato, os líderes deveriam trabalhar para mudá-lo.”
Abaixo estão algumas das considerações de Manokaran publicadas no boletim da World Evangelical Alliance, Vol. 8 # 1:
Favelas – 25 a 40% da população urbana da Índia vive em favelas. O filme traz à tona a vida nas favelas indianas – ruas estreitas, falta de saneamento básico, telhados frágeis, montanhas de lixo, etc.
Falta de dignidade humana – Jamal que aparece no show Quem Quer Ser Um Milionário? é ridicularizado pelo âncora Prem Kumar. Para o poderoso, ser um vendedor de chá é um trabalho miserável e ele ridiculariza Jamal publicamente por isso.
Crianças – As crianças não tem oportunidade de educação. De fato, muitas são sequestradas, aleijadas e enviadas para mendigar nas ruas. O dinheiro arrecado por elas nas ruas é tomado pelo líder da quadrilha. Crianças desaparecidas na Índia geralmente acabam como mendigos nas ruas das grandes cidades, ou pior.
Fome – As crianças famintas roubam alimentos nos trens e, quando pegas, são arremessadas para fora do mesmo em movimento. Muitas escapam miraculosamente.
Tráfico humano – A realidade cabal do tráfico humano, especialmente de mulheres, também é trazida à tona no filme. Mulheres são exploradas como dançarinas e escravas sexuais, um fato conhecido na Índia.
Violação dos direitos humanos – O herói Jamal é preso quando ele sai do show e é torturado para “dizer a verdade”. Como ele poderia saber as respostas quando pessoas muito mais educadas não passaram das primeiras perguntas. Os policiais são brutais e violam todas as leis do país.
Atitude arrogante da elite - Prem Kumar informa à polícia que Jamal poderia ter trapaceado, porque não queria que ninguém vencesse em seu show. Ele não podia tolerar que alguém de uma classe mais baixa saísse vencedor do prêmio de um milhão de rúpias.
2009
Adão e Eva?
Alguém me mandou o cartoon abaixo e achei engraçado. Seria a visão islâmica de Adão e Eva? Ou a visão fundamentalista de qualquer religião sobre Adão e Eva?

2009
Graça
Graça assume a culpa
Cobre a vergonha
Remove a mancha
Poderia ser seu nome
Graça, é o nome para uma menina
Também é um pensamento que mudou o mundo
E quando ela anda na rua
Você pode ouvir a melodia
A Graça encontra bondade em tudo
Graça tem um jeito de andar
Não como uma modelo nem como um bêbado
Ela tem tempo para falar
Ela viaja para fora do karma
Ela viaja para fora do karma
Quando ela vai trabalhar
Você pode ouvir a melodia
A Graça encontra beleza em tudo
Graça carrega um mundo em seus quadris
Não há taça de champanhe para seus lábios
Não há giros ou pulos entre os dedos
Ela carrega uma pérola em perfeitas condições
O que antes era dor
O que antes era atrito
O que deixava uma marca
Não fere mais
Porque a Graça cria a beleza
A partir das coisas feias
A Graça cria a beleza a partir das coisas feias
(Tradução livre da música Grace do U2)
2009
Guitarrista do U2 no Twitter e na telona

O guitarrista do U2 está usando o Twitter para postar fotos tiradas nos bastidores da turnê 360. As fotos estão em 360FromTheEdge. Na foto acima está o setlist e quarda roupas do The Edge para o primeiro dos três shows em Dublin, cidade natal da banda. E para quem gosta de U2 e do estilo de tocar do The Edge, dia 14 de Agosto será lançado o filme It Might Get Loud, que conta a saga de três guitarristas: Jimmy Page, The Edge e Jack White. Imperdível!
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