Blog do revBaggio
Trilhando o estreito caminho entre o cinismo e a ingenuidade.

Archive for the 'arte' Category

Macacos no Zoológico

posted by Sandroin Música, arte, discipuladoComment (1)

Será diferente agora, ou o mesmo?
Terei aprendido algo, ou foi apenas um modo de gastar um dia ou dois
separados para pensar em você?
Se isso é tudo que aconteceu, tive um tempo legal.

Mas isso não será o bastante para mim, não este ano,
nem em nenhuma outra época,
Eu tenho que limpar a casa, fazer minha cama, clarear minha cabeça,
Está ficando meio que asfixiante aqui, cheira meio esquisito também,
como os macacos no zoológico,
Eu tenho me prostituído atrás de coisas
porque desejo sentir-me seguro interiormente – isso é uma grande mentira,
Nenhuma quantia de dinheiro, ouro ou prata
jamais irá tomar o lugar da paz de Deus.

Espírito, venha eliminar as mentiras,
Espírito, venha eliminar as mentiras.

Será diferente agora, ou o mesmo? Eu mudei em alguma coisa?
E se você mergulhasse no fundo de minha alma você encontraria Jesus lá,
ou um buraco vazio?
Eu deveria estar contente com minha “linda” vida cristã?

Mas isso não será o bastante para mim, não este ano,
nem em nenhuma outra época,
Eu tenho que limpar a casa, fazer minha cama, clarear minha cabeça,
Está ficando meio que asfixiante aqui, cheira meio esquisito também,
como os macacos no zoológico,
Eu tenho me prostituído atrás de coisas
porque desejo fazer tudo certinho – isso é uma grande mentira,
Nenhuma quantia de dinheiro, ouro ou prata, um corpo perfeito, outro chocolate quente, trabalho para o Senhor, fama e poder, poder e sexo,
um lugar na mesa do Clube de Campo Belle Mead,
Aqui está uma dica: nada jamais irá tomar o lugar da paz de Deus.

Espírito, venha eliminar as mentiras,
Espírito, venha eliminar as mentiras.

Será diferente agora, ou o mesmo?
Terei aprendido alguma coisa?

(Tradução livre da letra de “Monkeys at the Zoo” por Charlie Peacock no CD “Everything That’s On My Mind”, 1994)

Relembrando Keith Green

posted by Sandroin Música, arte, discipuladoComments (4)

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Hoje, 28 de julho, fez 28 anos que Keith Green morreu. Ele tinha apenas 28 anos de idade. Para lembrar sua vida e legado, o Last Days Ministries, fundado por ele e sua esposa Melody, realizou há poucos uma transmissão ao vivo da ilha de Kona, Havaí, com suas músicas e uma mensagem gravada compartilhada por ele em seu último concerto. Inspirado por esse evento, decidi recuperar um texto que escrevi há 15 anos e que foi publicado em uma revista cristã no final da década de 1990. É uma breve biografia deste profeta de Deus, para quem ainda não ouviu falar dele.

*****

Keith Green: Exemplo de Músico Cristão

Você já ouviu falar de Keith Green? Ele teve carreira curta, de apenas 5 anos e oito discos gravados, sendo três destes lançados após sua morte. Mas, como disse Tony Campolo, raramente um músico tem sido um profeta tão grande como ele foi. Nunca um cantor desafiou tantas pessoas a se tornarem missionários e viverem uma vida santa diante de Deus e do mundo. Esta é uma pequena biografia deste profeta e músico para desafiar aqueles que desejam fazer música para Deus nesta geração.

Vindo de uma família de artistas, Keith começou a tocar piano com 5 anos de idade e a compor aos 8 anos. Com 11 anos ele teve seu primeiro disco “Cheese And Crackers” lançado em janeiro de 1965 pela Decca Records. Com este disco, Keith tornou-se o mais jovem membro da Sociedade Americana de Autores, Compositores e Publicadores (ASCAP). Infelizmente, com o passar dos anos, a fama prematura do garoto Keith Green se dissolveu, apesar dele continuar compondo e aparecendo em algumas apresentações de TV.

A família de Keith seguia um alto padrão moral e ele era um bom garoto. Sendo assim, ninguém sabe o que o levou a fugir de casa em duas ocasiões diferentes – aos 16 e aos 17 anos. É provável que o espírito rebelde que pairava no Sul da Califórnia naquela época o tenha influenciado. Em sua segunda fuga ele mergulhou no LSD e numa busca profunda por um sentido na vida. Após ter tentado em várias seitas orientais e comunidades hippies, Keith chegou à conclusão de que Jesus deveria ser a verdade. A partir de então ele começou a usar uma cruz de prata que havia comprado por 10 dólares em uma loja de antigüidades.

Em meados de 1973 Keith Green encontrou Melody. Ela também era artista, estava envolvida com drogas e já havia buscado a verdade no budismo e em outros grupos. Eles se casaram no dia 25 de dezembro de 1974 – em homenagem a Jesus – e começaram a compartilhar o sonho de Keith: ser descoberto por um caçador de talentos e tornar-se um artista famoso. Embora estivessem lendo a Bíblia e certos de que Jesus era a verdade, eles ainda não aceitavam o fato de Jesus ser Deus. Além disso continuavam a usar drogas ocasionalmente. Mas através de contatos com artistas cristãos como Randy Stonehill e Larry Norman, Keith e Melody começaram a conhecer alguns cristãos verdadeiros que passaram a ajudá-los na busca por Deus. Foi durante este tempo que ele escreveu canções como “Jericho” e “The Prodigal Son Suite” que se tornariam clássicos da Música Cristã Contemporânea.

Em 1975, após ouvir um sermão na igreja Vineyard Christian Fellowship, Keith e Melody decidiram entregar suas vidas totalmente a Jesus, aceitando-O como Senhor e Salvador, reconhecendo-O como único e verdadeiro Deus. Esta decisão mudou os rumos da vida do jovem casal. Eles passaram a viver em função de anunciar a verdade do Evangelho para seus amigos e a qualquer outra pessoa que encontrassem. Perceberam também que precisavam fazer algo prático para aquelas pessoas que se convertiam, mas que precisavam de um “abrigo cristão” antes de poderem enfrentar o “mundo lá fora”. Logo a casa deles havia se transformado em um abrigo, cheia de novos convertidos, ex-hippies e ex-drogados, mães solteiras e qualquer pessoa que precisasse de um refúgio temporário.

Após sua conversão Keith decidiu não fazer nenhuma performance pública até ter certeza de que essa era a vontade de Deus para sua vida. Ele continuou compondo e tocando, mas para si somente. Sua fonte de renda nesta época vinha de um contrato de compositor que ele tinha com a CBS. Foi somente em meados de 1977 que o primeiro disco de Keith Green, “For Him Who Have Ears to Hear” (Para quem tem ouvidos para ouvir) chegou às livrarias cristãs. Este disco tornou-se o maior álbum de estréia na história da música cristã, com mais de 300 mil cópias vendidas. O resultado foi que, de um artista totalmente desconhecido, Keith Green logo tornou-se um dos mais populares e procurados cantores do cenário da música cristã.

Junto com seu primeiro disco, Keith e Melody decidiram fundar o Last Days Ministries, como um meio de manter contato com seus fãs e difundir suas idéias e conceitos cristãos. Graças a este ministério, a mensagem de Keith Green continuou sendo distribuída através de folhetos e livros mesmo depois de sua morte.

Nos anos seguintes, Keith Green gravou “No Compromise” (1978) e “So You Wanna Go Back to Egypt” (1980). Em 1981 uma coletânea com alguns de seus maiores sucessos e outras canções inéditas foi lançada. Keith Green era então o maior nome da Música Cristã Contemporânea americana. Mas apesar de amar a música e compor com uma tamanha flexibilidade e facilidade, Keith estava tremendamente preocupado com o conteúdo espiritual de suas canções. E estava igualmente preocupado com a condição espiritual de seus ouvintes. Por este motivo, seus concertos começaram a tomar um rumo cada vez mais de ministração através da música e da pregação da Palavra do que um mero entretenimento. De fato, Keith Green odiava a idéia de “entretenimento cristão”.

O escritor Leornardo Ravenhill diz o seguinte acerca de Keith:

“Keith tinha fome por conhecer aqueles heróis que moveram suas gerações para Deus e ele seguia seus passos. Ele tinha um zelo santo e uma pureza que eu tenho visto em poucas pessoas. Eu não acho que Keih estava preocupado com o evangelho de Cristo o tanto quanto ele estava preocupado com a pessoa de Cristo. Eu acho que era esta sua maior paixão. (…) E ele derramava esta paixão do interior de sua alma através das letras vibrantes de suas canções.”

“Songs For the Shepherd”, o quarto disco da carreira de Keith Green foi lançado em abril de 1982. Após o lançamento do disco, Keith e Melody decidiram fazer uma viagem de férias pela Europa visitando várias bases missionárias da JOCUM. Na ocasião eles visitaram o navio Anastasis na Grécia, que havia sido adquirido pela missão e estava sendo reformado para o ministério. Keith ficou empolgado com o que viu. Ao retornar para os Estados Unidos ele começou a pensar seriamente em dedicar sua música e ministério para o despertamento de jovens para missões. Seu sonho era ver 100 mil jovens indo para o campo missionário. Algumas de suas novas canções como “Open Your Eyes” (Abra seus olhos) e “Jesus Commands Us to Go” (Jesus nos manda ir) começavam a refletir este desejo.

No dia 28 de julho, Keith estava em seu rancho e sede do LDM no Texas quando decidiu levar uma família de missionários que estavam visitando-o, para uma vista aérea do local. Doze pessoas decolaram no pequeno avião Cessna 414 naquela tarde quente de verão para aterrizarem na eternidade. Além do piloto, da família de missionários e de Keith, seus dois filhos mais velhos, Josiah de três anos e Bethany de dois, também morreram. A notícia do desastre foi um choque para a comunidade cristã. Dez dias após o trágico acidente que tirou a vida de Keith Green, o navio Anastasis ancorou em um porto na Califórnia em sua primeira viagem. Keith estava tão entusiasmado com a visão que havia enviado 28 mil dólares para cobrir as despesas da viagem de seis dias e a taxa da travessia pelo Canal do Panamá. Ele havia planejado estar lá para saudar a chegada do navio. Não pode ir. Mas quando o Anastasis atracou nas docas, o sistema de som local tocava “Santo, Santo, Santo…”. Sua voz podia ser ouvida adorando aquele a quem ele tanto amava e na presença de quem agora estava.

Após a morte de Keith, Melody Green organizou um Concerto Memorial que foi levado a diversas cidades americanas. Como resultado deste, milhares de jovens se envolveram com programas missionários através de organizações como Jovens Com Uma Missão (JOCUM) e Operação Mobilização (OM). Em 1989, Melody lançou “No Compromise”, um livro vibrante com a história da vida de Keith Green. Três anos depois, por ocasião dos dez anos de sua morte, um grupo de artistas cristãos famosos como Petra, Margaret Becker, Russ Taff e outros, reuniu-se em uma coletânea com algumas de suas músicas mais conhecidas. Desta forma a música de Keith Green continuou a ser ouvida pela geração mais jovem da Música Cristã Contemporânea.

Que o exemplo de compromisso com Deus e com a santidade deixado por Keith Green possa ser um desafio a todos nós chamados para brilhar como astros no meio de uma geração corrompida e perversa.

O Evangelho em Lost

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Lost

Tenho duas confissões a fazer: primeiro quero confessar que não sou fã de Lost. Nunca assisti sequer um episódio da série, apesar de ter ouvido vários amigos falarem com grande entusiasmo sobre como essa série é fenomenal.
Todavia sou fã dos livros que Chris Seay, pastor da Ecclesia em Houston, escreve sobre filmes e séries de televisão. Seay escreveu The Gospel Reloaded, sobre os dois primeiros filmes da trilogia The Matrix pelos irmãos Watchowski. Ele escreveu também The Gospel According to Tony Soprano sobre a série do mafioso Tony Soprano. O mais recente livro de Chris Seay é The Gospel According to Lost (Thomas Nelson, inédito no Brasil).

A análise que Seay faz de cada personagem da série é impressionante. Ele mostra porque Lost, a série sobre um grupo de sobreviventes de um acidente aéreo em uma ilha mistériosa, virou um fenômeno cultural, cativando milhões de espectadores ao redor do mundo.

Seay divide os capítulos de seu livro por personagens da série, chamado cada personagem de Santo Patrono. Hurley é Santo Patrono dos perdedores abençoados, Sayid Jarrah é Santo Patrono dos humanitários atormentados, Kate Austen é Santa Patrona dos lindos assassinos, e por aí vai.

Alguns dos temas discutidos por Seay em Lost são violência, amor, auto-sacrifício, moralidade, destino, livre-arbítrio, fé, razão, culpa e redenção.

Meu único receio com relação ao livro é que Chris Seay o escreveu antes da conclusão da série, com sua sexta temporada (The Final Season). Assim como em The Gospel Reloaded, escrito antes do filme que concluiu a trilogia, The Gospel According to Lost pode ter tirado algumas conclusões sobre os personagens e a série que poderão não se sustentar no final. De qualquer forma, a mensagem de redenção que permeia toda a trama não será alterada, nem os muitos paralelos entre os acontecimentos de Lost com passagens bíblicas usadas por Seay. Como em seus outros livros, este tem uma profunda base teológica.

Contendo 12 pinturas por Scott Erickson dos personagens de Lost em PB e coloridas, o livro de Chris Seay é um presente para todos os que assistiram os episódios e desejam mergulhar mais fundo nos temas presentes na série.

Isso me leva à minha segunda confissão: após ter lido o livro de Chris Seay sobre Lost comecei a me preparar para a maratona que será assistir toda a série.

Há tempo de rir

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As tiras abaixo são do Karapuça Zine, um maneira divertida que o Izidro encontrou de passar seu recado. Dê uma olhada lá e aproveite para dar boas risadas.

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Avatar o Reino

posted by Sandroin Missional, arteComments (12)

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(Aviso: essa postagem pode conter spoilers para quem não assistiu o filme)

Fui ver Avatar no último sábado. Foi um dos melhores filmes que assisti em 2009. Vale a pena ser visto em 3D.

Apesar de ser um blockbuster com todos os clichês hollywoodianos (o que esperar do diretor de Exteminador do Futuro, Aliens e Titanic, dentre outros?) Avatar tem imagens belíssimas do fictício planeta Pandora e traz uma crítica contundente sobre o colonialismo e imperialismo cruéis que têm sido praticados por império após império na história da humanidade. Naturalmente, o que logo nos vem a mente ao ver o filme, é o imperialismo norte-americano recente da era Bush, que levou a nação americana à guerra não tanto para defender-se do terrorismo como Bush alegava, mas para defender seus interesses de exploração de certos recursos naturais em outra nação, como ficou evidente.

Uma cena do filme, após a destruição de uma árvore que parecia ser indestrutível e era simbólica para a população dos Na’vi, lembra o cenário de Nova Iorque coberta de pó e cinzas em 11 de setembro, quando as torres gêmeas que também pareciam indestrutíveis e eram símbolo do capitalismo ocidental ruiram. Seria uma forma de nos lembrar que o mal que não desejamos para nós, não devemos derramar sobre os outros?

Em sua mensagem principal, Avatar é A Missão* do século 21. O filme nos faz pensar seriamente sobre nossa relação com a natureza e com os outros seres humanos.

Ao ver Avatar e seu paradisíaco mundo de Pandora, onde havia uma conexão entre todos os seres vivos, gerando um respeito pelos animais, plantas e pela natureza viva, um profundo senso do sagrado e reverência pelo divino, fiquei imaginando como teria sido o Éden. De fato, Avatar me fez ansiar pelo novo céu e nova terra, quando tudo será restaurado, quando serão feitas novas todas as coisas.

Avatar é uma palavra sanscrita que significa encarnação. No fime Avatar, o ator princípal encarna o corpo sintético-biológico de um nativo Na’vi por meio de uma tecnologia super-ultra-avançada (ficção ciêntifica pura), aprende sua língua, seus costumes, torna-se um deles, com o objetivo de transmitir-lhes uma mensagem (que, infelizmente, não eram boas notícias). Este aspecto do filme tem um apelo especial para mim porque encarnação é um de meus conceitos teológicos e missiológicos favoritos. Os Evangelhos são a narrativa do Deus que se fez carne e habitou entre nós, falando nossa língua e vivendo nossos costumes para nos transmitir a mensagem de boas notícias de salvação (e não de coerção e destruição) de maneira inequívoca.

Como Igreja, nossa missão neste mundo, enquanto aguardamos o novo céu e nova terra, é encarnar o Evangelho de tal maneira que nossas vidas sejam um reflexo neste mundo (ainda que pálido em comparação) de como será a vida no próximo.

Precisamos avatar o Reino no poder do Espírito Santo.

“Venha o Teu Reino, seja feita a Tua Vontade, na terra como nos céus. Amém.”


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* filme com Jeremy Irons e Robert DeNiro lançado em 1986.

Manequim

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p242mannequins
A foto acima foi tirada pelo David Kim no BAZAR COMUNITÁRIO do P242 sábado passado. Olhando para eles eu me lembrei das palavras da música Mannequin’s Dream do Resurrection Band:

I’d kiss real life
Mine is mannequin
Painted and pretty
And hollow within
God, where is life?
Mine is mannequin
Painted and petty
And hollow within

(Eu beijaria a vida real
A minha é manequim
Pintada e bonita
E vazia por dentro
Deus, onde há vida?
A minha é manequim
Pintada e bonita
E vazia por dentro)

Por mais enfeitadas que pareçam nossas vidas, sem Cristo elas não passam de manequins.

Enquanto pensava nisso, lembrei-me também da pergunta feita ao profeta Ezequiel no vale de ossos secos.

“Esses ossos secos poderão tornar a viver?”

Percebi então um outro modo de olhar para os manequins.

Até poucas horas antes de iniciar o bazar esses manequins estavam sujos, empoeirados, desmontados, abandonados em um canto escuro. Dedicação e criatividade fizeram deles peças úteis e atrativas.

Me fez lembrar do poder da Graça que, nas palavras do Bono, “encontra beleza em todas as coisas” e “cria a beleza a partir das coisas feias”.

Me fez lembrar das palavras de Henry Scougal, um velho escocês que viveu há mais de trezentos anos e disse que o verdadeiro cristianismo é “a vida de Deus na alma dos homens.”

Me faz lembrar do poder do Evangelho anunciando que o novo nascimento é possível por meio da ação do Espírito Santo.

“Porei o meu Espírito em vocês e vocês viverão.”

Numa época em que a cidade está maquiada de luzes e as pessoas correm de um lado para o outro buscando presentes para enfeitar suas vidas vazias, talvez seja a hora da Igreja unir-se à voz dos Anjos, Pastores e Profetas e anunciar o Advento do Salvador que veio ao mundo para que nossas vidas sejam mais do que manequins.

Crepúsculo

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crepusculo

A história da adolescente Bella apaixonada por um vampiro bonzinho e cujo melhor amigo é um lobisomem, virou febre mundial. De Seattle a São Paulo, de Tokyo a Sidney, em todo o mundo, pré-adolescentes e adolescentes (principalmente do sexo feminino) estão caindo de cabeça na série de livros e filmes Crepúsculo. Em meio a febre, muitos pais cristãos ficam preocupados com o que seus filhos estão lendo e assistindo. Melissa Metler, missionária do Steiger na Alemanha, escreveu um artigo com algumas perguntas interessantes sobre este assunto que desejo compartilhar e comentar abaixo.

Estamos preocupados por causa da “febre” em si?
Essa febre mundial entre crianças e adolescentes sobre um livro/filme não é nova. Há poucos anos era Harry Potter. Depois High School Musical. Agora é a vez de Crepúsculo. Beatles, Bee Gees, New Kids on the Block, Backstreet Boys, Jonas Brothers, de tempos em tempos aparece uma banda ou grupo que cativa o coração de jovens e adolescentes. “Na comunidade global, os modismos chegam mais rapidamente e com maior impacto do que era comum no mundo baseado puramente na escrita,” aponta Melissa.

Estamos perturbados por causa da obsessão que os livros parecem produzir em seus leitores?
Livros como os da série Crepúsculo são escritos de forma a cativar o leitor, por meio de uma trama, de um suspense, que faz com alguém não desgrude até chegar ao fim da história. E, como um passeio por um parque de diversões da Universal Studios ou da Disney, muitas vezes, ao se chegar ao fim, sente-se o desejo de começar tudo de novo. Mas sempre que houver um interesse obssessivo pela história, levando o leitor a misturar a ficção com a realidade, então pode ser necessário haver algum tipo de intervenção por parte dos pais.

Estamos incomodados por causa dos personagens da história?
Histórias com vampiros e lobisomens podem incomodar certos pais (principalmente cristãos). Posso até imaginar alguns dizendo: “Isso é coisa do diabo!”, “Tá amarrado!” ou qualquer outro jargão do gênero. Devemos nos lembrar que o livro é uma ficção escrito por alguém com o que me parece alguns valores judaico-cristão. Por isso, apesar de ser uma história de vampiros e lobisomens, Crepúsculo retrata uma família de vampiros bons que resistem a tentação de matar seres humanos e têm uma “dieta vegetariana” se alimentando apenas de animais, enquanto há outros vampiros maus que se entregam ao desejo pelo sangue humano e matam todos os que cruzam seu caminho. Na verdade, Crepúsculo é muito mais do que uma história de vampiros e lobisomens, é uma história sobre relacionamentos, escolhas e consequências.

Estamos incomodados por causa da temática da história?
Na trama de Crepúsculo, a adolescente Bella se apaixona pelo vampiro bonzinho Edward e inicia um relacionamento perigoso com ele e sua família de vampiros. Bella deseja uma relação sexual com Edward, mas ele resiste por acreditar que sexo deve ser reservado para o casamento. Isso é bem diferente de quase tudo o que os jovens e adolescentes estão ouvindo hoje em dia. Na realidade, Crepúsculo abre portas para bons diálogos sobre diversas questões enfrentadas pelos adolescentes nos dias de hoje. A escritora Beth Felker Jones escreveu o livro Touched by a Vampire na tentativa de guiar os pais neste diálogo. Ou seja, a mesma temática que incomoda pode servir de ponte para discussões profundas sobre amor, romance, relacionamentos, sexo, família, imortalidade, etc., usando como pano de fundo a série Crepúsculo.

Como pais de uma pré-adolescente, minha esposa e eu assistimos o primeiro filme com nossa filha (e minha esposa assistiu o segundo com ela, enquanto eu apenas li o segundo livro). Nossa visão é que, melhor do que demonizar uma série, parece mais produtivo caminhar junto com nossos filhos e usar de séries de livros e filmes para discutirmos juntos assuntos relevantes sobre nossa fé em particular e a vida de um modo geral.

Cristianismo Criativo

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Hoje começa o III Fórum Nacional de Cristianismo Criativo.

Não existe insulto como a verdade

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Um de meus artistas favoritos chama-se Charlie Peacock. Embora ele mesmo não seja lá muito conhecido do grande público, é sua a famosa música In the Light gravada pelo dc Talk durante a turnê Freak Show. Charlie Peacock é um excelente músico, produtor e compositor. Suas letras são inteligentes e nos desafiam a pensar. A letra abaixo é um exemplo disso.

Eu encalhei meu barco nos rochedos da alma
Não existe mentira igual a independência
Não há demônio igual ao controle

Eu abanei as chamas vivas até minha casa pegar fogo
Não há paródia igual ao poder
Não há febre igual o desejo

Eu sequei o vinho das trevas até os resíduos do engano
Não há droga tão forte como o orgulho
Não há cegueira maior do que a arrogância

Eu parti pra cima de uma montanha com uma picareta e uma lima
Não há campo minado igual a presunção
Não há desejo mais mortal que a negação

Não há tiro igual a convicção
Não há consciência à prova de balas
Não existe força igual a fraqueza absoluta
Não existe insulto como a verdade

Eu manipulei minha receita até não conseguir confiar em minha visão
Não há assassino igual a conveniência
Não há doença igual a omissão

Eu consertei as decisões e resisti a explicações
Não há cilada igual a emoção
Não há cova igual a reputação
Não existe câncer igual a ambição
Não há cura igual a crucificação

***
(Letra de Charlie Peacock e Douglas Kaine McKelvey do album Strangelanguage)

A Índia de “quem quer ser um milionário?”

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O filme “Quem Quer Ser Um Milionário” (Slumdog Millionaire, Índia, 2008) arrematou 8 Oscars e mexeu com platéias ao redor do mundo. Mas será que a Índia retratada no filme é verdadeira? A elite indiana protestou contra o filme, acusando-o de ter denegrido a super potência tecnológica emergente. Ninguém melhor que um indiano comprometido com seu povo para dizer se o retrato do filme é verdadeiro ou não.

O Rev. J. N. Manokaran diz que “o filme abriu a janela para se ter uma visão da triste realidade da Índia.” Segundo ele, “em vez de contestar o retrato, os líderes deveriam trabalhar para mudá-lo.”

Abaixo estão algumas das considerações de Manokaran publicadas no boletim da World Evangelical Alliance, Vol. 8 # 1:

Favelas – 25 a 40% da população urbana da Índia vive em favelas. O filme traz à tona a vida nas favelas indianas – ruas estreitas, falta de saneamento básico, telhados frágeis, montanhas de lixo, etc.

Falta de dignidade humana – Jamal que aparece no show Quem Quer Ser Um Milionário? é ridicularizado pelo âncora Prem Kumar. Para o poderoso, ser um vendedor de chá é um trabalho miserável e ele ridiculariza Jamal publicamente por isso.

Crianças – As crianças não tem oportunidade de educação. De fato, muitas são sequestradas, aleijadas e enviadas para mendigar nas ruas. O dinheiro arrecado por elas nas ruas é tomado pelo líder da quadrilha. Crianças desaparecidas na Índia geralmente acabam como mendigos nas ruas das grandes cidades, ou pior.

Fome – As crianças famintas roubam alimentos nos trens e, quando pegas, são arremessadas para fora do mesmo em movimento. Muitas escapam miraculosamente.

Tráfico humano – A realidade cabal do tráfico humano, especialmente de mulheres, também é trazida à tona no filme. Mulheres são exploradas como dançarinas e escravas sexuais, um fato conhecido na Índia.

Violação dos direitos humanos – O herói Jamal é preso quando ele sai do show e é torturado para “dizer a verdade”. Como ele poderia saber as respostas quando pessoas muito mais educadas não passaram das primeiras perguntas. Os policiais são brutais e violam todas as leis do país.

Atitude arrogante da elite - Prem Kumar informa à polícia que Jamal poderia ter trapaceado, porque não queria que ninguém vencesse em seu show. Ele não podia tolerar que alguém de uma classe mais baixa saísse vencedor do prêmio de um milhão de rúpias.