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	<title>Sandro Baggio &#187; Arte</title>
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	<description>Trilhando o estreito caminho entre o cinismo e a ingenuidade.</description>
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		<title>Achtung Baby</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 11:31:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Em novembro de 1991 eu havia acabado de deixar da OM, organização missionária com a qual eu havia trabalhado desde janeiro de 1989. Uma vez que unir-me à OM tinha sido meu alvo desde 1984, eu estava encerrando um ciclo em minha vida e não estava bem certo do faria a seguir. Naquele mesmo ano [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/11/achtung-baby2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1974" title="achtung-baby2" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/11/achtung-baby2.jpg" alt="" width="318" height="312" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Em novembro de 1991 eu havia acabado de deixar da OM, organização missionária com a qual eu havia trabalhado desde janeiro de 1989. Uma vez que unir-me à OM tinha sido meu alvo desde 1984, eu estava encerrando um ciclo em minha vida e não estava bem certo do faria a seguir.</p>
<p>Naquele mesmo ano eu li Resistência e Submissão de Dietrich Bonhoeffer <a href="http://www.sandrobaggio.com/2008/10/27/quando-tomei-a-pilula-vermelha/" target="_blank">pela primeira vez</a>. A leitura das cartas que Bonhoeffer escreveu da prisão antes de ser enforcado pelo regime nazista causou um profundo impacto em minha vida. Comecei a enxergar o Cristianismo mais com os &#8220;pés no chão&#8221;, um pouco mais relacionado com a vida terrena &#8211; e não apenas o celeste porvir &#8211; do que eu havia percebido até então.</p>
<p>Musicalmente, aquele também foi o ano em que eu rompia de vez com a separação na arte do sagrado vs. profano e começava a escutar a música da época em que eu estava vivendo independente do rótulo de &#8220;cristã&#8221; ou &#8220;secular&#8221;. A &#8220;revolução&#8221; grunge estava a caminho e logo camisas xadrez de flanela amarradas na cintura seriam a moda da juventude em todos os lugares. Bandas como Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden e Alice In Chains começavam a ganhar espaço nas rádios e na MTV. Guns &#8216;N Roses era a banda do momento. E os headbangers ainda estavam incertos se gostavam ou não do &#8220;black álbum&#8221; do Metallica.</p>
<p>Foi neste contexto que comprei Achtung Baby do U2, relançado esta semana em várias edições comemorativas de seu aniversário de 20 anos. Eu tinha &#8220;descoberto&#8221; o U2 há apenas quatro anos e a banda já estava se tornando a minha favorita. Comprei o LP e gravei uma fita cassete do mesmo para ouvir em meu walkman. Durante meses, este álbum foi meu companheiro muitas noites antes de dormir.</p>
<p>Confesso que à primeira ouvida, fiquei um pouco confuso. Aquela não parecia ser a mesma banda de The Unforgettable Fire (1984), The Joshua Tree (1987) e Rattle And Run (1988), os três álbuns do U2 com os quais eu tinha familiaridade até então. Se nestes álbuns o U2 expunha seu amor pela América, em Acthung Baby eles voltavam à realidade de seu continente natal, uma Europa em transição com a queda do Muro de Berlim e o colapso do comunismo. Achtung Baby é U2 abraçando definitivamente sua identidade européia.</p>
<p>Logo na primeira faixa, Zoo Station, a sonoridade já se mostrava completamente diferente. Um som mais sujo, distorcido, cheio de efeitos, a bateria soando como se fosse de lata e a voz do Bono como se ele estivesse cantando dentro do vagão de um trem. As coisas ficaram ainda mais confusas para mim com o ritmo dançante de Even Better Than The Real Thing. O que estava acontecendo com minha banda de rock? Electro techno e dance music eram tabús para meus ouvidos acostumados ao heavy metal. E a letra soava demais sensual. Onde estava aquela banda com consciência política e mensagens inspiradoras de esperança, paz e amor?</p>
<p>Foi somente na terceira faixa, One, que a banda soou um pouco mais &#8220;normal&#8221; para mim. Mas ainda assim, o clima era diferente, mais sombrio e melancólico. One reflete a tensão entre os membros da banda durante a transição sonora dos álbuns anteriores para Achtung Baby e também fala sobre o fracasso do casamento de The Edge e Aislinn. Apesar de seu título sugerir unidade, é uma música sobre diferenças e a complexidade dos relacionamentos humanos.</p>
<p>Quando alcancei a quarta faixa, percebi que estava diante de um álbum fenomenal. Until The End of The World foi a música de Acthung Baby que cativou minha atenção desde a primeira ouvida. A letra introspectiva sobre traição retrata um monólogo fictício de Judas para Jesus e foi inspirada pela leitura que Bono estava fazendo de Book of Judas do poeta irlandês Brendan Kennelly.</p>
<p>A partir daí Achtung Baby foi fazendo sentido como uma obra de arte. Semelhante à sua capa feita de colagens de fotos que parecem não terem conexão alguma umas com as outras, mas no final formam um todo, este é o conjunto mais coeso de canções que o U2 já produziu.</p>
<p>Stephan Catanzarite resume bem Achtung Baby ao dizer que &#8220;é um mergulho de cabeça na piscina do mistério (&#8230;), é um álbum que faz muito mais perguntas do que tenta respondê-las, uma obra de arte que é mais inspirada em suas meditações sobre as contradições, incertezas e confusão que florescem à sombra da Queda.&#8221;</p>
<p>Talvez seja esta sombra da Queda que faz com Achtung Baby tenha um elemento de confissão em seu conjuto. Confissão de fracasso, de confusão, de dúvida, de ceder à tentação e de hipocrisia. Bono começou a usar óculos escuros para cantar estas canções. Era como se ele precisasse se esconder por trás daqueles óculos para ser tão pessoal e aberto sobre sua humanidade caída. Em meio há tantas confissões, encontramos também confissão de dependência da Graça de Deus representada na Santa Ceia: &#8220;<em>I&#8217;d break bread and wine if there was a church I could receive it, cause I need it now&#8230;</em>&#8221; (eu partiria pão e vinho se houvesse uma igreja onde eu pudesse recebê-los, pois preciso disso agora).</p>
<p>As primeiras palavras de Achtung Baby são &#8220;<em>I&#8217;m ready for the laughting gas, I&#8217;m ready for what&#8217;s next</em>&#8230;&#8221; (estou pronto para o gás do riso, pronto para o que virá). Elas anunciam o clima de tumulto, manifestações, mudanças e incerteza com relação ao futuro. Este era o clima tanto da banda quando estava compondo estas canções, quanto do mundo naquele início da década de 1990. Era também o clima de minha vida naquele momento de transição.</p>
<p>Talvez seja por isto que me apaixonei por este disco. Ele funcionou para mim como um divã e através de suas canções eu conseguia expressar sentimentos secretos sem soar tão óbvio para as pessoas ao meu redor. Nesta época abracei o que Bonhoeffer havia dito em uma de suas cartas da prisão: &#8220;Ser cristão é ser homem. Não apenas um certo tipo de homem, mas o homem que Cristo cria em nós.&#8221; (18.07.1944)</p>
<p>Para ser este tipo de homem que reconhece-se pecador, mas não perde a esperança na Redenção, é preciso ser totalmente dependente da Graça de Deus. Em Mysterious Ways, onde a imagem do movimento misterioso feminino se funde ao mover misterioso do Espírito, Bono volta a falar sobre esta dependência: &#8220;<em>If you wanna kiss the sky, better learn how to kneel</em>&#8221; (se você quiser beijar o céu é melhor aprender a se ajoelhar).</p>
<p>Um álbum tão rico em imagens e sons, Achtung Baby não poderia deixar de ser considerado como o melhor trabalho do U2.</p>
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		<title>Milad &#8211; Retratos de Vida</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 17:29:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Com esta postagem iniciarei uma série  semanal nos próximos meses sobre artistas cujas músicas influenciaram bastante minha jornada cristã até aqui. Algumas destas músicas são como porto-seguro para minha alma &#8211; um local onde eu posso retornar de quando em quando e lembrar de coisas boas que alimentam minha esperança, minhas convicções e meu senso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/06/Retratos.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1641" title="Retratos" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/06/Retratos.jpg" alt="" width="280" height="271" /></a></p>
<p>Com esta postagem iniciarei uma série  semanal nos próximos meses sobre artistas cujas músicas influenciaram bastante minha jornada cristã até aqui. Algumas destas músicas são como porto-seguro para minha alma &#8211; um local onde eu posso retornar de quando em quando e lembrar de coisas boas que alimentam minha esperança, minhas convicções e meu senso de vocação e chamado. Alguns destes artistas são brasileiros, outros de outras nacionalidades. A maioria são cristãos confessos, alguns não declaram publicamente sua fé.</p>
<p>Quero começar com o MILAD (sigla para Ministério de Louvor e Adoração), um grupo musical formado na década de 1980 por músicos profissionais que se lançaram num projeto missionário através da arte.</p>
<p>Foi em 1986 que ouvi o MILAD pela primeira vez, numa apresentação ao vivo do seu LP de estréia Água Viva (1985). Confesso que a música não me atraiu tanto. Naquela época,  a única música que me atraia era rock (quando mais pesado, melhor!). Por este motivo, o ritmo andino da primeira música &#8220;Todos os Que Procuram&#8221; não causou-me boa impressão e quase desisti de ouvir o restante. Ao mesmo tempo, letras sempre foram importantes para mim e as letras apresentadas pelo MILAD eram diferentes das que eu estava acostumado a ouvir nas igrejas (algo que se tornaria ainda mais evidente nos discos Retratos de Vida e Pra Cima Brasil). O que me cativou mesmo naquela noite foi a interpretação de &#8220;Pai Nosso&#8221; por João Alexandre. Quando o ouvi cantar, soube imediatamente que estava diante de um artista singular.</p>
<p>O MILAD lançou outros discos: Milad 1 (1986), Retratos de Vida (1987), Milad 2 (1988), Pra Cima Brasil (1990) e Milad 3 (1995). Estes discos trouxeram cânticos que foram cantados nas igrejas brasileiras por muito tempo, tais como Não Tenhas Sobre Ti, Água Viva, Conheci um Grande Amigo e Time de Deus.</p>
<p>Uma das canções mais marcantes e, provavelmente, a mais tocada em rádios cristãs que começaram a surgir no cenário brasileiro seria &#8220;Brasil&#8221;, composição de João Alexandre que se tornou um hino de uma geração de crentes despertando para realidades políticas e sociais do nosso país. O tempo se passou e ainda hoje esta música me comove quando a ouço:<em> </em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Como será o futuro do nosso país? </em><br />
<em> Surge a pergunta no olhar e na alma do povo </em><br />
<em> Cada vez mais cresce a fome nas ruas, nos morros</em><br />
<em> Cada vez menos dinheiro pra sobreviver<br />
Onde andará a justiça outrora perdida?</em><br />
<em> Some a resposta na voz e na vez de quem manda</em><br />
<em> Homens com tanto poder e nenhum coração </em><br />
<em> Gente que compra e que vende a moral da nação<br />
Brasil olha pra cima </em><br />
<em> Existe uma chance de ser novamente feliz</em><br />
<em> Brasil há uma esperança! </em><br />
<em> Volta teus olhos pra Deus, o Justo Juiz</em></p>
<p>Mas foi &#8220;Retratos de Vida&#8221; lançado em 1987 que se tornou um dos clássicos em minha biblicoteca musical. Ainda hoje, passadas mais de duas décadas, este disco continua uma obra à parte na música cristã brasileira. Primeiro porque se trata de um disco conceitual, usando as ruas e a vida noturna de São Paulo como pano de fundo para sua poesia e melodia. Não me lembro de muitos álbuns conceituais na música cristã brasileira (tirando evidentemente as &#8220;cantatas&#8221;), portanto, isto já coloca &#8220;Retratos de Vida&#8221; num patamar destacado. Fora isto, a música é de excelente qualidade e totalmente contextualizada com o cenário apresentado por suas letras e temática. E tinha um rock paulista a la Titãs (Virada Radical) que escutei &#8220;até furar o disco&#8221;:</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Tudo se inicia de maneira displicente</em><br />
<em>Sigo na rotina de uma vida dependente</em><br />
<em>Coisas pra queimar, lances pra cheirar</em><br />
<em>Um mundo colorido, mil mutretas pra inventar</em><br />
<em>Palavras repetidas dizem tudo novamente</em><br />
<em>Evidentemente de uma forma diferente</em><br />
<em>Minas, heroínas, transas coisa e tal</em><br />
<em>Eu precisava tanto uma virada radical</em></p>
<p>Em &#8220;Pobres ricos sem Jesus&#8221; o cenário muda para aqueles que dedicam  sua existência na busca por riqueza somente para perceberem sua profunda  pobreza interior que nenhum dinheiro acumulado e gasto com luxos e  prazeres pode preencher:</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Subiu na vida de avião, comprou até o que não quis</em><br />
<em> Cumpriu seus sonhos, sua paixão, daria tudo só pra ser feliz</em><br />
<em>Foi no horizonte procurar a fonte e o brilho do prazer</em><br />
<em>Na esperança de encontrar melhores dias pra viver</em><br />
<em>Mas como ser feliz? Onde encontrar a paz</em>?<br />
<em>Coisas que tanto quis e não sentiu jamais</em><br />
<em>No coração</em></p>
<p>A faixa &#8220;Meninos de rua&#8221; chamava a atenção da Igreja Brasileira para  os menores em situação de risco que começavam a crescer em número nas  ruas das grandes cidades brasileiras:</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Sua rua sua casa, sem carinho, os pés no chão</em><br />
<em>Olhos fundos, peso raso, nenhum pai, muitos irmãos</em><br />
<em>Desencontros e trombadas, desesperos, fantasias</em><br />
<em>Pesadelos quase sonhos, vida pobre às escondidas</em><br />
<em>De tão pobre a sem-vergonha, de criança a rejeitado</em><br />
<em>O coitado vagabundo que nem cuida do nariz</em><br />
<em>Sem escola, só na cola, tem consigo seus heróis</em><br />
<em>Camburões, faróis, algemas, desta vida que não quis</em><br />
<em>Sempre cada um na sua, sua rua seus caminhos </em><br />
<em>A procura de algo novo, bons motivos pra viver&#8230;</em></p>
<p>&#8220;Esquinas Cruéis&#8221; retrata a vida das mulheres que vendem seus corpos nas esquinas da cidade. As palavras desta música me vieram à mente muitas vezes ao sair com os missionários do Projeto Toque para ministrar nos prostíbulos no centro da cidade:</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>De longe se vê sua imagem, sua tatuagem, seu jeito de andar</em><em><br />
Olhar de menina, corpo de mulher<br />
pros homens um vício qualquer<br />
Sem eira nem beira, de qualquer maneira<br />
</em><em>Se esconde entre brincos, colares e anéis<br />
Escrava da sorte, esquinas cruéis<br />
Conhece os normais e os doentes<br />
de tão diferentes parecem iguais<br />
Pois pagam seu preço, desfrutam seu corpo<br />
confundem prazer com amor<br />
No seu dia a dia a mesma agonia<br />
vender pra ganhar pra chorar pra sofrer<br />
Contrariando a vida pra aos poucos morrer<br />
Você tem o preço mais alto e Deus lá do alto um dia já pagou&#8230;</em></p>
<p style="text-align: left;">As fotografias da vida urbana apresentadas em &#8220;Retratos de Vida&#8221; continuam sendo uma triste realidade e desafio tanto para a sociedade como para a Igreja. Como diz a frase na música &#8220;Meninos de Rua&#8221;: &#8220;Pois se Deus assim te ama é preciso a gente crer, que o amor de Deus é justo é há muito o que fazer&#8230;&#8221; Sem dúvida, há muito mesmo que fazer, sempre no espírito da oração: &#8220;Venha o Teu Reino, seja feita a Tua vontade, na terra como no céu.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>U2 360º &#8211; São Paulo 09/04/11</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Apr 2011 03:03:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[U2]]></category>

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		<description><![CDATA[Assistir a um show do U2 é uma experiência inesquecível. Não se trata apenas da música ao vivo, mas da energia contagiante de 90 mil pessoas que agitam, dançam e cantam em uníssono durante mais de 2 horas. Exatamente uma semana atrás, nesta hora, eu estava saindo do estádio Morumbi após mais uma dessas experiências, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assistir a um show do U2 é uma experiência inesquecível. Não se trata apenas da música ao vivo, mas da energia contagiante de 90 mil pessoas que agitam, dançam e cantam em uníssono durante mais de 2 horas. Exatamente uma semana atrás, nesta hora, eu estava saindo do estádio Morumbi após mais uma dessas experiências, desta vez com minha esposa e filha (primeiro grande show assistido por ela).</p>
<p>Minha primeira impressão ao entrar no estádio naquela tarde foi a visão monumental de  “A Garra” (apelido do palco criado para a turnê 360º). Eu esperava algo grande, mas não estava preparado para a monstruosidade do que vi. O topo da torre no centro do palco podia ser avistado até mesmo de fora do estádio. E, melhor ainda, os efeitos, a iluminação e o som não decepcionaram.</p>
<p>Muse, a banda de abertura, entrou  pontualmente às 20h para um show rápido, debaixo de uma insistente garoa. Foi interessante ver a reação do público, a maioria não familiarizado com a banda, que parecia espantado com a qualidade musical e o peso apresentado por Matthew Bellamy, Christopher Wolstenholme e Dominic Howard. Como também sou fã de Muse, curti bastante o show.</p>
<p>Às 21:40 em ponto as luzes do estádio se apagaram, Space Oddity de David Bowie  começou a tocar e mandou o recado para o público que entrava em delírio ao ver a imagem dos quatro músicos caminhando em direção ao palco sendo mostrada na gigante tela 360º (algo que eu podia ver de onde estava sem ter que olhar para a tela): &#8220;Check the ignition and may God&#8217;s love be with you.&#8221;</p>
<p>Com a banda no palco, a primeira música foi Even Better Than The Real Thing, segunda faixa daquele que eu considero o melhor álbum da banda, Achtung Baby. Em seguida vieram I Will Follow e Get On Your Boots, músicas para a galera dançar. What time is it in the world? foi pergunta que Bono fez (e repetiu muitas vezes durante o show) para introduzir Magnificent, possivelmente a faixa mais explicitamente cristã de todo repertório do U2. A galera cantou junto com Bono, que parecia estar, de fato, adorando Àquele a quem ele diz que nasceu para oferecer sua voz. Momento particularmente emocionante para mim.</p>
<p>Em seguida Mysterious Ways, outra faixa de Achtung Baby (ao todo foram quatro faixas deste disco) colocou a galera para dançar novamente e o clima continuou alto com Elevation, Until the End of the World e I Still Haven&#8217;t Found What I&#8217;m Looking For, oferecida a Julian Lennon, presente no Morumbi no dia de seu aniversário. Bono chegou até a conduzir o público a cantar Happy Birthday to You para Julian.</p>
<p>Stuck In A Moment, dedicada a Michael Hutchence, diminuiu o ritmo só por uns minutos, uma vez que Beautiful Day colocou todo mundo no alto de novo. Mesmo as canções mais lentas como In A Little While e Miss Sarajevo não diminuiram o ânimo do público que   voltou a dançar com Vertigo, I Will Go Crazy e Sunday Blood Sunday (cuja introdução foi dedicada aos movimentos de revolução política contra ditaduras nos países do Norte da África e Oriente Médio).</p>
<p>Bono apresentou Walk On falando sobre a libertação de Aung San Suu Kyi e agradeceu aos fãs do U2 que junto com a <a href="http://www.br.amnesty.org/" target="_blank">Anistia Internacional</a> desempenharam uma parte no processo de tornar a causa de Suu Kyi conhecida. Neste momento, lembrei que o U2 vem usando música com consciência política há quase 30 anos, colocando em seus encartes  os endereços da Anistia Internacional e <a href="http://www.greenpeace.org/brasil/pt/" target="_blank">Greenpeace</a> e incentivando seus fãs a se unirem a estas organizações. Ou seja, ninguém faz isso durante tanto tempo se não estiver convicto do que está fazendo. Não se trata meramente de estratégia de marketing para vender CDs, mas da consciência expressa por cada um dos membros da banda de que eles se sentem responsáveis pelo privilégio que sua arte lhes proporcionou. Prova desta consciência é a ONG <a href="http://www.one.org/international/" target="_blank">ONE</a>, fundada por Bono para combater a pobreza extrema.</p>
<p>One foi anunciada com o clip do Arcebispo Anglicano sul-africano Desmond Tutu, lembrando que juntos podemos fazer grandes coisas e, com amor, trabalharmos para construir um mundo Where the Streets Have No Name. Nada mais apropriado do que Bono ter cantado Help dos Beatles entre estas duas canções. Afinal, ajuda é o que ele mais tem pedido aos governantes das nações ricas na luta contra a pobreza endêmica, AIDs e malária nos países africanos. É impossível ouvir estas canções, apesar de tão conhecidas, e não ficar emocionado, sonhando com o Dia quando todos viverão como um onde as ruas não têm nome.</p>
<p>As músicas finais do show foram Hold Me Thrill Me Kiss Me Kill Me, With or Without You e Moment of Surrender, esta última sendo a canção escolhida para fechar todos os shows da turnê 360º até aqui. Curioso é que estas três últimas músicas falam sobre entrega. Que horas são no mundo? pergunta o Bono. Este é o momento da entrega, parece ser sua resposta.</p>
<p>Como disse, show do U2 é uma experiência inesquecível. O que não é tão legal é todo o esforço necessário para ver U2 ao vivo, desde o malabarismo para compra do ingresso, ao tempo dedicado para chegar cedo e conseguir um bom lugar, o assalto para estacionar o carro nas imediações do estádio, da demora para sair após o show e o trânsito caótico na volta. Tudo isso me faz pensar que talvez eu esteja ficando um pouco velho para este tipo de coisa. Mas para ver U2, vale a pena!</p>
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		<title>The Joshua Tree</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Mar 2011 18:59:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu me lembro exatamente o dia em que o Haroldo, um aluno do seminário, me fez a seguinte pergunta: &#8220;Cara, você sabia que aquela banda de rock U2 é cristã?&#8221; Diante de minha expressão atônita, ele continuou: &#8220;Eu assisti um video deles e fala sobre um lugar onde as ruas não têm nome&#8230;  Cara, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1226" href="http://www.sandrobaggio.com/2011/03/09/the-joshua-tree/u2the-joshua-tree/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1226" title="U2The Joshua Tree" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/03/U2The-Joshua-Tree-300x260.jpg" alt="U2The Joshua Tree" width="300" height="260" /></a><br />
Eu me lembro exatamente o dia em que o Haroldo, um aluno do seminário, me fez a seguinte pergunta: &#8220;Cara, você sabia que aquela banda de rock U2 é cristã?&#8221; Diante de minha expressão atônita, ele continuou: &#8220;Eu assisti um video deles e fala sobre um lugar onde as ruas não têm nome&#8230;  Cara, a música é sobre o céu!&#8221; Isto foi em março de 1988, um ano depois de The Joshua Tree ter sido lançado pela banda e se tornado um dos maiores discos de rock da história.</p>
<p>Com a curiosidade aguçada pelo comentário do Haroldo, comprei um cassete de The Joshua Tree na próxima vez que estive em São Paulo para visitar minha família. Naquela noite ouvi Where the Streets Have No Name, Still Haven&#8217;t Found What I&#8217;m Looking For e With or Without You pela primeira vez. Minha música favorita era o rock pesado e heavy metal, então a sonoridade do U2 não me cativou de imediato. Mas à medida em que escutava aquelas músicas, elas pareciam crescer em mim, mexiam com minhas emoções, expandiam meu horizonte musical e desafiavam meus conceitos sobre o que era &#8220;música cristã&#8221; (na época eu ainda separava a música entre cristã e não-cristã, sagrada e profana).</p>
<p>Afinal, eu poderia buscar vislumbres do céu em Where the Streets Have No Name (anos mais tarde eu entenderia que a frase fora inspirada na observação que Bono fez das ruas sem nome na Etiópia onde ele havia passado dois meses com sua esposa ajudando num campo de refugiados) ou interpretar With or Without You como se referindo a Deus (na verdade, era sobre o relacionamento entre Bono e sua esposa), mas francamente, não sabia o que fazer de Still Haven&#8217;t Found What I&#8217;m Looking For, uma letra que falava de dúvida (e não havia muito espaço para dúvida em minha teologia), ou outras faixas do disco que não tinham uma mensagem explicitamente &#8220;cristã&#8221;. Foi somente com o passar do tempo, ouvindo outros discos da banda e conhecendo um pouco mais de sua história que percebi o quanto das crenças cristãs abraçadas por Bono, Edge e Larry (Adam era o único &#8220;descrente&#8221; da banda) em sua adolescência encontravam ecos em suas músicas.</p>
<p>The Joshua Tree fez de mim um fã do U2. Comprei todos os discos anteriores e posteriores (e suas edições comemorativas remasterizadas quando saíram), os VHSs (e depois as edições em DVDs também), li uma dúzia de livros sobre a banda (dos quais considero <a href="http://www.amazon.com/U2-End-World-Bill-Flanagan/dp/0385311575/ref=sr_1_4?s=books&amp;ie=UTF8&amp;qid=1299696282&amp;sr=1-4" target="_blank">Until the End of the World</a> de Bill Flanagan como o melhor), assisti a banda ao vivo em 2005 e estou contando os dias para o show em São Paulo no próximo mês.</p>
<p>Hoje, 24 anos depois de ter sido lançado, The Joshua Tree é um dos meus discos favoritos. Graças a generosidade de uma amiga, ganhei o box da edição especial remasterizada em 2007. De vez em quando, pego-me voltando para suas melodias em busca de inspiração e para ser provocado novamente pelas idéias por trás de suas letras.</p>
<p>Para quem deseja conhecer mais sobre a fé expressa na música do U2, recomendo a leitura de <a href="http://www.w4editora.com.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=72:walk-on-a-jornada-espiritual-do-u2&amp;catid=35:catalogo&amp;Itemid=55" target="_blank">Walk On &#8211; A Jornada Espiritual do U2</a> escrito por Steve Stockman.</p>
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		<title>Um artista e seu sonho</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Dec 2010 02:02:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1135" href="http://www.sandrobaggio.com/2010/12/09/um-artista-com-um-sonho/john-lennon/"><img class="aligncenter size-full wp-image-1135" title="john-lennon" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2010/12/john-lennon.jpg" alt="john-lennon" width="450" height="327" /></a></p>
<p>Lembro-me do dia em que John Lennon morreu. A notícia chocou pessoas no mundo inteiro. No dia seguinte à sua morte, cancelaram as aulas na escola onde eu estudava. Eu via pessoas chorando e, sinceramente, não entendia como alguém podia chorar a morte de alguém tão distante. Não, eu não gostava dos Beatles, não estava interessado na sua música e, portanto, não via razões para chorar a morte de um de seus ex-integrantes. Evidentemente, o mundo não concordava comigo. E foi somente uma década após sua morte, que John Lennon começou a cativar minha atenção como artista.</p>
<p>Foi ouvindo um concerto do Midnight Oil em 1990, um show guerrilla (como eles mesmo definiram) num ato de protesto em frente ao prédio da Exxon em Manhattan, que prestei atenção pela primeira vez na música <em>Instant Karma</em>, cantada por eles em homenagem a Lennon que viveu e morreu em NY. A letra era perfeita para a ocasião. Uma declaração de consequências instantâneas para as ações impensadas dos magnatas do petróleo responsáveis pelo derramamento de óleo do Exxon Valdez no Alaska em 1989. Fez sentido também a frase cantada por Bono em <em>God Part II</em>: <em>&#8220;Instant Karma&#8217;s gonna get him</em> [Goldman],<em> if I don&#8217;t get him first.&#8221;</em></p>
<p>A partir daí comecei a prestar atenção na música e arte, tanto dos Beatles, como de John Lennon. E descobri o artista em Lennon. Evidentemente que Lennon disse, fez e compôs coisas que não refletem o que creio, minha cosmovisão como cristão. Mas isso não diminui o fato de que ele era brilhante. Sua parceria com Paul McCartney nos Beatles rendeu algumas das canções mais memoráveis do quarteto de Liverpool.</p>
<p>Mas são as composições pós-Beatles que fizeram de Lennon um artista memorável, em minha opinião. Sua inquietação com o mundo, talvez fruto de uma infância marcada pela ausência do pai e, posteriormente da mãe, fez dele um rebelde que, aparentemente só com o passar dos anos, descobriria sua causa: a paz mundial. Essa rebeldia se tornou mais acentuada durante a guerra do Vietnam e os escândalos políticos norte-americanos no final da década de 1960 e início da década de 1970. Em meio a agitação dos movimentos estudantis, hippies drogados e desiludidos, Panteras Negras e ativistas religiosos, Lennon emergiu como uma voz clamando por uma chance para a paz e denunciando tudo e todos que ele acreditava estarem bloqueando o caminho.</p>
<p>Mas a paz que Lennon buscava não era apenas para o mundo ao seu redor. Sua vida revela que ele buscava paz interior, embora essa busca o tenha levado a lugares errantes. Durante a fase dos Beatles ele se envolveu com o misticismo oriental e as viagens das drogas e experimentalismo. O misticismo não satisfez sua alma e, mais tarde, ele passou a imaginar um mundo sem céu ou inferno e sem religião. Em <em>God</em>, Lennon confessou já não acreditar em nada (nem em Jesus, nem em Budha, nem em Mantra, nem em Gita, etc.) a não ser em si mesmo. Evidentemente ele havia se desiludido com a experiência religiosa anglicana de sua infância e das religiões orientais de seus anos com os Beatles.</p>
<p>Mas as drogas tampouco deram-lhe a paz que ele buscava. Sendo alguém que experimentou tudo quanto é tipo de drogas disponíveis  em sua geração, Lennon sabia muito bem como era passar por um processo  de desintoxicação. <em>Cold Turkey</em> narra essa experiência, denominada por ele como um verdadeiro inferno, de um viciado há 36 horas sem usar drogas.</p>
<p>Lennon compôs muitas canções amorosas sobre seu relacionamento com Yoko Ono. O relacionamento dos dois foi fruto de muita expeculação e controvérsia, mas evidentemente foi também uma fonte de inspiração para albums inteiros como <em>John Lennon / Plastic Ono</em> Band, <em>Double Fantasy </em>e <em>Milk and Honey</em>. Talvez uma das mais belas composições de Lennon foi para seu filho Sean, a singela música <em>Beautiful Boy</em>.</p>
<p>Tudo isto me mostrou Lennon como um artista, um ser humano caído com uma capacidade extraordinária de colocar em palavras e melodias suas próprias frustrações e sonhos. Ele cantou que só queria a verdade (<em>Give Me Some Truth</em>). Teria encontrado?</p>
<p>Em <em>The Gospel According to the Beatles</em>, Steve Turner (autor de <a href="http://www.w4editora.com.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=63:cristianismo-criativo-uma-visao-sobre-o-cristianismo-e-as-artes&amp;catid=35:catalogo&amp;Itemid=55" target="_blank">Cristianismo Criativo?</a>) narra sobre uma possível experiência de &#8220;novo nascimento&#8221; de Lennon. Mas não há como saber  se ele realmente teve um encontro com o Deus em quem dizia não crer e com Jesus Cristo, de quem pensou ser mais famoso. Só a eternidade revelará isso. E quando o Dia chegar,  o sonho de um mundo sem céu ou inferno também terá se acabado.</p>
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		<title>Preto &amp; Branco (mas muito cinza também)</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Nov 2010 22:14:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foi possivelmente em 1989 que eu comecei a enxergar a cor cinza nas realidades da vida. Até então meu mundo era feito somente de preto e branco (ou pelo menos era assim que eu pensava). Foi uma música do Mike Stand, guitarrista/vocalista da banda cristã de punk rock Altar Boys, em seu primeiro trabalho solo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1121" href="http://www.sandrobaggio.com/2010/11/29/preto-branco-mas-muito-cinza-tambem/mike-stand/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1121" title="Mike Stand" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2010/11/Mike-Stand-250x300.jpg" alt="Mike Stand" width="250" height="300" /></a><br />
Foi possivelmente em 1989 que eu comecei a enxergar a cor cinza nas realidades da vida. Até então meu mundo era feito somente de preto e branco (ou pelo menos era assim que eu pensava). Foi uma música do Mike Stand, guitarrista/vocalista da banda cristã de punk rock Altar Boys, em seu primeiro trabalho solo, que deu voz às minhas inquietações e me fez entender que tem preto e branco, mas muito cinza também. Mike canta:</p>
<p><em>I&#8217;ve been dreaming of a world</em><br />
Tenho sonhado com um mundo<br />
<em>A world of black and white</em><br />
Um mundo de preto e branco<br />
<em>A land of simple answers</em><br />
Uma terra de respostas simples<br />
<em>Fair is fair and right is right</em><br />
Justo é justo e certo é certo<br />
<em>It&#8217;s true a world like this will come someday</em><br />
É verdade que um mundo assim virá algum dia<br />
<em>But for now things are not that way</em><br />
Mas por enquanto as coisas não são assim<br />
<em>We live in world of confusion</em><br />
Vivemos num mundo de confusão<br />
<em>Isn&#8217;t that the way it is today?</em><br />
Não é assim que é hoje?<br />
<em>Unclear issues, unanswered questions</em><br />
Assuntos confusos , questões não respondidas<br />
<em>Surround us everyday</em><br />
Nos rodeiam todos os dias<br />
<em>Life&#8217;s mysteries come crashing in</em><br />
Os mistérios da vida desabam<br />
<em>They make our mothers cry and the young man sing</em><br />
Eles fazem nossas mães chorarem e o jovem cantar<br />
<em>I&#8217;ve seen grey &#8211; when a pure right or wrong</em><br />
Tenho visto cinza &#8211; quando um puro certo ou errado<br />
<em>Was not clearly seen</em><br />
Não foi claramente visto<br />
<em>I&#8217;ve seen grey<br />
</em>Tenho visto cinza</p>
<p>A realidade que muitos tem dificuldade em admitir é que a vida nos apresenta com situações onde não encontramos respostas simples (ou não encontramos nenhuma resposta), quando temos que admitir que não sabemos, não entendemos, não temos certeza. Eu já vivi o bastante para me deparar com muitas dessas situações. Já tive que engolir meu orgulho e voltar atrás, me humilhar e reconhecer que estava errado ao tentar dar respostas em preto e branco para situações claramente cinzas.</p>
<p>Hoje em dia, em meio a revolução do pensamento pós-moderno, encontro cada vez mais pessoas que enxergam o cinza. Até aí tudo bem. Afinal de contas, há muito cinza no mundo. Mike Stand coloca dessa maneira:</p>
<p><em>Is it grey when we can&#8217;t find answers?<br />
</em>É cinza quando não encontramos as respostas?<br />
<em>Is it grey when it&#8217;s not wrong or right?<br />
</em>É cinza quando não é certo ou errado?<br />
<em>And does that give us the go ahead to do anything we like?<br />
</em>E isso nos dá um sinal verde para fazer qualquer coisa que gostamos?<br />
<em>Is grey mis-used as a weak excuse?<br />
</em>O cinza é mal utilizado como uma desculpa fraca?<br />
<em>Can answers be found if we seek and look?<br />
</em>Podemos achar as respostas se procurarmos e buscarmos?<br />
<em>Still, I&#8217;ve seen grey</em><br />
Ainda tenho visto cinza<br />
<em>When answers I needed</em><br />
Quando as respostas que preciso<br />
<em>Seemed way beyond me</em><br />
Parecem estar bem além de mim<br />
<em>I&#8217;ve seen grey &#8211; when I couldn&#8217;t explain</em><br />
Tenho visto cinza &#8211; quando não podia explicar<br />
<em>Inconsistencies</em><br />
Inconsistências<br />
<em>I&#8217;ve seen grey</em><br />
Tenho visto cinza<br />
<em>And I try so hard</em><br />
E eu realmente tento<br />
<em>To understand this life</em><br />
Entender esta vida<br />
<em>I want to know what&#8217;s wrong</em><br />
Quero saber o que é errado<br />
<em>I want to know what&#8217;s right</em><br />
Quero saber o que é certo<br />
<em>Where can I draw the line?</em><br />
Onde posso estabelecer o limite?</p>
<p>A questão agora parece não ser mais se há ou não cinza. Todo mundo já viu cinza e reconhece que a vida é mais complicada do que gostaríamos que fosse. A questão me parece ser a seguinte: existe preto e branco? Ou é tudo cinza? Apesar de ver muito cinza no mundo e nas complexidades da vida, creio que há sim situações onde o preto e branco são claramente discerníveis. Mike Stand me ajudou a admitir o cinza. Mas não cegou meus olhos para o preto e branco.</p>
<p>E parece que esta é uma das dificuldades do pensamento pós-moderno. Ao dar boas vindas à realidade do cinza, muitos passaram a ignorar completamente o preto e branco. Parece que viver no cinza é mais confortável.</p>
<p><em>Well I may not have all the answers</em><br />
Bem, posso não ter todas as respostas<br />
<em>And this world is greyer than I like</em><br />
E este mundo é mais cinza do que eu gosto<br />
<em>But the hope that lives inside of me</em><br />
Mas a esperança que vive dentro de mim<br />
<em>Gives this grey a litlle light</em><br />
Dá ao cinza um pouco de luz<br />
<em>It&#8217;s easy to get angry when lifes unfair</em><br />
É fácil ficar irado quando a vida não é justa<br />
<em>But the challenge is to know a faithful God is there</em><br />
Mas o desafio é saber que um Deus fiel existe<br />
<em>I&#8217;ve seen grey &#8211; when the dark of night was more like shade</em><br />
Tenho visto cinza &#8211; quando a escuridão da noite era mais como uma sombra<br />
<em>I&#8217;ve seen grey &#8211; when a cloudly haze covered the light of day</em><br />
Tenho visto cinza &#8211; quando um nevoeiro cobriu a luz do dia<br />
<em>I&#8217;ve seen grey</em><br />
Tenho visto cinza</p>
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		<title>Macacos no Zoológico</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 02:45:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Discipulado]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>
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		<description><![CDATA[Será diferente agora, ou o mesmo? Terei aprendido algo, ou foi apenas um modo de gastar um dia ou dois separados para pensar em você? Se isso é tudo que aconteceu, tive um tempo legal. Mas isso não será o bastante para mim, não este ano, nem em nenhuma outra época, Eu tenho que limpar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>Será diferente agora, ou o mesmo?<br />
Terei aprendido algo, ou foi apenas um modo de gastar um dia ou dois<br />
separados para pensar em você?<br />
Se isso é tudo que aconteceu, tive um tempo legal.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Mas isso não será o bastante para mim, não este ano,<br />
nem em nenhuma outra época,<br />
Eu tenho que limpar a casa, fazer minha cama, clarear minha cabeça,<br />
Está ficando meio que asfixiante aqui, cheira meio esquisito também,<br />
como os macacos no zoológico,<br />
Eu tenho me prostituído atrás de coisas<br />
porque desejo sentir-me seguro interiormente &#8211; isso é uma grande mentira,<br />
Nenhuma quantia de dinheiro, ouro ou prata<br />
jamais irá tomar o lugar da paz de Deus.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Espírito, venha eliminar as mentiras,<br />
Espírito, venha eliminar as mentiras.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Será diferente agora, ou o mesmo? Eu mudei em alguma coisa?<br />
E se você mergulhasse no fundo de minha alma você encontraria Jesus lá,<br />
ou um buraco vazio?<br />
Eu deveria estar contente com minha &#8220;linda&#8221; vida cristã?</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Mas isso não será o bastante para mim, não este ano,<br />
nem em nenhuma outra época,<br />
Eu tenho que limpar a casa, fazer minha cama, clarear minha cabeça,<br />
Está ficando meio que asfixiante aqui, cheira meio esquisito também,<br />
como os macacos no zoológico,<br />
Eu tenho me prostituído atrás de coisas<br />
porque desejo fazer tudo certinho &#8211; isso é uma grande mentira,<br />
Nenhuma quantia de dinheiro, ouro ou prata, um corpo perfeito, outro chocolate quente, trabalho para o Senhor, fama e poder, poder e sexo,<br />
um lugar na mesa do Clube de Campo Belle Mead,<br />
Aqui está uma dica: nada jamais irá tomar o lugar da paz de Deus.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Espírito, venha eliminar as mentiras,<br />
Espírito, venha eliminar as mentiras.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Será diferente agora, ou o mesmo?<br />
Terei aprendido alguma coisa?</em></p>
<p>(Tradução livre da letra de &#8220;Monkeys at the Zoo&#8221; por Charlie Peacock no CD &#8220;Everything That&#8217;s On My Mind&#8221;, 1994)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Relembrando Keith Green</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 01:38:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje, 28 de julho, fez 28 anos que Keith Green morreu. Ele tinha apenas 28 anos de idade. Para lembrar sua vida e legado, o Last Days Ministries, fundado por ele e sua esposa Melody, realizou há poucos uma transmissão ao vivo da ilha de Kona, Havaí, com suas músicas e uma mensagem gravada compartilhada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1048" href="http://www.sandrobaggio.com/2010/07/28/relembrando-keith-green/attachment/1000111868/"><img class="aligncenter size-full wp-image-1048" title="1000111868" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2010/07/1000111868.jpg" alt="1000111868" width="419" height="150" /></a><br />
Hoje, 28 de julho, fez 28 anos que Keith Green morreu. Ele tinha apenas 28 anos de idade. Para lembrar sua vida e legado, o Last Days Ministries, fundado por ele e sua esposa Melody, realizou há poucos uma transmissão ao vivo da ilha de Kona, Havaí, com suas músicas e uma mensagem gravada compartilhada por ele em seu último concerto. Inspirado por esse evento, decidi recuperar um texto que escrevi há 15 anos e que foi publicado em uma revista cristã no final da década de 1990. É uma breve biografia deste profeta de Deus, para quem ainda não ouviu falar dele.</p>
<p>*****</p>
<p><strong>Keith Green: Exemplo de Músico Cristão</strong></p>
<p>Você já ouviu falar de Keith Green? Ele teve carreira curta, de apenas 5 anos e oito discos gravados, sendo três destes lançados após sua morte. Mas, como disse Tony Campolo, raramente um músico tem sido um profeta tão grande como ele foi. Nunca um cantor desafiou tantas pessoas a se tornarem missionários e viverem uma vida santa diante de Deus e do mundo. Esta é uma pequena biografia deste profeta e músico para desafiar aqueles que desejam fazer música para Deus nesta geração.</p>
<p>Vindo de uma família de artistas, Keith começou a tocar piano com 5 anos de idade e a compor aos 8 anos. Com 11 anos ele teve seu primeiro disco &#8220;Cheese And Crackers&#8221; lançado em janeiro de 1965 pela Decca Records. Com este disco, Keith tornou-se o mais jovem membro da Sociedade Americana de Autores, Compositores e Publicadores (ASCAP). Infelizmente, com o passar dos anos, a fama prematura do garoto Keith Green se dissolveu, apesar dele continuar compondo e aparecendo em algumas apresentações de TV.</p>
<p>A família de Keith seguia um alto padrão moral e ele era um bom garoto. Sendo assim, ninguém sabe o que o levou a fugir de casa em duas ocasiões diferentes &#8211; aos 16 e aos 17 anos. É provável que o espírito rebelde que pairava no Sul da Califórnia naquela época o tenha influenciado. Em sua segunda fuga ele mergulhou no LSD e numa busca profunda por um sentido na vida. Após ter tentado em várias seitas orientais e comunidades hippies, Keith chegou à conclusão de que Jesus deveria ser a verdade. A partir de então ele começou a usar uma cruz de prata que havia comprado por 10 dólares em uma loja de antigüidades.</p>
<p>Em meados de 1973 Keith Green encontrou Melody. Ela também era artista, estava envolvida com drogas e já havia buscado a verdade no budismo e em outros grupos. Eles se casaram no dia 25 de dezembro de 1974 &#8211; em homenagem a Jesus &#8211; e começaram a compartilhar o sonho de Keith: ser descoberto por um caçador de talentos e tornar-se um artista famoso. Embora estivessem lendo a Bíblia e certos de que Jesus era a verdade, eles ainda não aceitavam o fato de Jesus ser Deus. Além disso continuavam a usar drogas ocasionalmente. Mas através de contatos com artistas cristãos como Randy Stonehill e Larry Norman, Keith e Melody começaram a conhecer alguns cristãos verdadeiros que passaram a ajudá-los na busca por Deus. Foi durante este tempo que ele escreveu canções como &#8220;Jericho&#8221; e &#8220;The Prodigal Son Suite&#8221; que se tornariam clássicos da Música Cristã Contemporânea.</p>
<p>Em 1975, após ouvir um sermão na igreja Vineyard Christian Fellowship, Keith e Melody decidiram entregar suas vidas totalmente a Jesus, aceitando-O como Senhor e Salvador, reconhecendo-O como único e verdadeiro Deus. Esta decisão mudou os rumos da vida do jovem casal. Eles passaram a viver em função de anunciar a verdade do Evangelho para seus amigos e a qualquer outra pessoa que encontrassem. Perceberam também que precisavam fazer algo prático para aquelas pessoas que se convertiam, mas que precisavam de um “abrigo cristão&#8221; antes de poderem enfrentar o &#8220;mundo lá fora&#8221;. Logo a casa deles havia se transformado em um abrigo, cheia de novos convertidos, ex-hippies e ex-drogados, mães solteiras e qualquer pessoa que precisasse de um refúgio temporário.</p>
<p>Após sua conversão Keith decidiu não fazer nenhuma performance pública até ter certeza de que essa era a vontade de Deus para sua vida. Ele continuou compondo e tocando, mas para si somente. Sua fonte de renda nesta época vinha de um contrato de compositor que ele tinha com a CBS. Foi somente em meados de 1977 que o primeiro disco de Keith Green, &#8220;For Him Who Have Ears to Hear&#8221; (Para quem tem ouvidos para ouvir) chegou às livrarias cristãs. Este disco tornou-se o maior álbum de estréia na história da música cristã, com mais de 300 mil cópias vendidas. O resultado foi que, de um artista totalmente desconhecido, Keith Green logo tornou-se um dos mais populares e procurados cantores do cenário da música cristã.</p>
<p>Junto com seu primeiro disco, Keith e Melody decidiram fundar o Last Days Ministries, como um meio de manter contato com seus fãs e difundir suas idéias e conceitos cristãos. Graças a este ministério, a mensagem de Keith Green continuou sendo distribuída através de folhetos e livros mesmo depois de sua morte.</p>
<p>Nos anos seguintes, Keith Green gravou &#8220;No Compromise&#8221; (1978) e &#8220;So You Wanna Go Back to Egypt&#8221; (1980). Em 1981 uma coletânea com alguns de seus maiores sucessos e outras canções inéditas foi lançada. Keith Green era então o maior nome da Música Cristã Contemporânea americana. Mas apesar de amar a música e compor com uma tamanha flexibilidade e facilidade, Keith estava tremendamente preocupado com o conteúdo espiritual de suas canções. E estava igualmente preocupado com a condição espiritual de seus ouvintes. Por este motivo, seus concertos começaram a tomar um rumo cada vez mais de ministração através da música e da pregação da Palavra do que um mero entretenimento. De fato, Keith Green odiava a idéia de &#8220;entretenimento cristão&#8221;.</p>
<p>O escritor Leornardo Ravenhill diz o seguinte acerca de Keith:</p>
<p><em>&#8220;Keith tinha fome por conhecer aqueles heróis que moveram suas gerações para Deus e ele seguia seus passos. Ele tinha um zelo santo e uma pureza que eu tenho visto em poucas pessoas. Eu não acho que Keih estava preocupado com o evangelho de Cristo o tanto quanto ele estava preocupado com a pessoa de Cristo. Eu acho que era esta sua maior paixão. (&#8230;) E ele derramava esta paixão do interior de sua alma através das letras vibrantes de suas canções.&#8221;</em></p>
<p>&#8220;Songs For the Shepherd&#8221;, o quarto disco da carreira de Keith Green foi lançado em abril de 1982. Após o lançamento do disco, Keith e Melody decidiram fazer uma viagem de férias pela Europa visitando várias bases missionárias da JOCUM. Na ocasião eles visitaram o navio Anastasis na Grécia, que havia sido adquirido pela missão e estava sendo reformado para o ministério. Keith ficou empolgado com o que viu. Ao retornar para os Estados Unidos ele começou a pensar seriamente em dedicar sua música e ministério para o despertamento de jovens para missões. Seu sonho era ver 100 mil jovens indo para o campo missionário. Algumas de suas novas canções como &#8220;Open Your Eyes&#8221; (Abra seus olhos) e &#8220;Jesus Commands Us to Go&#8221; (Jesus nos manda ir) começavam a refletir este desejo.</p>
<p>No dia 28 de julho, Keith estava em seu rancho e sede do LDM no Texas quando decidiu levar uma família de missionários que estavam visitando-o, para uma vista aérea do local. Doze pessoas decolaram no pequeno avião Cessna 414 naquela tarde quente de verão para aterrizarem na eternidade. Além do piloto, da família de missionários e de Keith, seus dois filhos mais velhos, Josiah de três anos e Bethany de dois, também morreram. A notícia do desastre foi um choque para a comunidade cristã. Dez dias após o trágico acidente que tirou a vida de Keith Green, o navio Anastasis ancorou em um porto na Califórnia em sua primeira viagem. Keith estava tão entusiasmado com a visão que havia enviado 28 mil dólares para cobrir as despesas da viagem de seis dias e a taxa da travessia pelo Canal do Panamá. Ele havia planejado estar lá para saudar a chegada do navio. Não pode ir. Mas quando o Anastasis atracou nas docas, o sistema de som local tocava &#8220;Santo, Santo, Santo&#8230;&#8221;. Sua voz podia ser ouvida adorando aquele a quem ele tanto amava e na presença de quem agora estava.</p>
<p>Após a morte de Keith, Melody Green organizou um Concerto Memorial que foi levado a diversas cidades americanas. Como resultado deste, milhares de jovens se envolveram com programas missionários através de organizações como Jovens Com Uma Missão (JOCUM) e Operação Mobilização (OM). Em 1989, Melody lançou &#8220;No Compromise&#8221;, um livro vibrante com a história da vida de Keith Green. Três anos depois, por ocasião dos dez anos de sua morte, um grupo de artistas cristãos famosos como Petra, Margaret Becker, Russ Taff e outros, reuniu-se em uma coletânea com algumas de suas músicas mais conhecidas. Desta forma a música de Keith Green continuou a ser ouvida pela geração mais jovem da Música Cristã Contemporânea.</p>
<p>Que o exemplo de compromisso com Deus e com a santidade deixado por Keith Green possa ser um desafio a todos nós chamados para brilhar como astros no meio de uma geração corrompida e perversa.</p>
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		<title>O Evangelho em Lost</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 20:29:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Tenho duas confissões a fazer: primeiro quero confessar que não sou fã de Lost. Nunca assisti sequer um episódio da série, apesar de ter ouvido vários amigos falarem com grande entusiasmo sobre como essa série é fenomenal. Todavia sou fã dos livros que Chris Seay, pastor da Ecclesia em Houston, escreve sobre filmes e séries [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-973" href="http://www.sandrobaggio.com/2010/04/07/o-evangelho-em-lost/lost-3/"><img class="aligncenter size-full wp-image-973" title="Lost" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2010/04/Lost2.jpg" alt="Lost" width="322" height="495" /></a></p>
<p>Tenho duas confissões a fazer: primeiro quero confessar que não sou fã de Lost. Nunca assisti sequer um episódio da série, apesar de ter ouvido vários amigos falarem com grande entusiasmo sobre como essa série é fenomenal.<br />
Todavia sou fã dos livros que Chris Seay, pastor da Ecclesia em Houston, escreve sobre filmes e séries de televisão. Seay escreveu <em>The Gospel Reloaded</em>, sobre os dois primeiros filmes da trilogia <em>The Matrix</em> pelos irmãos Watchowski.  Ele escreveu também <em>The Gospel According to Tony Soprano</em> sobre a série do mafioso Tony Soprano. O mais recente livro de Chris Seay é <em>The Gospel According to Lost</em> (Thomas Nelson, inédito no Brasil).</p>
<p>A análise que Seay faz de cada personagem da série é impressionante. Ele mostra porque Lost, a série sobre um grupo de sobreviventes de um acidente aéreo em uma ilha mistériosa, virou um fenômeno cultural, cativando milhões de espectadores ao redor do mundo.</p>
<p>Seay divide os capítulos de seu livro por personagens da série, chamado cada personagem de Santo Patrono. Hurley é Santo Patrono dos perdedores abençoados, Sayid Jarrah é Santo Patrono dos humanitários atormentados, Kate Austen é Santa Patrona dos lindos assassinos, e por aí vai.</p>
<p>Alguns dos temas discutidos por Seay em Lost são violência, amor, auto-sacrifício, moralidade, destino, livre-arbítrio, fé, razão, culpa e redenção.</p>
<p>Meu único receio com relação ao livro é que Chris Seay o escreveu antes  da conclusão da série, com sua sexta temporada <em>(The Final Season</em>). Assim  como em <em>The Gospel Reloaded</em>, escrito antes do filme que concluiu a  trilogia, <em>The Gospel According to Lost</em> pode ter tirado algumas  conclusões sobre os personagens e a série que poderão não se sustentar  no final. De qualquer forma, a mensagem de redenção que permeia toda a  trama não será alterada, nem os muitos paralelos entre os acontecimentos de Lost com  passagens bíblicas usadas por  Seay. Como em seus outros  livros, este tem uma profunda base teológica.</p>
<p>Contendo 12 pinturas por Scott Erickson dos personagens de Lost em PB e coloridas, o livro de Chris Seay é um presente para todos os que assistiram os episódios e desejam mergulhar mais fundo nos temas presentes na série.</p>
<p>Isso me leva à minha segunda confissão: após ter lido o livro de Chris Seay sobre Lost comecei a me preparar para a maratona que será assistir toda a série.</p>
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		<title>Há tempo de rir</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 20:37:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[As tiras abaixo são do Karapuça Zine, um maneira divertida que o Izidro encontrou de passar seu recado. Dê uma olhada lá e aproveite para dar boas risadas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As tiras abaixo são do <a title="Karapuça Zine" href="http://karapuca.blogspot.com/" target="_blank">Karapuça Zine</a>, um maneira divertida que o Izidro encontrou de passar seu recado. Dê uma olhada lá e aproveite para dar boas risadas.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-766" href="http://www.sandrobaggio.com/2010/02/09/ha-tempo-de-rir/3mp_blog/"><img class="aligncenter size-full wp-image-766" title="3MP_BLOG" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2010/02/3MP_BLOG.jpg" alt="3MP_BLOG" width="299" height="400" /></a><a rel="attachment wp-att-768" href="http://www.sandrobaggio.com/2010/02/09/ha-tempo-de-rir/novotamanho-2/"><img class="aligncenter size-full wp-image-768" title="novotamanho" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2010/02/novotamanho1.jpg" alt="novotamanho" width="299" height="400" /></a></p>
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