Na década de 1990, em plena Amsterdã, conhecida como a cidade do sexo, no contexto mais liberal e pós-moderno do mundo, meu amigo David Pierce não se envergonhou em cantar uma música como essa: “No sex before marriage!” (nada de sexo antes do casamento).
Evidentemente, o David não estava muito preocupado com sua popularidade ou reputação. De uma maneira criativa e divertida, ele passava sua mensagem nos lugares e para as platéias mais improváveis possíveis.
Isso é bem diferente do que eu vejo acontecendo hoje em dia.
Muitos pastores, líderes, conselheiros e mentores cristãos, provavelmente sentindo a pressão de uma cultura cada vez mais obcecada com o sexo, e/ou desejosos de comunicar uma mensagem que não soe como “castradora da alegria” estão passando um recado de liberação sexual que não é bíblico e nem saudável.
Como escrevi no texto Free Love Is Neither, a revolução sexual mentiu. O mundo pós-revolução pelo amor livre não é mais feliz nem mais saudável. Pelo contrário, o que presenciamos são índices cada vez maiores de DSTs, depressão, ansiedade, filhos ilegítimos e divórcios (mesmo depois de tanta tentativa antes de se casar, parece que os casais de hoje estão acertando muito menos do que aqueles que não fizeram tentativa alguma).
Vez por outra alguém vem conversar comigo sobre sexo e solta a clássica desculpa: “Mas a Bíblia não diz que deve-se esperar até o casamento!”
Não, a Bíblia não diz isso dessa maneira.
O que a Bíblia diz, de muitas maneiras e de forma inequivoca, é que o contexto onde o sexo é visto como uma bênção e dádiva de Deus é a relação entre um homem e sua mulher na aliança de casamento.
Todas as outras circunstâncias do relacionamento sexual que não se enquadram neste contexto são descritas, na Bíblia, como pecado.
Isso soa radical, careta, ultrapassado, repressivo, obscurantista?
Talvez.
Mas prefiro ficar com o conselho daquele que criou o sexo como algo bom, prazeiroso e construtivo, do que com todos os outros conselhos que já sabemos bem onde terminam.
“…no I’ll never be satisfied, untill it ends in tears…” (Living Colour)


