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	<title>Sandro Baggio &#187; Discipulado</title>
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	<description>Trilhando o estreito caminho entre o cinismo e a ingenuidade.</description>
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		<title>30 anos</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 11:18:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Discipulado]]></category>
		<category><![CDATA[fé]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
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		<description><![CDATA[Trinta anos se passaram desde que nasci de novo. Era o dia 27/12/1981 e eu tinha aceitado o convite de minha mãe para assistir o culto de Natal em sua igreja. Após uma encenação do nascimento de Jesus, o breve sermão pregado pelo pastor tocou meu coração e minha mente. Não me lembro de tudo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/12/perdoado.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2183" title="perdoado" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/12/perdoado.jpg" alt="" width="272" height="556" /></a><br />
Trinta anos se passaram desde que nasci de novo.</p>
<p>Era o dia 27/12/1981 e eu tinha aceitado o convite de minha mãe para assistir o culto de Natal em sua igreja. Após uma encenação do nascimento de Jesus, o breve sermão pregado pelo pastor tocou meu coração e minha mente. Não me lembro de tudo o que ele falou, apenas de ter dito que todos os onze discípulos restantes após a morte de Jesus, exceto um, morreram como mártires. Pensei: se aqueles homens estavam dispostos a morrer por sua fé em Jesus, então esta fé merecia minha total atenção. Não lembro se houve ou não apelo. De qualquer forma, não fui à frente e nem sequer levantei a minha mão. Mas meu coração queimava com uma certeza: Jesus estava me chamando para seguir seus passos. Ele conhecia minha vida, meus erros, minhas fraquezas, meus pecados ocultos. E me amava mesmo assim. Como responder a tão grande amor? Seria certo me acovardar, ficar com vergonha de ser identificado como &#8220;crente&#8221; por meus amigos? Não. Eu queria entregar toda a minha a Jesus. Queria segui-lo como aqueles primeiros apóstolos, queria amá-lo de todo meu coração e aprender a viver para Ele durante todo a minha vida. Nada mais além disso importava. Nada.</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Como um pensamento eu te encontrei<br />
E me esqueci, me entreguei<br />
Mas reconheci e firme segurei em tuas mãos, te fiz meu Rei<br />
Meu triste sofrimento fez-se num lamento<br />
De um modo muito estranho se acabou<br />
Meu mundo de pavor reconheceu o amor<br />
De um outro ser maior, de um Salvador<br />
Chorei como criança quando percebi teu vulto ali a me olhar<br />
Cerrei meus olhos como cerra-se o verão<br />
Meu coração senti mudar<br />
Parece que morri, morri meu mundo se acabou<br />
Em mim uma mudança se passou<br />
De novo revivi pra um mundo sem pavor<br />
Um mundo onde Cristo é o Senhor…&#8221;<br />
(Conversão &#8211; João Alexandre &amp; Grupo Pescador, Contraste, 1984)</p>
<p>Trinta anos se passaram desde que eu decidi seguir Jesus. Estou mais convicto sobre minha decisão hoje do que naquele dia. Voltar atrás? Impensável. Para onde irei se só Jesus tem palavras de vida eterna? Minha vida tem sido tão rica nestes trinta anos. Não um tipo efêmero de riqueza que depende de valores e bens materiais. Mas uma riqueza que dinheiro não é capaz de comprar. &#8220;Sim, eu sou o homem mais rico do mundo!&#8221;, como canta Glenn Kaiser. Cada lágrima derramada, cada cânção aprendida e cantada, cada abraço e sorriso recebidos por gente estranha que, de repente, tornou-se irmãos e irmãs ao redor do mundo, cada experiência vivida nestes trinta anos me fazem sentir-se o homem mais rico do mundo. E o que eu tenho, ninguém pode roubar.</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Um dia eu acordei em meio a nada<br />
Medo e desespero me cercaram<br />
Pensei que a minha vida era vaga<br />
Meus sonhos e castelos desabaram<br />
Tentei então achar razão porque viver<br />
No mundo procurei, não encontrei<br />
E quando eu desistia, eu vi Jesus me amando<br />
Tomei então sua cruz, e achei<br />
Vida eterna…&#8221;<br />
(Um Dia &#8211; Jayrinho, 1980)</p>
<p>Trinta anos se passaram. E seguir Jesus continua sendo para mim &#8220;o mais fascinante projeto de vida&#8221;. Não que eu O siga como Ele merece ser seguido. Meu coração continua desejando amá-lo acima de tudo. Todavia, vez por outra, encontro este enganoso e corrupto coração inclinando-se para o mal. Depois de tanto tempo, alguém pensaria que eu já tivesse alcançado a perfeição nesta jornada. Mas não, longe disto. A única perfeição é do Seu amor que nunca muda, nunca acaba, nunca me abandona. Quando mais busco com sinceridade, mas consciente fico de que é somente por Sua Graça que continuo firme em Seu seguimento depois de tanto tempo. Sua Palavra tem sido meu alimento. A oração é onde minhas forças são renovadas. Na adoração, meu foco é ajustado. Na comunhão dos santos, aprendo amor, fé e esperança. Na missão, encontro meu propósito nesta vida.</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Quem nos separará do amor de Cristo?<br />
Será tribulação, ou angústia, ou perseguição,<br />
ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?<br />
Em todas estas coisas somos mais que vencedores,<br />
por meio daquele que nos amou.<br />
Pois estou convencido de que nem morte nem vida,<br />
Nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro,<br />
Nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade,<br />
Nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar<br />
do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.&#8221;<br />
(S. Paulo, Carta aos Romanos, cerca de 57 A.D.)</p>
<p>Trinta anos se passaram. E Ele continua fiel.</p>
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		<title>Crentes Cachaceiros</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 13:49:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Discipulado]]></category>
		<category><![CDATA[Emergente]]></category>
		<category><![CDATA[Bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[disciplina]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[obediência]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;i think back to the time when i wouldn&#8217;t drink wine and they taught me wrong and right and black and white&#8230;&#8221; - Fine Art of Friendship, King&#8217;s X Em maio de 1990 eu era missionário da OM e estava à bordo do navio Logos II. Estávamos ancorados em Bremenhaven, porto da cidade de Bremen [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/12/wine_in_glass.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2102" title="wine_in_glass" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/12/wine_in_glass.jpg" alt="" width="400" height="245" /></a></p>
<p style="text-align: center;">&#8220;i think back to the time when i wouldn&#8217;t drink wine<br />
and they taught me wrong and right and black and white&#8230;&#8221;<br />
- Fine Art of Friendship, King&#8217;s X</p>
<p style="text-align: left;">Em maio de 1990 eu era missionário da OM e estava à bordo do navio Logos II. Estávamos ancorados em Bremenhaven, porto da cidade de Bremen no norte da Alemanha. Uma noite, ao sair com amigos para conhecer aquela bela cidade, fomos ao Marktplatz que estava lotado de pessoas. Parecia uma Oktoberfest (apesar de eu nunca ter ido a uma). A OM tinha uma lei-seca, ou seja, nenhum de seus missionários tinha permissão para ingerir bebidas alcoólicas enquanto estivesse trabalhando com a organização. Mas alguém sugeriu que, estando naquele local, devêssemos tomar algo. Eu não sabia exatamente o que beber e, diante de minha indecisão, foi sugerido uma cerveja doce. A idéia soou agradável e aceitei. Logo que chegou, tomei a cerveja de tonalidade bem clara, servida num copo semelhante a uma pequena taça, diferente das canecas servidas aos outros da mesa (e bem menor que estas!). Bebi tranquilamente. E fiquei bêbado como uma égua. Ao retornar para o navio, subi o passadiço com muito cuidado e passei pelo vigia noturno calado, orando para que ele não notasse meu estado. Além de me deixar muito envergonhado, aquela situação trouxe-me lembranças dolorosas da infância.</p>
<p>Eu cresci num lar manchado por tumultos decorrentes do abuso do álcool. Parte de minha infância foi um verdadeiro inferno por causa das bebedeiras de meu pai. Quando criança, era comum beber até ficar bêbado nas festas de fim de ano. Com onze anos, comecei a beber com meu irmão um ano mais velho. Comprávamos vinho e cachaça e esperávamos o dia em que minha mãe e irmãs estavissem fora de casa para chamar uns amigos e encher a cara. Numa destas “festas”, meu irmão teve um coma alcoólico, foi internado às pressas e por muito pouco não morreu. Foi o fim de nossas bebedeiras. Aos quatorze anos entreguei minha vida a Jesus no culto de uma igreja pentecostal e &#8220;eles ensinaram-me certo e o errado e branco e preto&#8221; como diz a canção do King’s X.</p>
<p style="text-align: left;">Foi somente quando estava no seminário teológico que comecei a estudar seriamente o que a Bíblia diz sobre a ingestão de bebidas alcoólicas. Fiquei surpreso ao descobrir que, contrário do que eu havia sido ensinado (e que me pareceu muito bom tendo em vista meu histórico familiar com bebidas), a Bíblia não condena beber vinho. Na Bíblia, o vinho é visto como sinal de alegria e bênção de Deus.   Salomão fala da promessa aos que honram a Deus com seus recursos: seus celeiros ficarão plenamente cheios e os seus barris transbordarão de vinho. (Provérbios 3:9-10). Ele diz que felizes são os que comem no tempo certo para refazer as forças e não para bebedice, um alerta contra a embriaguez, ao mesmo tempo reconhece que o vinho torna a vida alegre (Eclesiastes 10:17 e 19). Semelhantemente, o Salmista louva a Deus como criador que &#8220;faz crescer a erva para o gado, e a verdura para o serviço do homem, para fazer sair da terra o pão, e o vinho que alegra o coração do homem&#8221; (Salmos 104:14-15).</p>
<p style="text-align: left;">Ou seja, nestas e em tantas outras passagens que tratam da questão do vinho e da bebida fermentada, aprendi que a Bíblia ensina claramente que:</p>
<ul>
<li>beber não é pecado, mas</li>
<li>beber demais é pecado, portanto</li>
<li>é preciso tomar cuidado com o poder sedutor da bebida e</li>
<li>às vezes, a melhor coisa a fazer é não beber.</li>
</ul>
<p style="text-align: left;">Que beber não é pecado deveria ficar evidente, visto que o primeiro milagre de Jesus (João 2) foi transformar água em vinho numa festa de casamento. &#8220;Mas&#8221;, haviam me dito, &#8220;não era &#8216;bem&#8217; vinho, não tinha fermentação, era apenas suco de uva.&#8221; Esta teoria logo caiu por terra, tendo em vista que outras passagens da Bíblia falavam sobre a possibilidade de se embriagar com o vinho, logo não poderia ser “apenas suco de uva” (ninguém fica embriagado com suco de uva). De fato, Paulo escrevendo ao jovem pastor Timóteo recomenda-lhe beber um pouco de vinho em suas refeições. (5.23)   Ao tratar das qualificações dos diáconos e presbíteros, Paulo diz que eles não devem ser &#8220;amigos de muito vinho&#8221;  (3.3) e nem  &#8220;apegados ao vinho&#8221; (3.8), palavras que não fazem muito sentido se fosse “apenas suco de uva”.  Em sua carta a Tito ele menciona o comportamento das mulheres cristãs e diz que elas não devem ser &#8220;escravizadas a muito vinho.&#8221; (2.3)  Além do disso, há fortes indícios de que o próprio Senhor Jesus bebia vinho. Em contraste com João Batista, de quem o anjo disse a seus pais que ele não beberia vinho nem bebida fermentada (Lucas 1.15), Jesus foi acusado de comilão e beberrão (Mateus 11.18-19). Jesus não teve pecado algum e ele bebia. Paulo não recomendaria um pouco de vinho a Timóteo, se beber vinho fosse pecado. E a Santa Ceia não seria celebrada com vinho, se sua ingestão fosse pecado. Um dos problemas em Corinto é que alguns estavam se embriagando na Ceia, prova que não se tratava de &#8220;apenas suco de uva&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Muitos crentes, ao descobrirem isto, estão começando a desfrutar uma taça de vinho ou uma cerveja livres de uma consciência culpada.</p>
<p style="text-align: left;">O problema hoje em dia não parece ser o da abstinência forçada ou das proibições legalistas. Não vivemos mais na época da lei-seca na maioria das igrejas evangélicas brasileiras. O problema é que, cada vez mais, os crentes estão bebendo um pouco demais.  Me surpreende olhar o Facebook e ver um número crescente de fotos exibindo bebidas como se fossem troféus e “confissões” de bebedeira como se fossem coisas banais. É o caso clássico de quem não sabe lidar com a liberdade e, após um período de repressão, vai de um extremo a outro.</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px;">Porque será que o homem quando foge de si mesmo<br />
Se afoga na bebida e se droga sem parar?<br />
Será que a vida imposta é perder um vale tudo?<br />
Viver sempre chapado é melhor do que lutar?<br />
Beber até morrer essa é a solução?&#8230;<br />
- Beber até Morrer, Ratos de Porão</p>
<p style="text-align: left;">Cristãos podem beber? Sim, não há proibição quanto a isso na Bíblia. Mas a Bíblia deixa absolutamente claro que embriagar-se é pecado e que os bêbados não herdarão o Reino de Deus:  “&#8230;nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus” (1 Coríntios 6:1 e Gálatas 5:19-21).  Há diversas histórias na Bíblia sobre as consequências de embriagar-se, levando pessoas a cometerem uma série de delitos graves sob o efeito da bebida. Incesto, violência, adultério, pobreza, assassinato, depressão e loucura são alguns dos males relatados pela Bíblia que acompanham a embriaguez.</p>
<p style="text-align: left;">Em seu comentário da primeira carta de Paulo a Timóteo, quando Paulo recomenda ao jovem pastor que, por causa de suas enfermidades, não beba apenas água, mas também &#8220;um pouco de vinho&#8221;, Calvino diz o seguinte sobre a embriaguez:</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px;">“O termo grego usado descrevia não apenas a embriaguez, mas qualquer tipo de descontrole ao beber vinho. Beber com excesso não é só indecoroso num pastor, mas geralmente resulta em muitas coisas ainda piores, tais como rixas, atitudes néscias, ausência de castidade e outras que não carecem de menção.”</p>
<p style="text-align: left;">E acrescenta:</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px;">“Quão poucos há em nossos dias que carecem da abstinência de água; em contrapartida, quantos carecem de ser refreados em seu uso imoderado do vinho! É também evidente que necessário se nos faz, mesmo quando queremos agir corretamente, rogar ao Senhor que nos dê o Espírito de sabedoria para nos instruir no caminho da moderação.”</p>
<p style="text-align: left;">Portanto, é preciso tomar cuidado com o poder sedutor da bebida. <a href="http://veja.abril.com.br/090909/boia-prevencao-p-86.shtml" target="_blank">Estatísticas</a> apontam que consumo do álcool no Brasil aumenta a cada ano, tornando o país um dos mais afetados por problemas ligados ao alcoolismo. Uma das razões para isto parece ser que beber está tornando-se algo cultural. No Brasil a cerveja tornou-se a bebida tradicional (a AMBev produz 35 milhões de cervejas engarrafadas por dia!) e isto tem feito com que os brasileiros comecem a beber cada vez mais jovens (entre 10-13 anos é a idade para a iniciação no álcool). O resultado de tanta bebedeira é que, <a href="http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol35/s1/25.htm" target="_blank">segundo algumas estimativas</a>, acredita-se que 7,3% do PIB anual é aplicado para problemas decorrentes do álcool e 65% dos acidentes fatais em São Paulo têm o motorista embriagado.</p>
<p style="text-align: left;">Há diversas advertências na Bíblia sobre a sedução do vinho. A mais notória delas talvez seja esta em Provérbios 23.31-35:</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px;">Não se deixe atrair pelo vinho quando está vermelho, quando cintila no copo e escorre suavemente! No fim, ele morde como serpente e envenena como víbora. Seus olhos verão coisas estranhas, e sua mente imaginará coisas distorcidas. Você será como quem dorme no meio do mar, como quem se deita no alto das cordas do mastro. E dirá: “Espancaram-me, mas eu nada senti! Bateram em mim, mas nem percebi! Quando acordarei para que possa beber mais uma vez?”</p>
<p style="text-align: left;">Chesterton comenta: “O vinho, diz a Escritura, alegra o coração do homem, mas somente do homem que tem coração.” Portanto:</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px;">“Nunca beba quando estiver infeliz por não ter uma bebiba, ou irá parecer um triste alcoólatra caído na calçada. Mas beba quando, mesmo sem a bebida, estaria feliz, e isso o tornará parecido com um risonho camponês italiano. Nunca beba quando precisar disso, pois tal ato racional é o caminho para a morte e o inferno.”<br />
- G. K. Chesterton, Omar e a Vinha Sagrada em Hereges</p>
<p>A conclusão é que, às vezes, o melhor a fazer é não beber. Isto não é legalismo, é bom senso. O comediante Eddie Murphy revelou que não bebe porque o álcool não o faz bem e, a última vez que ficou de ressaca, após três taças de champanhe em 1993, o fez decidir nunca mais consumir bebida alcoólica.</p>
<p style="padding-left: 30px;">“Eu não bebo. Se bebo, sei que não vou me sentir bem. E, às vezes, parece que todos que bebem estão se divertindo mais, porém sei que eu não posso.”<br />
- Eddie Murphy</p>
<p>Do mesmo modo, conheço muitas pessoas que não bebem, por diferentes motivos. Algumas não podem beber por questões de saúde. Outras porque, tendo sido vítimas do alcoolismo, sabem que apenas uma dose pode ser suficiente para que caiam no abismo novamente. O cristão que é livre para beber sem embriagar-se precisa ser livre também para não beber quando a ocasião não for conveniente (ou não beber nunca, se for o caso). Acima de tudo, ele precisa ter sensibilidade para não beber quando estiver na presença de pessoas que possam tropeçar ao tentarem imitá-lo. Isto também é um ato de caridade.</p>
<p>Concluindo, mas longe de esgotar este assunto, creio que, como cristãos, deveríamos ser exemplos de responsabilidade com relação aos nossos hábitos de comida e bebida. Paulo lista abusos nesta área como obras da carne, coisas que estávamos sujeitos antes de conhecer a Cristo (Romanos 13.13-14). Em contraste, o fruto do Espírito é domínio próprio (moderação). Por isto, recomenda o apóstolo, em vez de se embriagar com o vinho, devemos procurar estar cheios do Espírito Santo (Efésios 5.17-18). O apóstolo Pedro também advertiu seus leitores sobre certos abusos que já não deveriam mais fazer parte da vida dos cristãos (1 Pedro 4.3). Tais advertências ecoam as palavras do próprio Senhor Jesus em Lucas 21:34:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Tenham cuidado, para que os seus corações não fiquem carregados de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vocês inesperadamente.”</p>
<p>POST-SCRIPTUM</p>
<p>&#8220;Temperança, infelizmente, é uma palavra que perdeu seu significado original. Hoje em dia ela significa a abstinência total de bebidas alcoólicas. Na época em que a segunda virtude cardeal recebeu esse nome, ela não significava nada disso. A temperança não se referia apenas à bebida, mas aos prazeres em geral; e não implicava a abstinência, mas a moderação e o não-passar dos limites. É um erro considerar que os cristãos devem ser todos abstêmios; o islamismo, e não o cristianismo, é a religião da abstinência. É claro que abster-se de bebidas fortes é dever de certos cristãos em particular ou de qualquer cristão em determinadas ocasiões, seja porque sabe que, se tomar o primeiro copo, não conseguirá parar, seja porque rodeado de pessoas inclinadas ao alcoolismo, não quer encorajar ninguém com seu exemplo. A questão toda é que ele se abstém, por um bom motivo, de algo que não é condenável em si, e não se incomoda de ver os outros apreciando aquilo. Umas das marcas de um certo tipo de mau caráter é que ele não consegue se privar de algo sem querer que todo mundo se prive também. Esse não é o caminho cristão. Um indivíduo cristão pode achar por bem abster-se de uma série de coisas por razões específicas &#8211; do casamento, da carne, da cerveja ou do cinema; no momento, porém, em que começa a dizer que essas coisas são ruins em si mesmas, ou em que começa a fazer cara feia para as pessoas que usam essas coisas, ele se desviou do caminho&#8221;.</p>
<p>- C.S. Lewis em Cristianismo Puro e Simples, Martins Fontes, p. 103-104 (obrigado pela lembrança, <a href="http://dlgrubba.blogspot.com/" target="_blank">Daniel Grubba</a>)</p>
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		<title>Em Guarda</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 17:10:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Discipulado]]></category>
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		<description><![CDATA[A Edições Vida Nova acaba de lançar em Português a obra Em Guarda (On Guard) de William Lane Craig. O livro é um verdadeiro curso de apologética cristã e, portanto, altamente recomendado nestes tempos de tanta superficialidade. Partindo da instrução de Pedro em sua carta (1 Pedro 3.15) para que estejamos preparados a responder a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/11/Em-Gurada.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-2013" title="Em Gurada" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/11/Em-Gurada.png" alt="" width="345" height="502" /></a><br />
A <a href="http://www.vidanova.com.br/" target="_blank">Edições Vida Nova</a> acaba de lançar em Português a obra <a href="http://www.vidanova.com.br/produtos.asp?codigo=604" target="_blank">Em Guarda</a> (On Guard) de William Lane Craig. O livro é um verdadeiro curso de apologética cristã e, portanto, altamente recomendado nestes tempos de tanta superficialidade. Partindo da instrução de Pedro em sua carta (1 Pedro 3.15) para que estejamos preparados a responder a qualquer que nos pergunte sobre a razão de nossa esperança, William Lane Craig nos intima a um engajamento na defesa da fé em tempos em que a mesma tem sido cada vez mais questionada e até ridicularizada. Este engajamento é, no entanto, muito mais do nos tormarmos em cães-de-guarda doutrinários. &#8220;Podemos apresentar argumentos em favor do cristianismo sem nos tornarmos argumentativos, ou seja, briguentos&#8221;, explica Craig.</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Argumentar é apenas apresentar uma série de enunciados ou premissas que levem a uma conclusão. (&#8230;) Ironicamente, quem tem bons argumentos na sustentação de sua fé se torna menos inclinado a bate-bocas e a sair frustrado da discussão. (&#8230;) Se você tem boas razões para aquilo em que crê e sabe as respostas para as perguntas e objeções que alguém que não é cristão costuma fazer, não tem motivo para se exaltar. (&#8230;) Se você tem boas razões para aquilo em que crê, então, em vez de sentir raiva, sentirá compaixão genuína pelos perdidos, que em geral estão desorientados. A boa apologética envolve &#8216;falar a verdade em amor&#8217;.&#8221;</p>
<p>Segundo o autor, há três razões pelas quais os cristãos deveriam estudar apologética: para influenciar a cultura, para fortalecer a própria fé e para ganhar os incrédulos.</p>
<p>Doutor em Filosofia pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, e em Teologia pela Universidade de Munique, na Alemanha, William Lane Craig é bem preparado para tratar deste assunto com profundidade e, ao mesmo tempo, uma tremenda clareza (simples sem ser simplista). Conferentista internacional conhecido por suas participações em debates com ateus famosos como Sam Harris (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=yqaHXKLRKzg" target="_blank">The God Debate II</a> em Notre Dame) e Christopher Hitchens (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=4KBx4vvlbZ8" target="_blank">Does God Exists?</a> em Biola), ele será preletor do <a href="http://www.vidanova.com.br/congressohome.asp" target="_blank">8º Congresso Brasileiro de Teologia Vida Nova</a> em Março de 2012.</p>
<p>Num mundo onde cada vez mais encontramos pessoas confusas defendendo um relativismo baseado em sentimentos e opiniões pessoais, o cristão bem preparado tem condições de ser uma pessoa mais profunda, que pensa e, portanto, pode apresentar razões (não meros sentimentos e opiniões)  para sua fé.</p>
<p>Clique <a href="http://www.youtube.com/watch?v=rgab_VXnqfU&amp;feature=player_embedded" target="_blank">aqui</a> para assistir um video do <a href="http://jonasmadureira.com/" target="_blank">Jonas Madureira</a> apresentando o livro. E se quiser conhecer mais de William Lane Craig, estes dois sites oferecem uma série de textos e outros recursos apresentados por ele: <a href="http://www.reasonablefaith.org/site/PageServer" target="_blank">Reasonable Faith</a> e <a href="http://deusemdebate.blogspot.com/search/label/Craig" target="_blank">Deus Em Debate</a>.</p>
<p>A Edições Vida Nova gentilmente forneceu dois exemplares de Em Guarda para sorteio aos leitores deste blog. Portanto, todos que divulgarem esta postagem via FaceBook ou Twitter até as 23:59 do dia 14/12/2011 estarão concorrendo ao sorteio.</p>
<p>PS.: Quer aumentar ainda mais as suas chances de ganhar um exemplar? Então participe também da promoção no <a href="http://voltemosaoevangelho.com/blog/2011/11/sorteio-em-guarda-de-william-lane-craig-editora-vida-nova" target="_blank">Voltemos ao Evangelho</a> e no blog <a href="http://cincosolas.blogspot.com/2011/11/apologetica-com-mansidao-promocao.html" target="_blank">Cinco Solas</a>.</p>
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		<title>Amor + Ação / Atitude = Revolução</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Aug 2011 14:50:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Discipulado]]></category>
		<category><![CDATA[adoração]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
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		<category><![CDATA[revolução]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto de Paulo sobre o amor em 1 Coríntios 13 é um dos mais conhecidos do Novo Testamento. Foi até vertido em música popular e é mencionado em muitas cerimônias de casamento. Mas poucos param para pensar no contexto em que Paulo escreveu este texto. A primeira carta de Paulo aos coríntios foi escrita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto de Paulo sobre o amor em 1 Coríntios 13 é um dos mais conhecidos do Novo Testamento. Foi até vertido em música popular e é mencionado em muitas cerimônias de casamento. Mas poucos param para pensar no contexto em que Paulo escreveu este texto.</p>
<p>A primeira carta de Paulo aos coríntios foi escrita para uma igreja ameaçada a dividir-se por questões de &#8220;culto a personalidades&#8221; (sou de Paulo, sou de Pedro, sou de Apolo), imaturidade, orgulho, imoralidade sexual, comida e bebida e o valor e uso dos dons espirituais.</p>
<p>Neste contexto encontramos a declaração magnífica sobre o amor. Para Paulo, não é tanto o que fazemos, mas a atitude com que fazemos que conta. Demonstração de carismas, conhecimento de profundos mistérios, fé poderosa, postura radical de desapego a coisas materiais em função dos pobres, sacríficio pessoal, nada disso tem valor algum se não partir da motivação certa. E a motivação certa, segundo Paulo, é o amor.</p>
<p>Quando o amor é o motivo, tudo muda. Pois, como diz Paulo, o amor é paciente e bondoso. Não está procurando se aparecer. Não sente inveja dos outros. Não é arrogante. Não está buscando interesses próprios. Não maltrata a ninguém, não se ira facilmente, não guarda rancor.</p>
<p>O amor tudo sofre &#8211; não é mimado.</p>
<p>O amor tudo crê &#8211; não é desconfiado.</p>
<p>O amor tudo espera &#8211; não é apressado.</p>
<p>O amor tudo suporta &#8211; não é desistente.</p>
<p>Quando amamos não dividimos e atacamos uns aos outros, mas procuramos construir pontes de relacionamento e paz.Quando amamos não ficamos tentando provar que somos melhores e mais sábios, antes nos alegramos com o crescimento e sucesso &#8220;do outro&#8221;.</p>
<p>Quando amamos tratamos nosso próximo com respeito, dignidade, justiça e, portanto, não usamos as pessoas como meros objetos para satisfazer nossos próprios desejos e interesses.</p>
<p>Quando amamos repartimos e compartilhamos o que nos foi confiado graciosamente e responsavelmente, como fiéis mordomos e não como proprietários e &#8220;donos&#8221;.</p>
<p>Quando amamos, usamos nossos talentos em serviço a Deus e ao próximo, para a glória de Deus e edificação do próximo, nunca em benefício próprio.</p>
<p>Somente quando nossas ações forem feitas em amor estaremos no caminho para uma verdadeira revolução espiritual que contagiará o mundo descrente. Antes disso, faremos muito barulho para nada.</p>
<p>Que Deus nos ajude a aprender esta simples verdade e colocá-la em prática dia após dia.</p>
<p>Soli Deo Gloria.</p>
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		<title>Por amor ao chamado</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 22:40:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Discipulado]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[Missional]]></category>

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		<description><![CDATA[Devo confessar que Steve Curtis Chapman não está entre meus artistas favoritos. Seu estilo é muito country/pop/comercial para meu gosto. Mas há uma música (a única dele que escuto) que gosto muito. Estava relendo trechos grifados de meu velho exemplar (comprado em janeiro de 1988) do livro Discipulado de Dietrich Bonhoeffer e lembrei-me das palavras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/08/pegadas.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1833" title="Walking on the sand" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/08/pegadas.jpg" alt="" width="425" height="282" /></a><br />
Devo confessar que Steve Curtis Chapman não está entre meus artistas favoritos. Seu estilo é muito country/pop/comercial para meu gosto. Mas há uma música (a única dele que escuto) que gosto muito. Estava relendo trechos grifados de meu velho exemplar (comprado em janeiro de 1988) do livro Discipulado de Dietrich Bonhoeffer e lembrei-me das palavras desta música. Abaixo está a letra traduzida (a original você encontra <a href="http://stevencurtischapman.com/music/songs/sake-call-435" target="_blank">aqui</a>).</p>
<p>Ninguém levantou-se para aplaudi-los<br />
Então eles sabiam desde o início<br />
Que esta estrada não seria para fama<br />
Tudo que eles sabiam com certeza era que Jesus os tinha chamado<br />
Ele disse &#8220;Vem e segue-me&#8221; e eles vieram<br />
Sem medir as consequências eles vieram</p>
<p>Redes vazias deitadas às margens da água<br />
Contam uma história que poucos acreditariam e ninguém poderia explicar<br />
Como alguns pescadores malucos concordaram em ir onde Jesus os conduzisse<br />
Sem pensar no que poderiam ganhar<br />
Pois Jesus os chamou pelo nome e eles responderam<br />
Nós abandonaremos tudo por amor ao chamado<br />
Por nenhuma outra razão senão pelo amor ao chamado<br />
Totalmente devotos a viver e morrer<br />
Por amor ao chamado</p>
<p>Atraídos tal como os rios são atraídos pelo mar<br />
Sem voltar atrás pois as águas só podem seguir seu fluxo<br />
Uma vez que ouvimos o chamado do Salvador, seguiremos onde ele levar<br />
Por causa do amor que Ele demonstrou<br />
E porque ele nos chamou para ir, responderemos<br />
Nós abandonaremos tudo por amor ao chamado<br />
Por nenhuma outra razão senão pelo amor ao chamado<br />
Totalmente devotos a viver e morrer</p>
<p>Não por amor a um credo ou uma causa<br />
Não por um sonho ou uma promessa<br />
Simplesmente porque é Jesus quem chama<br />
E se acreditamos, obedeceremos</p>
<p>***</p>
<p>&#8220;O discipulado é comprometimento com Cristo; por existir Cristo, tem que existir discipulado.&#8221;<br />
- Dietrich Bonhoeffer em Discipulado, 1937</p>
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		<title>Petra &#8211; Not of this World</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 20:58:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Discipulado]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[adoração]]></category>
		<category><![CDATA[esperança]]></category>
		<category><![CDATA[fé]]></category>

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		<description><![CDATA[Após minha conversão à Cristo, parecia impossível conciliar minha paixão pela música rock com minha fé cristã. Eu cheguei até a envolver-me com um ministério que era uma verdadeira caça às bruxas da música (principalmente do rock), tentando descobrir sinais ocultos nas capas, letras e até mesmo nas faixas tocadas ao contrário, que evidenciassem algum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/06/1983-Not.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1678" title="1983-Not" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/06/1983-Not.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>Após minha conversão à Cristo, parecia impossível conciliar minha paixão pela música rock com minha fé cristã. Eu cheguei até a envolver-me com um ministério que era uma verdadeira caça às bruxas da música (principalmente do rock), tentando descobrir sinais ocultos nas capas, letras e até mesmo nas faixas tocadas ao contrário, que evidenciassem algum pacto satânico feito pelos artistas para controlar as almas de seus fãs. Me disseram que o rock era do diabo e, como eu não queria nenhum vínculo com o capeta, havia decidido não apenas ficar longe deste estilo de música, mas alertar outros de seus perigos. Até que, numa manhã de sábado do início de 1986, numa passagem de rotina pela livraria Betânia, descobri uma banda que iria revolucionar minha visão com relação a música rock: Petra.</p>
<p>Formada em 1972, a banda Petra gravou 23 discos (sendo dois deles ao vivo) até sua “aposentadoria” em 2005. Das suas quatro décadas em atividade, a década de 1980 foi sem dúvida seu período de maior sucesso, quando lançaram seus álbuns mais conhecidos: Never Say Die (1981), More Power to Ya (1982), Not of this World (1983), Beat the System (1984), Captured in Time and Space (1985), Back to the Streets (1986), This Means War (1988), On Fire (1989) e Petra Praise: The Rock Cries Out (1989).</p>
<p>No ano passado, Petra ressurgiu com a &#8220;formação clássica&#8221; dos anos 1982-1985: Greg X. Volz (vocais), Bob Hartman (guitarra) Mark Kelly (baixo), Louie Weaver (bateria) e John Lawry (tecladista que substituiu John Slick após as gravações de More Power to Ya e Not of this World).</p>
<p>Há muitas músicas do Petra que se tornaram companheiras de viagem em minha jornada de fé e já postei algumas delas <a href="http://www.sandrobaggio.com/2008/12/15/musicas-do-petra-que-me-influenciaram-1/" target="_blank">aqui</a> no blog. Mas foi Not of this World, meu primeiro encontro com a banda e minha reconciliação com o rock, que ficará marcado para sempre em minha história. Quando ouvi este disco pela primeira vez, queria saltar de alegria. Apesar de não conhecer nada sobre a banda (demoraria dois anos para que eu tivesse qualquer informação sobre quem eles eram) estava ali um disco de rock cujas letras eram claramente enraizadas na Bíblia.  Apesar dos temores de minha mãe e de irmãos da igreja preocupados com minha fé, eu sabia que o Petra era, de fato, uma banda cristã. Não havia dúvidas de que quem escrevesse canções como aquelas tinha de ser crente de verdade. Resultado: memorizei todas as letras. Hoje, 25 anos depois, ainda recordo boa parte delas.</p>
<p>Três faixas deste disco continuam me perseguindo durante todos estes anos, como se o Espírito Santo me fizesse lembrar delas, em momentos em que preciso recordar ou reafirmar suas verdades:</p>
<p>A primeira é a faixa título Not of this World que me lembra que sou peregrino aqui (Povo de Deus: povo missionário, povo peregrino):</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Somos peregrinos numa terra estranha</em><br />
<em> Estamos bem distantes de nossa terra natal</em><br />
<em> A cada dia que passa fica mais claro</em><br />
<em> Este mundo nunca irá querer-nos aqui</em><br />
<em> Não somos bem vindos neste mundo do erro</em><br />
<em> Somos estrangeiros que não lhe pertencem</em><br />
<em> Somos estranhos, somos diferentes</em><br />
<em> Não somos deste mundo</em></p>
<p>Outra faixa que ficou em minha memória e que, de tempos em tempos, sou lembrado de suas palavras marcantes é Godpleaser:</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Tantas vozes me dizendo para onde ir</em><br />
<em> Tantas escolhas vem daqueles que pensar saber</em><br />
<em> Há um caminho que parece certo ao homem</em><br />
<em> Mas apenas o conduz à morte</em><br />
<em> Quero seguir o caminho que conduz à vida</em><br />
<em> Até meu último respirar</em><br />
<em> Não quero agradar homens &#8211; quero agradar a Deus</em><br />
<em> Desejo apenas ter a sabedoria para discernir entre os dois</em><br />
<em> Não quero agradar homens &#8211; quero agradar a Deus</em><br />
<em> Desejo apenas fazer as coisas que agradam o coração do Pai</em></p>
<p>Grave Robber me cativou desde o início. Mas após a morte prematura de meu irmão mais velho aos 20 anos de idade em 1987, esta música se tornou uma canção que me faz lembrar da esperança de um dia nos encontrarmos novamente:</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Há um passo que todos temos que dar sozinhos</em><br />
<em> Um encontro que temos com o grande desconhecido</em><br />
<em> Como vapor esta vida está aguardando para passar</em><br />
<em> Como flores que murcham, como a grama que seca</em><br />
<em> Mas a vida parece tão longa e a morte tão completa</em><br />
<em> E a sepultura uma poção difícil de enganar</em><br />
<em> Mas há Um que esteve lá e ainda vive para contar</em><br />
<em> Há Um que esteve tanto no céu como no inferno</em><br />
<em> E a sepultura se revelará vazia no dia</em><br />
<em> Jesus virá e nos roubará</em><br />
<em> Muitos ainda estão em luto e muitos ainda choram</em><br />
<em> Por seus amados que caíram no sono</em><br />
<em> Mas temos esta esperança,<br />
ainda que nossos corações possam doer</em><br />
<em> Apenas um brado do alto e todos irão acordar</em><br />
<em> E na reunião de alegria veremos</em><br />
<em> A morte será engolida na doce vitória</em><br />
<em> Onde está o aguilhão, diga-me onde está a picada</em>?<br />
<em> Quando o ladrão de sepultura vier como um ladrão na noite</em><br />
<em> Onde está a vitória, onde está a recompensa?</em><br />
<em> Quando o ladrão de sepultura vier</em><br />
<em> E a morte finalmente morrer</em></p>
<p>Todas as letra em em inglês se encontram <a href="http://www.petrarocksmyworld.com/notofthisworld.html#grave" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>Cobertura espiritual</title>
		<link>http://www.sandrobaggio.com/2011/06/22/cobertura-espiritual/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Jun 2011 11:55:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Discipulado]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[disciplina]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
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		<category><![CDATA[relacionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Em dezembro de 2008 eu postei uma das letras do Petra como parte de músicas da banda que me influenciaram. Na letra da música Run for Cover, há um apelo para correr em busca de cobertura e colocar-se sob autoridade. Antes que algum leitor deste blog pense que eu esteja encorajando aqueles relacionamentos doentes que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em dezembro de 2008 eu postei uma das letras do Petra como parte de músicas da banda que me influenciaram. Na letra da música <a href="http://www.sandrobaggio.com/2008/12/16/musica-do-petra-que-me-influenciaram-2/" target="_blank"><em>Run for Cover</em></a>, há um apelo para correr em busca de cobertura e colocar-se sob autoridade. Antes que algum leitor deste blog pense que eu esteja encorajando aqueles relacionamentos doentes que foram criados por líderes controladores e manipuladores, deixe-me dizer-lhes o que não acredito e o que acredito sobre cobertura espiritual.</p>
<p>Há alguns anos uma pessoa me procurou e disse-me que gostaria que eu fosse sua cobertura espiritual. Como eu não tinha certeza do que ela queria dizer com isso, perguntei-lhe qual era seu entendimento por cobertura espiritual, como isso deveria funcionar. Ela prontamente me disse que eu seria responsável por sua vida, deveria orar e interceder por ela todos os dias e proteger-lhe contra qualquer ataque o inimigo. Ela estaria dependendo totalmente de mim e insinuou que se algum mal lhe acontecesse, eu seria o culpado. Após ouvir isso eu lhe disse prontamente que não poderia ser sua cobertura espiritual. Não fiquei surpreso quando esta pessoa deixou de frequentar a igreja.</p>
<p>Num mundo onde muitas pessoas não querem assumir a responsabilidade pelas suas próprias vidas, esse conceito de cobertura espiritual parece uma boa saída para escapar da responsabilidade pessoal de oração, leitura bíblica, disciplina espiritual e discernimento. É muito mais fácil e confortável lançar sobre outros a responsabilidade de minha vida e deixar que eles tomem decisões por mim. Neste sentido, cobertura espiritual é um termo espiritualizado para encobrir a preguiça espiritual. Não acredito que seja uma posição saudável, pelo contrário, é bem prejudicial pois gera uma atitude de dependência doentia que facilita o controle e abuso, bloqueando o caminho para a maturidade cristã.</p>
<p>Por outro lado, pessoas emocionalmente doentes e inseguras que buscam em cargos e funções de liderança uma maneira de auto-compensação de seus problemas, aceitam prontamente (e até encorajam!) essa posição de controle sobre a vida dos outros em nome de uma cobertura espiritual que não tem fundamento algum nas Escrituras. Estas pessoas acabam se tornando verdadeiros dominadores da vida alheia, assumindo um  papel maior até que do Espírito Santo. O resultado é manipulação e abuso espiritual que invariavelmente leva à desilusão, frustração e muitos feridos com a Igreja.</p>
<p>Evidentemente não acredito no tipo de cobertura espiritual exposto acima. Mas acredito em submissão, acredito em autoridade e acredito que há sabedoria em buscar conselho de pessoas sábias e maduras.</p>
<p>Acredito que submissão é a condição de todo seguidor de Jesus que busca ter a atitude de Cristo no relacionamento com as outras pessoas. Para isto, a submissão deve ser mútua (Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo) e nunca imposta ou forçada, mas fruto de um relacionamento de confiança e amor. A submissão é sempre a Deus e Sua Palavra em primeiro lugar , portanto estou livre para desobedecer qualquer um que contrarie claramente a Palavra de Deus (É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens!).</p>
<p>Acredito que a única autoridade relacional que existe é aquela que concedemos às pessoas em quem confiamos. Qualquer autoridade imposta deixa de ser autoridade e torna-se autoritarismo maquiavélico que usa e abusa das pessoas em vez de servi-las.</p>
<p>Acredito que devemos ser humildes para reconhecer que precisamos uns dos outros e procurarmos sempre ouvir de pessoas que já caminharam nesta jornada há mais tempo que nós. Precisamos fazer isso com o discernimento que vem por meio do conhecimento das Escrituras e da comunhão com Espírito Santo para reter apenas o que é bom.</p>
<p>Esta é a cobertura espiritual em que acredito. É a cobertura de Cristo sobre minha vida, que se manifesta na submissão à Sua Palavra e na comunhão com seu Corpo, livrando-me de uma fé individualista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Quem Sou Eu?</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 12:48:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Discipulado]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem sou eu? Freqüentemente me dizem Que saí da confinação da minha cela De modo calmo, alegre, firme, Como um cavalheiro da sua mansão. Quem sou eu? Freqüentemente me dizem Que falava com meus guardas De modo livre, amistoso e claro Como se fossem meus para comandar. Quem sou eu? Dizem-me também Que suportei os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1288" href="http://www.sandrobaggio.com/2011/04/18/quem-sou-eu/dietrich-bonhoeffer/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1288" title="Dietrich Bonhoeffer" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/04/Dietrich-Bonhoeffer-300x299.jpg" alt="Dietrich Bonhoeffer" width="300" height="299" /></a><br />
Quem sou eu? Freqüentemente me dizem<br />
Que saí da confinação da minha cela<br />
De modo calmo, alegre, firme,<br />
Como um cavalheiro da sua mansão.</p>
<p>Quem sou eu? Freqüentemente me dizem<br />
Que falava com meus guardas<br />
De modo livre, amistoso e claro<br />
Como se fossem meus para comandar.<br />
Quem sou eu? Dizem-me também<br />
Que suportei os dias de infortúnio<br />
De modo calmo, sorridente e alegre<br />
Como quem está acostumado a vencer.</p>
<p>Sou, então, realmente tudo aquilo que os outros me dizem?<br />
Ou sou apenas aquilo que sei acerca de mim mesmo?<br />
Inquieto e saudoso e doente, como ave na gaiola,<br />
Lutando pelo fôlego, como se houvesse mãos apertando minha garganta,<br />
Ansiando por cores, por flores, pelas vozes das aves,<br />
Sedento por palavras de bondade, de boa vizinhança<br />
Conturbado na expectativa de grandes eventos,<br />
Tremendo, impotente, por amigos a uma distância infinita,<br />
Cansado e vazio ao orar, ao pensar, ao agir,<br />
Desmaiando, e pronto para dizer adeus a tudo isto?</p>
<p>Quem sou eu? Este, ou o outro?<br />
Sou uma pessoa hoje, e outra amanhã?<br />
Sou as duas ao mesmo tempo? Um hipócrita diante dos outros,<br />
E diante de mim, um fraco, desprezivelmente angustiado?<br />
Ou há alguma coisa ainda em mim como exército derrotado,<br />
Fugindo em debanda da vitória já alcançada?</p>
<p>Quem sou eu? Estas minhas perguntas zombam de mim na solidão.<br />
Seja quem for eu, Tu sabes, ó Deus, que sou Teu!</p>
<p>- Poema Wer Bin Ich? escrito por Dietrich Bonhoeffer (1906-1945) na prisão em 18 de Julho de 1944.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Macacos no Zoológico</title>
		<link>http://www.sandrobaggio.com/2010/08/01/macacos-no-zoologico/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 02:45:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Discipulado]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Será diferente agora, ou o mesmo? Terei aprendido algo, ou foi apenas um modo de gastar um dia ou dois separados para pensar em você? Se isso é tudo que aconteceu, tive um tempo legal. Mas isso não será o bastante para mim, não este ano, nem em nenhuma outra época, Eu tenho que limpar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>Será diferente agora, ou o mesmo?<br />
Terei aprendido algo, ou foi apenas um modo de gastar um dia ou dois<br />
separados para pensar em você?<br />
Se isso é tudo que aconteceu, tive um tempo legal.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Mas isso não será o bastante para mim, não este ano,<br />
nem em nenhuma outra época,<br />
Eu tenho que limpar a casa, fazer minha cama, clarear minha cabeça,<br />
Está ficando meio que asfixiante aqui, cheira meio esquisito também,<br />
como os macacos no zoológico,<br />
Eu tenho me prostituído atrás de coisas<br />
porque desejo sentir-me seguro interiormente &#8211; isso é uma grande mentira,<br />
Nenhuma quantia de dinheiro, ouro ou prata<br />
jamais irá tomar o lugar da paz de Deus.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Espírito, venha eliminar as mentiras,<br />
Espírito, venha eliminar as mentiras.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Será diferente agora, ou o mesmo? Eu mudei em alguma coisa?<br />
E se você mergulhasse no fundo de minha alma você encontraria Jesus lá,<br />
ou um buraco vazio?<br />
Eu deveria estar contente com minha &#8220;linda&#8221; vida cristã?</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Mas isso não será o bastante para mim, não este ano,<br />
nem em nenhuma outra época,<br />
Eu tenho que limpar a casa, fazer minha cama, clarear minha cabeça,<br />
Está ficando meio que asfixiante aqui, cheira meio esquisito também,<br />
como os macacos no zoológico,<br />
Eu tenho me prostituído atrás de coisas<br />
porque desejo fazer tudo certinho &#8211; isso é uma grande mentira,<br />
Nenhuma quantia de dinheiro, ouro ou prata, um corpo perfeito, outro chocolate quente, trabalho para o Senhor, fama e poder, poder e sexo,<br />
um lugar na mesa do Clube de Campo Belle Mead,<br />
Aqui está uma dica: nada jamais irá tomar o lugar da paz de Deus.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Espírito, venha eliminar as mentiras,<br />
Espírito, venha eliminar as mentiras.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Será diferente agora, ou o mesmo?<br />
Terei aprendido alguma coisa?</em></p>
<p>(Tradução livre da letra de &#8220;Monkeys at the Zoo&#8221; por Charlie Peacock no CD &#8220;Everything That&#8217;s On My Mind&#8221;, 1994)</p>
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		<title>Relembrando Keith Green</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 01:38:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje, 28 de julho, fez 28 anos que Keith Green morreu. Ele tinha apenas 28 anos de idade. Para lembrar sua vida e legado, o Last Days Ministries, fundado por ele e sua esposa Melody, realizou há poucos uma transmissão ao vivo da ilha de Kona, Havaí, com suas músicas e uma mensagem gravada compartilhada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1048" href="http://www.sandrobaggio.com/2010/07/28/relembrando-keith-green/attachment/1000111868/"><img class="aligncenter size-full wp-image-1048" title="1000111868" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2010/07/1000111868.jpg" alt="1000111868" width="419" height="150" /></a><br />
Hoje, 28 de julho, fez 28 anos que Keith Green morreu. Ele tinha apenas 28 anos de idade. Para lembrar sua vida e legado, o Last Days Ministries, fundado por ele e sua esposa Melody, realizou há poucos uma transmissão ao vivo da ilha de Kona, Havaí, com suas músicas e uma mensagem gravada compartilhada por ele em seu último concerto. Inspirado por esse evento, decidi recuperar um texto que escrevi há 15 anos e que foi publicado em uma revista cristã no final da década de 1990. É uma breve biografia deste profeta de Deus, para quem ainda não ouviu falar dele.</p>
<p>*****</p>
<p><strong>Keith Green: Exemplo de Músico Cristão</strong></p>
<p>Você já ouviu falar de Keith Green? Ele teve carreira curta, de apenas 5 anos e oito discos gravados, sendo três destes lançados após sua morte. Mas, como disse Tony Campolo, raramente um músico tem sido um profeta tão grande como ele foi. Nunca um cantor desafiou tantas pessoas a se tornarem missionários e viverem uma vida santa diante de Deus e do mundo. Esta é uma pequena biografia deste profeta e músico para desafiar aqueles que desejam fazer música para Deus nesta geração.</p>
<p>Vindo de uma família de artistas, Keith começou a tocar piano com 5 anos de idade e a compor aos 8 anos. Com 11 anos ele teve seu primeiro disco &#8220;Cheese And Crackers&#8221; lançado em janeiro de 1965 pela Decca Records. Com este disco, Keith tornou-se o mais jovem membro da Sociedade Americana de Autores, Compositores e Publicadores (ASCAP). Infelizmente, com o passar dos anos, a fama prematura do garoto Keith Green se dissolveu, apesar dele continuar compondo e aparecendo em algumas apresentações de TV.</p>
<p>A família de Keith seguia um alto padrão moral e ele era um bom garoto. Sendo assim, ninguém sabe o que o levou a fugir de casa em duas ocasiões diferentes &#8211; aos 16 e aos 17 anos. É provável que o espírito rebelde que pairava no Sul da Califórnia naquela época o tenha influenciado. Em sua segunda fuga ele mergulhou no LSD e numa busca profunda por um sentido na vida. Após ter tentado em várias seitas orientais e comunidades hippies, Keith chegou à conclusão de que Jesus deveria ser a verdade. A partir de então ele começou a usar uma cruz de prata que havia comprado por 10 dólares em uma loja de antigüidades.</p>
<p>Em meados de 1973 Keith Green encontrou Melody. Ela também era artista, estava envolvida com drogas e já havia buscado a verdade no budismo e em outros grupos. Eles se casaram no dia 25 de dezembro de 1974 &#8211; em homenagem a Jesus &#8211; e começaram a compartilhar o sonho de Keith: ser descoberto por um caçador de talentos e tornar-se um artista famoso. Embora estivessem lendo a Bíblia e certos de que Jesus era a verdade, eles ainda não aceitavam o fato de Jesus ser Deus. Além disso continuavam a usar drogas ocasionalmente. Mas através de contatos com artistas cristãos como Randy Stonehill e Larry Norman, Keith e Melody começaram a conhecer alguns cristãos verdadeiros que passaram a ajudá-los na busca por Deus. Foi durante este tempo que ele escreveu canções como &#8220;Jericho&#8221; e &#8220;The Prodigal Son Suite&#8221; que se tornariam clássicos da Música Cristã Contemporânea.</p>
<p>Em 1975, após ouvir um sermão na igreja Vineyard Christian Fellowship, Keith e Melody decidiram entregar suas vidas totalmente a Jesus, aceitando-O como Senhor e Salvador, reconhecendo-O como único e verdadeiro Deus. Esta decisão mudou os rumos da vida do jovem casal. Eles passaram a viver em função de anunciar a verdade do Evangelho para seus amigos e a qualquer outra pessoa que encontrassem. Perceberam também que precisavam fazer algo prático para aquelas pessoas que se convertiam, mas que precisavam de um “abrigo cristão&#8221; antes de poderem enfrentar o &#8220;mundo lá fora&#8221;. Logo a casa deles havia se transformado em um abrigo, cheia de novos convertidos, ex-hippies e ex-drogados, mães solteiras e qualquer pessoa que precisasse de um refúgio temporário.</p>
<p>Após sua conversão Keith decidiu não fazer nenhuma performance pública até ter certeza de que essa era a vontade de Deus para sua vida. Ele continuou compondo e tocando, mas para si somente. Sua fonte de renda nesta época vinha de um contrato de compositor que ele tinha com a CBS. Foi somente em meados de 1977 que o primeiro disco de Keith Green, &#8220;For Him Who Have Ears to Hear&#8221; (Para quem tem ouvidos para ouvir) chegou às livrarias cristãs. Este disco tornou-se o maior álbum de estréia na história da música cristã, com mais de 300 mil cópias vendidas. O resultado foi que, de um artista totalmente desconhecido, Keith Green logo tornou-se um dos mais populares e procurados cantores do cenário da música cristã.</p>
<p>Junto com seu primeiro disco, Keith e Melody decidiram fundar o Last Days Ministries, como um meio de manter contato com seus fãs e difundir suas idéias e conceitos cristãos. Graças a este ministério, a mensagem de Keith Green continuou sendo distribuída através de folhetos e livros mesmo depois de sua morte.</p>
<p>Nos anos seguintes, Keith Green gravou &#8220;No Compromise&#8221; (1978) e &#8220;So You Wanna Go Back to Egypt&#8221; (1980). Em 1981 uma coletânea com alguns de seus maiores sucessos e outras canções inéditas foi lançada. Keith Green era então o maior nome da Música Cristã Contemporânea americana. Mas apesar de amar a música e compor com uma tamanha flexibilidade e facilidade, Keith estava tremendamente preocupado com o conteúdo espiritual de suas canções. E estava igualmente preocupado com a condição espiritual de seus ouvintes. Por este motivo, seus concertos começaram a tomar um rumo cada vez mais de ministração através da música e da pregação da Palavra do que um mero entretenimento. De fato, Keith Green odiava a idéia de &#8220;entretenimento cristão&#8221;.</p>
<p>O escritor Leornardo Ravenhill diz o seguinte acerca de Keith:</p>
<p><em>&#8220;Keith tinha fome por conhecer aqueles heróis que moveram suas gerações para Deus e ele seguia seus passos. Ele tinha um zelo santo e uma pureza que eu tenho visto em poucas pessoas. Eu não acho que Keih estava preocupado com o evangelho de Cristo o tanto quanto ele estava preocupado com a pessoa de Cristo. Eu acho que era esta sua maior paixão. (&#8230;) E ele derramava esta paixão do interior de sua alma através das letras vibrantes de suas canções.&#8221;</em></p>
<p>&#8220;Songs For the Shepherd&#8221;, o quarto disco da carreira de Keith Green foi lançado em abril de 1982. Após o lançamento do disco, Keith e Melody decidiram fazer uma viagem de férias pela Europa visitando várias bases missionárias da JOCUM. Na ocasião eles visitaram o navio Anastasis na Grécia, que havia sido adquirido pela missão e estava sendo reformado para o ministério. Keith ficou empolgado com o que viu. Ao retornar para os Estados Unidos ele começou a pensar seriamente em dedicar sua música e ministério para o despertamento de jovens para missões. Seu sonho era ver 100 mil jovens indo para o campo missionário. Algumas de suas novas canções como &#8220;Open Your Eyes&#8221; (Abra seus olhos) e &#8220;Jesus Commands Us to Go&#8221; (Jesus nos manda ir) começavam a refletir este desejo.</p>
<p>No dia 28 de julho, Keith estava em seu rancho e sede do LDM no Texas quando decidiu levar uma família de missionários que estavam visitando-o, para uma vista aérea do local. Doze pessoas decolaram no pequeno avião Cessna 414 naquela tarde quente de verão para aterrizarem na eternidade. Além do piloto, da família de missionários e de Keith, seus dois filhos mais velhos, Josiah de três anos e Bethany de dois, também morreram. A notícia do desastre foi um choque para a comunidade cristã. Dez dias após o trágico acidente que tirou a vida de Keith Green, o navio Anastasis ancorou em um porto na Califórnia em sua primeira viagem. Keith estava tão entusiasmado com a visão que havia enviado 28 mil dólares para cobrir as despesas da viagem de seis dias e a taxa da travessia pelo Canal do Panamá. Ele havia planejado estar lá para saudar a chegada do navio. Não pode ir. Mas quando o Anastasis atracou nas docas, o sistema de som local tocava &#8220;Santo, Santo, Santo&#8230;&#8221;. Sua voz podia ser ouvida adorando aquele a quem ele tanto amava e na presença de quem agora estava.</p>
<p>Após a morte de Keith, Melody Green organizou um Concerto Memorial que foi levado a diversas cidades americanas. Como resultado deste, milhares de jovens se envolveram com programas missionários através de organizações como Jovens Com Uma Missão (JOCUM) e Operação Mobilização (OM). Em 1989, Melody lançou &#8220;No Compromise&#8221;, um livro vibrante com a história da vida de Keith Green. Três anos depois, por ocasião dos dez anos de sua morte, um grupo de artistas cristãos famosos como Petra, Margaret Becker, Russ Taff e outros, reuniu-se em uma coletânea com algumas de suas músicas mais conhecidas. Desta forma a música de Keith Green continuou a ser ouvida pela geração mais jovem da Música Cristã Contemporânea.</p>
<p>Que o exemplo de compromisso com Deus e com a santidade deixado por Keith Green possa ser um desafio a todos nós chamados para brilhar como astros no meio de uma geração corrompida e perversa.</p>
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