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	<title>Sandro Baggio &#187; Emergente</title>
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	<description>Trilhando o estreito caminho entre o cinismo e a ingenuidade.</description>
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		<title>Crentes Cachaceiros</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 13:49:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Discipulado]]></category>
		<category><![CDATA[Emergente]]></category>
		<category><![CDATA[Bíblia]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;i think back to the time when i wouldn&#8217;t drink wine and they taught me wrong and right and black and white&#8230;&#8221; - Fine Art of Friendship, King&#8217;s X Em maio de 1990 eu era missionário da OM e estava à bordo do navio Logos II. Estávamos ancorados em Bremenhaven, porto da cidade de Bremen [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/12/wine_in_glass.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2102" title="wine_in_glass" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/12/wine_in_glass.jpg" alt="" width="400" height="245" /></a></p>
<p style="text-align: center;">&#8220;i think back to the time when i wouldn&#8217;t drink wine<br />
and they taught me wrong and right and black and white&#8230;&#8221;<br />
- Fine Art of Friendship, King&#8217;s X</p>
<p style="text-align: left;">Em maio de 1990 eu era missionário da OM e estava à bordo do navio Logos II. Estávamos ancorados em Bremenhaven, porto da cidade de Bremen no norte da Alemanha. Uma noite, ao sair com amigos para conhecer aquela bela cidade, fomos ao Marktplatz que estava lotado de pessoas. Parecia uma Oktoberfest (apesar de eu nunca ter ido a uma). A OM tinha uma lei-seca, ou seja, nenhum de seus missionários tinha permissão para ingerir bebidas alcoólicas enquanto estivesse trabalhando com a organização. Mas alguém sugeriu que, estando naquele local, devêssemos tomar algo. Eu não sabia exatamente o que beber e, diante de minha indecisão, foi sugerido uma cerveja doce. A idéia soou agradável e aceitei. Logo que chegou, tomei a cerveja de tonalidade bem clara, servida num copo semelhante a uma pequena taça, diferente das canecas servidas aos outros da mesa (e bem menor que estas!). Bebi tranquilamente. E fiquei bêbado como uma égua. Ao retornar para o navio, subi o passadiço com muito cuidado e passei pelo vigia noturno calado, orando para que ele não notasse meu estado. Além de me deixar muito envergonhado, aquela situação trouxe-me lembranças dolorosas da infância.</p>
<p>Eu cresci num lar manchado por tumultos decorrentes do abuso do álcool. Parte de minha infância foi um verdadeiro inferno por causa das bebedeiras de meu pai. Quando criança, era comum beber até ficar bêbado nas festas de fim de ano. Com onze anos, comecei a beber com meu irmão um ano mais velho. Comprávamos vinho e cachaça e esperávamos o dia em que minha mãe e irmãs estavissem fora de casa para chamar uns amigos e encher a cara. Numa destas “festas”, meu irmão teve um coma alcoólico, foi internado às pressas e por muito pouco não morreu. Foi o fim de nossas bebedeiras. Aos quatorze anos entreguei minha vida a Jesus no culto de uma igreja pentecostal e &#8220;eles ensinaram-me certo e o errado e branco e preto&#8221; como diz a canção do King’s X.</p>
<p style="text-align: left;">Foi somente quando estava no seminário teológico que comecei a estudar seriamente o que a Bíblia diz sobre a ingestão de bebidas alcoólicas. Fiquei surpreso ao descobrir que, contrário do que eu havia sido ensinado (e que me pareceu muito bom tendo em vista meu histórico familiar com bebidas), a Bíblia não condena beber vinho. Na Bíblia, o vinho é visto como sinal de alegria e bênção de Deus.   Salomão fala da promessa aos que honram a Deus com seus recursos: seus celeiros ficarão plenamente cheios e os seus barris transbordarão de vinho. (Provérbios 3:9-10). Ele diz que felizes são os que comem no tempo certo para refazer as forças e não para bebedice, um alerta contra a embriaguez, ao mesmo tempo reconhece que o vinho torna a vida alegre (Eclesiastes 10:17 e 19). Semelhantemente, o Salmista louva a Deus como criador que &#8220;faz crescer a erva para o gado, e a verdura para o serviço do homem, para fazer sair da terra o pão, e o vinho que alegra o coração do homem&#8221; (Salmos 104:14-15).</p>
<p style="text-align: left;">Ou seja, nestas e em tantas outras passagens que tratam da questão do vinho e da bebida fermentada, aprendi que a Bíblia ensina claramente que:</p>
<ul>
<li>beber não é pecado, mas</li>
<li>beber demais é pecado, portanto</li>
<li>é preciso tomar cuidado com o poder sedutor da bebida e</li>
<li>às vezes, a melhor coisa a fazer é não beber.</li>
</ul>
<p style="text-align: left;">Que beber não é pecado deveria ficar evidente, visto que o primeiro milagre de Jesus (João 2) foi transformar água em vinho numa festa de casamento. &#8220;Mas&#8221;, haviam me dito, &#8220;não era &#8216;bem&#8217; vinho, não tinha fermentação, era apenas suco de uva.&#8221; Esta teoria logo caiu por terra, tendo em vista que outras passagens da Bíblia falavam sobre a possibilidade de se embriagar com o vinho, logo não poderia ser “apenas suco de uva” (ninguém fica embriagado com suco de uva). De fato, Paulo escrevendo ao jovem pastor Timóteo recomenda-lhe beber um pouco de vinho em suas refeições. (5.23)   Ao tratar das qualificações dos diáconos e presbíteros, Paulo diz que eles não devem ser &#8220;amigos de muito vinho&#8221;  (3.3) e nem  &#8220;apegados ao vinho&#8221; (3.8), palavras que não fazem muito sentido se fosse “apenas suco de uva”.  Em sua carta a Tito ele menciona o comportamento das mulheres cristãs e diz que elas não devem ser &#8220;escravizadas a muito vinho.&#8221; (2.3)  Além do disso, há fortes indícios de que o próprio Senhor Jesus bebia vinho. Em contraste com João Batista, de quem o anjo disse a seus pais que ele não beberia vinho nem bebida fermentada (Lucas 1.15), Jesus foi acusado de comilão e beberrão (Mateus 11.18-19). Jesus não teve pecado algum e ele bebia. Paulo não recomendaria um pouco de vinho a Timóteo, se beber vinho fosse pecado. E a Santa Ceia não seria celebrada com vinho, se sua ingestão fosse pecado. Um dos problemas em Corinto é que alguns estavam se embriagando na Ceia, prova que não se tratava de &#8220;apenas suco de uva&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Muitos crentes, ao descobrirem isto, estão começando a desfrutar uma taça de vinho ou uma cerveja livres de uma consciência culpada.</p>
<p style="text-align: left;">O problema hoje em dia não parece ser o da abstinência forçada ou das proibições legalistas. Não vivemos mais na época da lei-seca na maioria das igrejas evangélicas brasileiras. O problema é que, cada vez mais, os crentes estão bebendo um pouco demais.  Me surpreende olhar o Facebook e ver um número crescente de fotos exibindo bebidas como se fossem troféus e “confissões” de bebedeira como se fossem coisas banais. É o caso clássico de quem não sabe lidar com a liberdade e, após um período de repressão, vai de um extremo a outro.</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px;">Porque será que o homem quando foge de si mesmo<br />
Se afoga na bebida e se droga sem parar?<br />
Será que a vida imposta é perder um vale tudo?<br />
Viver sempre chapado é melhor do que lutar?<br />
Beber até morrer essa é a solução?&#8230;<br />
- Beber até Morrer, Ratos de Porão</p>
<p style="text-align: left;">Cristãos podem beber? Sim, não há proibição quanto a isso na Bíblia. Mas a Bíblia deixa absolutamente claro que embriagar-se é pecado e que os bêbados não herdarão o Reino de Deus:  “&#8230;nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus” (1 Coríntios 6:1 e Gálatas 5:19-21).  Há diversas histórias na Bíblia sobre as consequências de embriagar-se, levando pessoas a cometerem uma série de delitos graves sob o efeito da bebida. Incesto, violência, adultério, pobreza, assassinato, depressão e loucura são alguns dos males relatados pela Bíblia que acompanham a embriaguez.</p>
<p style="text-align: left;">Em seu comentário da primeira carta de Paulo a Timóteo, quando Paulo recomenda ao jovem pastor que, por causa de suas enfermidades, não beba apenas água, mas também &#8220;um pouco de vinho&#8221;, Calvino diz o seguinte sobre a embriaguez:</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px;">“O termo grego usado descrevia não apenas a embriaguez, mas qualquer tipo de descontrole ao beber vinho. Beber com excesso não é só indecoroso num pastor, mas geralmente resulta em muitas coisas ainda piores, tais como rixas, atitudes néscias, ausência de castidade e outras que não carecem de menção.”</p>
<p style="text-align: left;">E acrescenta:</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px;">“Quão poucos há em nossos dias que carecem da abstinência de água; em contrapartida, quantos carecem de ser refreados em seu uso imoderado do vinho! É também evidente que necessário se nos faz, mesmo quando queremos agir corretamente, rogar ao Senhor que nos dê o Espírito de sabedoria para nos instruir no caminho da moderação.”</p>
<p style="text-align: left;">Portanto, é preciso tomar cuidado com o poder sedutor da bebida. <a href="http://veja.abril.com.br/090909/boia-prevencao-p-86.shtml" target="_blank">Estatísticas</a> apontam que consumo do álcool no Brasil aumenta a cada ano, tornando o país um dos mais afetados por problemas ligados ao alcoolismo. Uma das razões para isto parece ser que beber está tornando-se algo cultural. No Brasil a cerveja tornou-se a bebida tradicional (a AMBev produz 35 milhões de cervejas engarrafadas por dia!) e isto tem feito com que os brasileiros comecem a beber cada vez mais jovens (entre 10-13 anos é a idade para a iniciação no álcool). O resultado de tanta bebedeira é que, <a href="http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol35/s1/25.htm" target="_blank">segundo algumas estimativas</a>, acredita-se que 7,3% do PIB anual é aplicado para problemas decorrentes do álcool e 65% dos acidentes fatais em São Paulo têm o motorista embriagado.</p>
<p style="text-align: left;">Há diversas advertências na Bíblia sobre a sedução do vinho. A mais notória delas talvez seja esta em Provérbios 23.31-35:</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px;">Não se deixe atrair pelo vinho quando está vermelho, quando cintila no copo e escorre suavemente! No fim, ele morde como serpente e envenena como víbora. Seus olhos verão coisas estranhas, e sua mente imaginará coisas distorcidas. Você será como quem dorme no meio do mar, como quem se deita no alto das cordas do mastro. E dirá: “Espancaram-me, mas eu nada senti! Bateram em mim, mas nem percebi! Quando acordarei para que possa beber mais uma vez?”</p>
<p style="text-align: left;">Chesterton comenta: “O vinho, diz a Escritura, alegra o coração do homem, mas somente do homem que tem coração.” Portanto:</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px;">“Nunca beba quando estiver infeliz por não ter uma bebiba, ou irá parecer um triste alcoólatra caído na calçada. Mas beba quando, mesmo sem a bebida, estaria feliz, e isso o tornará parecido com um risonho camponês italiano. Nunca beba quando precisar disso, pois tal ato racional é o caminho para a morte e o inferno.”<br />
- G. K. Chesterton, Omar e a Vinha Sagrada em Hereges</p>
<p>A conclusão é que, às vezes, o melhor a fazer é não beber. Isto não é legalismo, é bom senso. O comediante Eddie Murphy revelou que não bebe porque o álcool não o faz bem e, a última vez que ficou de ressaca, após três taças de champanhe em 1993, o fez decidir nunca mais consumir bebida alcoólica.</p>
<p style="padding-left: 30px;">“Eu não bebo. Se bebo, sei que não vou me sentir bem. E, às vezes, parece que todos que bebem estão se divertindo mais, porém sei que eu não posso.”<br />
- Eddie Murphy</p>
<p>Do mesmo modo, conheço muitas pessoas que não bebem, por diferentes motivos. Algumas não podem beber por questões de saúde. Outras porque, tendo sido vítimas do alcoolismo, sabem que apenas uma dose pode ser suficiente para que caiam no abismo novamente. O cristão que é livre para beber sem embriagar-se precisa ser livre também para não beber quando a ocasião não for conveniente (ou não beber nunca, se for o caso). Acima de tudo, ele precisa ter sensibilidade para não beber quando estiver na presença de pessoas que possam tropeçar ao tentarem imitá-lo. Isto também é um ato de caridade.</p>
<p>Concluindo, mas longe de esgotar este assunto, creio que, como cristãos, deveríamos ser exemplos de responsabilidade com relação aos nossos hábitos de comida e bebida. Paulo lista abusos nesta área como obras da carne, coisas que estávamos sujeitos antes de conhecer a Cristo (Romanos 13.13-14). Em contraste, o fruto do Espírito é domínio próprio (moderação). Por isto, recomenda o apóstolo, em vez de se embriagar com o vinho, devemos procurar estar cheios do Espírito Santo (Efésios 5.17-18). O apóstolo Pedro também advertiu seus leitores sobre certos abusos que já não deveriam mais fazer parte da vida dos cristãos (1 Pedro 4.3). Tais advertências ecoam as palavras do próprio Senhor Jesus em Lucas 21:34:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Tenham cuidado, para que os seus corações não fiquem carregados de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vocês inesperadamente.”</p>
<p>POST-SCRIPTUM</p>
<p>&#8220;Temperança, infelizmente, é uma palavra que perdeu seu significado original. Hoje em dia ela significa a abstinência total de bebidas alcoólicas. Na época em que a segunda virtude cardeal recebeu esse nome, ela não significava nada disso. A temperança não se referia apenas à bebida, mas aos prazeres em geral; e não implicava a abstinência, mas a moderação e o não-passar dos limites. É um erro considerar que os cristãos devem ser todos abstêmios; o islamismo, e não o cristianismo, é a religião da abstinência. É claro que abster-se de bebidas fortes é dever de certos cristãos em particular ou de qualquer cristão em determinadas ocasiões, seja porque sabe que, se tomar o primeiro copo, não conseguirá parar, seja porque rodeado de pessoas inclinadas ao alcoolismo, não quer encorajar ninguém com seu exemplo. A questão toda é que ele se abstém, por um bom motivo, de algo que não é condenável em si, e não se incomoda de ver os outros apreciando aquilo. Umas das marcas de um certo tipo de mau caráter é que ele não consegue se privar de algo sem querer que todo mundo se prive também. Esse não é o caminho cristão. Um indivíduo cristão pode achar por bem abster-se de uma série de coisas por razões específicas &#8211; do casamento, da carne, da cerveja ou do cinema; no momento, porém, em que começa a dizer que essas coisas são ruins em si mesmas, ou em que começa a fazer cara feia para as pessoas que usam essas coisas, ele se desviou do caminho&#8221;.</p>
<p>- C.S. Lewis em Cristianismo Puro e Simples, Martins Fontes, p. 103-104 (obrigado pela lembrança, <a href="http://dlgrubba.blogspot.com/" target="_blank">Daniel Grubba</a>)</p>
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		<title>ar fresco na igreja brasileira</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Sep 2011 15:04:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/09/webbanner240x400.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1920" title="webbanner240x400" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/09/webbanner240x400.jpg" alt="" width="240" height="400" /></a><br />
Por mais da metade de minha vida até aqui, tenho tido o privilégio de viajar a muitos lugares ao redor do mundo, conhecer muita gente e ficar pasmo diante da beleza e diversidade da Criação de Deus. Como cristão, minha maior alegria nestas viagens, no entanto, é perceber o que Deus está fazendo em cada lugar e conhecer pessoas que estão sendo usadas por Ele em seus propósitos soberanos na história. No final de semana que passou, estive junto com uma galera assim. São verdadeiros &#8220;History Makers&#8221;. Trata-se do pessoal que, pelo segundo ano, fez da <a href="http://www.conferenciaoxigenio.com/" target="_blank">Conferência Oxigênio</a> em Recife, um dos eventos mais inspiradores da Igreja Brasileira nos últimos anos. Alguém diria que estou exagerando em minhas considerações. Mas eis 13 razões pelas quais penso deste modo:</p>
<p>1. É uma conferência feita por jovens para adolescentes e jovens. E nada é mais inspirador do que ver adolescentes e jovens vibrantes em sua fé em Cristo e no seu desejo de mudar o mundo.</p>
<p>2. Há um senso perceptível tanto nos organizadores quanto nos participantes de que estão realmente buscando descobrir e viver os propósitos de Deus em sua geração.</p>
<p>3. Não é um evento denominacional.</p>
<p>4. Não se trata apenas de um movimento que visa entreter os jovens com boa música e preletores famosos e engraçados.</p>
<p>5. Não é um movimento de louvor &amp; adoração altamente   emotivo/extravagante/&#8221;profético&#8221;/etc. que não conduz a espiritualidade  no dia-a-dia.</p>
<p>6. Há um compromisso com a Palavra de Deus.</p>
<p>7.. Há um compromisso com a igreja local.</p>
<p>8. Há um compromisso com a missão de Deus no mundo.</p>
<p>9. É uma conferência centrada no Evangelho e suas implicações na totalidade  da vida.</p>
<p>10. A união de igrejas é notória. Os voluntários são de diversas igrejas e demonstram a força que há quando a Igreja de uma cidade/região se une em torno de um propósito maior do que sua expressão local. Novamente, tudo isto liderado por jovens.</p>
<p>11. Este ano, o segundo da conferência, lotou o teatro da UFPE com participantes de 19 estados brasileiros, 300 igrejas representadas e mais de 1800 inscritos nos três dias.</p>
<p>12. Apesar da presença de alguns preletores internacionais (dois no ano passado e um neste ano), a maioria dos que compartilharam na conferência Oxigênio são pastores brasileiros, inseridos no contexto da Igreja Brasileira e envolvidos em ministérios jovens e alternativos.</p>
<p>13. Este ano ficou claro que os participantes não estavam lá por causa de &#8220;atrações internacionais&#8221;. Tinha o dobro de pessoas assistindo a apresentação do Palavraantiga do que as que estavam para ver Jars of Clay, banda ganhadora de vários Grammy Awards.</p>
<p>Finalizando, este final de semana me fez pensar nas famosas palavras de Mark Twian: &#8220;As notícias de minha morte foram grandemente exageradas.&#8221;</p>
<p>A Igreja está viva e, se depender daqueles que estiveram na Conferência Oxigênio, ela irá oxigenar muito a cultura Brasileira para a Glória de Deus.</p>
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		<title>O céu pode vir à terra</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Sep 2011 12:58:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Emergente]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelho]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>

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		<description><![CDATA[Na última década a Igreja tem experimentado um verdadeiro despertamento da teologia do reino. É como se uma lâmpada tivesse sido acesa, iluminando os evangelhos e os ensinamentos apaixonados de Jesus sobre o seu reino na terra como é no céu. Todos nós queremos provar um pouco do céu aqui na terra e grande parte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/09/gospel_according_to_jesus.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1895" title="gospel_according_to_jesus" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/09/gospel_according_to_jesus.jpg" alt="" width="331" height="221" /></a><br />
Na última década a Igreja tem experimentado um verdadeiro despertamento da teologia do reino. É como se uma lâmpada tivesse sido acesa, iluminando os evangelhos e os ensinamentos apaixonados de Jesus sobre o seu reino na terra como é no céu. Todos nós queremos provar um pouco do céu aqui na terra e grande parte da Igreja tem focado sua atenção sobre estas imagens da vida no reino e perseguido-as com grande vigor. Se a vida no reino diz respeito ao pobre sendo alimentado, o sedento tendo sua sede saciada com água limpa e o enfermo sendo curado, então todos nós deveríamos dedicar toda a nossa vida a estas causas.</p>
<p>Em primeira instância isso soa correto, bom e bíblico. Mas não se engane. Um evangelho social não é evangelho. Não pode haver um reino sem um Rei. Eu já vi o vazio que vem com a devocão humana ao ativismo social, e chega a ser menos apelativo do que a fé legalista de minha infância. Numa versão do Cristianismo que enfoca a lei e regras, pelo menos a pessoa tem a chance de vez após vez encontrar o Cristo vivo das Escrituras. Mas uma fé reduzida a serviços sociais facilmente substitui a necessidade de um Salvador, ao começarmos a acreditar que podemos fazer tudo sozinhos.</p>
<p>Se a Igreja for transferida ao posto de uma agencia de serviço social, ainda que seja uma agência altamente eficaz, nós perdemos totalmente nosso chamado. Meu amor pelo pobre vai oscilar e meu compromisso para fazer o que é certo é transitório. É minha resposta ao amor radical e graça de Jesus, o Rei Libertador, que tem o poder de mudar o mundo. E é somente quando eu vivo como alguém que foi resgatado, que sou capaz de ver que a fonte de salvação não é por obras de minhas próprias mãos.</p>
<p>Um evangelho social não é evangelho do mesmo modo que um evangelho espiritual também não. Alguns definiram o reino como um domínio privado, espiritual e gnóstico. A crença é que Deus veio salvar nossas almas individuais e estabelecer micros reinos de seu governo espiritual. A recusa de ver Deus como um Deus de aliança que separou um povo para si a fim de redimir toda a criação, é uma distorção do Evangelho e, assim como o evangelho social, não é evangelho. Por este motivo a Igreja é chamada para uma jornada coletiva ao avançarmos em direção ao reino de Deus.</p>
<p>- Chris Seay em The Gospel According to Jesus</p>
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		<title>Igreja Emergente</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Sep 2011 19:22:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Emergente]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>

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		<description><![CDATA[A &#8220;igreja emergente&#8221; é um movimento jovem envelhecido rapidamente porque&#8230; 1. Se inclina a causar agito político quando deveria estar agitando o mundo para Cristo 2. Tem falta de fome e anseio pela salvação de pessoas, de paixão por ver pessoas se apaixonando por Jesus e de um senso que há coisas em jogo aqui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/09/igreja-emergente.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1880" title="igreja emergente" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/09/igreja-emergente.jpg" alt="" width="300" height="355" /></a><br />
A &#8220;igreja emergente&#8221; é um movimento jovem envelhecido rapidamente porque&#8230;</p>
<p>1. Se inclina a causar agito político quando deveria estar agitando o mundo para Cristo<br />
2. Tem falta de fome e anseio pela salvação de pessoas, de paixão por ver pessoas se apaixonando por Jesus e de um senso que há coisas em jogo aqui que têm consequências tanto terrenas como eternas&#8230;<br />
3. Parece cada vez mais ser a nova forma evangélica da velha Teologia da Libertação dos anos 70<br />
4. Comete o erro de separar a Pessoa de Jesus dos Seus ensinamentos<br />
5. Desconstrói tudo, incluindo os credos históricos da Igreja e a inspiração divina de todo o cânon bíblico<br />
6. Se alegra em espalhar mais dúvida do que fé</p>
<p>- Leonard Sweet em &#8220;A Response to My Critics&#8221;</p>
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		<title>Assunto Proíbido</title>
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		<pubDate>Tue, 31 May 2011 14:51:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde que o PLC 122/06 se tornou do conhecimento público, uma grande controvérsia se levantou entre os cristãos em torno do mesmo. De um lado, há aqueles que são totalmente contra e têm manifestado seu posicionamento de forma pública e, às vezes, veemente. Do lado oposto, há os que, defensores dos direitos humanos e contra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que o PLC 122/06 se tornou do conhecimento público, uma grande controvérsia se levantou entre os cristãos em torno do mesmo. De um lado, há aqueles que são totalmente contra e têm manifestado seu posicionamento de forma pública e, às vezes, veemente. Do lado oposto, há os que, defensores dos direitos humanos e contra injustiças sociais, são favoráveis à causa gay e encaram o primeiro grupo como reacionários fundamentalistas e outros termos mais depreciativos. E tem uma parcela silenciosa, possivelmente enxergando os pontos de vista de cada lado, mas não se identificando com nenhum deles, esperando que tudo isso acabe logo e que, para o bem de todos, a &#8220;paranóia dos fundamentalistas” se revele como falsa.</p>
<p>Não sou homofóbico. Qualquer pessoa que me conhece realmente ou já meu ouviu falar sobre a questão da homossexualidade, sabe isso. A única maneira de me rotular de homofóbico seria equiparar homofobia à minha confissão de fé. Neste caso, confesso, acredito que o sexo de acordo com dos propósitos de Deus deva ser praticado entre um homem e uma mulher dentro da aliança do casamento. Qualquer expressão sexual fora disso é pecado, claramente expresso na Bíblia. Isto não quer dizer que tenho todas as respostas para a questão da homossexualidade. O assunto é mais complexo do que apenas dizer que é pecado (e, como já disse, creio que é pecado). Mas quando reduzimos a questão a tão somente dizer que é pecado, temo que estejamos tornando verdade o que uma amiga que conhece de perto a condição homossexual disse: “Nem o Estado nem o Clero os compreende nem tão pouco os ama ou deseja profundamente defendê-los.”</p>
<p>Todavia, o que tem me deixado cada vez mais incomodado é a postura dos que se auto-denominam cristãos ou seguidores de Jesus no que diz respeito ao PLC 122/06. Parece-me que este é o “assunto proíbido” do momento. Se não for para apoiar, não se fala nada a respeito. Como disse Luiz Felipe Pondé em sua coluna semanal na <a href="http://www.paulopes.com.br/2011/05/todos-tem-medo-de-dizer-qualquer-coisa.html" target="_blank">Folha</a>: Todos têm medo de dizer qualquer coisa que não seja “gay é lindo.”   Posso estar completamente enganado, mas penso que as razões para isto são as seguintes:</p>
<p>Muitos cristãos sinceros não entenderam que o PLC 122/06 não é contra homofobia, mas contra a liberdade de expressão. Não é à toa que tem sido rotulado de “cala-boca” e “lei da mordaça” por seus oponentes. A Senadora Marta deixou isto muito claro ao propor uma emenda que garantiria aos cristãos o direito de expressar suas crenças à respeito da homossexualidade dentro dos templos (mas não fora deles?) O que estão querendo fazer? Empurrar os cristãos <a href="http://normabraga.blogspot.com/2011/05/empurrados-para-o-armario.html" target="_blank">para dentro do ármario</a>, para uma fé privada dentro dos templos? Isto significa que qualquer registro de audio, vídeo ou em forma escrita de opiniões contrárias a prática da homossexualidade poderia ser usado contra seus autores caso seja divulgado fora templo? O PLC 122/06 é uma tentativa violenta de calar a boca de quem discorda da prática da homossexualidade com ameaças de punições que não existem nem para outros casos de constrangimento sexual. Enfim, os problemas legais com relação ao PLC 122/06 são muitos e é preciso tapar os olhos com as duas mãos para ignorá-los completamente.</p>
<p>Muitos cristãos pós-modernos adotaram um visão liberal da Bíblia e já não acreditam que a prática da homossexualidade seja pecado. Aliás, não acreditam em nenhum tipo de pecado pessoal, quando muito só no pecado social e talvez institucional. As escolhas humanas são apenas uma questão de escolha, de ética que muda conforme os tempos e costumes dos povos. Qualquer tentativa de identificar um determinado comportamento como sendo pecaminoso é visto como moralismo religioso e logo já começam as acusações de “fundamentalista”. Os problemas desta visão relativista do mundo são muitos e, francamente, não entendo como alguém que diz seguir Jesus pode embarcar num barco tão furado assim. Talvez seja uma tentativa de manter sua “fé cristã” enquanto busca ser relevante, esquecendo-se do que João disse: a amizade com o mundo (sistema/padrão de pensamento que rege as pessoas que não seguem a Verdade) se torna inimizade para com Deus.</p>
<p>Há muitos que, mesmo não sendo favoráveis à prática da homossexualidade, preferem ficar em silêncio porque acreditam que se manifestar contra o PLC 122/06 é sujar a causa de Cristo, demonstrando falta de amor a todas as pessoas, independente de seu pecado. Muitos pensam que a melhor maneira de demonstrar amor pelo homossexual é não tocar no assunto, para não dar a falsa impressão de que são contra os homossexuais como pessoas criadas à imagem e semelhança de Deus. Entendo este receio. É realmente muito difícil dizer a uma pessoa que você a ama, mesmo discordando de algo que é precioso para ela. Mas não creio que o silêncio, neste caso, seja a melhor resposta. Pois, como já foi apontado por alguns, se o PLC 122/06 for aprovado como está, poderá aprofundar o risco da homofobia e violência contra homossexuais. Portanto, se alguém realmente acredita que a prática homossexual seja contrária à vontade de Deus, mas deseja demonstrar amor e apoio à pessoa do homossexual, inclusive defendendo sua integridade física e seus direitos como cidadão (e creio que todo seguidor de Jesus deveria fazer isso), creio que seria melhor sair do silêncio para encarar a realidade da ameaça do PLC 122/06.</p>
<p>Sinceramente, tenho problemas com todos os posicionamentos acima. Condeno o PLC 122/06 como projeto que ameaça a liberdade de expressão do pensamento e por isto tenho me manifestando publicamente contra este projeto de lei. Mas não me sinto confortável com o modo como muitos pregadores se dirigem a esta ameaça. O tom veemente de muitos soa mesmo como homofobia. Isto é um problema para mim e, creio, para o Evangelho de Cristo. Ao mesmo tempo, não acredito no liberalismo teológico. Para mim, liberalismo teológico não é apenas ultrapassado intelectualmente, mas o único fruto que ele traz é morte espiritual. Portanto, ainda que eu não tenha respostas para muitas questões, não estou disposto a sacrificar a verdade bíblica no altar do relativismo pós-moderno. E, conquanto acredito que precisamos tomar todo cuidado para não transformar a Causa de Cristo num embate político/ideológico e não comunicar a mensagem errada à comunidade gay (uma mensagem de ódio e repulsa em vez de amor), creio que o silêncio acerca do PLC 122/06 não é uma opção diante do risco que ele representa. Por isto acredito que precisamos encontrar meios legítimos de nos manifestar antes que seja tarde demais.</p>
<p>Não se engane: o PLC 122/06 não é contra homofobia, é contra a liberdade de expressão.</p>
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		<title>Cristianismo Light?</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Mar 2011 15:54:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A edição 21 da revista Cristianismo Hoje traz um artigo sobre os &#8220;evangélicos alternativos&#8221; que vale a pena conferir. Escrito por Brett McCraken, autor do livro Hipster Christianity, e adaptado para publicação na edição brasileira pelo jornalista Carlos Fernandes, o artigo incluiu o Projeto 242 e a Caverna de Adulão como expressões nacionais deste movimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1212" href="http://www.sandrobaggio.com/2011/03/09/cristianismo-light/capach21/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1212" title="CapaCH21" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/03/CapaCH21-221x300.jpg" alt="CapaCH21" width="221" height="300" /></a><br />
A edição 21 da revista <a href="http://www.cristianismohoje.com.br/" target="_blank">Cristianismo Hoje</a> traz um artigo sobre os &#8220;evangélicos alternativos&#8221; que vale a pena conferir. Escrito por Brett McCraken, autor do livro <a href="http://www.amazon.com/Hipster-Christianity-When-Church-Collide/dp/0801072220/ref=tmm_pap_title_0?ie=UTF8&amp;qid=1299684679&amp;sr=8-2" target="_blank"><em>Hipster Christianity</em></a>, e adaptado para publicação na edição brasileira pelo jornalista Carlos Fernandes, o artigo incluiu o <a href="http://www.projeto242.com" target="_blank">Projeto 242</a> e a <a href="http://www.cavernadeadulao.org/blog/" target="_blank">Caverna de Adulão</a> como expressões nacionais deste movimento de igrejas alternativas. Abaixo está a entrevista completa que concedi por e-mail para a revista e que foi parcialmente citada no artigo.</p>
<p><strong>O Projeto 242 tem uma proposta alternativa em relação aos métodos convencionais de comunhão cristã e evangelismo. Como pode ser resumida sua atuação?<br />
</strong>A proposta do Projeto 242 é viver a tensão de ser uma comunidade conservadora teologicamente e liberal culturalmente. Mantemos as crenças essenciais do Cristianismo, tais como na Trindade, Criação, Queda, Redenção, além dos cinco solas da Reforma, mas procuramos comunicar e viver estas crenças dentro do contexto cultural e urbano no qual estamos inseridos.</p>
<p><strong>Você conhece o modelo de cristianismo hipster, atualmente em curso na América? Há algum ponto de interseção entre o trabalho de vocês e este modelo?<br />
</strong>Conheço sim o que tem sido chamado de cristianismo hipster, comprei o livro do Brett McCraken sobre o assunto em novembro passado. No Projeto 242 não estamos tentando ser hipster, modernos ou descolados. Não é esta nossa motivação. Para ser sincero, tenho medo de que possamos nos tornar no &#8220;point cristão da hora&#8221;, na igreja do momento, na bola da vez. Não estamos atrás de um modismo, mas de um estilo de vida que têm atravessado 2 mil anos, às vezes se adaptando a cultura, outras contestando-a e subvertendo-a, mas sempre fundamentado na vida, obra e mensagem revolucionárias de Jesus Cristo. Portanto, creio que a única interseção entre nós e as igrejas hipsters é que, possivelmente, compartilhamos de uma linguagem cultural e artística parecida, contextualizada à cultura jovem global.</p>
<p><strong>Os movimentos cristãos de perfil mais alternativo muitas vezes atuam de forma crítica em relaçao à Igreja chamada institucionalizada. Falando em termos gerais, de que maneira você enxerga esse processo? É possível uma vida cristã plena fora da Igreja? Por outro lado, não considera legítimo que pessoas que tenham sérias críticas ao modelo convencional (inclusive, gente que foi vítima de igrejas ou líderes centralizadores/abusadores) busquem esse tipo de vivência cristã?<br />
</strong>A melhor crítica que tenho a oferecer em relação à igreja institucionalizada são os 13 anos de existência do Projeto 242. Minha crítica não são meros argumentos, mas a experiência de vida de uma comunidade que tem procurado reverter em sua prática aquilo que ela enxerga como errado no Cristianismo atual. Tanto eu como boa parte dos membros do Projeto 242 também já nos frustramos com certas experiências eclesiásticas, já cruzamos pelo caminho de lideranças manipuladoras e abusadoras da boa fé, mas não acreditamos que o isolamento seja a melhor resposta. Não existe o seguir Jesus sem comunidade, sem igreja. Isso vai contra a natureza do Deus que é Trino.</p>
<p><strong>Como o seu ministério se relaciona com as outras iniciativas do mesmo gênero? Existe algum fórum de comunhão ou fraternidade, além de canais de colaboração?<br />
</strong>O Projeto 242 é parte da associação de igrejas <a href="http://www.steiger.org" target="_blank">Steiger</a>, uma organização missionária internacional dedicada a alcançar jovens secularizados, apontando-os para um relacionamento com Jesus Cristo e ajudando-os a cumprir com o chamado de Deus para suas vidas. Além disso buscamos manter amizades com outras comunidades que partilham dos mesmos interesses que nós para trocar experiências e aprender uns com os outros.</p>
<p><strong>Que tipo de pessoa procura o Projeto 242? Quantas pessoas estão envolvidas diretamente no trabalho?<br />
</strong>O Projeto 242 existe para pessoas que não se encaixam em certas estruturas eclesiásticas com tradicionalismo rígido e liturgias conservadoras ou pessoas que desejam conhecer mais sobre Deus e Jesus, mas fogem das igrejas tipo templo-teatro-mercado da fé. Somos uma comunidade de pouco mais de 100 pessoas que se reúnem para os cultos e se identificam como membros.</p>
<p><strong>O movimento cristão hipster surgiu nos Estados Unidos na esteira de outros movimentos cristãos, como o Jesus Movement e o evangelismo dos anos 1980, e, de forma direta, é uma reação à moda das megaigrejas. Falando em termos de Brasil, de que modo você, particularmente, tem visto as últimas tendências evangélicas (teologia da prosperidade, movimento de louvor e adoração, evangelismo explosivo)?<br />
</strong>Muitas das tendências evangélicas modernas no Brasil são frutos do pior que o evangelicalismo norte-americano já produziu. Vejo com tristeza o fato de que boa parte do Igreja Brasileira se parece muito com o que foi dito do Cristianismo Africano: tem 20km de extensão e 2 centímetros de profundidade. Minha esperança é que pequenas iniciativas de comunidades comprometidas mais com o Evangelho de Jesus do que com o sucesso ministerial a qualquer custo, possam ajudar a mudar este cenário.</p>
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		<title>Evangélicos Amargos de vinte e poucos anos</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Feb 2011 20:36:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O artigo abaixo foi escrito por Anthony Bradley na revista online WorldMag e diz respeito a um fenômeno que está sendo observado nos Estados Unidos da América. Decidi traduzi-lo para publicação em meu blog, pois creio que precisamos ficar atentos para este fenômeno, tendo em vista que já vislumbro sinais do mesmo em terras brasilis. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O artigo abaixo foi escrito por Anthony Bradley na revista online <a href="http://www.worldmag.com/" target="_blank">WorldMag</a> e diz respeito a um fenômeno que está sendo observado nos Estados Unidos da América. Decidi traduzi-lo para publicação em meu blog, pois creio que precisamos ficar atentos para este fenômeno, tendo em vista que já vislumbro sinais do mesmo em terras brasilis.</p>
<p>****</p>
<p>É impressão minha ou parece que muitos jovens criados em comunidades evangélicas de classe média se tornam pessoas amarguradas em seus vinte e poucos anos? Recentemente tenho lido postagens em blogs e artigos escritos por jovens de vinte e poucos anos criados no evangelicalismo suburbano que parecem comprometidos a fazer uma coisa: atacar a própria comunidade onde cresceram e fazer isso de forma amargurada. Eu os chamo de &#8220;os Amargos&#8221;.</p>
<p>O modo como os Amargos se comunicam se encaixa na tese por <a href="http://polisci.lsa.umich.edu/faculty/ringlehart.html" target="_blank">Ronald Inglehart</a> do início dos anos 1970 sobre jovens pós-materialistas. Inglehart escreveu que quando crianças crescem com abundância, como muitos jovens evangélicos suburbanos, ao alcançarem a maioridade, elas se preocupam mais com &#8220;auto-expressão&#8221; do que com trabalho duro e sobrevivência &#8211; as preocupações daqueles que crescem em meio a dificuldades e escassez.</p>
<p>Acrescente-se a isto o que Bill Bishop escreveu em <a href="http://www.amazon.com/Big-Sort-Clustering-Like-Minded-America/dp/0618689354" target="_blank">The Big Sort: Why the Clustering of Like-Minded America Is Tearing Us Apart</a>, que filhos da abundância tornam-se pós-materialistas jovens adultos que perdem o interesse em religião organizada e passam a ser cada vez mais focados em espiritualidade pessoal. O crescimento econômico e a segurança militar diminuem em importância política e são substituídos por assuntos como liberdade pessoal, direitos de aborto, justiça social e o meio ambiente. Estes jovens adultos são menos propensos a obedecer uma autoridade central e perdem a confiança em instituições hierárquicas. Finalmente, eles fomentam ressentimento pelas grandes organizações que criaram a sociedade industrial moderna norte-americana: grandes negócios, denominações tradicionais de igrejas, estruturas familiares tradicionais e assim por diante.</p>
<p>Os Amargos, que tendem a gravitar em direção a <em>cultura cristã da moda</em>, estão numa missão para expor a &#8220;conspiração conservadora&#8221; onde quer que a encontrem (ou inventem) sob a desculpa da &#8220;crítica saudável&#8221;. Os Amargos definem-se a si mesmos pelo que eles não são. Se seus pais forem Republicanos, eles se tornam Democratas obstinados. Se seus pais estão numa igreja conservadora, os Amargos buscam uma igreja mais liberal. Os Amargos escolhem &#8220;a esquerda&#8221; porque não é &#8220;de direita&#8221;.  Não há pecado maior para os Amargos do que soar como se você fosse &#8220;conservador&#8221;.</p>
<p>Definir a identidade de alguém em termos de &#8220;não ser igual a eles&#8221; parece covardia. O anseio pela auto expressão que Inglehart discutiu em sua tese pode ser um anseio por ser ouvido e afirmado, uma vez que muitos filhos da classe média são ignorados em casa onde a participação significativa na vida familiar é comunicada como sendo opcional. Os Amargos geralmente sentem-se profundamente insignificantes, como se não tivessem importância. Eles provavelmente não eram &#8220;da hora&#8221; na escola. Suplicando por afirmação, os Amargos desejam que alguém preste atenção neles &#8211; finalmente. O modo mais fácil de ganhar atenção é protestando contra as coisas queridas dos mais velhos. &#8220;Você está me notando agora, não está?&#8221;, os Amargos declaram. A grande ironia é que os Amargos ainda desejam conexão as comunidades conservadoras que deixaram. Se você realmente &#8220;largou&#8221; algo, você não desperdiça tempo atacando aquilo; você apenas o ignora e deixa pra lá.</p>
<p>Posso estar errado sobre os Amargos. Espero que sim. Mas o que eu vejo é um grupo de vinte e poucos anos gastando seu tempo com uma busca que nunca irá dar-lhes a revolução prometida. Você é o que é, não aquilo contra o qual você se coloca.﻿</p>
<p>(a versão original em inglês e os comentários encontra-se <a href="http://online.worldmag.com/2011/01/26/evangelicalisms-bitter-20-somethings/" target="_blank">aqui</a>)</p>
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		<title>2+2=5?</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 15:03:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu olho para o cenário das lideranças eclesiásticas no Brasil, sinto-me como se estivesse num deserto. De um lado, vejo a liderança pentecostal e neo-pentecostal cada vez mais distante do Evangelho de Cristo, pregando um &#8220;outro evangelho&#8221; da saúde e prosperidade, mergulhada em bizarrices doutrinárias e liturgicas, enamorada com o dinheiro e o poder, transformando a igreja em teatro de show da fé e mercado de bênçãos. Há muito que sinto-me divorciado deste contexto e, sinceramente, não vejo possibilidade de reconcilição com esta praxis de igreja.</p>
<p>Então procuro as &#8220;cabeças pensantes&#8221; da Igreja Brasileira e o que encontro é, de um lado, líderes (em número cada vez menor) comprometidos com uma visão ortodoxa da Bíblia, mas que ainda estão fechados em seu tradicionalismo eclesiástico, permanecendo tremendamente inflexíveis com relação a cultura, tentando preservar modelos e formas eclesiásticas datadas e que não correspondem ao contexto histórico e cultural no qual estamos vivendo. Aprecio o compromisso com a Bíblia como Palavra de Deus que este grupo preserva, mas sinto-me desconectado de seu formalismo e tradicionalismo eclesiástico.</p>
<p>Olho então para os que estão lutando por uma Igreja com relevância cultural e histórica, engajados com uma visão missionária que abarca o homem em sua totalidade e buscando o Reino e toda a sua justiça aqui e agora. Sinto-me atraído por este grupo. Há muito que minha vida tem sido gasta nesta busca também. Acredito na missão integral e tenho arriscado para ver a igreja onde sirvo comprometida com esta visão de Reino. Mas quando me aproximo para ouvir o que eles estão dizendo, o que ouço soa para mim como divagações de pessoas confusas com relação ao que creem  (ou deixaram de crer) e que parecem não se importar se estão confundindo ainda mais os sedentos que, tendo desistido dos grupos acima, as buscam para ouvir algo novo. Percebo neste grupo uma tendência crítica cada vez maior para com uma visão ortodoxa da Bíblia. Parece-me que tais líderes estão abraçando o neo-liberalismo e perspectivas teológicas que são tão (quiçá mais) danosas que &#8220;o outro evangelho&#8221; dos neo-pentecostais. A Bíblia tornou-se para eles mais um livro com histórias capazes de inspirar boas ações, do que como autoridade nas questões de fé e prática de vida. Falam de Jesus, mas colocam em dúvida a historicidade das narrativas dos Evangelhos. Zombam de Paulo como se sua mensagem fosse divergente de Jesus e danosa para uma espiritualidade integral. Citam os profetas do VT como base para denunciar as injustiças sociais e defender os direitos dos oprimidos, mas questionam a realidade do pecado e da Queda. Buscam resgatar a Imago Dei contra qualquer forma de violação de direitos humanos, mas tratam aqueles que acreditam na historicidade do Gênesis como retrógrados fundamentalistas. Falam calorosamente sobre espiritualidade, mas suas palavras transmitem uma frieza polar. Pregam muito a Graça, mas quase sem Verdade.</p>
<p>Tozer recomendou: &#8220;Ouça o homem que ouve a Deus.&#8221; Tá difícil, viu&#8230;</p>
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		<title>A entrevista</title>
		<link>http://www.sandrobaggio.com/2010/01/11/a-entrevista/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 12:46:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há um ano foi publicada uma matéria na Revista da Folha falando sobre o Projeto 242, que provocou uma enxurrada de e-mails, comentários, pessoas elogiando, muitas criticando, etc. Tendo passado um ano, acho que posso publicar aqui no meu blog a entrevista original que eu dei para a revista por e-mail (a outra, foi um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-572" href="http://www.sandrobaggio.com/2010/01/11/a-entrevista/4117781251_f62016e0f7/"><img class="aligncenter size-full wp-image-572" title="4117781251_f62016e0f7" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2010/01/4117781251_f62016e0f7.jpg" alt="4117781251_f62016e0f7" width="500" height="335" /></a><br />
Há um ano foi publicada uma matéria na Revista da Folha falando sobre o <a title="P242" href="http://www.projeto242.com" target="_blank">Projeto 242</a>, que provocou uma enxurrada de e-mails, comentários, pessoas elogiando, muitas criticando, etc. Tendo passado um ano, acho que posso publicar aqui no meu blog a entrevista original que eu dei para a revista por e-mail (a outra, foi um bate-papo informal com a jornalista e o fotógrafo junto com o <a title="CT" href="http://claudiotiberius.blogspot.com/" target="_blank">Claudio Tiberius</a>).</p>
<p>Passados um ano também, percebo que algumas coisas mudaram em relação a mim pessoalmente e ao Projeto 242. Creio que não nos encaixamos mais no rótulo de igreja emergente. O movimento emergente (principalmente o Emergent Village) tomou o rumo da teologia liberal e do evangelho social (e sendo sincero, eu respeito mais a &#8220;lógica espiritual&#8221; de um ateu do que a de um cristão liberal). O liberalismo teológico nunca produziu vida. Seus frutos podem ser observados na realidade espiritual do continente europeu. Então não me vejo mais carregando a bandeira da igreja emergente.</p>
<p>Quanto ao Projeto 242, talvez a principal mudança da época destas entrevistas e matéria é que o ministério <a title="SexxxChurch" href="http://www.sandrobaggio.com/2008/03/18/sexxxchurch/" target="_blank">Sexxxchurch</a>, que começou entre nós, seguiu seu próprio caminho e não possui mais nenhum vínculo conosco.</p>
<p>Bom, de qualquer modo, segue a entrevista.</p>
<p>****</p>
<p><em>Existem igrejas parecidas com o projeto 242 pelo mundo? Qual foi a precursora e as principais atualmente? Vocês mantém contato com essas igrejas?<br />
</em>Há muitas igrejas parecidas com o P242 pelo mundo, a maioria delas dentro de um movimento chamado Igreja Emergente. É difícil precisar com exatidão qual foi a precursora, mas com certeza esse movimento nasceu de verdade na Inglaterra na década passada com igrejas que começaram a oferecer cultos alternativos para a juventude. Algumas das principais igrejas emergentes na Inglaterra e nos EUA são:  Ikon, Moot (UK) Mosaic, Mars Hill, Solomon&#8217;s Porch, Ecclesia (EUA).</p>
<p><em>Vocês se consideram evangélicos?<br />
</em>Nós preferimos dizer que buscamos seguir Jesus. Ele não era nem Católico, nem Evangélico. Dentre nós há pessoas que tem um <em>background</em> católico e outras (talvez a maioria) vem de uma tradição evangélica.</p>
<p><em>Como o dízimo é tratado no projeto 242?<br />
</em>Tem <a title="Mordomia Pós Dízimo" href="http://www.sandrobaggio.com/2008/10/" target="_blank">uma postagem</a> no meu blog sobre isso, talvez você queira ler.</p>
<p><em>Gostaria que você descrevesse o momento (onde, quando, em quais circunstâncias) que você decidiu criar a igreja. Por alto você me disse que foi na casa de um amigo, é isso mesmo?<br />
</em>Eu servia na equipe pastoral de uma igreja no bairro do Ipiranga e tinha começado um trabalho chamado Refúgio do Rock, onde bandas de hard rock e metal pesado se apresentavam todas as sextas-feiras (isso tudo de 1993-1997). No passagem de ano de 1996 para 1997, eu estava na sala do pastor senior daquela igreja quando ele perguntou-me se eu gostaria de abrir uma nova igreja em SP. Minha esposa e eu estávamos pensando seriamente em ir para os EUA onde eu planejava fazer um mestrado em Teologia. Portanto minha resposta foi: &#8220;Não, já existem igrejas demais em SP, não tenho interesse nenhum em abrir mais uma.&#8221; Mas aquela pergunta me perseguiu nos meses seguintes e acabou gerando em mim e em algumas pessoas o desejo de iniciar algo novo. Nossa idéia era que, se fôssemos fazer isso, não tinha sentido algum ser uma cópia daquela igreja ou de outras tantas que conhecíamos. Durante o segundo semestre de 1997 esse grupo se reuniu num apartamento no bairro do Ipiranga para sonhar com essa nova igreja. Iniciamos oficialmente em janeiro de 1998, nos reunindo num flat na Alameda Ribeirão Preto, na Bela Vista. Dois anos e meio depois alugamos uma casa na Vila Mariana onde nos reunimos até o mês de julho deste ano, quando mudamos para a Rua da Glória. Tem <a title="10 anos se passaram" href="http://www.sandrobaggio.com/2008/01/11/10-anos-se-passaram/" target="_blank">uma postagem</a> no meu blog sobre isso.</p>
<p><em>Qual é a tua profissão? Você nasceu católico, evangélico?<br />
</em>Atualmente sou pastor-missionário em tempo integral. Nasci num lar com mãe protestante e pai católico nominal.</p>
<p><em>Como o homossexualismo é visto no projeto 242? E o uso de drogas?<br />
</em>Esse é um tema bem complexo para se tratar de modo superficial e em poucas linhas. Mas se eu tiver que responder em poucas linhas, a resposta é a seguinte: Buscamos encorajar as pessoas a viver uma sexualidade que esteja de acordo com o que entendemos ser apresentado na Bíblia. Isso significa que o sexo seja a relação entre um homem e uma mulher dentro da aliança (pacto) do casamento. Tem <a title="Sexo é coisa séria" href="http://www.sandrobaggio.com/2008/01/22/sexo-e-coisa-seria/" target="_blank">uma postagem</a> no meu blog sobre isso.</p>
<p>Em relação as drogas, entendemos que qualquer coisa que rouba a razão e liberdade das pessoas é maléfico. Sendo assim, a lista de &#8220;drogas&#8221; poderia ser imensa e incluir até a religião quando ela faz isso. De qualquer modo, tendo visto bem de perto o estrago que o abuso do álcool e outras substâncias pode causar nas pessoas, eu definitivamente não aconselho ninguém a usar drogas e abusar das bebidas.</p>
<p><em>Jesus é visto como um revolucionário pela igreja?<br />
</em>Jesus é visto como muito mais que um revolucionário para nós. Ele é a imagem visível do Deus invisível. Ele veio nos mostrar Deus como ele é, e o homem, como ele deve ser. Agora, sem dúvida, isso é uma revolução total, uma revolução de amor, pois Jesus disse que as coisas mais importantes da vida são amar a Deus acima de todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo. Não é possível viver essa realidade sem revolução de vida, valores, conceitos, etc.</p>
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		<title>Enfrentando o Relativismo</title>
		<link>http://www.sandrobaggio.com/2009/12/10/enfrentando-o-relativismo/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 17:18:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Emergente]]></category>
		<category><![CDATA[Missional]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Bíblia]]></category>
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		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
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		<description><![CDATA[Na postagem anterior coloquei uma citação de Lesslie Newbigin citada por Tim Keller em seu magnífico livro A Fé na Era de Ceticismo. Depois de ter postado, decidi pegar minha empoeirada cópia do livro de Newbigin e verificar de onde veio a citação original. Abaixo está o parágrafo completo (a pequena diferença na tradução deve-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na postagem anterior coloquei uma citação de Lesslie Newbigin citada por Tim Keller em seu magnífico livro <em><strong>A Fé na Era de Ceticismo</strong></em>. Depois de ter postado, decidi pegar minha empoeirada cópia do livro de Newbigin e verificar de onde veio a citação original. Abaixo está o parágrafo completo (a pequena diferença na tradução deve-se ao fato de que o anterior foi copiado do livro e este foi traduzido diretamente por mim).</p>
<p>&gt;Não é fácil resistir a onda contemporânea de pensamento e sentimento que parece varrer-nos irresistivelmente na direção de uma aceitação do pluralismo religioso e longe de qualquer afirmação confiante da soberania absoluta de Jesus Cristo. Não é fácil desafiar a estrutura de plausabilidade dominante. É mais fácil se conformar. O domínio impressionante do relativismo na cultura contemporânea torna suspeita qualquer confissão firme de fé. Para a afirmação feita pelos cristãos sobre Jesus, a resposta é: &#8220;Sim, mas outros fazem afirmações semelhantes sobre os símbolos de sua fé; por que Jesus e não alguém ou algo mais?&#8221; Assim a relutância em acreditar em algo conduz a um estado mental no qual o <em>Zeitgeist</em> se torna a força dominante. A declaração verdadeira de que nenhum de nós pode captar toda a verdade torna-se uma desculpa para desqualificar qualquer afirmação de se ter uma pista válida para pelo menos o início do entendimento. Há uma aparência de humildade no protesto de que a verdade é muito maior do que qualquer um de nós possa captar, mas se isso for usado para invalidar toda afirmação de discernir a verdade, é de fato, uma reivindicação arrogante de um tipo de conhecimento que é superior ao conhecimento que está disponível a seres humanos falíveis. Temos que perguntar: &#8220;Como você sabe que a verdade sobre Deus é maior do que o que nos foi revelado em Jesus?&#8221; Quando Samartha ou outros nos perguntarem: &#8220;Que fundamento você pode mostrar para considerar a Bíblia como autoridade singular, uma vez que outras religiões também tem seus livros sagrados?&#8221;, temos que retornar com a pergunta: &#8220;Qual é o ponto de vantagem a partir do qual você reivindica a capacidade de relativizar todas as reivindicações absolutas que essas diferentes escrituras fazem?&#8221; Que verdade mais elevada você possui que o torna capaz de reconciliar declarações sobre Jesus diametralmente opostas na Bíblia e no Alcorão? Ou você está, de fato, nos aconselhando que é melhor não acreditar em nada?&#8221; Quando a resposta for: &#8220;Nós queremos unificar a humanidade para que possamos ser salvos de um desastre,&#8221; devemos dizer: &#8220;Nós também queremos essa unidade e, portanto, buscamos a única verdade pela qual a humanidade pode tornar-se uma.&#8221; Esta verdade não é uma doutrina ou cosmovisão, nem mesmo uma experiência religiosa; certamente não é achada por repitições abstratas de substantivos como justiça e amor; ela está no homem Jesus Cristo sobre quem Deus estava reconciliando o mundo. A verdade é pessoal, concreta, histórica.</p>
<p>(<em>The Gospel in a Pluralist Society</em>, pp. 169-170)</p>
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