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	<title>Sandro Baggio &#187; Missional</title>
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	<description>Trilhando o estreito caminho entre o cinismo e a ingenuidade.</description>
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		<title>A Missão</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Oct 2011 11:58:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Missional]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[De tudo o que nos impele à obra missionária, a maior motivação não é, nem a obediência à Grande Comissão (apesar de toda a sua importância), nem o amor aos pecadores que estão alienados e perecendo (por mais forte que seja este incentivo, principalmente diante da ira de Deus…), mas sim o zelo - zelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/10/paix%C3%A3odeCristo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1942" title="paixãodeCristo" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/10/paix%C3%A3odeCristo.jpg" alt="" width="320" height="240" /></a></p>
<p style="text-align: center;">De tudo o que nos impele à obra missionária,<br />
a maior motivação não é,<br />
nem a obediência à Grande Comissão<br />
(apesar de toda a sua importância),<br />
nem o amor aos pecadores que estão alienados e perecendo<br />
(por mais forte que seja este incentivo,<br />
principalmente diante da ira de Deus…),<br />
mas sim o zelo<br />
- zelo ardente e cheio de paixão -<br />
pela glória de Jesus Cristo.<br />
Para dizer a verdade,<br />
muitas &#8220;evangelizações&#8221; não passam de uma forma<br />
levemente disfarçada<br />
de imperialismo,<br />
quando, ao realizá-las,<br />
o que ambicionamos mesmo é<br />
honrar a nação,<br />
a igreja,<br />
a organização<br />
ou<br />
a nós mesmos.<br />
Contudo, só existe um imperialismo cristão,<br />
e é aquele que visa a honra de Sua Majestade Imperial<br />
Jesus Cristo,<br />
bem como<br />
a glória do seu império<br />
ou reino.</p>
<p style="text-align: center;">- John Stott em Romanos, Editora ABU p. 55</p>
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		<title>ar fresco na igreja brasileira</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Sep 2011 15:04:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Emergente]]></category>
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		<description><![CDATA[Por mais da metade de minha vida até aqui, tenho tido o privilégio de viajar a muitos lugares ao redor do mundo, conhecer muita gente e ficar pasmo diante da beleza e diversidade da Criação de Deus. Como cristão, minha maior alegria nestas viagens, no entanto, é perceber o que Deus está fazendo em cada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/09/webbanner240x400.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1920" title="webbanner240x400" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/09/webbanner240x400.jpg" alt="" width="240" height="400" /></a><br />
Por mais da metade de minha vida até aqui, tenho tido o privilégio de viajar a muitos lugares ao redor do mundo, conhecer muita gente e ficar pasmo diante da beleza e diversidade da Criação de Deus. Como cristão, minha maior alegria nestas viagens, no entanto, é perceber o que Deus está fazendo em cada lugar e conhecer pessoas que estão sendo usadas por Ele em seus propósitos soberanos na história. No final de semana que passou, estive junto com uma galera assim. São verdadeiros &#8220;History Makers&#8221;. Trata-se do pessoal que, pelo segundo ano, fez da <a href="http://www.conferenciaoxigenio.com/" target="_blank">Conferência Oxigênio</a> em Recife, um dos eventos mais inspiradores da Igreja Brasileira nos últimos anos. Alguém diria que estou exagerando em minhas considerações. Mas eis 13 razões pelas quais penso deste modo:</p>
<p>1. É uma conferência feita por jovens para adolescentes e jovens. E nada é mais inspirador do que ver adolescentes e jovens vibrantes em sua fé em Cristo e no seu desejo de mudar o mundo.</p>
<p>2. Há um senso perceptível tanto nos organizadores quanto nos participantes de que estão realmente buscando descobrir e viver os propósitos de Deus em sua geração.</p>
<p>3. Não é um evento denominacional.</p>
<p>4. Não se trata apenas de um movimento que visa entreter os jovens com boa música e preletores famosos e engraçados.</p>
<p>5. Não é um movimento de louvor &amp; adoração altamente   emotivo/extravagante/&#8221;profético&#8221;/etc. que não conduz a espiritualidade  no dia-a-dia.</p>
<p>6. Há um compromisso com a Palavra de Deus.</p>
<p>7.. Há um compromisso com a igreja local.</p>
<p>8. Há um compromisso com a missão de Deus no mundo.</p>
<p>9. É uma conferência centrada no Evangelho e suas implicações na totalidade  da vida.</p>
<p>10. A união de igrejas é notória. Os voluntários são de diversas igrejas e demonstram a força que há quando a Igreja de uma cidade/região se une em torno de um propósito maior do que sua expressão local. Novamente, tudo isto liderado por jovens.</p>
<p>11. Este ano, o segundo da conferência, lotou o teatro da UFPE com participantes de 19 estados brasileiros, 300 igrejas representadas e mais de 1800 inscritos nos três dias.</p>
<p>12. Apesar da presença de alguns preletores internacionais (dois no ano passado e um neste ano), a maioria dos que compartilharam na conferência Oxigênio são pastores brasileiros, inseridos no contexto da Igreja Brasileira e envolvidos em ministérios jovens e alternativos.</p>
<p>13. Este ano ficou claro que os participantes não estavam lá por causa de &#8220;atrações internacionais&#8221;. Tinha o dobro de pessoas assistindo a apresentação do Palavraantiga do que as que estavam para ver Jars of Clay, banda ganhadora de vários Grammy Awards.</p>
<p>Finalizando, este final de semana me fez pensar nas famosas palavras de Mark Twian: &#8220;As notícias de minha morte foram grandemente exageradas.&#8221;</p>
<p>A Igreja está viva e, se depender daqueles que estiveram na Conferência Oxigênio, ela irá oxigenar muito a cultura Brasileira para a Glória de Deus.</p>
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		<title>Caro Mundo, por favor, acorde!</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 21:12:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Missional]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
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		<description><![CDATA[Diversas fontes declararam que mais de 13 milhões de pessoas estão sendo afetadas pela pior seca e fome em 60 anos na região do Chifre da África. Mais trágico ainda, o número de pessoas à beira da morte subiu para 750.000 (última atualização, em inglês, aqui). 13 milhões de pessoas. Como você consegue entender um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/09/somaia0727111410_custom.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1907" title="somaia0727111410_custom" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/09/somaia0727111410_custom.jpeg" alt="" width="406" height="268" /></a><br />
Diversas fontes declararam que mais de 13 milhões de pessoas estão sendo afetadas pela pior seca e fome em 60 anos na região do Chifre da África. Mais trágico ainda, o número de pessoas à beira da morte subiu para 750.000 (última atualização, em inglês, <a href="http://www.onedayswages.org/community/blog/2011/09/horn-africa-important-update" target="_blank">aqui</a>).</p>
<p>13 milhões de pessoas.</p>
<p>Como você consegue entender um número desses?</p>
<p>13.000.000</p>
<p>Comece com um.</p>
<p>O Programa Mundial de Alimentação, por exemplo, divulgou que eles podem prover uma refeição nutritiva para uma pessoa por apenas 0,17&#8230;</p>
<p>Tipo, dezessete centavos.</p>
<p>Estas estatísticas são impressionantes, mas ainda que não possamos remediar, consertar ou responder à situação total, devemos responder. Sou lembrado da sabedoria da Madre Teresa e cito:</p>
<p>&#8220;Se você não pode alimentar cem pessoas, alimente apenas uma.&#8221;</p>
<p>Com o passar dos anos, tenho me sentido desconfortável (e, às vezes, irado) com o que considero ser a linha divisória da exploração de imagens (e pessoas) usadas por organizações filantrópicas na solicitação de doações. Não que eu não entenda as realidades do sofrimento e pobreza extrema, porque eu sei com é. Já as vi muitas vezes com meus próprios olhos. Já segurei crianças em meus braços.</p>
<p>É apenas que elas são as únicas imagens que são mostradas&#8230;</p>
<p>E removem qualquer senso de dignidade humana&#8230;</p>
<p>Por isso, é com reserva que eu mostro a foto acima tirada por Tyler Hicks do <a href="http://www.nytimes.com/2011/08/02/world/africa/02somalia.html?_r=1" target="_blank">NY Times</a> no Hospital Banadir em Mogadishu, Somália.</p>
<p>É para pedir doações? Em parte.</p>
<p>Mas mais importante, é para dizer:</p>
<p>Caro Mundo, por favor, acorde!</p>
<p>Esta e outras imagens &#8220;piores&#8221; são reais e são de eventos reais acontecendo com pessoas reais agora mesmo.</p>
<p>Eu sei. Estamos todos fartos. Estamos todos preocupados com a economia, o orçamento, problemas em nosso próprio quintal, nossas finanças pessoais, nossas igrejas, etc. Caramba, já fizemos nossa parte no Haiti e Japão. Todos temos outros compromissos e causas. Pertencemos a outras &#8220;tribos&#8221; que trabalham em &#8220;outras&#8221; partes do mundo.</p>
<p>Eu entendo. Mesmo. Você está cansado. Estamos todos exaustos. Eu com você nesta.</p>
<p>Mas não confunda cansaço de doação com cansaço de compaixão.</p>
<p>Nunca deixe de se importar. Você não pode compreender o sofrimento sem o seu coração. Ainda precisamos responder a esta crise humanitária épica no Chifre da África que, de acordo com previsões da Oxfam, poderá crescer para afetar 15 milhões de pessoas.</p>
<p>Por favor, ajude.</p>
<p>Apoie sua organização &#8220;confiável&#8221; ou &#8220;favorita&#8221; ou <a href="http://one.org/blog/2011/08/03/horn-of-africa-crisis-what-you-can-do-to-help/" target="_blank">organizações eficazes (através de ONE)</a> que já estão lá. Há muitas por aí. Para aqueles que estão buscando parceria, aqui estão quatro maneiras de você se juntar a One Day&#8217;s Wages. Como sempre, 100% de suas doações (subtraindo as taxas do cartão de crédito) vão diretamente para as pessoas necessitadas. Você tem a minha palavra.</p>
<p>1. Empreste sua voz. Una-se a nossos parceiros de ONE e <a href="http://act.one.org/sign/horn_of_africa/" target="_blank">assine a petição</a> para chamar governos e seus líderes para salvar milhões de vidas no Chifre da África e em outros lugares.</p>
<p>2. <a href="http://www.onedayswages.org/donate/org/horn-africa-relief-fund" target="_blank">Doe</a> o que você sentir compelido a doar. Talvez, um dia de seu salário (0.4% de sua renda anual) ou $17 (equivalente a 100 refeições) ou $170 (1000 refeições) de acordo com o Programa Mundial de Alimentação.</p>
<p>3. Se você faz aniversário nos próximos meses, crie <a href="http://www.onedayswages.org/birthday-cause" target="_blank">uma campanha de aniversário</a> pelo Chifre da África.</p>
<p>4. Mobilize. Comece um <a href="http://onedayswages.org/" target="_blank">grupo de campanha</a> em sua escola, trabalho, igreja, etc. Aqui está o <a href="http://www.onedayswages.org/group/cause/bethany-well-church" target="_blank">exemplo de uma igreja</a> que começou um grupo de campanha.</p>
<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/09/hornofafricahomepage1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1908" title="hornofafricahomepage1" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/09/hornofafricahomepage1.jpg" alt="" width="406" height="228" /></a></p>
<p>(Texto de Eugene Cho, um pastor que tem crescido em minha admiração. Original em inglês: <a href="http://eugenecho.com/2011/08/08/dear-world-please-wake-up/" target="_blank">Dear World: Please Wake Up! por Eugene Cho</a>)</p>
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		<title>Homofobia: não cabe ao cristão discriminar</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Dec 2010 15:22:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Além de não poder praticar nem dar seu aval à conduta sexual adulterina e à homossexual, o cristão precisa aprender a arte da convivência com aqueles que as praticam. Por ter se comprometido espontaneamente com Cristo ao se converter, o cristão é membro de uma comunidade cristã e responsável por seu comportamento e testemunho. Porém, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Além de não poder praticar nem dar seu aval à conduta sexual adulterina e à homossexual, o cristão precisa aprender a arte da convivência com aqueles que as praticam. Por ter se comprometido espontaneamente com Cristo ao se converter, o cristão é membro de uma comunidade cristã e responsável por seu comportamento e testemunho. Porém, ele não é retirado do mundo, da sociedade no meio da qual vive. Segundo Paulo, o cristão não deve ficar separado dos não-cristãos, que vivem a seu bel-prazer. Para viverem separados, os cristãos “teriam de sair deste mundo” (1Co 5.10, NTLH), atitude com a qual Jesus não concorda. Na oração sacerdotal do Cenáculo, Jesus é claro: “Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno” (Jo 17.15, NTLH). Retirado do mundo, o cristão jamais seria “o sal da terra” e “a luz do mundo” (Mt 5.13-16).</p>
<p>Por uma questão de princípios, se o cristão não se retira da sociedade, ele tem de aprender a conviver com seus contemporâneos e vizinhos, sem se deixar influenciar ou enredar por eles. Convivência e conivência são coisas distintas: “convivência” é viver com outra pessoa; “conivência” é cumplicidade, colaboração, conluio.</p>
<p>Não cabe ao cristão discriminar, desprezar, odiar, maltratar, humilhar ou apedrejar o homossexual ou a lésbica, em uma sociedade em que há muitos outros desvios, como a injustiça, a avareza, o consumismo, a hipocrisia, a idolatria, o ódio, a vingança, a arrogância, a frivolidade e assim por diante. Cabe ao cristão conviver com todas essas pessoas, com temor e tremor, sem espírito de superioridade, reprovando todas essas coisas mais pela conduta do que pelas palavras.</p>
<p>O ensino de Paulo tem um valor imenso se o contexto for considerado. Não há concessão alguma ao desregramento sexual. No mesmo capítulo, o apóstolo é enfaticamente contrário à presença de certo indivíduo da comunidade cristã de Corinto que estava tendo relações com a mulher de seu pai (já morto ou não), provavelmente sua madrasta. Ele deveria ser temporariamente afastado dos privilégios da comunidade, até que sua natureza carnal fosse suplantada pela nova natureza (1Co 5.1-5). No capítulo seguinte, Paulo recorda que entre os membros fundadores da comunidade cristã havia ex-homossexuais ativos e ex-homossexuais passivos, bem como muitos outros ex-isto-e-aquilo (1Co 6.9-11).</p>
<p>Na comunidade, o critério seria um; na sociedade, seria outro. Não se pode exigir que o não-cristão se comporte como cristão, mas é lícito exigir que o cristão se comporte como cristão.<br />
*****<br />
Por Elben M. Lenz César, Diretor-fundador da Editora Ultimato e redator da revista <a href="http://www.ultimato.com.br/conteudo/homofobia-nao-cabe-ao-cristao-discriminar" target="_blank">Ultimato</a> onde o texto foi publicado originalmente.</p>
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		<title>Preto &amp; Branco (mas muito cinza também)</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Nov 2010 22:14:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foi possivelmente em 1989 que eu comecei a enxergar a cor cinza nas realidades da vida. Até então meu mundo era feito somente de preto e branco (ou pelo menos era assim que eu pensava). Foi uma música do Mike Stand, guitarrista/vocalista da banda cristã de punk rock Altar Boys, em seu primeiro trabalho solo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1121" href="http://www.sandrobaggio.com/2010/11/29/preto-branco-mas-muito-cinza-tambem/mike-stand/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1121" title="Mike Stand" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2010/11/Mike-Stand-250x300.jpg" alt="Mike Stand" width="250" height="300" /></a><br />
Foi possivelmente em 1989 que eu comecei a enxergar a cor cinza nas realidades da vida. Até então meu mundo era feito somente de preto e branco (ou pelo menos era assim que eu pensava). Foi uma música do Mike Stand, guitarrista/vocalista da banda cristã de punk rock Altar Boys, em seu primeiro trabalho solo, que deu voz às minhas inquietações e me fez entender que tem preto e branco, mas muito cinza também. Mike canta:</p>
<p><em>I&#8217;ve been dreaming of a world</em><br />
Tenho sonhado com um mundo<br />
<em>A world of black and white</em><br />
Um mundo de preto e branco<br />
<em>A land of simple answers</em><br />
Uma terra de respostas simples<br />
<em>Fair is fair and right is right</em><br />
Justo é justo e certo é certo<br />
<em>It&#8217;s true a world like this will come someday</em><br />
É verdade que um mundo assim virá algum dia<br />
<em>But for now things are not that way</em><br />
Mas por enquanto as coisas não são assim<br />
<em>We live in world of confusion</em><br />
Vivemos num mundo de confusão<br />
<em>Isn&#8217;t that the way it is today?</em><br />
Não é assim que é hoje?<br />
<em>Unclear issues, unanswered questions</em><br />
Assuntos confusos , questões não respondidas<br />
<em>Surround us everyday</em><br />
Nos rodeiam todos os dias<br />
<em>Life&#8217;s mysteries come crashing in</em><br />
Os mistérios da vida desabam<br />
<em>They make our mothers cry and the young man sing</em><br />
Eles fazem nossas mães chorarem e o jovem cantar<br />
<em>I&#8217;ve seen grey &#8211; when a pure right or wrong</em><br />
Tenho visto cinza &#8211; quando um puro certo ou errado<br />
<em>Was not clearly seen</em><br />
Não foi claramente visto<br />
<em>I&#8217;ve seen grey<br />
</em>Tenho visto cinza</p>
<p>A realidade que muitos tem dificuldade em admitir é que a vida nos apresenta com situações onde não encontramos respostas simples (ou não encontramos nenhuma resposta), quando temos que admitir que não sabemos, não entendemos, não temos certeza. Eu já vivi o bastante para me deparar com muitas dessas situações. Já tive que engolir meu orgulho e voltar atrás, me humilhar e reconhecer que estava errado ao tentar dar respostas em preto e branco para situações claramente cinzas.</p>
<p>Hoje em dia, em meio a revolução do pensamento pós-moderno, encontro cada vez mais pessoas que enxergam o cinza. Até aí tudo bem. Afinal de contas, há muito cinza no mundo. Mike Stand coloca dessa maneira:</p>
<p><em>Is it grey when we can&#8217;t find answers?<br />
</em>É cinza quando não encontramos as respostas?<br />
<em>Is it grey when it&#8217;s not wrong or right?<br />
</em>É cinza quando não é certo ou errado?<br />
<em>And does that give us the go ahead to do anything we like?<br />
</em>E isso nos dá um sinal verde para fazer qualquer coisa que gostamos?<br />
<em>Is grey mis-used as a weak excuse?<br />
</em>O cinza é mal utilizado como uma desculpa fraca?<br />
<em>Can answers be found if we seek and look?<br />
</em>Podemos achar as respostas se procurarmos e buscarmos?<br />
<em>Still, I&#8217;ve seen grey</em><br />
Ainda tenho visto cinza<br />
<em>When answers I needed</em><br />
Quando as respostas que preciso<br />
<em>Seemed way beyond me</em><br />
Parecem estar bem além de mim<br />
<em>I&#8217;ve seen grey &#8211; when I couldn&#8217;t explain</em><br />
Tenho visto cinza &#8211; quando não podia explicar<br />
<em>Inconsistencies</em><br />
Inconsistências<br />
<em>I&#8217;ve seen grey</em><br />
Tenho visto cinza<br />
<em>And I try so hard</em><br />
E eu realmente tento<br />
<em>To understand this life</em><br />
Entender esta vida<br />
<em>I want to know what&#8217;s wrong</em><br />
Quero saber o que é errado<br />
<em>I want to know what&#8217;s right</em><br />
Quero saber o que é certo<br />
<em>Where can I draw the line?</em><br />
Onde posso estabelecer o limite?</p>
<p>A questão agora parece não ser mais se há ou não cinza. Todo mundo já viu cinza e reconhece que a vida é mais complicada do que gostaríamos que fosse. A questão me parece ser a seguinte: existe preto e branco? Ou é tudo cinza? Apesar de ver muito cinza no mundo e nas complexidades da vida, creio que há sim situações onde o preto e branco são claramente discerníveis. Mike Stand me ajudou a admitir o cinza. Mas não cegou meus olhos para o preto e branco.</p>
<p>E parece que esta é uma das dificuldades do pensamento pós-moderno. Ao dar boas vindas à realidade do cinza, muitos passaram a ignorar completamente o preto e branco. Parece que viver no cinza é mais confortável.</p>
<p><em>Well I may not have all the answers</em><br />
Bem, posso não ter todas as respostas<br />
<em>And this world is greyer than I like</em><br />
E este mundo é mais cinza do que eu gosto<br />
<em>But the hope that lives inside of me</em><br />
Mas a esperança que vive dentro de mim<br />
<em>Gives this grey a litlle light</em><br />
Dá ao cinza um pouco de luz<br />
<em>It&#8217;s easy to get angry when lifes unfair</em><br />
É fácil ficar irado quando a vida não é justa<br />
<em>But the challenge is to know a faithful God is there</em><br />
Mas o desafio é saber que um Deus fiel existe<br />
<em>I&#8217;ve seen grey &#8211; when the dark of night was more like shade</em><br />
Tenho visto cinza &#8211; quando a escuridão da noite era mais como uma sombra<br />
<em>I&#8217;ve seen grey &#8211; when a cloudly haze covered the light of day</em><br />
Tenho visto cinza &#8211; quando um nevoeiro cobriu a luz do dia<br />
<em>I&#8217;ve seen grey</em><br />
Tenho visto cinza</p>
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		<title>A verdadeira tolerância</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Nov 2010 13:07:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Universidade Mackenzie foi acusada esta semana de defender a homofobia. O motivo foi um texto publicado em 2007 e que, em momento algum, manifesta qualquer espírito de ódio ou violência contra homossexuais, mas restringe-se a manifestar a visão cristã sobre a homossexualidade. Ficou evidente que, na agenda gay, manifestar qualquer opinião contrária a sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://www.Mackenzie.br" target="_blank">Universidade Mackenzie</a> foi acusada esta semana de defender a homofobia. O motivo foi um texto publicado em <a href="http://www.ipb.org.br/noticias/noticia_inteligente.php3?id=808" target="_blank">2007</a> e que, em momento algum, manifesta qualquer espírito de ódio ou violência contra homossexuais, mas restringe-se a manifestar a visão cristã sobre a homossexualidade. Ficou evidente que, na agenda gay, manifestar qualquer opinião contrária a sua opção sexual é ser homofobico e intolerante. Já publiquei aqui no blog um exelente texto assinado pelo Israel Belo de Azevedo sob o título <a href="http://www.sandrobaggio.com/2009/08/01/a-intolerancia-dos-tolerantes/" target="_blank">A Intolerância dos Tolerantes</a>. Abaixo está mais um texto sobre a questão do tolerância: &#8220;Os cristãos devem ser tolerantes?&#8221; por Hank Hanegraaff.</p>
<p>****</p>
<p>A tolerância hoje está sendo redefinida a fim de significar que todas as visões são igualmente válidas e todos os estilos de vida, igualmente apropriados. Assim, a idéia de que Jesus é o único caminho é difamada como o epítome da intolerância. Em vez de render-se à cultura, os cristãos devem estar preparados para expor as falhas da tolerância de hoje e, ao mesmo tempo, exemplificar a verdadeira tolerância.</p>
<p>Primeiro, dizer que todas as visões são igualmente válidas soa como tolerante, mas na verdade é uma contradição. Se de fato todas as visões são igualmente válidas, então a visão do cristão deve ser considerada. Porém, a visão cristã afirma que nem todas as visões são igualmente válidas. Desta forma, a redefinição de tolerância em nossa cultura é uma proposição que se autorrefuta. E mais: não toleramos pessoas com quem concordamos; toleramos pessoas de quem discordamos. Se todas as visões fossem igualmente válidas, a tolerância não seria necessária.</p>
<p>Além disso, a redefinição atual da tolerância não deixa espaço para julgamentos morais objetivos. Um terrorista moderno poderia ser considerado tão virtuoso quanto a uma cristã piedosa. Sem um ponto de referência firme, as normas sociais estão sendo reduzidas a meras questões de preferência. Assim, a base moral para resolver conflitos internacionais e condenar práticas intuitivamente más, como genocídio, opressão de mulheres e prostituição infantil, está seriamente comprometida.</p>
<p>Por fim, à luz de seus aspectos filosoficamente fatais, os cristãos devem rejeitar a tolerância de hoje e restaurar a verdadeira tolerância. Esta requer que, apesar de nossas diferenças, tratemos todas as pessoas que encontramos com a dignidade e o respeito que merecem como pessoas criadas à imagem de Deus. A verdadeira tolerância não impede que se proclame a verdade, mas manda que façamos isso com bondade e respeito (cf. 1 Pedro 3.15,16). Em um mundo cada vez mais intolerante com o cristianismo, os cristãos devem exemplificar a tolerância sem sacrificar a verdade.</p>
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		<title>A Cura</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Apr 2010 23:48:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se por estarmos em Cristo nós temos alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no Espírito, alguma profunda afeição e compaixão, completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude. Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se por estarmos em Cristo<br />
nós temos alguma motivação,<br />
alguma exortação de amor,<br />
alguma comunhão no Espírito,<br />
alguma profunda afeição e compaixão,<br />
completem a minha alegria,<br />
tendo o mesmo modo de pensar,<br />
o mesmo amor,<br />
um só espírito<br />
e<br />
uma<br />
só<br />
atitude.<br />
Nada façam por ambição egoísta<br />
ou por vaidade,<br />
mas<br />
humildemente<br />
considerem os outros<br />
superiores a si mesmos.<br />
Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos  interesses dos outros.<br />
Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus,<br />
que, embora sendo Deus não considerou que o ser igual a Deus era algo a  que devia apegar-se;<br />
mas esvaziou-se a si mesmo,<br />
vindo a ser servo<br />
tornando-se semelhante aos homens.<br />
E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo<br />
e foi obediente<br />
até a morte,<br />
e morte de cruz!<br />
Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está  acima de todo nome,<br />
para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho,<br />
nos céus,<br />
na terra<br />
e debaixo da terra,<br />
e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor,<br />
para a glória de Deus Pai.<br />
Assim, meus amados, como sempre vocês obedeceram,<br />
não apenas na minha presença, porém muito mais agora na minha ausência,<br />
ponham em ação a salvação de vocês com<br />
temor<br />
e<br />
tremor,<br />
pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar,<br />
de acordo com a boa vontade dele.<br />
Façam tudo sem queixas nem discussões,<br />
para que venham a tornar-se<br />
puros<br />
e<br />
irrepreensíveis,<br />
filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e  depravada,<br />
na qual vocês brilham como estrelas no universo,<br />
retendo firmemente a palavra da vida.</p>
<p>(Carta de São Paulo aos Filipenses, 62 A.D.)</p>
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		<title>A Ferida</title>
		<link>http://www.sandrobaggio.com/2010/04/23/a-ferida/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 12:41:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tendemos a não viver a realidade porém em sonho, em ideologias e ilusões, em teorias, projetos, coisas que trazem sucesso e fama. As barreiras que cercam nossos corações são profundas e fortes, protegendo-nos da dor. Vivemos no passado ou no futuro ou num sonho. Nossos corações e mentes podem se afastar gradualmente de nossa própria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tendemos a não viver a realidade<br />
porém em sonho, em ideologias e ilusões,<br />
em teorias, projetos,<br />
coisas que trazem sucesso e fama.<br />
As barreiras que cercam nossos corações<br />
são profundas e fortes,<br />
protegendo-nos da dor.<br />
Vivemos no passado<br />
ou no futuro<br />
ou num sonho.<br />
Nossos corações e mentes podem se afastar gradualmente de nossa própria carne e emoções,<br />
do &#8220;agora&#8221; da realidade.<br />
Nós nos colocamos no centro de tudo,<br />
não nutridos por outras pessoas,<br />
nem pela canção dos pássaros,<br />
nem pelo grito de amor que brota<br />
do coração das crianças,<br />
mas por nós mesmos,<br />
insaciavelmente em busca de singularidade e valor<br />
ou caindo nos poços de depressão e revolta,<br />
escorregando para o &#8220;amanhã&#8221; ou o &#8220;ontem&#8221;,<br />
agarrando-nos nas garras do passado.<br />
Isto não significa que não haja ética<br />
e ações moralmente boas ou más.<br />
Podemos escolher fazer o bem e facilitar a vida.<br />
Contudo, toda a fragmentação dentro de nós<br />
solidifica nossas motivações.<br />
Conforme buscamos glória e fama,<br />
querendo provar nossa bondade e valor,<br />
somos todos necessitados de profunda cura interior.</p>
<p>(Jean Vanier em Jesus, o dom do amor &#8211; Paulinas, 1998)</p>
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		<title>Levante Sua Voz&#8230;</title>
		<link>http://www.sandrobaggio.com/2010/03/25/levante-sua-voz/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 17:50:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Abre tua boca em favor do mudo, em favor do direito de todos os desamparados.&#8221; Prov 31.8 A ESTRANHA TEORIA DO HOMICÍDIO SEM MORTE Marcia Suzuki Conselheira de ATINI – VOZ PELA VIDA www.atini.org Alguns antropólogos e missionários brasileiros estão defendendo o indefensável. Através de trabalhos acadêmicos revestidos em roupagem de tolerância cultural, eles estão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><span><span><span><em>&#8220;Abre tua boca em favor do mudo, em favor do  direito de todos os desamparados.&#8221;</em> Prov 31.8<br />
</span></span></span><br />
A ESTRANHA TEORIA DO HOMICÍDIO SEM MORTE</p>
<p>Marcia Suzuki<br />
Conselheira de ATINI – VOZ PELA VIDA<br />
<a title="link" href="http://www.atini.org" target="_blank">www.atini.org</a></p>
<p>Alguns antropólogos e missionários brasileiros estão defendendo o indefensável. Através de trabalhos acadêmicos revestidos em roupagem de tolerância cultural, eles estão tentando disseminar uma teoria no mínimo racista.  A teoria de que para certas sociedades humanas certas crianças não precisariam ser enxergadas como seres humanos. Nestas sociedades, matar essas crianças não envolveria morte, apenas “interdição” de um processo de construção de um ser humano. Mesmo que essa criança já tenha 2, 5 ou 10 anos de idade.</p>
<p>Deixe-me explicar melhor. Em qualquer sociedade, a criança precisa passar por certos rituais de socialização. Em muitos lugares do Brazil, a criança é considerada pagã se não passar pelo batismo católico. Ela precisa passar por esse ritual religioso para ser promovida a “gente” e ter acesso à vida eterna. Mais tarde, ela terá que passar por outro ritual, que comemora o fato dela ter sobrevivido ao período mais vulnerável, que é o primeiro ano de vida. A festa de um aninho é um ritual muito importante na socialização da criança. Alguns anos mais tarde ela vai frequentar a escola e vai passar pelo difícil processo de alfabetização. A primeira festinha de formatura, a da classe de alfabetização, é uma celebração da construção dessa pessoinha na sociedade. Nestas sociedades, só a pessoa alfabetizada pode ter esperança de vir a ser funcional. E assim vai. Ela vai passar por um longo processo de “pessoalização”, até se tornar uma pessoa plena em sua sociedade.</p>
<p>Esse processo de socialização é normal e acontece em qualquer sociedade humana. As sociedades diferem apenas na definição dos estágios e na forma como a passagem de um estágio para outro é ritualizada.</p>
<p>Pois é. Esses antropólogos e missionários estão defendendo a teoria de que, para algumas sociedades, o “ser ainda em construção”  poderá ser morto e o fato não deve ser percebido como morte. Repetindo – caso a “coisa” venha a ser assassinada nesse período, o processo não envolverá morte. Não é possível se matar uma coisa que não é gente. Para estes estudiosos, enterrar viva uma criança que ainda não esteja completamente socializada não envolveria morte.</p>
<p>Esse relativismo é racista por não se aplicar universalmente. Estes estudiosos não aplicam esta equação às crianças deles. Ou seja, aquelas nascidas nas grandes cidades, mas que não foram plenamente socializadas (como crianças de rua, bastardas ou deficientes mentais).  Essa equação racista só se aplicaria àquelas crianças nascidas na floresta, filhas de pais e mães indígenas. Racismo revestido com um verniz de correção política e tolerância cultural.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-935" href="http://www.sandrobaggio.com/2010/03/25/levante-sua-voz/indio/"><img class="alignleft size-full wp-image-935" title="Indio" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2010/03/Indio.jpg" alt="Indio" width="263" height="229" /></a>Foto: Niawi, menino indígena do Amazonas enterrado vivo aos 5 anos por não conseguir andar. Mãe e pai não queriam sacrificá-lo e se suicidaram antes.</p>
<p>Tristemente, o maior defensor desta hipótese é um líder católico, um missionário. Segundo ele &#8220;O infanticídio,  para nós, é crime se houver morte.  O aborto, talvez, seja mais próximo dessa prática dos índios, já que essa não mata um ser humano, mas sim, interdita a constituição do ser humano&#8221;, afirma.”(1)</p>
<p>Uma antropóloga da UNB, concorda.  &#8220;Uma criança indígena quando nasce não é uma pessoa.  Ela passará por um longo processo de pessoalização para que adquira um nome e, assim, o status de &#8216;pessoa&#8217;.  Portanto, os raríssimos casos de neonatos que não são inseridos na vida social da comunidade não podem ser descritos e tratados como uma morte, pois não é.  Infanticídio, então, nunca&#8221;.”(2)</p>
<p>Mais triste ainda é que esta antropóloga alega ser consultora da UNICEF, tendo sido escolhida para elaborar um relatório sobre a questão do infanticídio nas comunidades indígenas brasileiras.(3) Como é que a UNICEF, que tem a tarefa defender os direitos universais das crianças, e que reconhece a vulnerabilidade das crianças indígenas(4), escolheria uma antropóloga com esse perfil para fazer o relatório? Acredito que eles não saibam que sua consultora defende o direito de algumas sociedades humanas de “interditar” crianças ainda não plenamente socializadas.(5)</p>
<p>O papel da UNICEF deveria ser o de ouvir o grito de socorro dos inúmeros pais e mães indígenas dissidentes, grito este já fartamente documentado pelas próprias organizações indígenas e ONG’s indigenistas.(6)</p>
<p>A UNICEF deveria ouvir a voz de homens como Tabata Kuikuro, o cacique indígena xinguano que preferiu abandonar a vida na tribo do que permitir a morte de seus filhos. Segurando seus gêmeos sobreviventes no colo, em um lugar seguro longe da aldeia, ele comenta emocionado:</p>
<p>“Olha prá eles, eles são gente, não são bicho, são meus filhos.<br />
Como é que eu poderia deixar matar?”(7)</p>
<p>Para esses indígenas, criança é criança e morte é morte. Simples assim.</p>
<p>NOTAS<br />
(1) <a title="llnk" href="http://www.amazonia.org.br/noticias/noticia.cfm?id=347765" target="_blank">http://www.amazonia.org.br/noticias/noticia.cfm?id=347765</a><br />
(2) idem<br />
(3) Marianna Holanda fez essa declaração em palestra que ministrou em novembro de 2009 no auditório da  UNIDESC , em Brasília.<br />
(4)<a title="relatório" href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;source=web&amp;ct=res&amp;cd=2&amp;ved=0CAkQFjAB&amp;url=http://www.unicef.pt/docs/pdf_arquivo/2004/04-02-25_innocenti_digest_n_11.pdf&amp;rct=j&amp;q=UNICEF+relat%C3%B3rio+crian%C3%A7as+ind%C3%ADgenas+vulner%C3%A1veis&amp;ei=fW-hS47tCoT2sQOVzZnhAw&amp;usg=AFQjCNE5YLDmlaDBe3eUQLoT_-UaruJyMQ" target="_blank"> Segundo relatório da UNICEF, as crianças indígenas são hoje as crianças mais vulneráveis do planeta.</a> “Indigenous children are among the most vulnerable and marginalized groups in the world and global action is urgently needed to protect their survival and their rights, says a new report from UNICEF Innocenti Research Centre in Florence.”<br />
(5) Em algumas sociedades, crianças não socializadas seriam gêmeos, filhos de mãe solteira, de viúvas ou de relações incestuosas, crianças com deficiência física ou mental grave ou moderada, etc. A dita “interdição” do processo pode ocorrer em várias idades, tendo sido registrada com crianças de até 10 anos de idade, entre os Mayoruna, no Amazonas. Marianna defende essa “interdição” em dissertação intitulada “Quem são os humanos dos direitos?”  <a title="Estudo" href="http://www.direitoshumanos.etc.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=2483:estudo-contesta-criminalizacao-do-infanticidio-indigena&amp;catid=21:indigenas&amp;Itemid=165" target="_blank">Estudo contesta criminalização do infanticídio indígena.</a><br />
(6) <a title="link" href="http://www.quebrandoosilencio.blog.br" target="_blank">www.quebrandoosilencio.blog.br</a> <a title="link" href="http://www.atini.org" target="_blank">www.atini.org</a><br />
<a title="link" href="http://www.movimentoindigenaafavordavida.blogspot.com" target="_blank">www.movimentoindigenaafavordavida.blogspot.com</a><br />
<a title="link" href="http://vimeo.com/1406660" target="_blank">http://vimeo.com/1406660</a> <a title="link" href="http://www.conplei.org.br/2009/carta-aberta-contra-infanticidio-indigena-brasil.html" target="_blank">carta aberta contra o infanticídio indígena.</a><br />
(7) Trecho de depoimento do documentário “Quebrando o Silêncio”, dirigido pela jornalista indígena Sandra Terena. O  documentário  está disponível no link <a title="link" href="http://www.quebrandoosilencio.blog.br" target="_blank">www.quebrandoosilencio.blog.br</a></p>
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		<title>A violência do amor</title>
		<link>http://www.sandrobaggio.com/2010/03/24/a-violencia-do-amor/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 19:04:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Há alguns anos, uma amiga emprestou-me um livrete chamado The Violence of Love. Era uma coleção de pensamentos do Arcebispo Oscar Romero. Fiquei impressionado com seus pensamentos e procurei conhecer sua história. Esta mesma amiga menciou um filme sobre sua vida, com Raul Julia no papel de Romero. Além de assitir o filme, comprei alguns [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-903" href="http://www.sandrobaggio.com/2010/03/24/a-violencia-do-amor/romero-2x3/"><img class="aligncenter size-full wp-image-903" title="Romero 2x3" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2010/03/Romero-2x3.jpg" alt="Romero 2x3" width="310" height="400" /></a><br />
Há alguns anos, uma amiga emprestou-me um livrete chamado <em>The Violence of Love</em>. Era uma coleção de pensamentos do Arcebispo Oscar Romero. Fiquei impressionado com seus pensamentos e procurei conhecer sua história. Esta mesma amiga menciou um filme sobre sua vida, com Raul Julia no papel de Romero. Além de assitir o filme, comprei alguns livros, dentre eles o diário dos dois últimos anos de sua vida e outra coletânea de pensamentos seus que tornou-se um de meus livros favoritos. Oscar Romero é um martír pelo qual passei a nutrir grande admiração.<br />
Hoje faz 30 anos que Oscar Romero foi assassinado enquanto celebrava a missa numa pequena capela em El Salvador. Abaixo estão alguns de seus pensamentos extraídos do livro <em>The Church Is All Of You</em>.</p>
<p><em>&#8220;Como cristãos formados no evangelho,</em><em><br />
vocês têm o direito de se organizar,<br />
para tomar decisões concretas baseadas no evangelho.<br />
Mas tenham muito cuidado para não trair<br />
aquelas convicções evangélicas, cristãs, sobrenaturais<br />
na companhia daqueles que buscam outras libertações<br />
que podem ser meramente econômicas, temporárias, políticas.<br />
Mesmo trabalhando pela libertação<br />
junto com outros que possuem outras ideologias,<br />
os cristãos devem apegar-se à sua libertação original.&#8221;<br />
</em>(19 de Junho, 1977)</p>
<p><em>&#8220;Não coloquemos nossa confiança</em><em><br />
nos movimento libertadores terrenos.<br />
Sim, eles são providenciais,<br />
mas somente se não se esquecerem<br />
de que toda força libertadora no mundo<br />
vem de Cristo.&#8221;<br />
</em>(24 de Junho, 1979)</p>
<p><em>&#8220;Eu somente quero ser o construtor de uma grande afirmação,<br />
a afirmação de Deus,<br />
que nos ama<br />
e que deseja nos salvar.&#8221;<br />
</em>(25 de Fevereiro, 1979)</p>
<p><em>&#8220;Na medida em que somos igreja,<br />
isto é, verdadeiros cristãos,<br />
encarnando o evangelho,<br />
nesta medida seremos os cidadãos oportunos,<br />
(&#8230;) necessários neste momento.<br />
Se nos retrairmos desta inspiração da Palavra de Deus,<br />
podemos ser pragmáticos,<br />
oportunistas políticos,<br />
mas não seremos cristãos<br />
que moldam a história.&#8221;<br />
</em>(11 de Novembro, 1979)</p>
<p><em>&#8220;Eu repito o que disse a vocês uma vez quando temíamos ficar sem uma estação de rádio:<br />
O melhor microfone de Deus é Cristo,<br />
e o melhor microfone de Cristo é a igreja,<br />
e a igreja são todos vocês.<br />
Que cada um de vocês,<br />
em seu próprio trabalho, em sua própria vocação (&#8230;) cada um em seu próprio lugar viva a fé intensamente<br />
e sinta que em seu ambiente<br />
você é um verdadeiro microfone de Deus nosso Senhor.&#8221;<br />
</em>(27 de Janeiro, 1980)</p>
<p><em>&#8220;A violência que pregamos não é a violência da espada,<br />
a violência  do ódio.<br />
É a violência do amor,<br />
da irmandade,<br />
a violência  que deseja transformar armas<br />
em foices para o trabalho.&#8221;<br />
</em>(27 de  Novembro, 1977)</p>
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