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Switchfoot, música, fé e vocação

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Gosto de Switchfoot e considero Jon Foreman um dos mais talentosos compositores dos últimos 20 anos. Curiosamente, essa foi uma banda que cheguei a ouvir pela primeira vez, não por causa da música, nem das letras, mas por um de seus músicos. Quando soube que Jerome Fontamillas (cuja carreira musical eu acompanhava desde Mortal e Fold Zandura) estava tocando na banda, decidi escutá-la e fiquei impressionado com o que encontrei. Virei fã. O álbum The Beautiful Letdown (2004) me ajudou num período difícil de minha vida. Tenho todos os cds originais e estou aguardando ansiosamente o lançamento de Fading West em janeiro de 2014.

O texto abaixo foi divulgado essa semana no FB por um artista que acompanho (link do original aqui). Trata-se da resposta dada por Jon Foreman para a pergunta feita a ele se sua banda Switchfoot é uma “banda cristã”. Vale a pena a leitura e reflexão.

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“Para ser honesto , esta questão me entristece, porque sinto que ela representa um problema muito maior do que simplesmente algumas músicas do Switchfoot. Na verdadeira forma socrática, deixe-me lhe fazer algumas perguntas: Lewis ou Tolkien mencionam Cristo em qualquer de suas séries de ficção? As sonatas de Bach são cristãs? O que é mais semelhante a Cristo, alimentar os pobres, fabricar móveis, limpar banheiros ou pintar um pôr do sol? Há um cisma entre o sagrado e o secular em todas as nossas mentes modernas.

A visão de que um pastor é mais “cristão” do que um treinador de um time de voleibol feminino é falha e herética. A posição que um líder de adoração é mais espiritual do que um zelador é condescendente e falha. Essas vocações e propósitos diferentes demonstram ainda mais a soberania de Deus.

Muitas canções são dignas de serem escritas. Switchfoot escreverá algumas; Keith Green, Bach e talvez você mesmo tenha escrito outras. Algumas dessas canções são sobre redenção, outras sobre o nascer do sol, outras sobre nada em particular: escritas pela simples alegria da música.

Nenhuma dessas músicas nasceu de novo, e nesse sentido, não existe tal coisa como música cristã. Não. Cristo não veio morrer por minhas músicas, ele veio por mim. Sim. Minhas músicas são uma parte da minha vida. Mas, julgando pelas Escrituras, só posso concluir que o nosso Deus está muito mais interessado em como trato os pobres, os quebrantados e os famintos, do que com os pronomes pessoais que eu uso quando canto. Sou crente. Muitas dessas músicas falam sobre essa crença. A obrigação de dizer isso ou fazer aquilo não soa como a gloriosa liberdade que Cristo morreu para me dar.

No entanto, tenho uma obrigação, uma dívida que não pode ser quitada por minhas decisões líricas. Minha vida será julgada por minha obediência, e não por minha capacidade de limitar as minhas letras nessa ou naquela caixa.

Todos temos vocações diferentes; Switchfoot está tentando obedecer ao que fomos chamados. Não estamos tentando ser Audio Adrenaline ou U2 ou POD ou Bach; estamos tentando ser Switchfoot. Uma canção que tem as palavras “Jesus Cristo” não é nem mais nem menos “cristã” do que uma instrumental (já ouvi muita gente dizer “Jesus Cristo” e não estavam falando sobre o seu redentor). Jesus não morreu por nenhuma de minhas músicas. Portanto, não há hierarquia de vida ou músicas ou ocupação, só há obediência. Temos um chamado para tomar a nossa cruz e seguir. Podemos ter certeza de que essas estradas serão diferentes para todos nós. Assim como você tem um corpo e cada parte tem uma função diferente, assim também, em Cristo nós, que somos muitos, formamos um só corpo e cada um de nós pertencemos uns aos outros. Por favor, seja lento em julgar “irmãos” que têm um chamado diferente.”

Foreman menciona a “caixa” cristã onde muitas pessoas querem ficar, e colocar os outros dentro. Concordo com Foreman que esta caixa é particularmente limitada quando se trata de arte. Então, saia e crie algo – algo belo, algo maravilhoso – e faça isso para a glória de Deus.

Derek Webb

derekwebb
Eu confesso que, na última década a música cristã, de um modo geral, não foi a maior porção em minha dieta musical. Com raras exceções, a maioria dos artistas cristãos se tornou repetitiva e superficial demais, sem criatividade capaz de fazer com que eu escutasse sua música mais que uma vez (ou, em muitos casos, só alguns minutos). Derek Webb é uma das exceções.

Conheci Derek Webb por acaso, num show em Orlando, em 1999. Fui ao show para ver as atrações principais: Third Day e Jars of Clay, esta última fazendo um show de pré-lançamento do álbum Since I Left the Zoo. O show tinha sido promovido pela indústria musical e, por este motivo, teve uma série de apresentações de outros artistas desconhecidos para mim: Bebo Norman, Andrew Peterson e Caedmon’s Call (a banda da qual Derek Webb fazia parte).

Nos anos seguintes, comprei os cds da banda Caedmon’s Call sempre que eram lançados e tentei acompanhar um pouco a carreira da banda. Desse modo, li que o Derek Webb havia gravado dois álbuns solo, mas somente em 2005 parei para escutar algo de sua carreira solo, no lançamento de Mockingbird, quando o disco foi distribuído gratuitamente na internet por uma semana. Esse foi um daqueles cds que escutei muitas vezes antes de dormir, prestando atenção em cada nota tocada e cada palavra cantada.

Fiquei tão impressionado que acabei voltando aos trabalhos solos anteriores do Derek: She Must And Shall Go Free (2003), I See Things Upside Down e The House Show (2004). Para minha surpresa, esses álbuns eram tão bons quanto Mockingbird. Virei fã definitivo do cara. Comprei cada trabalho seguinte lançado pelo Derek, no dia do lançamento na internet (geralmente semanas antes do lançamento “físico”), desfrutando cada um deles como um jorro de água fresca no deserto que se tornou grande parte do cenário da música cristã contemporânea.

Para os leitores fluentes em inglês, recomendo ouvir atentamente as letras do Derek. Elas são brutalmente sinceras, honestas, relevantes e retratam o estado da Igreja atual que, como a de Laodiceia, se gaba de ser rica e de não ter falta de nada, mas na realidade é desgraçada, miserável, pobre, cega e nua. Derek não faz esse retrato como alguém que está do lado de fora, mas como alguém que é membro da Igreja, que faz parte dessa confusão e que deseja ardentemente tanto falar a verdade (mesmo sabendo que “a verdade nunca é sexy” – Nobody Loves Me) como ser confrontado por ela (ainda que corte sua carne, como canta em Medication).

Web: derekwebb.com
Twitter: @derekwebb

Espinhos na palha

Desde o dia em que o anjo veio
Parece que tudo mudou
A única certeza
Era a criança movendo-se em seu interior
Na estrada que não terminaria
Circulando até Belém
Tão longe de casa

Apenas um cobertor no chão
Num estábulo vazio
Mas lá nasceu o filho
Que ela segurava nos braços
E ao colocá-lo para dormir
Ela ficou a pensar – será que sempre será
Tão amargo no entanto tão doce?

E será que ela viu lá
Na palha próximo da cabeça dele um espinho?
E será que ela sentiu cheiro de mirra
No ar naquela noite estrelada?
E será que ela ouviu anjos cantando
Não muito longe dali?
Até que por fim o sol nasceu avermelhado
No céu da manhã

Então as palavras de videntes ancestrais
Despencando pelos séculos…
Uma virgem conceberá…
Deus conosco… Príncipe da Paz
Homem de Dores – que nome mais estranho
Oh José lá vem de novo
Tão amargo no entanto tão doce

E enquanto ela o observava através dos anos
Sua alegria se misturava a lágrimas
E sentia tudo de novo
A glória e a vergonha
E quando os milagres começaram
Ela pensou: Quem é este homem?
E onde isso tudo terminará?

Até que contra um céu em trevas
O filho que ela amava foi erguido
E com seu último fôlego de vida
Ela o ouviu dizer: ‘Pai perdoe’
E para criminoso ao seu lado
“Hoje comigo no Paraíso”
Tão amargo no entanto tão doce

***

Letra e música de Graham Kendrick
Tradução livre.  A letra original e informações sobre o artista se encontram aqui.

Achtung Baby

Em novembro de 1991 eu havia acabado de deixar da OM, organização missionária com a qual eu havia trabalhado desde janeiro de 1989. Uma vez que unir-me à OM tinha sido meu alvo desde 1984, eu estava encerrando um ciclo em minha vida e não estava bem certo do faria a seguir.

Naquele mesmo ano eu li Resistência e Submissão de Dietrich Bonhoeffer pela primeira vez. A leitura das cartas que Bonhoeffer escreveu da prisão antes de ser enforcado pelo regime nazista causou um profundo impacto em minha vida. Comecei a enxergar o Cristianismo mais com os “pés no chão”, um pouco mais relacionado com a vida terrena – e não apenas o celeste porvir – do que eu havia percebido até então.

Musicalmente, aquele também foi o ano em que eu rompia de vez com a separação na arte do sagrado vs. profano e começava a escutar a música da época em que eu estava vivendo independente do rótulo de “cristã” ou “secular”. A “revolução” grunge estava a caminho e logo camisas xadrez de flanela amarradas na cintura seriam a moda da juventude em todos os lugares. Bandas como Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden e Alice In Chains começavam a ganhar espaço nas rádios e na MTV. Guns ‘N Roses era a banda do momento. E os headbangers ainda estavam incertos se gostavam ou não do “black álbum” do Metallica.

Foi neste contexto que comprei Achtung Baby do U2, relançado esta semana em várias edições comemorativas de seu aniversário de 20 anos. Eu tinha “descoberto” o U2 há apenas quatro anos e a banda já estava se tornando a minha favorita. Comprei o LP e gravei uma fita cassete do mesmo para ouvir em meu walkman. Durante meses, este álbum foi meu companheiro muitas noites antes de dormir.

Confesso que à primeira ouvida, fiquei um pouco confuso. Aquela não parecia ser a mesma banda de The Unforgettable Fire (1984), The Joshua Tree (1987) e Rattle And Run (1988), os três álbuns do U2 com os quais eu tinha familiaridade até então. Se nestes álbuns o U2 expunha seu amor pela América, em Acthung Baby eles voltavam à realidade de seu continente natal, uma Europa em transição com a queda do Muro de Berlim e o colapso do comunismo. Achtung Baby é U2 abraçando definitivamente sua identidade européia.

Logo na primeira faixa, Zoo Station, a sonoridade já se mostrava completamente diferente. Um som mais sujo, distorcido, cheio de efeitos, a bateria soando como se fosse de lata e a voz do Bono como se ele estivesse cantando dentro do vagão de um trem. As coisas ficaram ainda mais confusas para mim com o ritmo dançante de Even Better Than The Real Thing. O que estava acontecendo com minha banda de rock? Electro techno e dance music eram tabús para meus ouvidos acostumados ao heavy metal. E a letra soava demais sensual. Onde estava aquela banda com consciência política e mensagens inspiradoras de esperança, paz e amor?

Foi somente na terceira faixa, One, que a banda soou um pouco mais “normal” para mim. Mas ainda assim, o clima era diferente, mais sombrio e melancólico. One reflete a tensão entre os membros da banda durante a transição sonora dos álbuns anteriores para Achtung Baby e também fala sobre o fracasso do casamento de The Edge e Aislinn. Apesar de seu título sugerir unidade, é uma música sobre diferenças e a complexidade dos relacionamentos humanos.

Quando alcancei a quarta faixa, percebi que estava diante de um álbum fenomenal. Until The End of The World foi a música de Acthung Baby que cativou minha atenção desde a primeira ouvida. A letra introspectiva sobre traição retrata um monólogo fictício de Judas para Jesus e foi inspirada pela leitura que Bono estava fazendo de Book of Judas do poeta irlandês Brendan Kennelly.

A partir daí Achtung Baby foi fazendo sentido como uma obra de arte. Semelhante à sua capa feita de colagens de fotos que parecem não terem conexão alguma umas com as outras, mas no final formam um todo, este é o conjunto mais coeso de canções que o U2 já produziu.

Stephan Catanzarite resume bem Achtung Baby ao dizer que “é um mergulho de cabeça na piscina do mistério (…), é um álbum que faz muito mais perguntas do que tenta respondê-las, uma obra de arte que é mais inspirada em suas meditações sobre as contradições, incertezas e confusão que florescem à sombra da Queda.”

Talvez seja esta sombra da Queda que faz com Achtung Baby tenha um elemento de confissão em seu conjuto. Confissão de fracasso, de confusão, de dúvida, de ceder à tentação e de hipocrisia. Bono começou a usar óculos escuros para cantar estas canções. Era como se ele precisasse se esconder por trás daqueles óculos para ser tão pessoal e aberto sobre sua humanidade caída. Em meio há tantas confissões, encontramos também confissão de dependência da Graça de Deus representada na Santa Ceia: “I’d break bread and wine if there was a church I could receive it, cause I need it now…” (eu partiria pão e vinho se houvesse uma igreja onde eu pudesse recebê-los, pois preciso disso agora).

As primeiras palavras de Achtung Baby são “I’m ready for the laughting gas, I’m ready for what’s next…” (estou pronto para o gás do riso, pronto para o que virá). Elas anunciam o clima de tumulto, manifestações, mudanças e incerteza com relação ao futuro. Este era o clima tanto da banda quando estava compondo estas canções, quanto do mundo naquele início da década de 1990. Era também o clima de minha vida naquele momento de transição.

Talvez seja por isto que me apaixonei por este disco. Ele funcionou para mim como um divã e através de suas canções eu conseguia expressar sentimentos secretos sem soar tão óbvio para as pessoas ao meu redor. Nesta época abracei o que Bonhoeffer havia dito em uma de suas cartas da prisão: “Ser cristão é ser homem. Não apenas um certo tipo de homem, mas o homem que Cristo cria em nós.” (18.07.1944)

Para ser este tipo de homem que reconhece-se pecador, mas não perde a esperança na Redenção, é preciso ser totalmente dependente da Graça de Deus. Em Mysterious Ways, onde a imagem do movimento misterioso feminino se funde ao mover misterioso do Espírito, Bono volta a falar sobre esta dependência: “If you wanna kiss the sky, better learn how to kneel” (se você quiser beijar o céu é melhor aprender a se ajoelhar).

Um álbum tão rico em imagens e sons, Achtung Baby não poderia deixar de ser considerado como o melhor trabalho do U2.

Fé é para os fracos?

Lendo o livro Insurrection de Peter Rollins, escritor irlandês que está ficando conhecido pelo seu desconstrucionismo da fé cristã, lembrei-me de uma música do Steve Taylor intitulada Harder to Believe Than Not To.

Segundo Steve Taylor, esta música, gravada de modo bem simples em Londres com uma pequena orquestra, toma emprestado seu título de uma linha encontrada nas cartas de Flannery O’Connor, uma escritora de ficção aclamada pela crítica e originária do Sul dos EUA. Os amigos de O’Connor no círculo literário de Nova Iorque tinham muita dificuldade em acreditar que uma escritora de seu calibre pudesse ser algo tão comum e fora de moda como uma seguidora de Jesus. Ela respode em sua carta à crítica de que a função primária do Cristianismo é ser uma muleta para os fracos de espírito e diz  que seus críticos simplesmente não entendem o custo envolvido no Cristianismo, que “é muito mais difícil acreditar do que não acreditar.”

Steve Taylor diz que aquelas palavras ficaram gravadas em sua memória e a canção foi escrita do ponto de vista que o custo envolvido no Cristianismo – o ideal de tomar a sua cruz diariamente e seguir Jesus – torna-o difícil de acreditar, porque o Cristianismo demanda coisas de nós que não desejamos dar naturalmente. Nas palavras do dramaturgo Dennis Potter, “Não existe, afinal, o que se chama de uma fé simples.”

Quando Rollins diz em seu livro que ter fé, acreditar, é natural do ser humano simplesmente pelo fato de que todos desejamos crer em algo que nos traga conforto, consolo, esperança, penso que, ainda que ele esteja correto, não é disto que se trata o Cristianismo. Como disse C.S. Lewis, “Se você está à procura de uma religião que o deixe confortável, definitivamente eu não lhe aconselharia o cristianismo.”

Na realidade, a fé necessária para seguir Jesus não é nem um pouco natural.

É Mais Difícil Acreditar Do Que Não

Nada é mais frio do que os ventos de mudança
Onde o frio congela o sonhador até que só reste uma sombra
Entre as ruínas se encontra sua alma torturada
Estava perdida lá
Ou foi sua vontade que se rendeu?
Tremendo com dúvidas que foram negligenciadas
Então você lança fora o manto que deveria ter consertado
Você não sabe agora porque são poucos os escolhidos?
É mais difícil acreditar do que não
Mais difícil acreditar do que não

Foi uma confiança que o manteve firme
Quando você sabia que acreditava, mas não sabia o porquê
Ninguém imagina chegar a este ponto
Mas é tão difícil quando as pessoas não querem escutar
Tremendo com dúvidas que foram negligenciadas
Então você lança fora o manto que deveria ter consertado
Você não sabe agora porque são poucos os escolhidos?
É mais difícil acreditar do que não

Alguns ficam paralizados até sucumbirem
Outros fazem o que sentem, mas seus sensos estão congelados
Uns são pisados pela multidão devota
Ainda assim eles seguem se arrastando

Você é robusto o bastante para mover-se adiante?
São acenos de aprovação ou a verdade que você deseja?
E se eles a chamam de muleta, então siga com a cabeça erguida
Seus acusadores sempre tiveram medo de mostrar a face
Eles tremem com dúvidas que foram negligenciadas
Eles lançam fora o manto que deveriam ter consertado
Você já sabe agora porque poucos são os escolhidos
É mais difícil acreditar do que não

Eu acredito

Tempos Difíceis

Na postagem Vamos Esclarecer as Coisas, o Dr. Augusto Nicodemus fez uma boa síntese dos tempos em que estamos vivendo.

Os tempos ficarão difíceis, não para a Igreja Evangélica, mas para aqueles evangélicos que:

  • insistirem que a Bíblia é inerrante;
  • acreditarem que foi Deus que criou o mundo e não a evolução;
  • afirmarem que o casamento é entre um homem e uma mulher;
  • declararem que só Jesus Cristo salva e que o Cristianismo é a única religião verdadeira;
  • acreditarem na necessidade da Igreja;
  • se recusarem a negar qualquer das posições acima.

Ao ler isto, me lembro da música do Fruto Sagrado, cuja letra reproduzo abaixo:

Nem sempre vão querer te aplaudir
Nem sempre vão achar você tão popular
Na verdade, muita gente vai te odiar
Vão tentar te roubar, matar e destruir
A luz incomoda muito a escuridão
Os lobos vão tentar sempre te enganar
Mas quem te enviou é muito maior
Ninguém terá poder pra te derrotar

Você foi escolhido, não escolheu,
Pra dar frutos que sejam eternos
Há muito campo para semear
Pouco tempo pra fazer tudo acontecer
Sua missão não será pequena
Sua luta será contra todo mal
Longe da mediocridade
Sem visões humildes do poder de Deus!

Bem aventurado o que resistir até o fim!

Nunca balançar, nunca recuar,
Nunca hesitar na cara do inimigo!
A vida não se tornará um mar de rosas,
Mas a vitória é certa, a vitória é nossa.
Permaneçam em firmes Jesus! Firmes na fé!

Ninguém me encontrará entre os fracos!

Bem aventurado o que resistir até o fim!