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	<title>Sandro Baggio &#187; Teologia</title>
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	<description>Trilhando o estreito caminho entre o cinismo e a ingenuidade.</description>
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		<title>Culpa &amp; Graça</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 13:50:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;A culpa não é lavada com o tempo, mas através do arrependimento e do sangue de Cristo.&#8221; - C. S. Lewis Culpa parece ter se tornado uma palavra proibida em alguns círculos cristãos. Pessoas dizem que falar sobre culpa ou indicar que alguém tenha algum tipo de culpa é promover neuroses e hipocrisias. De fato, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/12/mary-anointing-jesus-feet.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2158" title="mary anointing jesus feet" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/12/mary-anointing-jesus-feet.jpg" alt="" width="420" height="336" /></a><br />
&#8220;A culpa não é lavada com o tempo, mas através do arrependimento e do sangue de Cristo.&#8221;<br />
- C. S. Lewis</p>
<p>Culpa parece ter se tornado uma palavra proibida em alguns círculos cristãos. Pessoas dizem que falar sobre culpa ou indicar que alguém tenha algum tipo de culpa é promover neuroses e hipocrisias. De fato, enfrentar a culpa sem a graça pode mesmo gerar enfermidades psicológicas. Mas a solução para isto não está na negação da culpa, pois isto também poderia ser indício de uma doença psicológica (um dos sinais da psicopatia é ausência de culpa). Como então lidar com a culpa?</p>
<p>O médico suíço Paul Tournier escreveu um livro em 1957 chamado Culpa e Graça (ABU) que tornou-se referência sobre o assunto. Note que, a começar pelo título, Tournier já chama a nossa atenção para a realidade de ambos. Li o livro de Tournier pela primeira vez em 1988. Depois disso, retornei a ele diversas vezes, relendo os trechos grifados e recomendando a leitura do mesmo para muitas pessoas. Li também outros livros de Tournier como The Adventure of Living, Mitos e Neuroses, Os Fortes e os Fracos e Para Melhor Compreender-se no Matrimônio. Seu livro clássico The Meaning of Person está na fila de leitura em minha estante junto com Escape From Loneliness. Li também The Christian Psychology of Paul Tounier por Gary Collins, uma excelente análise do pensamento de Tournier feita por um de seus amigos de profissão e fé.</p>
<p>Recentemente o livro Culpa e Graça de Tournier ganhou novos interessados, ao que parece, nem tanto pela sua mensagem sobre a culpa e a graça, mas pela polêmica levantada em torno do universalismo de seu autor. As edições brasileiras do livro suprimiram três capítulos do original em que Tournier apresenta sua crença (equivocada em minha opinião) de que o sacrifício de Jesus proveu salvação de todas as pessoas e, portanto, todo mundo será salvo no final.</p>
<p>Não pretendo escrever sobre universalismo (quiçá em outra postagem), apenas apontar que, contrário ao que muitos pensam e alguns blogueiros parecem indicar, em Culpa e Graça, Tournier não nega a existência da culpa. Em vez disso, ele faz uma distinção entre a falsa culpa e a verdadeira culpa, sendo a primeira a culpa proveniente do juízo e crítica de outros e a última a culpa que vem quando Deus nos reprova por causa de nossos pecados. A culpa verdadeira é, de certa forma, uma bênção pois, por seu intermédio, o Espírito Santo não somente nos torna conscientes de nosso pecado, mas nos aponta para a graça salvadora. Por este motivo, Tournier indica a necessidade de lidar com a culpa verdadeira de modo saudável, isto, através do arrependimento e confissão:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Não são os virtuosos que Deus acolhe de braços abertos, mas os desprezados; não os que negam a sua culpa, mas o que a confessam, os que tremem de arrependimento, de remorso e de impotência.&#8221;</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;A resposta para a culpa não está em negá-la, dizer que ela não é real, que foi criada por religiosos moralistas controladores de mentes. A resposta para a culpa é o perdão e a graça de Jesus Cristo.&#8221;</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;O arrependimento é a porta para a graça.&#8221;</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;… [que] todos os homens são igualmente pecadores a despeito de todos os seus esforços; que não é fazendo valer sua pretensa impecabilidade, mas ao contrário, arrependendo-se e confessando sua culpa é que eles encontrarão a graça que a apaga.&#8221;</p>
<p>Diferente da psicologia moderna que trata a culpa como uma aberração, Paul Tournier sabia muito bem que a culpa (seja ela falsa ou verdadeira) é real e precisa ser tratada. Seu livro foi escrito para ajudar seus leitores a diferenciar a culpa falsa da verdadeira e lidar com a culpa verdadeira por meio da Graça que há em Cristo Jesus.</p>
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		<title>Bonhoeffer e o Liberalismo na América</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 15:39:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando Bonhoeffer foi passar um ano entre 1930-1931 no Union Theological Seminary em Nova Iorque, deparou-se com o liberalismo teológico em franca ascenção na América do Norte. Bonhoeffer havia sido aluno do teólogo liberal Adolf Von Harnack, mas escolhera seguir um caminho diferente. Seus comentários a respeito dos estudantes do Union são notórios: Não há teologia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/11/bonhoeffer.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2040" title="bonhoeffer" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/11/bonhoeffer.jpg" alt="" width="400" height="200" /></a><br />
Quando Bonhoeffer foi passar um ano entre 1930-1931 no Union Theological Seminary em Nova Iorque, deparou-se com o liberalismo teológico em franca ascenção na América do Norte. Bonhoeffer havia sido aluno do teólogo liberal Adolf Von Harnack, mas escolhera seguir um caminho diferente. Seus comentários a respeito dos estudantes do Union são notórios:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Não há teologia aqui [...]. Falam pelos cotovelos sem o menor fundamento e sem indício de qualquer critério. Os estudantes &#8211; com idade entre 25 a trinta anos &#8211; não têm qualquer noção a respeito do que é tratado pela dogmática. Não estão familiarizados com as questões básicas. Intoxicaram-se com frases liberais e humanistas, ridicularizam os fundamentalistas e, no entanto, ainda não alcançaram sequer o nível deles.<br />
&#8230; a falta de seriedade com que os alunos falam de Deus e do mundo é, para dizer o mínimo, bastante surpreendente [...]. Fora daqui, é difícil imaginar o tamanho da inocência de pessoas à beira do ministério, ou de algumas já dentro dele, ao fazer perguntas no seminário para teologia prática &#8211; por exemplo, se alguém deve realmente pregar sobre Cristo&#8230;<br />
O ambiente teológico do Union Theological Seminary acelera o processo de secularização do Cristianismo na América. Sua crítica se direciona contra os fundamentalistas e, de certa forma, também contra os humanistas radicais em Chicago; algo saudável e necessário. Mas não há uma base sólida sobre a qual se possa reconstruir após a demolição. Ela será carregada com o colapso geral. Um seminário onde pode ocorrer de um grande número de estudantes rir em voz alta durante a leitura pública de um trecho de <em>De servo arbitrio</em>, de Lutero, sobre o pecado e o perdão, porque soa cômico para eles, esqueceu por completo o que teologia cristã, por sua própria natureza, defende.</p>
<p>As igrejas em Nova Iorque também sofriam a influência do liberalismo:</p>
<p style="padding-left: 30px;">A situação não é diferente na igreja. O sermão tem sido reduzido a comentários entre parênteses da igreja a notícias do jornal. Durante todo o tempo aqui, ouvi somente um sermão no qual era possível escutar algo como uma proclamação genuína, e que foi transmitido por um negro (na verdade, tenho descoberto cada vez mais um grande poder religioso e originalidade nos negros). Uma questão a atrair minha atenção em vista de todos esses fatos é saber se é realmente possível falar sobre o cristianismo aqui [...]. Não faz sentido esperar frutos de um lugar onde a Palavra não tem sido pregada. Mas o que será então do cristianismo por si só?<br />
Em Nova York, pregam a respeito de quase tudo; há uma única coisa não anunciada, ou anunciada tão raramente que eu ainda não fui capaz de ouvir: o evangelho de Jesus Cristo, a cruz, o pecado e o perdão, a morte e a vida.<br />
O que então substitui o lugar da mensagem cristã? Um idealismo ético e social a cargo de uma fé no progresso que &#8211; sabe-se lá como &#8211; reclama o direito de chamar a si mesmo de &#8220;cristão&#8221;. E, no lugar da igreja como congregação dos crentes em Cristo, há a igreja no papel de empresa social.</p>
<p>A ler estas palavras, não consigo deixar de ver uma semelhança com o rumo em que muitas instituições teológicas, ministros e igrejas estão seguindo no Brasil. Parece que ainda não aprendemos a lição da história e precisamos repetir novamente para entender que o liberalismo teológico é um caminho de morte espiritual.<br />
<a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/11/ericmetaxasbonhoeffer.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2049" title="ericmetaxasbonhoeffer" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/11/ericmetaxasbonhoeffer.jpg" alt="" width="170" height="240" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As citações acima foram extraídas da excelente biografia <a href="http://www.mundocristao.com.br/produtosdet.asp?cod_produto=10798&amp;cod_categoria=4" target="_blank">Bonhoeffer: Pastor, Mártir, Profeta, Espião</a> de Eric Metaxas. Bestseller do NY Times e ganhador do prêmio <a href="http://www.christianbookexpo.com/christianbookawards/winners2011c.php" target="_blank">Book of the Year 2011</a>, Bonhoeffer foi publicado em português pela <a href="http://www.mundocristao.com.br/" target="_blank">Editora Mundo Cristão</a>. Clique <a href="http://www.youtube.com/watch?v=qPTj2TaBPyI" target="_blank">aqui</a> para assistir um video sobre o livro.</p>
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		<title>Em Guarda</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 17:10:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Edições Vida Nova acaba de lançar em Português a obra Em Guarda (On Guard) de William Lane Craig. O livro é um verdadeiro curso de apologética cristã e, portanto, altamente recomendado nestes tempos de tanta superficialidade. Partindo da instrução de Pedro em sua carta (1 Pedro 3.15) para que estejamos preparados a responder a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/11/Em-Gurada.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-2013" title="Em Gurada" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/11/Em-Gurada.png" alt="" width="345" height="502" /></a><br />
A <a href="http://www.vidanova.com.br/" target="_blank">Edições Vida Nova</a> acaba de lançar em Português a obra <a href="http://www.vidanova.com.br/produtos.asp?codigo=604" target="_blank">Em Guarda</a> (On Guard) de William Lane Craig. O livro é um verdadeiro curso de apologética cristã e, portanto, altamente recomendado nestes tempos de tanta superficialidade. Partindo da instrução de Pedro em sua carta (1 Pedro 3.15) para que estejamos preparados a responder a qualquer que nos pergunte sobre a razão de nossa esperança, William Lane Craig nos intima a um engajamento na defesa da fé em tempos em que a mesma tem sido cada vez mais questionada e até ridicularizada. Este engajamento é, no entanto, muito mais do nos tormarmos em cães-de-guarda doutrinários. &#8220;Podemos apresentar argumentos em favor do cristianismo sem nos tornarmos argumentativos, ou seja, briguentos&#8221;, explica Craig.</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Argumentar é apenas apresentar uma série de enunciados ou premissas que levem a uma conclusão. (&#8230;) Ironicamente, quem tem bons argumentos na sustentação de sua fé se torna menos inclinado a bate-bocas e a sair frustrado da discussão. (&#8230;) Se você tem boas razões para aquilo em que crê e sabe as respostas para as perguntas e objeções que alguém que não é cristão costuma fazer, não tem motivo para se exaltar. (&#8230;) Se você tem boas razões para aquilo em que crê, então, em vez de sentir raiva, sentirá compaixão genuína pelos perdidos, que em geral estão desorientados. A boa apologética envolve &#8216;falar a verdade em amor&#8217;.&#8221;</p>
<p>Segundo o autor, há três razões pelas quais os cristãos deveriam estudar apologética: para influenciar a cultura, para fortalecer a própria fé e para ganhar os incrédulos.</p>
<p>Doutor em Filosofia pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, e em Teologia pela Universidade de Munique, na Alemanha, William Lane Craig é bem preparado para tratar deste assunto com profundidade e, ao mesmo tempo, uma tremenda clareza (simples sem ser simplista). Conferentista internacional conhecido por suas participações em debates com ateus famosos como Sam Harris (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=yqaHXKLRKzg" target="_blank">The God Debate II</a> em Notre Dame) e Christopher Hitchens (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=4KBx4vvlbZ8" target="_blank">Does God Exists?</a> em Biola), ele será preletor do <a href="http://www.vidanova.com.br/congressohome.asp" target="_blank">8º Congresso Brasileiro de Teologia Vida Nova</a> em Março de 2012.</p>
<p>Num mundo onde cada vez mais encontramos pessoas confusas defendendo um relativismo baseado em sentimentos e opiniões pessoais, o cristão bem preparado tem condições de ser uma pessoa mais profunda, que pensa e, portanto, pode apresentar razões (não meros sentimentos e opiniões)  para sua fé.</p>
<p>Clique <a href="http://www.youtube.com/watch?v=rgab_VXnqfU&amp;feature=player_embedded" target="_blank">aqui</a> para assistir um video do <a href="http://jonasmadureira.com/" target="_blank">Jonas Madureira</a> apresentando o livro. E se quiser conhecer mais de William Lane Craig, estes dois sites oferecem uma série de textos e outros recursos apresentados por ele: <a href="http://www.reasonablefaith.org/site/PageServer" target="_blank">Reasonable Faith</a> e <a href="http://deusemdebate.blogspot.com/search/label/Craig" target="_blank">Deus Em Debate</a>.</p>
<p>A Edições Vida Nova gentilmente forneceu dois exemplares de Em Guarda para sorteio aos leitores deste blog. Portanto, todos que divulgarem esta postagem via FaceBook ou Twitter até as 23:59 do dia 14/12/2011 estarão concorrendo ao sorteio.</p>
<p>PS.: Quer aumentar ainda mais as suas chances de ganhar um exemplar? Então participe também da promoção no <a href="http://voltemosaoevangelho.com/blog/2011/11/sorteio-em-guarda-de-william-lane-craig-editora-vida-nova" target="_blank">Voltemos ao Evangelho</a> e no blog <a href="http://cincosolas.blogspot.com/2011/11/apologetica-com-mansidao-promocao.html" target="_blank">Cinco Solas</a>.</p>
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		<title>Fé é para os fracos?</title>
		<link>http://www.sandrobaggio.com/2011/10/22/fe-e-para-os-fracos/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Oct 2011 14:51:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Lendo o livro Insurrection de Peter Rollins, escritor irlandês que está ficando conhecido pelo seu desconstrucionismo da fé cristã, lembrei-me de uma música do Steve Taylor intitulada Harder to Believe Than Not To. Segundo Steve Taylor, esta música, gravada de modo bem simples em Londres com uma pequena orquestra, toma emprestado seu título de uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lendo o livro Insurrection de Peter Rollins, escritor irlandês que está ficando conhecido pelo seu desconstrucionismo da fé cristã, lembrei-me de uma música do Steve Taylor intitulada Harder to Believe Than Not To.</p>
<p>Segundo Steve Taylor, esta música, gravada de modo bem simples em Londres com uma pequena orquestra, toma emprestado seu título de uma linha encontrada nas cartas de Flannery O&#8217;Connor, uma escritora de ficção aclamada pela crítica e originária do Sul dos EUA. Os amigos de O&#8217;Connor no círculo literário de Nova Iorque tinham muita dificuldade em acreditar que uma escritora de seu calibre pudesse ser algo tão comum e fora de moda como uma seguidora de Jesus. Ela respode em sua carta à crítica de que a função primária do Cristianismo é ser uma muleta para os fracos de espírito e diz  que seus críticos simplesmente não entendem o custo envolvido no Cristianismo, que &#8220;é muito mais difícil acreditar do que não acreditar.&#8221;</p>
<p>Steve Taylor diz que aquelas palavras ficaram gravadas em sua memória e a canção foi escrita do ponto de vista que o custo envolvido no Cristianismo &#8211; o ideal de tomar a sua cruz diariamente e seguir Jesus &#8211; torna-o difícil de acreditar, porque o Cristianismo demanda coisas de nós que não desejamos dar naturalmente. Nas palavras do dramaturgo Dennis Potter, &#8220;Não existe, afinal, o que se chama de uma fé simples.&#8221;</p>
<p>Quando Rollins diz em seu livro que ter fé, acreditar, é natural do ser humano simplesmente pelo fato de que todos desejamos crer em algo que nos traga conforto, consolo, esperança, penso que, ainda que ele esteja correto, não é disto que se trata o Cristianismo. Como disse C.S. Lewis, &#8220;<em>Se você</em> está à procura de uma <em>religião</em> que o deixe <em>confortável</em>, definitivamente eu <em>não</em> lhe aconselharia o <em>cristianismo</em>.&#8221;</p>
<p>Na realidade, a fé necessária para seguir Jesus não é nem um pouco natural.</p>
<p>É Mais Difícil Acreditar Do Que Não</p>
<p>Nada é mais frio do que os ventos de mudança<br />
Onde o frio congela o sonhador até que só reste uma sombra<br />
Entre as ruínas se encontra sua alma torturada<br />
Estava perdida lá<br />
Ou foi sua vontade que se rendeu?<br />
Tremendo com dúvidas que foram negligenciadas<br />
Então você lança fora o manto que deveria ter consertado<br />
Você não sabe agora porque são poucos os escolhidos?<br />
É mais difícil acreditar do que não<br />
Mais difícil acreditar do que não</p>
<p>Foi uma confiança que o manteve firme<br />
Quando você sabia que acreditava, mas não sabia o porquê<br />
Ninguém imagina chegar a este ponto<br />
Mas é tão difícil quando as pessoas não querem escutar<br />
Tremendo com dúvidas que foram negligenciadas<br />
Então você lança fora o manto que deveria ter consertado<br />
Você não sabe agora porque são poucos os escolhidos?<br />
É mais difícil acreditar do que não</p>
<p>Alguns ficam paralizados até sucumbirem<br />
Outros fazem o que sentem, mas seus sensos estão congelados<br />
Uns são pisados pela multidão devota<br />
Ainda assim eles seguem se arrastando</p>
<p>Você é robusto o bastante para mover-se adiante?<br />
São acenos de aprovação ou a verdade que você deseja?<br />
E se eles a chamam de muleta, então siga com a cabeça erguida<br />
Seus acusadores sempre tiveram medo de mostrar a face<br />
Eles tremem com dúvidas que foram negligenciadas<br />
Eles lançam fora o manto que deveriam ter consertado<br />
Você já sabe agora porque poucos são os escolhidos<br />
É mais difícil acreditar do que não</p>
<p>Eu acredito</p>
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		<title>A matéria-prima dos anticristos</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 21:51:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Discipulado]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>

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		<description><![CDATA[Há alguns anos quando eu estava preparando uma série de reflexões sobre as Parábolas do Reino, me deparei com o livro Mosaico de Deus do pastor e teólogo alemão Helmut Thielicke (foto acima). O único texto que eu havia lido anteriormente de Thielicke tinha sido Recomendações a Jovens Teólogos e Pastores, um texto curtíssimo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/09/thielicke-3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1887" title="thielicke-3" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/09/thielicke-3.jpg" alt="" width="393" height="249" /></a><br />
Há alguns anos quando eu estava preparando uma série de reflexões sobre as Parábolas do Reino, me deparei com o livro Mosaico de Deus do pastor e teólogo alemão Helmut Thielicke (foto acima). O único texto que eu havia lido anteriormente de Thielicke tinha sido Recomendações a Jovens Teólogos e Pastores, um texto curtíssimo de 69 páginas, mas que causou um profundo impacto em minha vida quando o li em 1991. O trecho abaixo é do comentário de Thielicke sobre a parábola do semeador.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Não existe alegria maior do que encontrar cristãos transformados. E nada dá mais nojo do que cristãos &#8220;tocados de leve&#8221;, cobertos por milhares de grãos de sementes, mas sem profundidade nem raízes. A primeira tempestade os derruba por terra. Fracassam na primeira catástrofe que aparecer, porque sua intelectualidade estéril e seu sentimentalismo superficial não lhes conferem a mínima resistência. Acabam perdendo aquilo que julgavam possuir.<br />
Desta matéria prima são feitos os anticristos. A maioria deles foram assim, cristãos sem consistência: a semente apenas os tocou de leve. Quem só entrega parte do seu coração a Jesus é mais miserável do que uma pessoa cem por cento mundana: além de perder a &#8220;paz&#8221; do mundo, não consegue a &#8220;paz que excede todo entendimento&#8221;, pois já perdeu a ingenuidade. Por isto vive num constante conflito interior. É perfeitamente compreensível que um dia, num acesso de raiva, ela bata a porta diante daquele que há pouco, com serenidade, batia nela, pedindo entrada. O anticristo é sempre um semicristão enlouquecido. Isto você pode anotar!</p>
<p>(Mosaico de Deus, Helmut Thielicke, Encontrão Editora, 1997, p. 65)</p>
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		<title>Vendo o mundo através da Palavra</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 15:50:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Derrida sugeriu que o mundo todo é um texto. Como um texto, é sujeito a interpretação e interpretação traz à tona a função de nossos horizontes de percepção e nossas pressuposições. Estes horizontes ou pressuposições são informados por nossas crenças fundamentais sobre o mundo assim como por nossas experiências passadas e encontros com o mundo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/08/óculos.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1865" title="óculos" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/08/óculos.jpg" alt="" width="320" height="213" /></a><br />
Derrida sugeriu que o mundo todo é um texto. Como um texto, é sujeito a interpretação e interpretação traz à tona a função de nossos horizontes de percepção e nossas pressuposições. Estes horizontes ou pressuposições são informados por nossas crenças fundamentais sobre o mundo assim como por nossas experiências passadas e encontros com o mundo. Isto não é realidade sem interpretação, não são puros fatos passivamente dispostos lá para serem simples e puramente vistos. Pelo contrário, sempre vemos o mundo já através das lentes de uma moldura interpretativa governada por crenças fundamentais. Poderíamos dizer que sempre vemos o mundo por meio de uma cosmovisão. E parte da reivindicação de Derrida, muito semelhante a reivindicação de apologetas pressuposicionalistas como Schaeffer e Van Til, é que este é o caso para todo mundo. Todos nós &#8211; quer naturalistas, ateístas, budistas ou cristãos &#8211; vemos o mundo através das malhas de uma moldura interpretativa &#8211; e em última instância, esta moldura interpretativa é de natureza religiosa, ainda que não esteja aliada com qualquer religião intitucional.</p>
<p>Este insight deve ajudar-nos a apreciar duas coisas: Primeiro, se um dos insights críticos do pós-modernismo é que todos chegam a sua experiência do mundo com um conjunto de pressuposições fundamentais, então os cristãos não deveriam ficar com medo de expôr suas pressuposições especificamente cristãs sobre a mesa e permitir que suas explicações sejam testadas no mercado de idéias . De certo modo, Derrida trouxe a cultura mais ampla a apreciar o que pensadores cristãos como Abraham Kuyper, Herman Dooyerweerd, Cornelius Van Til e Francis Schaeffer tem dito por um bom tempo: que nossa pressuposições religiosas fundamentais governam nossa compreensão do mundo. Segundo, e mais contrutivamente, isso deve nos pressionar a perguntar-nos a nós mesmos se o texto bíblico é o que verdadeiramente governa nossa visão do mundo. Se o mundo todo é um texto para ser interpretado, então para a igreja a narrativa das Escrituras é o que deve governar nossa própria percepção do mundo. Devemos ver o mundo através da Palavra. Neste sentido, então, a reivindicação de Derrida poderia ser ressoante com a reivindicação dos Reformadores de sola scriptura, o que simplesmente enfatiza a prioridade da revelação especial de Deus para nosso entendimento do mundo e nossa jornada nele. Não há nada fora do Texto, poderíamos dizer. E dizer que não há nada fora do Texto, então, é enfatizar que não há sequer um centímetro quadrado de nossa experiência do mundo que não deva ser governado pela revelação de Deus nas Escrituras. Dizer que não há nada fora do Texto é dizer que não há nenhum aspecto da criação para o qual a revelação de Deus não fale. Mas nós realmente permitimos que o Texto governe nossa visão do mundo? Ou ficamos mais cativos das histórias e textos de uma cultura consumista? Nossa cosmovisão é moldada pelas narrativas da cultura hip-hop mais do que pelas histórias da relação de aliança de Deus com seu povo? Um dos desafios do discipulado cristão é fazer do texto das Escrituras o Texto fora do qual nada se sustenta. Como a música When You Look at the World do U2 diz, isto nem sempre é fácil; às vezes, eu &#8220;não posso ver o que Você vê, quando olho para o mundo.&#8221; Mas a santificação do Espírito tem o alvo de capacitar-nos para ver o mundo através destas lentes.</p>
<p>- James K. A. Smith em Who&#8217;s Afraid of Postmodernism, 2006: Baker Academic,  p. 55-56</p>
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		<title>[Des]graça</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 02:25:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
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		<description><![CDATA[A graça de Deus sempre foi o argumento teológico mais atacado pelo diabo. No caso em questão, [os dissimuladores] estavam tentando &#8220;transformar em libertinagem a graça de nosso Deus.&#8221; (Judas 4) O argumento que estava sendo desenvolvido era basicamente o seguinte: se a graça é um &#8220;favor imerecido&#8221;, então, quanto menos mérito se tem, maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A graça de Deus sempre foi o argumento teológico mais atacado pelo diabo.</p>
<p style="text-align: left;">No caso em questão, [os dissimuladores] estavam tentando &#8220;transformar em libertinagem a graça de nosso Deus.&#8221; (Judas 4)</p>
<p style="text-align: left;">O argumento que estava sendo desenvolvido era basicamente o seguinte: se a graça é um &#8220;favor imerecido&#8221;, então, quanto menos mérito se tem, maior é o espaço para a graça de Deus se manifestar. Dessa forma, o pecado passava a ser um aliado da graça de Deus, na medida em que quanto mais se peca mais Deus tem ocasião para mostrar-se gracioso.</p>
<p style="text-align: left;">Esse é o pretexto do liberalismo comportamental.</p>
<p style="text-align: left;">Além disso, essa perspectiva de barateamento da graça de Deus passa também pela ideia de que Deus é gracioso e sublime demais para ocupar-se com os banais deslizes humanos. Ou seja, a graça passa a ser vista numa dimensão tão superior que faz com que seu portador Absoluto, Deus, não possa baixar-se desse piso de elevação e generosidade sob pena de diminuir-se. E assim, usa-se a graça de Deus contra o próprio Deus. E mais, faz-se com que Deus seja escravo de sua graça e fique inflexivelmente contido por ela.</p>
<p>Desse modo, mais uma vez a graça de nosso Deus é &#8220;transformada em libertinagem&#8221;, na medida em que é usada para explicar o alegado desinteresse de Deus pelas &#8220;pequenas realidades morais&#8221; dos seres humanos. O estranho dessa concepção é que ela atribui às ações do homem uma importância inimaginável em todas as outras áreas de sua vida, menos na área moral. Nesta, os atos humanos são vistos como pequenos demais para interessarem a Deus.</p>
<p>É a graça conveniente. Evocada para justificar o pecado, não o pecador.</p>
<p>- Do livro A Síndrome de Lúcifer por Caio Fábio, 1988</p>
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		<title>Quem Sou Eu?</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 12:48:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem sou eu? Freqüentemente me dizem Que saí da confinação da minha cela De modo calmo, alegre, firme, Como um cavalheiro da sua mansão. Quem sou eu? Freqüentemente me dizem Que falava com meus guardas De modo livre, amistoso e claro Como se fossem meus para comandar. Quem sou eu? Dizem-me também Que suportei os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1288" href="http://www.sandrobaggio.com/2011/04/18/quem-sou-eu/dietrich-bonhoeffer/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1288" title="Dietrich Bonhoeffer" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/04/Dietrich-Bonhoeffer-300x299.jpg" alt="Dietrich Bonhoeffer" width="300" height="299" /></a><br />
Quem sou eu? Freqüentemente me dizem<br />
Que saí da confinação da minha cela<br />
De modo calmo, alegre, firme,<br />
Como um cavalheiro da sua mansão.</p>
<p>Quem sou eu? Freqüentemente me dizem<br />
Que falava com meus guardas<br />
De modo livre, amistoso e claro<br />
Como se fossem meus para comandar.<br />
Quem sou eu? Dizem-me também<br />
Que suportei os dias de infortúnio<br />
De modo calmo, sorridente e alegre<br />
Como quem está acostumado a vencer.</p>
<p>Sou, então, realmente tudo aquilo que os outros me dizem?<br />
Ou sou apenas aquilo que sei acerca de mim mesmo?<br />
Inquieto e saudoso e doente, como ave na gaiola,<br />
Lutando pelo fôlego, como se houvesse mãos apertando minha garganta,<br />
Ansiando por cores, por flores, pelas vozes das aves,<br />
Sedento por palavras de bondade, de boa vizinhança<br />
Conturbado na expectativa de grandes eventos,<br />
Tremendo, impotente, por amigos a uma distância infinita,<br />
Cansado e vazio ao orar, ao pensar, ao agir,<br />
Desmaiando, e pronto para dizer adeus a tudo isto?</p>
<p>Quem sou eu? Este, ou o outro?<br />
Sou uma pessoa hoje, e outra amanhã?<br />
Sou as duas ao mesmo tempo? Um hipócrita diante dos outros,<br />
E diante de mim, um fraco, desprezivelmente angustiado?<br />
Ou há alguma coisa ainda em mim como exército derrotado,<br />
Fugindo em debanda da vitória já alcançada?</p>
<p>Quem sou eu? Estas minhas perguntas zombam de mim na solidão.<br />
Seja quem for eu, Tu sabes, ó Deus, que sou Teu!</p>
<p>- Poema Wer Bin Ich? escrito por Dietrich Bonhoeffer (1906-1945) na prisão em 18 de Julho de 1944.</p>
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		<title>O Homem Elefante</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Feb 2011 01:08:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem eu assisti o filme de David Lynch, O Homem Elephant. Eu já tinha visto há muito tempo, mas uma vez que comprei uma cópia do DVD em oferta e tinha um tempo livre decidi assistir de novo. Que filme incrível! Me fez pensar novamente sobre uma porção de coisas. Nós vivemos em uma sociedade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem eu assisti o filme de David Lynch, O Homem Elephant. Eu já tinha visto há muito tempo, mas uma vez que comprei uma cópia do DVD em oferta e tinha um tempo livre decidi assistir de novo. Que filme incrível! Me fez pensar novamente sobre uma porção de coisas. Nós vivemos em uma sociedade cada vez mais plástica e superficial (estamos até trabalhando para ter Inteligência Artificial). Uma sociedade que adora o corpo e a face perfeitos. Esta é a era da cirurgia plástica, do botox e de todas as técnicas para fazer uma pessoa parecer mais magra, mais jovem e mais sexy. E, no entanto, ainda temos pessoas como o Homem Elefante em nosso meio. E aposto que elas se sentem mais deslocadas, mais humilhadas, do que John Merrick deve ter sentido há mais de um século. O que é realmente triste para mim é que mesmo em círculos cristãos parece que glorificamos a aparência das coisas e das pessoas ao invés do que está dentro delas. Quando é que iremos aprender com o Espírito de Deus a olhar para o coração, para o que está no interior das pessoas e não para sua aparência? Quantos Sauls vamos escolher antes de aprendermos a procurar pelos pequenos Davis escondidos nos arbustos?</p>
<p>(Repostagem do orginal em 25/01/2006 em GiveMeReal)</p>
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		<title>Sobre o Recente Protesto Contra a Universidade Presbiteriana Mackenzie</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Nov 2010 20:16:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
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		<category><![CDATA[verdade]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Em protesto ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), publicado desde 2007 no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie contra o PL 122/2006 (conhecido como “lei anti-homofobia”), um grupo de ativistas organizou uma manifestação no dia 24 de novembro de 2010, por volta das 18h, em frente à universidade. Com previsão de mais de três [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em protesto ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), publicado desde 2007 no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie contra o PL 122/2006 (conhecido como “lei anti-homofobia”), um grupo de ativistas organizou uma manifestação no dia 24 de novembro de 2010, por volta das 18h, em frente à universidade. Com previsão de mais de três mil participantes, o evento contou somente com cerca de 400, que se postaram diante dos portões da instituição, na Rua Itambé. Em seguida, o grupo deslocou-se do Mackenzie para a Avenida Paulista com um número já bastante reduzido, conforme anunciado por diversos veículos de comunicação como a Globo News, a Folha de São Paulo, a CET, o site da UOL e dezenas de outros sites informativos. Na universidade, as aulas transcorreram normalmente.</p>
<p>A oposição da IPB ao projeto de lei se baseia não só no senso comum e em análises jurídicas especializadas (que consideraram o projeto “inconstitucional”), mas sobretudo nos princípios cristãos que norteiam tanto a denominação quanto o Mackenzie. Não há novidade nisso: quando se matriculam na instituição, os alunos assinam o contrato de serviços educacionais, em que há uma cláusula explicando esse caráter confessional. Isso não significa perseguição a quem não subscreve essas bases cristãs, muito pelo contrário: não há registro na história da universidade de casos de discriminação de qualquer tipo, seja contra alunos homossexuais, seja contra alunos que professam outras religiões, ou nenhuma. Todos têm acesso aos mesmos benefícios, como bolsas de estudo.</p>
<p>No entanto, desde o momento em que a publicação do texto da IPB no site do Mackenzie foi “descoberta” pelos ativistas neste ano, a igreja, a universidade e a pessoa de seu Chanceler têm sido duramente atacados e acusados de “homofobia”. Filmados em vídeo, os manifestantes pediam a demissão do Chanceler, cuja foto foi estampada em diversos sites homossexuais acompanhada de palavras de ódio. A virulência que caracterizou essas expressões de indignação, mesmo antes da aprovação do projeto, confirma o quanto é perigoso que a sociedade se veja refém de uma minoria militante, que procura impor seus pontos de vista por meio de pressão e difamação, não admitindo que pessoas, igrejas e organizações cristãs simplesmente afirmem ser a conduta homossexual um pecado.</p>
<p>Para detalhar melhor sua postura bíblica — que se fundamenta no amor, não no separatismo, e prega o respeito a todos —, cristãos que partilham da mesma visão sobre o homossexualismo se uniram para elaborar o manifesto “Universidade Mackenzie: Em Defesa da Liberdade de Expressão Religiosa”. O texto foi reproduzido em cerca de oito mil sites cristãos e conservadores, recebendo mais de 36 mil citações na internet. Traduzido para idiomas como alemão, espanhol, francês, holandês e inglês, foi postado em sites de diversos países estrangeiros, como Estados Unidos, França, Alemanha e Portugal. Centenas de manifestações de solidariedade à postura do Mackenzie foram veiculadas em diversos meios, inclusive no conhecido blog de Reinaldo Azevedo (articulista da revista Veja), um dos comentaristas políticos mais lidos e respeitados do país. Respondendo às acusações de “homofobia” com argumentos sólidos e bíblicos, os cristãos creem que sua postura contribuiu para que a manifestação de repúdio ao documento da IPB tenha recebido tão pouca adesão do público.</p>
<p>Nós, cristãos, estamos alegres e gratos por todo o apoio recebido e pelas orações do povo de Deus em favor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e de seu Chanceler, o Rev. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Instamos o povo de Deus a que se una também em súplicas e intercessões para que o Deus todo-poderoso derrame seu Espírito Santo sobre a igreja evangélica neste país. Necessitamos com urgência de um avivamento, de forma que o Cristo crucificado seja exaltado, os crentes sejam santificados, a Escritura Sagrada seja pregada com liberdade, pecadores se convertam e nosso país seja transformado, para a glória do Deus trino da graça.</p>
<p><strong>Este pronunciamento é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro.<br />
Para ampla divulgação.</strong></p>
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