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	<title>Sandro Baggio</title>
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	<description>Trilhando o estreito caminho entre o cinismo e a ingenuidade.</description>
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		<title>No Sex&#8230; before marriage</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 15:03:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Discipulado]]></category>

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		<description><![CDATA[Na década de 1990, em plena Amsterdã, conhecida como a cidade do sexo, no contexto mais liberal e pós-moderno do mundo, meu amigo David Pierce não se envergonhou em cantar uma música como essa: &#8220;No sex before marriage!&#8221; (nada de sexo antes do casamento). Evidentemente, o David não estava muito preocupado com sua popularidade ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2013/05/No+Sex+NLM.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2549" title="No+Sex+NLM" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2013/05/No+Sex+NLM-296x300.jpg" alt="" width="296" height="300" /></a></p>
<p>Na década de 1990, em plena Amsterdã, conhecida como a cidade do sexo, no contexto mais liberal e pós-moderno do mundo, meu amigo <a href="http://therockpriest.com/" target="_blank">David Pierce</a> não se envergonhou em cantar uma música como essa: <em>&#8220;No sex before marriage!&#8221;</em> (nada de sexo antes do casamento).</p>
<p>Evidentemente, o David não estava muito preocupado com sua popularidade ou reputação. De uma maneira criativa e divertida, ele passava sua mensagem nos lugares e para as platéias mais improváveis possíveis.</p>
<p>Isso é bem diferente do que eu vejo acontecendo hoje em dia.</p>
<p>Muitos pastores, líderes, conselheiros e mentores cristãos, provavelmente sentindo a pressão de uma cultura cada vez mais obcecada com o sexo, e/ou desejosos de comunicar uma mensagem que não soe como &#8220;castradora da alegria&#8221; estão passando um recado de liberação sexual que não é bíblico e nem saudável.</p>
<p>Como escrevi no texto <a href="http://www.sandrobaggio.com/2008/09/11/free-love-is-neither/" target="_blank">Free Love Is Neither</a>, a revolução sexual mentiu. O mundo pós-revolução pelo amor livre não é mais feliz nem mais saudável. Pelo contrário, o que presenciamos são índices cada vez maiores de DSTs, depressão, ansiedade, filhos ilegítimos e divórcios (mesmo depois de tanta tentativa antes de se casar, parece que os casais de hoje estão acertando muito menos do que aqueles que não fizeram tentativa alguma).</p>
<p>Vez por outra alguém vem conversar comigo sobre sexo e solta a clássica desculpa: &#8220;Mas a Bíblia não diz que deve-se esperar até o casamento!&#8221;</p>
<p>Não, a Bíblia não diz isso dessa maneira.</p>
<p>O que a Bíblia diz, de muitas maneiras e de forma inequivoca, é que o contexto onde o sexo é visto como uma bênção e dádiva de Deus é a relação entre um homem e sua mulher na aliança de casamento.</p>
<p>Todas as outras circunstâncias do relacionamento sexual que não se enquadram neste contexto são descritas, na Bíblia, como pecado.</p>
<p>Isso soa radical, careta, ultrapassado, repressivo, obscurantista?</p>
<p>Talvez.</p>
<p>Mas prefiro ficar com o conselho daquele que criou o sexo como algo bom, prazeiroso e construtivo, do que com todos os outros conselhos que já sabemos bem onde terminam.</p>
<p style="text-align: center;"><em>&#8220;&#8230;no I&#8217;ll never be satisfied, untill it ends in tears&#8230;&#8221;</em> (Living Colour)</p>
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		<title>A cruz e o eterno agora</title>
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		<pubDate>Mon, 06 May 2013 12:49:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[O último disco da banda Metallica, lançado em 2008, chama-se Death Magnetic (algo como &#8220;morte magnética&#8221;). A capa e as artes no interior do encarte, retratam uma sepultura atraindo tudo à sua volta como se fosse um grande ímã. Parece que a banda está tentando nos lembrar a realidade da morte não apenas próxima, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2013/05/deathmagnetic1.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2539" title="deathmagnetic" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2013/05/deathmagnetic1-300x276.png" alt="" width="300" height="276" /></a>O último disco da banda Metallica, lançado em 2008, chama-se Death Magnetic (algo como &#8220;morte magnética&#8221;). A capa e as artes no interior do encarte, retratam uma sepultura atraindo tudo à sua volta como se fosse um grande ímã. Parece que a banda está tentando nos lembrar a realidade da morte não apenas próxima, mas como algo que está atraindo lentamente a nossa vida. Em sua primeira carta aos cristãos de  Corinto, no capítulo 15, Paulo chama esta realidade de nossa mortalidade e corruptibilidade.</p>
<p>Num ensaio escrito para o livro <em>What God Knows</em> (O que Deus Sabe), entitulado <em>Meeting the Cosmic God in the Existential Now</em> (Encontrando o Deus Cósmico no Agora Existencial), o sociólogo cristão Tony Campolo trata da relação com um Deus que transcende o tempo. Abaixo estão alguns trechos do texto de Campolo:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Ao refletir sobre como o tempo é relativo ao movimento, quero declarar que acredito que Deus é capaz de experimentar o tempo na velocidade da luz. Para Deus, todo o tempo pode ser comprimido no que o teólogo Emil Brunner chamou de &#8220;o eterno agora.&#8221; Todas as coisas acontecem &#8220;agora&#8221; com Deus. Com Deus, mil anos são como um dia, e um dia é como mil anos (Salmo 90.4). O próprio nome de Deus implica esta realidade. O nome de Deus é &#8220;Eu Sou.&#8221; Deus nunca &#8220;era&#8221;, e Deus nunca &#8220;será&#8221;. Deus é sempre &#8220;agora&#8221;.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Jesus não foi apenas um homem que viveu, morreu e ressuscitou historicamente; Ele também é o Deus para quem todas as coisas estão no momento presente. É por isso que ele podia dizer aos fariseus: &#8220;Antes que Abraão existisse, eu sou&#8221; (João 8.58). Jesus não estava usando uma gramática pobre quando falou assim. Em vez disso, ele estava declarando sua divindade. Ele estava dizendo que o tempo antes que houvesse um Abraão é tempo presente para ele. Por causa de sua divindade, ele experimenta todos os eventos no tempo e na história, como se estivessem acontecendo para ele no presente.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Quando Jesus foi pendurado na cruz do Calvário cerca de dois mil anos atrás, sendo Deus, ele estava &#8211; e está &#8211; simultaneamente comigo aqui e agora. Agora mesmo, sou pego em seu eterno agora. Os séculos que me separam do sofrimento de Jesus no Gólgota são comprimidos, como se à velocidade da luz, de modo que do ponto de vista dele, ele está comigo neste exato momento. Isso significa que, agora, no sentido que Deus tem do tempo, enquanto ele está pendurado na cruz, ele é capaz de ter empatia por mim, e por meio de uma espécie de osmose espiritual, absorver em si todo o pecado e escuridão da minha vida.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Na cruz há dois mil anos, ele levou o castigo pelo meu pecado, mas agora mesmo, no seu eterno agora, ele é capaz de me alcançar daquela velha rude cruz. Como um ímã, ele pode tirar de mim todo o mal que faz parte do minha humanidade, como se fosse algumas limalhas de ferro.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Jesus, sendo Deus, pode purificar-nos hoje, porque ele é, nas palavras do teólogo existencialista dinamarquês, Søren Kierkegaard,&#8221;o eternamente crucificado.&#8221;</p>
<p style="padding-left: 30px;">Toda vez que eu peco, naquele mesmo instante Jesus geme em agonia no Calvário. Mesmo enquanto peco hoje, ele experimenta a agonia de ingerir o meu pecado em si mesmo no seu eterno agora, pendurado com os braços abertos lá no madeiro. É por isso que diz em Hebreus 6.6 que, quando pecamos, estamos crucificando-o novamente. Em certo sentido, quando pecamos, o crucificamos agora mesmo.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Eu estava em uma faculdade cristã, que é uma das nossas cidadelas de pureza evangélica, conversando com um aluno que estava um pouco preocupado com o fato de que ele era evangélico, mas estava transando com duas garotas. Disse a ele: &#8220;Como você concilia tudo isso com ser cristão? &#8220;Ele disse:&#8221; Bem, eu acredito que Jesus cuidou de tudo isso há muito tempo e bem longe &#8220;. Eu disse: &#8220;A próxima vez que você estiver cometendo fornicação, espero que você possa ouvir Jesus gritando de dor no fundo. Porque naquele exato momento ele está simultaneamente com você, absorvendo em seu próprio corpo, o pecado que você está cometendo&#8221;.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Não é à toa que Paulo diz que não ousemos pecar para que a graça abunde (Romanos 6.1) pois, enquanto pecamos, dois mil anos atrás na cruz, Jesus atravessa o tempo e o espaço, e atrai os pecados em seu próprio corpo perfeito, como se fossem limalhas de ferro e ele um ímã.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Em 1 João 1.9 nos diz o seguinte: se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo. Ele perdoará os nossos pecados e nos purificará. A teologia Reformada baseia o perdão sobre o que ele fez lá atrás, no Calvário. Mas alguma coisa tem que acontecer agora! Você tem que se render na quietude de Cristo na cruz e deixar que ele o purifique. E não venha me dizer que você não precisa ser purificado.</p>
<p>A resposta para o magnetismo da morte é o magnetismo da cruz. A resposta para a sensação de presença e atração da morte, é a certeza da presença atrativa de Jesus. A resposta para a mortalidade e corruptibilidade de nosso corpo é a ressurreição.</p>
<p>A morte é mesmo um <em>inimigo mortal </em>de todos nós. Todavia mesmo a morte não tem a palavra final diante de Jesus, aquele que venceu a morte com sua ressurreição. Como expressou Tony Campolo, sendo Deus, Jesus não é apenas alguém que viveu no passado, mas que vive no eterno agora e que pode ser encontrado por todos o que o buscam hoje. Ele disse: &#8220;Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá.&#8221;</p>
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		<title>O maltrapilho e a graça</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Apr 2013 14:33:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Discipulado]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;A maior causa do ateísmo hoje são cristãos, que reconhecem com seus lábios e negam com seu estilo de vida. Isso é algo que um mundo incrédulo simplesmente acha inacreditável.&#8221; Brennan Manning morreu ontem. Seu legado continuará através dos muitos livros que ele escreveu, sendo o mais conhecido deles &#8220;O Evangelho Maltrapilho&#8221;. Li Manning pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2013/04/Manning.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2515" title="Manning" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2013/04/Manning.jpg" alt="" width="259" height="353" /></a>&#8220;A maior causa do ateísmo hoje são cristãos, que reconhecem com seus lábios e negam com seu estilo de vida. Isso é algo que um mundo incrédulo simplesmente acha inacreditável.&#8221;</p>
<p>Brennan Manning morreu ontem. Seu legado continuará através dos muitos livros que ele escreveu, sendo o mais conhecido deles &#8220;O Evangelho Maltrapilho&#8221;.</p>
<p>Li Manning pela primeira vez em 1998. Eu estava viajando com o diretor de uma publicadora cristã, visitando editoras cristãs nos EUA, em busca de livros para publicar em português. Numa pequena cidade (aprox. 800 habitantes) no interior do estado do Oregon, chamada Sisters (por causa das lindas montanhas &#8220;irmãs&#8221; cobertas de neve), fomos à Multinomah, que havia publicado The Ragamuffin Gospel. O diretor brasileiro não estava interessado no livro (um pena), mas eu sim. Meu interesse por Manning e The Ragamuffin Gospel veio através da música. Artistas como Rich Mullins e Michael W. Smith estavam falando muito bem do livro. A frase acima havia sido usada na introdução de uma música do dcTalk no album Jesus Freak. Eu queria muito ler esse livro. Então, na cara-de-pau, pedi um exemplar para mim. Foi um dos livros que marcou minha jornada como cristão.</p>
<p>Em 2005 quase encontrei com o Manning numa conferência na Califórnia. Ele cancelou a participação na última hora porque sua cidade havia sido devastada pelo furacão Katrina.</p>
<p>Franciscano, Manning foi provavelmente um dos autores católicos mais lidos no meio evangélico nos últimos anos. Seu último livro foi sua autobiografia, All Is Grace: A Ragamuffin Memoir (publicado no Brasil com o título &#8220;Deus o ama do jeito que você é&#8221;, pela Mundo Cristão).</p>
<p>Alguns de meus amigos reformados não gostam muito de Manning. Acham seus escritos cheios de misticismo e cheirando a &#8220;graça barata&#8221;. Alguns cristãos pós-modernos, de fato, usam Manning para justificar seus desvios e viver, de fato, uma graça barata. Manning, com seu grande coração, acolheria a ambos para um diálogo amigo. E, provavelmente, rejeitaria a ideia de que seus escritos sobre a graça sejam uma justificativa para continuar pecando.</p>
<p>Espero conhecê-lo naquele Dia.</p>
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		<title>Sobre pastores e lobos</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jan 2013 17:55:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Discipulado]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>

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		<description><![CDATA[por Osmar Ludovico Pastores e lobos têm algo em comum: ambos se interessam e gostam de ovelhas, e vivem perto delas. Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos para saber quem é quem. Isso porque lobos desenvolveram uma astuta técnica de se disfarçar em ovelhas interessadas no cuidado de outras ovelhas. Parecem ovelhas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2013/01/good-shepherd.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2502" title="good-shepherd" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2013/01/good-shepherd.jpg" alt="" width="380" height="301" /></a><br />
por Osmar Ludovico</p>
<p>Pastores e lobos têm algo em comum: ambos se interessam e gostam de ovelhas, e vivem perto delas. Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos para saber quem é quem. Isso porque lobos desenvolveram uma astuta técnica de se disfarçar em ovelhas interessadas no cuidado de outras ovelhas. Parecem ovelhas, mas são lobos.</p>
<p>No entanto, não é difícil distinguir entre pastores e lobos. Urge a cada um de nós exercitar o discernimento para descobrir quem é quem.</p>
<p>Pastores buscam o bem das ovelhas, lobos buscam os bens das ovelhas.</p>
<p>Pastores gostam de convívio, lobos gostam de reuniões.</p>
<p>Pastores vivem à sombra da cruz, lobos vivem à sombra de holofotes.</p>
<p>Pastores choram pelas suas ovelhas, lobos fazem suas ovelhas chorar.</p>
<p>Pastores têm autoridade espiritual, lobos são autoritários e dominadores.</p>
<p>Pastores têm esposas, lobos têm coadjuvantes.</p>
<p>Pastores têm fraquezas, lobos são poderosos.</p>
<p>Pastores olham nos olhos, lobos contam cabeças.</p>
<p>Pastores apaziguam as ovelhas, lobos intrigam as ovelhas.</p>
<p>Pastores têm senso de humor, lobos se levam a sério.</p>
<p>Pastores são ensináveis, lobos são donos da verdade.</p>
<p>Pastores têm amigos, lobos têm admiradores.</p>
<p>Pastores se extasiam com o mistério, lobos aplicam técnicas religiosas.</p>
<p>Pastores vivem o que pregam, lobos pregam o que não vivem.</p>
<p>Pastores vivem de salários, lobos enriquecem.</p>
<p>Pastores ensinam com a vida, lobos pretendem ensinar com discursos.</p>
<p>Pastores sabem orar no secreto, lobos só oram em público.</p>
<p>Pastores vivem para suas ovelhas, lobos se abastecem das ovelhas.</p>
<p>Pastores são pessoas humanas reais, lobos são personagens religiosos caricatos.</p>
<p>Pastores vão para o púlpito, lobos vão para o palco.</p>
<p>Pastores são apascentadores, lobos são marqueteiros.</p>
<p>Pastores são servos humildes, lobos são chefes orgulhosos.</p>
<p>Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas, lobos se interessam pelo crescimento das ofertas.</p>
<p>Pastores apontam para Cristo, lobos apontam para si mesmos e para a instituição.</p>
<p>Pastores são usados por Deus, lobos usam as ovelhas em nome de Deus.</p>
<p>Pastores falam da vida cotidiana, lobos discutem o sexo dos anjos.</p>
<p>Pastores se deixam conhecer, lobos se distanciam e ninguém chega perto.</p>
<p>Pastores sujam os pés nas estradas, lobos vivem em palácios e templos.</p>
<p>Pastores alimentam as ovelhas, lobos se alimentam das ovelhas.</p>
<p>Pastores buscam a discrição, lobos se autopromovem.</p>
<p>Pastores conhecem, vivem e pregam a graça, lobos vivem sem a lei e pregam a lei.</p>
<p>Pastores usam as Escrituras como texto, lobos usam as Escrituras como pretexto.</p>
<p>Pastores se comprometem com o projeto do Reino, lobos têm projetos pessoais.</p>
<p>Pastores vivem uma fé encarnada, lobos vivem uma fé espiritualizada.</p>
<p>Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas, lobos perpetuam a infantilização das ovelhas.</p>
<p>Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas, lobos lidam com técnicas pragmáticas com jargão religioso.</p>
<p>Pastores confessam seus pecados, lobos expõem o pecado dos outros.</p>
<p>Pastores pregam o Evangelho, lobos fazem propaganda do Evangelho.</p>
<p>Pastores são simples e comuns, lobos são vaidosos e especiais.</p>
<p>Pastores tem dons e talentos, lobos tem cargos e títulos.</p>
<p>Pastores são transparentes, lobos têm agendas secretas.</p>
<p>Pastores dirigem igrejas-comunidades, lobos dirigem igrejas-empresas.</p>
<p>Pastores pastoreiam as ovelhas, lobos seduzem as ovelhas.</p>
<p>Pastores trabalham em equipe, lobos são prima-donas.</p>
<p>Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo, lobos geram ovelhas dependentes e seguidoras deles.</p>
<p>Pastores constroem vínculos de interdependência, lobos aprisionam em vínculos de co-dependência.</p>
<p>Os lobos estão entre nós e é oportuno lembrar-nos do aviso de Jesus Cristo: “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são devoradores (Mateus 7:15).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tsunamis e Deus </title>
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		<pubDate>Wed, 26 Dec 2012 16:30:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[por Miroslav Volf Num jantar em homenagem a um convidado de destaque que deve permanecer anônimo aqui, eu estava sentado ao lado de uma mulher muito inteligente, que trabalha para a CBS. O tsunami tinha acabado de atingir a costa da Sumatra, com toda a sua força destruidora, e nós estávamos falando sobre a magnitude [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2012/12/Tsunami-2004.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2475" title="Tsunami 2004" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2012/12/Tsunami-2004.jpg" alt="" width="400" height="250" /></a><br />
por Miroslav Volf</p>
<p>Num jantar em homenagem a um convidado de destaque que deve permanecer anônimo aqui, eu estava sentado ao lado de uma mulher muito inteligente, que trabalha para a CBS. O tsunami tinha acabado de atingir a costa da Sumatra, com toda a sua força destruidora, e nós estávamos falando sobre a magnitude da desolação, a condição das vítimas e a insanidade do evento. Ela sabia que eu era um teólogo, então abordou a questão de Deus, de uma forma nada delicada como poderia ser esperado numa ocasião social.</p>
<p>&#8220;Onde estava Deus?&#8221;</p>
<p>&#8220;Como alguém pode acreditar em um Deus bom diante de tamanho sofrimento?&#8221;</p>
<p>E foi então que eu cometi meu erro.</p>
<p>A coisa boa, suponho, é que o erro não foi tão ruim quanto poderia ter sido. Eu poderia ter tentado justificar Deus. Afinal, Deus estava sob ataque e eu era um teólogo, e um teólogo que acha Deus imensamente atraente, mesmo se, por vezes, totalmente desconcertante e muito perturbador. Mas lembrei-me do terremoto que destruiu Lisboa em 1755 e Cândido, de Voltaire, um ataque espirituoso e devastador no otimismo filosófico e teológico escrito, em parte, como resposta. Dois terços de Lisboa foram destruídos e cerca de 30.000 pessoas morreram, a maioria devido a uma onda gigantesca e aos incêndios após o terremoto. Era o Dia de Todos os Santos e &#8220;igrejas, com velas acesas, desmoronaram sobre multidões de adoradores.&#8221; A maioria dos bordéis foram poupados, como Voltaire prontamente notou.</p>
<p>Desde que li Cândido, não tento defender Deus contra a acusação de impotência ou falta de zelo para com os males terríveis. Eu certamente não poderia tornar plausível para mim mesmo que &#8220;o que quer que seja, é certo&#8221; ou que &#8220;mal parcial, é bem universal.&#8221; Não é tanto que eu passei a acreditar que tais argumentos devem estar errados. Talvez eu seja persuadido por eles quando a história tiver concluído seu curso e Deus trouxer a redenção e consumação, e eu for capaz de pensar com a cabeça limpa, a partir de um mundo todo restaurado. Isso é o que Martinho Lutero sugeriu que aconteceria em seu tratado sobre A Escravidão da Vontade. Mas aqui e agora, enredado como estou no mundo que empilha sofrimento sobre sofrimento no curso da história, acho tais argumentos implausíveis, falhos e até mesmo um tanto irritantes. O bem do todo parece terrivelmente abstrato e sem significado ou consolo para um ser humano atormentado pelo sofrimento. &#8220;Quando a morte coroa os males do homem que sofre, que belo consolo é ser comido pelos vermes!&#8221;, escreveu Voltaire com seu característico sarcasmo.</p>
<p>Eu não cometi o erro de tentar justificar Deus &#8211; em 2 minutos ou menos. Mas tentei algo quase tão complexo, ainda que mais plausível. Sugeri à minha parceira que o protesto contra Deus diante do mal pressupõe, na realidade, a existência de Deus. Por que estamos perturbados com a força bruta e cega de tsunamis que extinguem a vida de pessoas, incluindo crianças que foram atraídas, como se por algum plano sinistro, para as praias por peixes expostos porque as águas recuaram um pouco antes da chegada da onda gigante? Se o mundo é tudo que existe, e o mundo com placas tectônicas em movimento é onde vivemos, do que devemos reclamar? Podemos lamentar; perdemos algo terrivelmente querido. Mas não podemos reclamar, e certamente não podemos legitimamente protestar. A expectativa de que o mundo deveria ser um lugar hospitaleiro, sem percalços devastadores, está ligada à crença de que o mundo deveria ser constituído de uma certa maneira. E essa crença (distinta da crença de que o mundo é tudo que há) é, por si própria, ligada à noção de um Criador. E isso nos leva a Deus. É Deus quem torna possível protestar que o mal existe no mundo. E é contra Deus que protestamos. Deus é tanto a base do protesto quanto seu alvo. Quase que paradoxalmente, protestamos com Deus contra Deus. Como posso acreditar em Deus quando tsunamis atingem? Eu protesto, e, portanto, acredito.</p>
<p>Foi um erro, no entanto, tentar fazer esse argumento naquele jantar. Não é que, nesse meio tempo, passei a acreditar que o argumento não seja bom. É um bom argumento, ainda que deixe a pessoa com uma fé que parece em desacordo consigo mesmo, com um Deus que é difícil de abandonar e, no entanto, duro de aceitar. Também não é que a minha interlocutora não tenha sido capaz de seguir o argumento, mesmo em forma tão condensada e oferecido entre a salada e o prato principal. Ela foi inteligente o suficiente para isso. No entanto, eu não deveria ter oferecido, não ali e naquele momento, e não como a primeira coisa a ser dita sobre Deus e tsunamis.</p>
<p>&#8220;Como alguém pode acreditar em um Deus bom diante de tamanho sofrimento?&#8221;</p>
<p>A resposta para esta questão depende, em parte, da outra pergunta que minha interlocutora me fez naquela noite: &#8220;Onde estava Deus?&#8221; O meu erro foi que eu tentei responder a primeira pergunta sem responder a segunda. Assim como Deus estava, de alguma forma misteriosa, no Crucificado, Deus estava no meio da carnificina causada pelo tsunami, ouvindo cada suspiro, recolhendo cada lágrima, ressoando o tremor de cada coração aflito. E assim como Deus estava no Ressuscitado, Deus também estava em cada mão auxiliadora, em cada decisão de sacrificar a própria vida para que outros pudessem viver. Deus sofreu e Deus ajudou.</p>
<p>Eu sei que, ao mesmo tempo, Deus também estava sentado em Seu trono celestial. Por que o Onipotente e Amoroso não fez algo sobre o tsunami antes que ele atingisse? Eu não sei. Se eu soubesse, poderia justificar Deus. Mas não posso. É por isso que estou perturbado, ainda, pelo Deus por quem sou tão imensamente atraído e que não me abandonará.</p>
<p>(Extraído de Against the Tide: Love in a Time of Petty Dreams and Persisting Enmities)</p>
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		<title>O Calcanhar de Aquiles do Liberalismo Teológico</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Dec 2012 20:26:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Há algum tempo tenho tentado alertar pessoas para o risco que o liberalismo teológico representa para a fé. Quando faço isso, muitos me acusam de conservador (na melhor das hipóteses) ou fundamentalista (caso queiram me ofender). Todavia, a história é um testemunho de como o liberalismo teológico tem minado a Igreja na Europa e na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2012/12/achilles.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2468" title="achilles" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2012/12/achilles.jpg" alt="" width="320" height="281" /></a><br />
Há algum tempo tenho tentado alertar pessoas para o risco que o liberalismo teológico representa para a fé. Quando faço isso, muitos me acusam de conservador (na melhor das hipóteses) ou fundamentalista (caso queiram me ofender). Todavia, a história é um testemunho de como o liberalismo teológico tem minado a Igreja na Europa e na América do Norte. Não quero com isso dizer que este seja o objetivo dos liberais. Pelo contrário, o impulso inicial do liberalismo teológico foi um esforço para tornar a mensagem cristã mais aceitável para o homem moderno. Como disse C. S. Lewis, &#8220;os liberais são homens honestos e pregam sua versão de cristianismo, por acreditarem ser ela verdadeira.&#8221; Mas o resultado tem sido fatal (literalmente, gerando morte espiritual de pessoas e igrejas). O texto abaixo, de Michael Witmmer, aponta como o liberalismo teológico tem funcionado exatamente no sentido contrário àquele que se esperava:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Eis aqui o calcanhar de Aquiles do liberalismo teológico. A cultura pode inicialmente ficar atraída pelo evangelho liberal da razão humana e autonomia individual &#8211; finalmente temos um grupo de cristãos que entendem! &#8211; mas não demora muito para que as pessoas percebam que esta versão diluída do Cristianismo é simplesmente redundante. A maioria das pessoas pensa que elas são basicamente boas &#8211; certamente boas o bastante para merecer o céu, ainda que devam se esforçar um pouco mais para amarem o próximo. Esta é essencialmente a mensagem liberal, com um pouco de Jesus misturado para dar uma medida moralmente boa, mas não biblicamente sólida.<br />
Eventualmente a cultura dominante percebe que as igrejas liberais não estão dizendo nada além do que já não tem sido dito centenas de vezes pela Oprah. Então por que sequer contar a &#8220;história de Jesus&#8221;? Elas logicamente perguntam, &#8220;Se Jesus não foi nada mais do que o modo como os cristãos falam sobre amor ao próximo, então porque não podemos simplesmente amar o próximo sem esse papo sobre Jesus?&#8221; É aí que as igrejas liberais começam a declinarem, porque as pessoas não irão fazer o esforço de sair de casa cedo para ir para igreja quando elas podem dormir até mais tarde e escutar a mesma mensagem moral e inspiradora na televisão [pela Oprah]. Como C. S. Lewis lembrou seu amigo, &#8220;Aliás, já conheceu alguém, ou ouviu falar de caso parecido, que tivesse se convertido do ceticismo para um cristianismo &#8216;liberal&#8217; ou &#8216;demitologizado&#8217;? Acho que, quando os incrédulos se achegam, costumam ir muito mais além.&#8221;<br />
(Michael Witmmer, Christ Alone, p. 59-60)</p>
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		<title>Rob Bell, céu e inferno</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Nov 2012 15:06:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Discipulado]]></category>
		<category><![CDATA[Emergente]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2012/11/robBell2011-04.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2444" title="robBell2011-04" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2012/11/robBell2011-04.jpg" alt="" width="370" height="245" /></a></p>
<p>Ouvi falar sobre Rob Bell pela primeira vez em 2005. Estávamos reunidos com a equipe do No Longer Music para sua turnê em São Paulo naquele ano, quando um dos integrantes chamou minha atenção para um video que ele queria que eu assistisse. Tratava-se de Luggage (bagagem), um dos videos da série Nooma, do Rob Bell, cuja mensagem era sobre a necessidade de perdoar. Naquele mesmo dia assisti também Rain (chuva) e Lump (caroço). Fui cativado de imediato pela produção profissional dos curtas (um amigo norte-americano me diz que o primeiro Nooma custou mais de 100 mil dólares) e pela habilidade de comunicação de Bell. Naquele mesmo ano, numa viagem aos EUA, comprei todos os DVDs da série Nooma disponíveis até então, e também o primeiro livro de Bell, Velvet Elvis (publicado no Brasil sob o título Repintando a Igreja). Apesar de discordar de vários trechos do livro (por exemplo, a insinuação de que a concepção virginal de Jesus não é relevante para a fé cristã), dei boas-vindas aos questionamentos, justamente porque eu também estava passando por uma fase de questionamentos com relação a maneira de ser igreja.</p>
<p>Confesso que, na época, me tornei um admirador de Rob Bell. Nos dois anos seguintes, exibimos quase todos os Noomas em reuniões de oração e reflexão do Projeto 242. Li os outros livros de Rob Bell assim que saíram em inglês e cheguei comentar minhas impressões sobre eles neste blog (<a href="http://www.sandrobaggio.com/2008/03/13/superpastor-ou-superalgumacoisa/">1</a>, <a href="http://www.sandrobaggio.com/2008/09/04/somos-todos-crentes/">2</a> e <a href="http://www.sandrobaggio.com/2009/05/21/jesus-quer-salvar-os-cristaos/">3</a>).</p>
<p>No ano passado, em meio a grande controvérsa que seguiu o video viral anunciando a publicação de Love Wins, eu estava numa fase de tremendo desgosto com a influência negativa que o velho liberalismo teológico e neo-liberalismo, sorrateiramente invadindo a igreja evangélica a partir das faculdades de teologia, havia causado na vida de pessoas que conheço. Portanto, minha reação inicial foi de desgosto. Deduzi de imediato que as insinuações de salvação universal e de um inferno vazio fossem consequências lógicas da influência teológica liberal que eu já havia notado nos escritos de Bell, principalmente no livro Jesus Quer Salvar Seus Seguidores.</p>
<p>Todavia, a despeito do meu desgosto, assim que Love Wins (O Amor Vence) saiu, comprei em audiobook, narrado pelo próprio Rob Bell, uma vez que, sendo um excelente comunicador, ouvi-lo é bem melhor do que lê-lo. Posteriormente, encomendei uma cópia do livro em paperback. Ouvi e li o livro várias vezes. Reproduzi no blog dois trechos que gostei (<a href="http://www.sandrobaggio.com/2011/04/08/o-dia-do-senhor/">1</a> e <a href="http://www.sandrobaggio.com/2012/08/08/inferno-literal/">2</a>). Li as diversas críticas. Assisti entrevistas. Ouvi podcasts. Troquei ideias sobre o livro com um amigo que respeito muito, professor de teologia do NT e diretor de uma faculdade teológica nos EUA. Uma de suas observações ficou em minha mente. Ele disse que Rob Bell é um artista, não um teólogo acadêmico. Sua teologia é como uma pintura com traços largos, isto é, uma visão geral sem muita atenção aos detalhes. Foi algo que tentei considerar ao ler e refletir sobre O Amor Vence. Mas ainda assim, o desgosto permaneceu.</p>
<p>O fato é que O Amor Vence é, em sua maior parte, um livro mais de questionamentos do que de respostas. Mas qual a motivação das perguntas, senão uma tentativa clara que Bell faz de desmoralizar a mensagem cristã tradicional sobre o inferno como algo escandaloso, ilusório e, de certo modo, repugnante?</p>
<p>Recentemente, na entrevista que Rob Bell concedeu à revista Veja, ficou claro a confusão e contradição que já transparecia nas entrevistas dadas por ele logo após a publicação de O Amor Vence (talvez a mais embaraçosa delas tenha sido para Martin Bashir da NBC, que pode ser vista <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Vg-qgmJ7nzA" target="_blank">aqui</a>). Em sua ânsia para tornar a mensagem do Evangelho mais revelante ao homem pós-moderno, Bell tornou-se um pregador da conveniência, bem no espírito da espiritualidade de botique de nossos dias.</p>
<p>Confesso que fiquei preocupado com O Amor Vence e com a influência negativa que a mensagem de Rob Bell possa ter na vida de muitas pessoas. Não porque tenho prazer em pensar, falar, estudar, tentar entender, etc., o inferno. Meu desejo seria poder dizer: Pro inferno com o inferno! Todavia, como seguidor de Jesus, não posso ignorar o fato de que ele falou, muitas vezes e de muitas maneiras, sobre a realidade da vida após morte e as consequências das escolhas pessoais. Não acredito que as imagens sobre o inferno usadas por Jesus devam ser interpretadas literalmente. Como disse Tim Keller, elas são figurativas… para algo tremendamente mais horrível do que o fogo e enxofre! Afinal de contas, se o inferno significar uma separação plena e definitiva da presença de Deus, o que poderia ser mais terrível do que isso?</p>
<p>Gostaria que todos que lessem O Amor Vence, pudessem ler também <a href="http://www.mundocristao.com.br/produtosdet.asp?cod_produto=10837&amp;cod_categoria=158" target="_blank">Apagando o Inferno</a> de Francis Chan e Preston Sprinkle. Não publicado em português, mas também excelente, é <a href="http://www.amazon.com/Christ-Alone-Evangelical-Response-Bells/dp/0982706332/ref=sr_1_1?s=books&amp;ie=UTF8&amp;qid=1354287794&amp;sr=1-1&amp;keywords=christ+alone">Christ Alone: An Evangelical Response to Rob Bell’s Love Wins</a>, por Michael Wittmer e Michael Horton. Ambos os livros apresentam argumentos sólidos e expõem os erros exegéticos de Rob Bell sobre o inferno.</p>
<p>Como já disse, não tenho prazer em falar sobre o inferno. Quero ser mensageiro de amor, fé e esperança. Quero seguir o ministério da reconciliação, rogando a todos os homens que se reconciliem com Deus. Mas porque eu deveria rogar aos homens que façam isso? Pelo simples fato de que as Escrituras são claras em dizer que os homens não estão, por default, reconciliados com Deus e que a reconciliação só é possível por meio de Cristo.</p>
<p>Penn Jilette, ilusionista e comediante norte-americano ateu, em um video no YouTube (em inglês <a href="http://www.youtube.com/watch?v=qCdCVto2MN8" target="_blank">aqui</a>), faz um comentário interessante sobre algo que, acredito, tem tudo a ver com a questão do por quê, como cristão, devo alertar as pessoas sobre o inferno e as consequências de suas escolhas. Após contar a história de um homem cristão que deu-lhe uma Bíblia ao final de um de seus shows, num gesto claro de proselitismo, Jilette diz o seguinte:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Eu não respeito pessoas que não proselitizam. Se você crê que existe um céu e um inferno e que pessoas poderiam estar indo para o inferno, ou não recebendo a vida eterna ou algo assim, e se você pensa que não vale a pena dizer isso para as pessoas para não ser visto como um incómodo social&#8230; quanto ódio você precisar ter por alguém, ao acreditar que a vida eterna é possível, e não falar sobre isso para as pessoas?</p>
<p>David Hansen, em seu excelente livro A Arte de Pastorear: Um Ministério Sem Todas as Respostas, conta sobre o período em sua vida de pastor e pregador do Evangelho, em que ele também começou a duvidar da existência do inferno. Em vez disso torná-lo uma pessoa mais engajada com o social e mais amorosa, fez exatamente o contrário. Ele quase perdeu o ministério e quase se perdeu também. Então ele se arrependeu de ter permitido que as perguntas e questionamentos assumissem controle de sua vida e voltou a falar sobre as realidades do céu e inferno para seus ouvintes. Seu ministério na igreja local voltou a florescer. E seu engajamento social ficou mais forte.</p>
<p>Falar sobre as realidades da vida após a morte e sobre as consequências das escolhas que fazemos nesta vida pode ser simplesmente um ato de amor.</p>
<p>***</p>
<p>Abaixo está um série de links de artigos escritos sobre O Amor Vence e a entrevista que Rob Bell deu às páginas amarelas da Veja.</p>
<p><a href=" http://tempora-mores.blogspot.com.br/2012/11/o-inferno-em-que-rob-bell-se-meteu.html" target="_blank">O Inferno em que Rob Bell se meteu &#8211; Augustus Nicodemus</a></p>
<p><a href="http://www.misaelbn.com/2012/11/a-torre-de-babel-de-rob-bell/" target="_blank">A Torre de Babel de Rob Bell &#8211; Misael Nascimento<br />
</a><br />
<a href="http://www.novosdialogos.com/artigo.asp?id=956" target="_blank">Rob Bell, os evangélicos e suas representações de céu e inferno &#8211; Jonathan Menezes<br />
</a></p>
<p><a href="http://allenporto.wordpress.com/2012/11/29/interacoes-com-a-entrevista-e-rob-bell-a-veja-1/" target="_blank">Interações com a Entrevista de Rob Bell a Veja &#8211; Allen Porto<br />
</a></p>
<p><a href=" http://forsclavigera.blogspot.com.br/2011/04/can-hope-be-wrong-on-new-universalism.html" target="_blank">Can Hope Be Wrong on New Universalism &#8211; James K. A. Smith<br />
</a><br />
<a href="http://theresurgence.com/2011/03/15/a-chronology-of-rob-bell-on-hell" target="_blank">A Chronology on Rob Bell On Hell<br />
</a></p>
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		<title>Inferno Literal</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Aug 2012 02:37:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Discordo da posição “universalista” do Rob Bell em seu livro polêmico Love Wins. Acredito que Francis Chan &#38; Preston Sprinkle responderam de forma bíblica e adequada a isso no livro Erasing Hell. Todavia, ele coloca algumas coisas de um modo bem interessante (já postei outro trecho do livro neste blog). Ainda que o faça, aparentemente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2012/08/hell.png"><img class="aligncenter  wp-image-2413" title="hell" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2012/08/hell.png" alt="" width="412" height="294" /></a><br />
Discordo da posição “universalista” do Rob Bell em seu livro polêmico <em>Love Wins.</em> Acredito que Francis Chan &amp; Preston Sprinkle responderam de forma bíblica e adequada a isso no livro <em>Erasing Hell</em>. Todavia, ele coloca algumas coisas de um modo bem interessante (já <a href="http://www.sandrobaggio.com/2011/04/08/o-dia-do-senhor/" target="_blank">postei outro trecho</a> do livro neste blog). Ainda que o faça, aparentemente, para salientar que o inferno pode ser uma experiência aqui e agora, não há como negar a força de suas palavras. Penso: se as experiências amargas da vida aqui podem se assemelhar a um inferno literal, quão terrível será a perpetuação irreversível de tais experiências, após a morte, para aqueles que rejeitarem a Graça Redentora de Jesus Cristo&#8230; Segue o que diz Rob Bell:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Eu recordo chegando a Kigali, Rwanda, em dezembro de 2002 e dirigindo do aeroporto para nosso hotel. Logo após deixar o aeroporto, vi um menino de provavelmente dez ou onze anos, sem uma das mãos, ao lado da estrada. Depois vi outro menino, na mesma rua, sem uma perna. Depois outro em uma cadeira de rodas. Mãos, braços, pernas &#8211; devo ter visto cinquenta ou mais adolescentes sem um dos membros somente naqueles primeiros quilômetros. Meu guia explicou que durante o genocídio, um dos modos de desmoralizar e humilhar o inimigo era remover, com um machado, um braço ou perna de crianças, para que anos mais tarde elas tivessem que viver com a lembrança do que foi feito a elas.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Se eu acredito em um inferno literal?<br />
Claro.<br />
Aqueles não eram braços e pernas desmembrados metaforicamente.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Você já sentou-se ao lado de uma mulher enquanto ela falava sobre como foi para ela ter sido estuprada? Como uma pessoa descreve o que significa ouvir um menino de cinco anos, cujo pai acabou de cometer suicídio, perguntar: &#8220;Quando o papai voltará para casa?&#8221; Como alguém descreve aquele olhar devastado, vazio, singular, que você encontra nos olhos de um viciado em cocaína?</p>
<p style="padding-left: 30px;">Tenho visto o que acontece quando as pessoas abandonam tudo o que é bom e correto e afável e humano.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Certa vez, conduzi o funeral de um homem que eu nunca havia conhecido. Seus filhos me alertaram, quando me pediram para fazer o ofício, que eu estava entrando numa confusão e que, quanto mais próximo chegássemos do ofício em si, mais feio as coisas ficariam.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Este homem era cruel e mau. A todos ao seu redor. Ninguém tinha nada de bom para dizer sobre ele. A função do pastor, dentre outras coisas, é ajudar a família e amigos a honrar propriamente o falecido. Este homem tornou minha tarefa bem difícil.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Eventualmente percebi o que eles queriam dizer com &#8220;feio&#8221;. Quando percebeu que estava para morrer, ele reescreveu seu testamento. Ele propositadamente deixou fora familiares que esperavam receber algo e deu a riqueza para outros membros da família que ele sabia que eram desprezados. Ele mudou seu testamento para que em seu funeral houvesse dor e ira. Ele queria ter certeza de que estaria causando destruição nesta vida, mesmo depois de tê-la deixado.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Conto estas histórias porque é absolutamente vital que reconheçamos que amor, graça e humanidade podem ser rejeitados. Do mais sutil olhar de desprezo à mais violenta degradação de outro ser humano, somos terrivelmente livres para fazer o que nos agrada.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Deus nos dá o que queremos, e se isto for o inferno, podemos tê-lo.<br />
Temos este tipo de liberdade, este tipo de escolha. Somo livres assim.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Podemos usar machados se quisermos.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Então quando as pessoas dizem que não acreditam no inferno e não gostam da palavra &#8220;pecado&#8221;, minha primeira resposta é perguntar: &#8220;Você já se sentou para conversar com uma família que acabou de descobrir que o filho foi molestado? Repetidamente? Durante anos? Por um parente?</p>
<p style="padding-left: 30px;">Algumas palavras são fortes por uma razão. Precisamos que essas palavras sejam intensas assim, carregadas, complexas e ofensivas, porque elas precisam refletir as realidades que descrevem.</p>
<p style="padding-left: 30px;">E é isso o que encontramos no ensinamento de Jesus sobre o inferno &#8211; uma mistura volátil de imagens, figuras e metáforas que descrevem as experiências e consequências bem reais de se rejeitar a bondade e humanidade dadas por Deus. Algo que todos temos liberdade para fazer, a qualquer tempo, em qualquer lugar, com qualquer um.</p>
<p>(extraído de Love Wins, páginas 70-73)</p>
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		<title>Oxigênio</title>
		<link>http://www.sandrobaggio.com/2012/07/25/oxigenio/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Jul 2012 18:13:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Emergente]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>

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		<description><![CDATA[O cenário religioso está deixando você com falta de ar? Estão está na hora de respirar algo novo&#8230; Oxigênio 2012. Ainda não sabe o que é? Leia aqui o que escrevi sobre a conferência no ano passado. Visite o site. Levante-se. Mova-se. Faça.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.conferenciaoxigenio.com/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2398" title="Banner-Site_NovoJeito1" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2012/07/Banner-Site_NovoJeito1.gif" alt="" width="250" height="353" /></a><br />
O cenário religioso está deixando você com falta de ar?<br />
Estão está na hora de respirar algo novo&#8230; Oxigênio 2012.<br />
Ainda não sabe o que é?<br />
Leia <a href="http://www.sandrobaggio.com/2011/09/28/ar-fresco-na-igreja-brasileira/" target="_blank">aqui</a> o que escrevi sobre a conferência no ano passado.<br />
Visite o <a href="http://www.conferenciaoxigenio.com" target="_blank">site</a>.<br />
Levante-se. Mova-se. Faça.</p>
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		<title>Rede Social</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jul 2012 14:50:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Emergente]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>

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		<description><![CDATA[Certa vez, perguntaram à Madre Tereza qual era a pior doença que ela já tinha visto. Lepra? Variola? AIDs ou Alzheimer? &#8220;Não&#8221;, disse ela, &#8220;A pior doença que eu já vi é a solidão.&#8221; E acrescentou que o Ocidente sofria de uma epidemia de solidão. É possível que esta epidemia de solidão seja um dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2012/07/global-connection.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2385" title="global-connection" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2012/07/global-connection.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><br />
Certa vez, perguntaram à Madre Tereza qual era a pior doença que ela já tinha visto. Lepra? Variola? AIDs ou Alzheimer?</p>
<p>&#8220;Não&#8221;, disse ela, &#8220;A pior doença que eu já vi é a solidão.&#8221;</p>
<p>E acrescentou que o Ocidente sofria de uma epidemia de solidão.</p>
<p>É possível que esta epidemia de solidão seja um dos fatores que impulsionaram a expansão massiva das redes sociais na última década. Facebook, Orkut, Twitter, MySpace, YouTube, Linkedin, Google+, etc. fazem parte do vocabulário e estilo de vida de milhões de pessoas ao redor do mundo.</p>
<p>Está todo mundo conectado, compartilhando, curtindo e postando nas redes sociais.</p>
<p>O principal atrativo que as redes sociais oferece é facilidade da conexão entre pessoas distantes e a re-aproximação de amigos e conhecidos. Além disso, elas servem para troca de informações, opiniões, discussões, denuncias, propostas de namoro e emprego, mobilização para causas, protestos, promoção de eventos, álbuns fotográficos, músicas, vídeos, etc.</p>
<p>Nem todo mundo, no entanto, curti a idéia das redes sociais. Muitos pais e conselheiros familiares alertam para os riscos que elas apresentam. Alguns destes riscos são reais, principalmente quando há demasiada exposição de dados pessoais num ambiente virtual, colocando-se em risco a vida pessoal e familiar. Há também o risco (presente em toda internet) de exposição a material impróprio, de sofrer assédio on-line por parte de predadores sexuais e, o mais comum de todos, da perda de tempo quando se passa horas nas redes sociais.</p>
<p>Além dos riscos, uma das principais reclamações sobre as redes sociais é que elas promovem um relacionamento superficial e, portanto, mais uma evidência do que o sociólogo Zygmunt Bauman chama de &#8220;sociedade individualizada&#8221;. Mas talvez superficialidade e individualismo sejam exatamente um dos motivos pelos quais as pessoas estão buscando se relacionar por meio das redes sociais. Diz Bauman: &#8220;Numa vida de contínuas emergências, as relações virtuais derrotam facilmente a vida real. (&#8230;) As relações virtuais contam com teclas de &#8216;excluir&#8217; e &#8216;remover spams&#8217; que protegem contra as consequências inconvenientes (e principalmente consumidoras de tempo) da interação mais profunda.&#8221;</p>
<p>Apesar dos riscos, as redes sociais (e sua geração) revelam para a Igreja a oportunidade de reconhecer que as pessoas desejam conexão, comunidade, conhecer e serem conhecidas por outras pessoas. A internet pode ser uma comunidade virtual promovendo relacionamentos superficiais, mas ainda assim é uma comunidade que está disponível num mundo cada vez mais fragmentado.</p>
<p>Qual a maior fobia da geração das redes sociais? Ficar sem conexão.</p>
<p>A Igreja, como uma família espiritual, deveria reconhecer os anseios e temores da geração das redes sociais e responder a eles criando ambientes mais acolhedores e amigáveis, promovendo mais relacionamentos entre as pessoas e até usando das redes sociais como canais para oração e compartilhamento. Ao fazer isso, a estaria contribuindo para diminuir a epidemia de solidão em nosso mundo, sendo o lugar onde cumpre-se o Salmo 68.6:</p>
<p>“Deus faz com que o solitário viva em família.”</p>
<p>(escrito para a revista Lar Cristão sob o título Rede Social: A nova onda do momento!)</p>
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