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	<title>Sandro Baggio</title>
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	<description>Trilhando o estreito caminho entre o cinismo e a ingenuidade.</description>
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		<title>Culpa &amp; Graça</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 13:50:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
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		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Graça]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;A culpa não é lavada com o tempo, mas através do arrependimento e do sangue de Cristo.&#8221; - C. S. Lewis Culpa parece ter se tornado uma palavra proibida em alguns círculos cristãos. Pessoas dizem que falar sobre culpa ou indicar que alguém tenha algum tipo de culpa é promover neuroses e hipocrisias. De fato, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/12/mary-anointing-jesus-feet.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2158" title="mary anointing jesus feet" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/12/mary-anointing-jesus-feet.jpg" alt="" width="420" height="336" /></a><br />
&#8220;A culpa não é lavada com o tempo, mas através do arrependimento e do sangue de Cristo.&#8221;<br />
- C. S. Lewis</p>
<p>Culpa parece ter se tornado uma palavra proibida em alguns círculos cristãos. Pessoas dizem que falar sobre culpa ou indicar que alguém tenha algum tipo de culpa é promover neuroses e hipocrisias. De fato, enfrentar a culpa sem a graça pode mesmo gerar enfermidades psicológicas. Mas a solução para isto não está na negação da culpa, pois isto também poderia ser indício de uma doença psicológica (um dos sinais da psicopatia é ausência de culpa). Como então lidar com a culpa?</p>
<p>O médico suíço Paul Tournier escreveu um livro em 1957 chamado Culpa e Graça (ABU) que tornou-se referência sobre o assunto. Note que, a começar pelo título, Tournier já chama a nossa atenção para a realidade de ambos. Li o livro de Tournier pela primeira vez em 1988. Depois disso, retornei a ele diversas vezes, relendo os trechos grifados e recomendando a leitura do mesmo para muitas pessoas. Li também outros livros de Tournier como The Adventure of Living, Mitos e Neuroses, Os Fortes e os Fracos e Para Melhor Compreender-se no Matrimônio. Seu livro clássico The Meaning of Person está na fila de leitura em minha estante junto com Escape From Loneliness. Li também The Christian Psychology of Paul Tounier por Gary Collins, uma excelente análise do pensamento de Tournier feita por um de seus amigos de profissão e fé.</p>
<p>Recentemente o livro Culpa e Graça de Tournier ganhou novos interessados, ao que parece, nem tanto pela sua mensagem sobre a culpa e a graça, mas pela polêmica levantada em torno do universalismo de seu autor. As edições brasileiras do livro suprimiram três capítulos do original em que Tournier apresenta sua crença (equivocada em minha opinião) de que o sacrifício de Jesus proveu salvação de todas as pessoas e, portanto, todo mundo será salvo no final.</p>
<p>Não pretendo escrever sobre universalismo (quiçá em outra postagem), apenas apontar que, contrário ao que muitos pensam e alguns blogueiros parecem indicar, em Culpa e Graça, Tournier não nega a existência da culpa. Em vez disso, ele faz uma distinção entre a falsa culpa e a verdadeira culpa, sendo a primeira a culpa proveniente do juízo e crítica de outros e a última a culpa que vem quando Deus nos reprova por causa de nossos pecados. A culpa verdadeira é, de certa forma, uma bênção pois, por seu intermédio, o Espírito Santo não somente nos torna conscientes de nosso pecado, mas nos aponta para a graça salvadora. Por este motivo, Tournier indica a necessidade de lidar com a culpa verdadeira de modo saudável, isto, através do arrependimento e confissão:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Não são os virtuosos que Deus acolhe de braços abertos, mas os desprezados; não os que negam a sua culpa, mas o que a confessam, os que tremem de arrependimento, de remorso e de impotência.&#8221;</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;A resposta para a culpa não está em negá-la, dizer que ela não é real, que foi criada por religiosos moralistas controladores de mentes. A resposta para a culpa é o perdão e a graça de Jesus Cristo.&#8221;</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;O arrependimento é a porta para a graça.&#8221;</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;… [que] todos os homens são igualmente pecadores a despeito de todos os seus esforços; que não é fazendo valer sua pretensa impecabilidade, mas ao contrário, arrependendo-se e confessando sua culpa é que eles encontrarão a graça que a apaga.&#8221;</p>
<p>Diferente da psicologia moderna que trata a culpa como uma aberração, Paul Tournier sabia muito bem que a culpa (seja ela falsa ou verdadeira) é real e precisa ser tratada. Seu livro foi escrito para ajudar seus leitores a diferenciar a culpa falsa da verdadeira e lidar com a culpa verdadeira por meio da Graça que há em Cristo Jesus.</p>
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		<title>30 anos</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 11:18:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Discipulado]]></category>
		<category><![CDATA[fé]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Trinta anos se passaram desde que nasci de novo. Era o dia 27/12/1981 e eu tinha aceitado o convite de minha mãe para assistir o culto de Natal em sua igreja. Após uma encenação do nascimento de Jesus, o breve sermão pregado pelo pastor tocou meu coração e minha mente. Não me lembro de tudo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/12/perdoado.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2183" title="perdoado" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/12/perdoado.jpg" alt="" width="272" height="556" /></a><br />
Trinta anos se passaram desde que nasci de novo.</p>
<p>Era o dia 27/12/1981 e eu tinha aceitado o convite de minha mãe para assistir o culto de Natal em sua igreja. Após uma encenação do nascimento de Jesus, o breve sermão pregado pelo pastor tocou meu coração e minha mente. Não me lembro de tudo o que ele falou, apenas de ter dito que todos os onze discípulos restantes após a morte de Jesus, exceto um, morreram como mártires. Pensei: se aqueles homens estavam dispostos a morrer por sua fé em Jesus, então esta fé merecia minha total atenção. Não lembro se houve ou não apelo. De qualquer forma, não fui à frente e nem sequer levantei a minha mão. Mas meu coração queimava com uma certeza: Jesus estava me chamando para seguir seus passos. Ele conhecia minha vida, meus erros, minhas fraquezas, meus pecados ocultos. E me amava mesmo assim. Como responder a tão grande amor? Seria certo me acovardar, ficar com vergonha de ser identificado como &#8220;crente&#8221; por meus amigos? Não. Eu queria entregar toda a minha a Jesus. Queria segui-lo como aqueles primeiros apóstolos, queria amá-lo de todo meu coração e aprender a viver para Ele durante todo a minha vida. Nada mais além disso importava. Nada.</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Como um pensamento eu te encontrei<br />
E me esqueci, me entreguei<br />
Mas reconheci e firme segurei em tuas mãos, te fiz meu Rei<br />
Meu triste sofrimento fez-se num lamento<br />
De um modo muito estranho se acabou<br />
Meu mundo de pavor reconheceu o amor<br />
De um outro ser maior, de um Salvador<br />
Chorei como criança quando percebi teu vulto ali a me olhar<br />
Cerrei meus olhos como cerra-se o verão<br />
Meu coração senti mudar<br />
Parece que morri, morri meu mundo se acabou<br />
Em mim uma mudança se passou<br />
De novo revivi pra um mundo sem pavor<br />
Um mundo onde Cristo é o Senhor…&#8221;<br />
(Conversão &#8211; João Alexandre &amp; Grupo Pescador, Contraste, 1984)</p>
<p>Trinta anos se passaram desde que eu decidi seguir Jesus. Estou mais convicto sobre minha decisão hoje do que naquele dia. Voltar atrás? Impensável. Para onde irei se só Jesus tem palavras de vida eterna? Minha vida tem sido tão rica nestes trinta anos. Não um tipo efêmero de riqueza que depende de valores e bens materiais. Mas uma riqueza que dinheiro não é capaz de comprar. &#8220;Sim, eu sou o homem mais rico do mundo!&#8221;, como canta Glenn Kaiser. Cada lágrima derramada, cada cânção aprendida e cantada, cada abraço e sorriso recebidos por gente estranha que, de repente, tornou-se irmãos e irmãs ao redor do mundo, cada experiência vivida nestes trinta anos me fazem sentir-se o homem mais rico do mundo. E o que eu tenho, ninguém pode roubar.</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Um dia eu acordei em meio a nada<br />
Medo e desespero me cercaram<br />
Pensei que a minha vida era vaga<br />
Meus sonhos e castelos desabaram<br />
Tentei então achar razão porque viver<br />
No mundo procurei, não encontrei<br />
E quando eu desistia, eu vi Jesus me amando<br />
Tomei então sua cruz, e achei<br />
Vida eterna…&#8221;<br />
(Um Dia &#8211; Jayrinho, 1980)</p>
<p>Trinta anos se passaram. E seguir Jesus continua sendo para mim &#8220;o mais fascinante projeto de vida&#8221;. Não que eu O siga como Ele merece ser seguido. Meu coração continua desejando amá-lo acima de tudo. Todavia, vez por outra, encontro este enganoso e corrupto coração inclinando-se para o mal. Depois de tanto tempo, alguém pensaria que eu já tivesse alcançado a perfeição nesta jornada. Mas não, longe disto. A única perfeição é do Seu amor que nunca muda, nunca acaba, nunca me abandona. Quando mais busco com sinceridade, mas consciente fico de que é somente por Sua Graça que continuo firme em Seu seguimento depois de tanto tempo. Sua Palavra tem sido meu alimento. A oração é onde minhas forças são renovadas. Na adoração, meu foco é ajustado. Na comunhão dos santos, aprendo amor, fé e esperança. Na missão, encontro meu propósito nesta vida.</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Quem nos separará do amor de Cristo?<br />
Será tribulação, ou angústia, ou perseguição,<br />
ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?<br />
Em todas estas coisas somos mais que vencedores,<br />
por meio daquele que nos amou.<br />
Pois estou convencido de que nem morte nem vida,<br />
Nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro,<br />
Nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade,<br />
Nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar<br />
do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.&#8221;<br />
(S. Paulo, Carta aos Romanos, cerca de 57 A.D.)</p>
<p>Trinta anos se passaram. E Ele continua fiel.</p>
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		<title>Espinhos na palha</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 19:49:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde o dia em que o anjo veio Parece que tudo mudou A única certeza Era a criança movendo-se em seu interior Na estrada que não terminaria Circulando até Belém Tão longe de casa Apenas um cobertor no chão Num estábulo vazio Mas lá nasceu o filho Que ela segurava nos braços E ao colocá-lo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/7OjXHfVoI64" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>Desde o dia em que o anjo veio<br />
Parece que tudo mudou<br />
A única certeza<br />
Era a criança movendo-se em seu interior<br />
Na estrada que não terminaria<br />
Circulando até Belém<br />
Tão longe de casa</p>
<p>Apenas um cobertor no chão<br />
Num estábulo vazio<br />
Mas lá nasceu o filho<br />
Que ela segurava nos braços<br />
E ao colocá-lo para dormir<br />
Ela ficou a pensar &#8211; será que sempre será<br />
Tão amargo no entanto tão doce?</p>
<p><em>E será que ela viu lá<br />
Na palha próximo da cabeça dele um espinho?<br />
E será que ela sentiu cheiro de mirra<br />
No ar naquela noite estrelada?<br />
E será que ela ouviu anjos cantando<br />
Não muito longe dali?<br />
Até que por fim o sol nasceu avermelhado<br />
No céu da manhã </em></p>
<p>Então as palavras de videntes ancestrais<br />
Despencando pelos séculos&#8230;<br />
Uma virgem conceberá&#8230;<br />
Deus conosco&#8230; Príncipe da Paz<br />
Homem de Dores &#8211; que nome mais estranho<br />
Oh José lá vem de novo<br />
Tão amargo no entanto tão doce</p>
<p>E enquanto ela o observava através dos anos<br />
Sua alegria se misturava a lágrimas<br />
E sentia tudo de novo<br />
A glória e a vergonha<br />
E quando os milagres começaram<br />
Ela pensou: Quem é este homem?<br />
E onde isso tudo terminará?</p>
<p>Até que contra um céu em trevas<br />
O filho que ela amava foi erguido<br />
E com seu último fôlego de vida<br />
Ela o ouviu dizer: &#8216;Pai perdoe&#8217;<br />
E para criminoso ao seu lado<br />
&#8220;Hoje comigo no Paraíso&#8221;<br />
Tão amargo no entanto tão doce</p>
<p>***</p>
<p>Letra e música de Graham Kendrick<br />
Tradução livre.  A letra original e informações sobre o artista se encontram <a href="http://www.grahamkendrick.co.uk/songs/lyrics/thorns.php" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>Crentes Cachaceiros</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 13:49:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Discipulado]]></category>
		<category><![CDATA[Emergente]]></category>
		<category><![CDATA[Bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[disciplina]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[obediência]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;i think back to the time when i wouldn&#8217;t drink wine and they taught me wrong and right and black and white&#8230;&#8221; - Fine Art of Friendship, King&#8217;s X Em maio de 1990 eu era missionário da OM e estava à bordo do navio Logos II. Estávamos ancorados em Bremenhaven, porto da cidade de Bremen [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/12/wine_in_glass.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2102" title="wine_in_glass" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/12/wine_in_glass.jpg" alt="" width="400" height="245" /></a></p>
<p style="text-align: center;">&#8220;i think back to the time when i wouldn&#8217;t drink wine<br />
and they taught me wrong and right and black and white&#8230;&#8221;<br />
- Fine Art of Friendship, King&#8217;s X</p>
<p style="text-align: left;">Em maio de 1990 eu era missionário da OM e estava à bordo do navio Logos II. Estávamos ancorados em Bremenhaven, porto da cidade de Bremen no norte da Alemanha. Uma noite, ao sair com amigos para conhecer aquela bela cidade, fomos ao Marktplatz que estava lotado de pessoas. Parecia uma Oktoberfest (apesar de eu nunca ter ido a uma). A OM tinha uma lei-seca, ou seja, nenhum de seus missionários tinha permissão para ingerir bebidas alcoólicas enquanto estivesse trabalhando com a organização. Mas alguém sugeriu que, estando naquele local, devêssemos tomar algo. Eu não sabia exatamente o que beber e, diante de minha indecisão, foi sugerido uma cerveja doce. A idéia soou agradável e aceitei. Logo que chegou, tomei a cerveja de tonalidade bem clara, servida num copo semelhante a uma pequena taça, diferente das canecas servidas aos outros da mesa (e bem menor que estas!). Bebi tranquilamente. E fiquei bêbado como uma égua. Ao retornar para o navio, subi o passadiço com muito cuidado e passei pelo vigia noturno calado, orando para que ele não notasse meu estado. Além de me deixar muito envergonhado, aquela situação trouxe-me lembranças dolorosas da infância.</p>
<p>Eu cresci num lar manchado por tumultos decorrentes do abuso do álcool. Parte de minha infância foi um verdadeiro inferno por causa das bebedeiras de meu pai. Quando criança, era comum beber até ficar bêbado nas festas de fim de ano. Com onze anos, comecei a beber com meu irmão um ano mais velho. Comprávamos vinho e cachaça e esperávamos o dia em que minha mãe e irmãs estavissem fora de casa para chamar uns amigos e encher a cara. Numa destas “festas”, meu irmão teve um coma alcoólico, foi internado às pressas e por muito pouco não morreu. Foi o fim de nossas bebedeiras. Aos quatorze anos entreguei minha vida a Jesus no culto de uma igreja pentecostal e &#8220;eles ensinaram-me certo e o errado e branco e preto&#8221; como diz a canção do King’s X.</p>
<p style="text-align: left;">Foi somente quando estava no seminário teológico que comecei a estudar seriamente o que a Bíblia diz sobre a ingestão de bebidas alcoólicas. Fiquei surpreso ao descobrir que, contrário do que eu havia sido ensinado (e que me pareceu muito bom tendo em vista meu histórico familiar com bebidas), a Bíblia não condena beber vinho. Na Bíblia, o vinho é visto como sinal de alegria e bênção de Deus.   Salomão fala da promessa aos que honram a Deus com seus recursos: seus celeiros ficarão plenamente cheios e os seus barris transbordarão de vinho. (Provérbios 3:9-10). Ele diz que felizes são os que comem no tempo certo para refazer as forças e não para bebedice, um alerta contra a embriaguez, ao mesmo tempo reconhece que o vinho torna a vida alegre (Eclesiastes 10:17 e 19). Semelhantemente, o Salmista louva a Deus como criador que &#8220;faz crescer a erva para o gado, e a verdura para o serviço do homem, para fazer sair da terra o pão, e o vinho que alegra o coração do homem&#8221; (Salmos 104:14-15).</p>
<p style="text-align: left;">Ou seja, nestas e em tantas outras passagens que tratam da questão do vinho e da bebida fermentada, aprendi que a Bíblia ensina claramente que:</p>
<ul>
<li>beber não é pecado, mas</li>
<li>beber demais é pecado, portanto</li>
<li>é preciso tomar cuidado com o poder sedutor da bebida e</li>
<li>às vezes, a melhor coisa a fazer é não beber.</li>
</ul>
<p style="text-align: left;">Que beber não é pecado deveria ficar evidente, visto que o primeiro milagre de Jesus (João 2) foi transformar água em vinho numa festa de casamento. &#8220;Mas&#8221;, haviam me dito, &#8220;não era &#8216;bem&#8217; vinho, não tinha fermentação, era apenas suco de uva.&#8221; Esta teoria logo caiu por terra, tendo em vista que outras passagens da Bíblia falavam sobre a possibilidade de se embriagar com o vinho, logo não poderia ser “apenas suco de uva” (ninguém fica embriagado com suco de uva). De fato, Paulo escrevendo ao jovem pastor Timóteo recomenda-lhe beber um pouco de vinho em suas refeições. (5.23)   Ao tratar das qualificações dos diáconos e presbíteros, Paulo diz que eles não devem ser &#8220;amigos de muito vinho&#8221;  (3.3) e nem  &#8220;apegados ao vinho&#8221; (3.8), palavras que não fazem muito sentido se fosse “apenas suco de uva”.  Em sua carta a Tito ele menciona o comportamento das mulheres cristãs e diz que elas não devem ser &#8220;escravizadas a muito vinho.&#8221; (2.3)  Além do disso, há fortes indícios de que o próprio Senhor Jesus bebia vinho. Em contraste com João Batista, de quem o anjo disse a seus pais que ele não beberia vinho nem bebida fermentada (Lucas 1.15), Jesus foi acusado de comilão e beberrão (Mateus 11.18-19). Jesus não teve pecado algum e ele bebia. Paulo não recomendaria um pouco de vinho a Timóteo, se beber vinho fosse pecado. E a Santa Ceia não seria celebrada com vinho, se sua ingestão fosse pecado. Um dos problemas em Corinto é que alguns estavam se embriagando na Ceia, prova que não se tratava de &#8220;apenas suco de uva&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Muitos crentes, ao descobrirem isto, estão começando a desfrutar uma taça de vinho ou uma cerveja livres de uma consciência culpada.</p>
<p style="text-align: left;">O problema hoje em dia não parece ser o da abstinência forçada ou das proibições legalistas. Não vivemos mais na época da lei-seca na maioria das igrejas evangélicas brasileiras. O problema é que, cada vez mais, os crentes estão bebendo um pouco demais.  Me surpreende olhar o Facebook e ver um número crescente de fotos exibindo bebidas como se fossem troféus e “confissões” de bebedeira como se fossem coisas banais. É o caso clássico de quem não sabe lidar com a liberdade e, após um período de repressão, vai de um extremo a outro.</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px;">Porque será que o homem quando foge de si mesmo<br />
Se afoga na bebida e se droga sem parar?<br />
Será que a vida imposta é perder um vale tudo?<br />
Viver sempre chapado é melhor do que lutar?<br />
Beber até morrer essa é a solução?&#8230;<br />
- Beber até Morrer, Ratos de Porão</p>
<p style="text-align: left;">Cristãos podem beber? Sim, não há proibição quanto a isso na Bíblia. Mas a Bíblia deixa absolutamente claro que embriagar-se é pecado e que os bêbados não herdarão o Reino de Deus:  “&#8230;nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus” (1 Coríntios 6:1 e Gálatas 5:19-21).  Há diversas histórias na Bíblia sobre as consequências de embriagar-se, levando pessoas a cometerem uma série de delitos graves sob o efeito da bebida. Incesto, violência, adultério, pobreza, assassinato, depressão e loucura são alguns dos males relatados pela Bíblia que acompanham a embriaguez.</p>
<p style="text-align: left;">Em seu comentário da primeira carta de Paulo a Timóteo, quando Paulo recomenda ao jovem pastor que, por causa de suas enfermidades, não beba apenas água, mas também &#8220;um pouco de vinho&#8221;, Calvino diz o seguinte sobre a embriaguez:</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px;">“O termo grego usado descrevia não apenas a embriaguez, mas qualquer tipo de descontrole ao beber vinho. Beber com excesso não é só indecoroso num pastor, mas geralmente resulta em muitas coisas ainda piores, tais como rixas, atitudes néscias, ausência de castidade e outras que não carecem de menção.”</p>
<p style="text-align: left;">E acrescenta:</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px;">“Quão poucos há em nossos dias que carecem da abstinência de água; em contrapartida, quantos carecem de ser refreados em seu uso imoderado do vinho! É também evidente que necessário se nos faz, mesmo quando queremos agir corretamente, rogar ao Senhor que nos dê o Espírito de sabedoria para nos instruir no caminho da moderação.”</p>
<p style="text-align: left;">Portanto, é preciso tomar cuidado com o poder sedutor da bebida. <a href="http://veja.abril.com.br/090909/boia-prevencao-p-86.shtml" target="_blank">Estatísticas</a> apontam que consumo do álcool no Brasil aumenta a cada ano, tornando o país um dos mais afetados por problemas ligados ao alcoolismo. Uma das razões para isto parece ser que beber está tornando-se algo cultural. No Brasil a cerveja tornou-se a bebida tradicional (a AMBev produz 35 milhões de cervejas engarrafadas por dia!) e isto tem feito com que os brasileiros comecem a beber cada vez mais jovens (entre 10-13 anos é a idade para a iniciação no álcool). O resultado de tanta bebedeira é que, <a href="http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol35/s1/25.htm" target="_blank">segundo algumas estimativas</a>, acredita-se que 7,3% do PIB anual é aplicado para problemas decorrentes do álcool e 65% dos acidentes fatais em São Paulo têm o motorista embriagado.</p>
<p style="text-align: left;">Há diversas advertências na Bíblia sobre a sedução do vinho. A mais notória delas talvez seja esta em Provérbios 23.31-35:</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px;">Não se deixe atrair pelo vinho quando está vermelho, quando cintila no copo e escorre suavemente! No fim, ele morde como serpente e envenena como víbora. Seus olhos verão coisas estranhas, e sua mente imaginará coisas distorcidas. Você será como quem dorme no meio do mar, como quem se deita no alto das cordas do mastro. E dirá: “Espancaram-me, mas eu nada senti! Bateram em mim, mas nem percebi! Quando acordarei para que possa beber mais uma vez?”</p>
<p style="text-align: left;">Chesterton comenta: “O vinho, diz a Escritura, alegra o coração do homem, mas somente do homem que tem coração.” Portanto:</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px;">“Nunca beba quando estiver infeliz por não ter uma bebiba, ou irá parecer um triste alcoólatra caído na calçada. Mas beba quando, mesmo sem a bebida, estaria feliz, e isso o tornará parecido com um risonho camponês italiano. Nunca beba quando precisar disso, pois tal ato racional é o caminho para a morte e o inferno.”<br />
- G. K. Chesterton, Omar e a Vinha Sagrada em Hereges</p>
<p>A conclusão é que, às vezes, o melhor a fazer é não beber. Isto não é legalismo, é bom senso. O comediante Eddie Murphy revelou que não bebe porque o álcool não o faz bem e, a última vez que ficou de ressaca, após três taças de champanhe em 1993, o fez decidir nunca mais consumir bebida alcoólica.</p>
<p style="padding-left: 30px;">“Eu não bebo. Se bebo, sei que não vou me sentir bem. E, às vezes, parece que todos que bebem estão se divertindo mais, porém sei que eu não posso.”<br />
- Eddie Murphy</p>
<p>Do mesmo modo, conheço muitas pessoas que não bebem, por diferentes motivos. Algumas não podem beber por questões de saúde. Outras porque, tendo sido vítimas do alcoolismo, sabem que apenas uma dose pode ser suficiente para que caiam no abismo novamente. O cristão que é livre para beber sem embriagar-se precisa ser livre também para não beber quando a ocasião não for conveniente (ou não beber nunca, se for o caso). Acima de tudo, ele precisa ter sensibilidade para não beber quando estiver na presença de pessoas que possam tropeçar ao tentarem imitá-lo. Isto também é um ato de caridade.</p>
<p>Concluindo, mas longe de esgotar este assunto, creio que, como cristãos, deveríamos ser exemplos de responsabilidade com relação aos nossos hábitos de comida e bebida. Paulo lista abusos nesta área como obras da carne, coisas que estávamos sujeitos antes de conhecer a Cristo (Romanos 13.13-14). Em contraste, o fruto do Espírito é domínio próprio (moderação). Por isto, recomenda o apóstolo, em vez de se embriagar com o vinho, devemos procurar estar cheios do Espírito Santo (Efésios 5.17-18). O apóstolo Pedro também advertiu seus leitores sobre certos abusos que já não deveriam mais fazer parte da vida dos cristãos (1 Pedro 4.3). Tais advertências ecoam as palavras do próprio Senhor Jesus em Lucas 21:34:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Tenham cuidado, para que os seus corações não fiquem carregados de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vocês inesperadamente.”</p>
<p>POST-SCRIPTUM</p>
<p>&#8220;Temperança, infelizmente, é uma palavra que perdeu seu significado original. Hoje em dia ela significa a abstinência total de bebidas alcoólicas. Na época em que a segunda virtude cardeal recebeu esse nome, ela não significava nada disso. A temperança não se referia apenas à bebida, mas aos prazeres em geral; e não implicava a abstinência, mas a moderação e o não-passar dos limites. É um erro considerar que os cristãos devem ser todos abstêmios; o islamismo, e não o cristianismo, é a religião da abstinência. É claro que abster-se de bebidas fortes é dever de certos cristãos em particular ou de qualquer cristão em determinadas ocasiões, seja porque sabe que, se tomar o primeiro copo, não conseguirá parar, seja porque rodeado de pessoas inclinadas ao alcoolismo, não quer encorajar ninguém com seu exemplo. A questão toda é que ele se abstém, por um bom motivo, de algo que não é condenável em si, e não se incomoda de ver os outros apreciando aquilo. Umas das marcas de um certo tipo de mau caráter é que ele não consegue se privar de algo sem querer que todo mundo se prive também. Esse não é o caminho cristão. Um indivíduo cristão pode achar por bem abster-se de uma série de coisas por razões específicas &#8211; do casamento, da carne, da cerveja ou do cinema; no momento, porém, em que começa a dizer que essas coisas são ruins em si mesmas, ou em que começa a fazer cara feia para as pessoas que usam essas coisas, ele se desviou do caminho&#8221;.</p>
<p>- C.S. Lewis em Cristianismo Puro e Simples, Martins Fontes, p. 103-104 (obrigado pela lembrança, <a href="http://dlgrubba.blogspot.com/" target="_blank">Daniel Grubba</a>)</p>
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		<title>Bonhoeffer e o Liberalismo na América</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 15:39:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando Bonhoeffer foi passar um ano entre 1930-1931 no Union Theological Seminary em Nova Iorque, deparou-se com o liberalismo teológico em franca ascenção na América do Norte. Bonhoeffer havia sido aluno do teólogo liberal Adolf Von Harnack, mas escolhera seguir um caminho diferente. Seus comentários a respeito dos estudantes do Union são notórios: Não há teologia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/11/bonhoeffer.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2040" title="bonhoeffer" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/11/bonhoeffer.jpg" alt="" width="400" height="200" /></a><br />
Quando Bonhoeffer foi passar um ano entre 1930-1931 no Union Theological Seminary em Nova Iorque, deparou-se com o liberalismo teológico em franca ascenção na América do Norte. Bonhoeffer havia sido aluno do teólogo liberal Adolf Von Harnack, mas escolhera seguir um caminho diferente. Seus comentários a respeito dos estudantes do Union são notórios:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Não há teologia aqui [...]. Falam pelos cotovelos sem o menor fundamento e sem indício de qualquer critério. Os estudantes &#8211; com idade entre 25 a trinta anos &#8211; não têm qualquer noção a respeito do que é tratado pela dogmática. Não estão familiarizados com as questões básicas. Intoxicaram-se com frases liberais e humanistas, ridicularizam os fundamentalistas e, no entanto, ainda não alcançaram sequer o nível deles.<br />
&#8230; a falta de seriedade com que os alunos falam de Deus e do mundo é, para dizer o mínimo, bastante surpreendente [...]. Fora daqui, é difícil imaginar o tamanho da inocência de pessoas à beira do ministério, ou de algumas já dentro dele, ao fazer perguntas no seminário para teologia prática &#8211; por exemplo, se alguém deve realmente pregar sobre Cristo&#8230;<br />
O ambiente teológico do Union Theological Seminary acelera o processo de secularização do Cristianismo na América. Sua crítica se direciona contra os fundamentalistas e, de certa forma, também contra os humanistas radicais em Chicago; algo saudável e necessário. Mas não há uma base sólida sobre a qual se possa reconstruir após a demolição. Ela será carregada com o colapso geral. Um seminário onde pode ocorrer de um grande número de estudantes rir em voz alta durante a leitura pública de um trecho de <em>De servo arbitrio</em>, de Lutero, sobre o pecado e o perdão, porque soa cômico para eles, esqueceu por completo o que teologia cristã, por sua própria natureza, defende.</p>
<p>As igrejas em Nova Iorque também sofriam a influência do liberalismo:</p>
<p style="padding-left: 30px;">A situação não é diferente na igreja. O sermão tem sido reduzido a comentários entre parênteses da igreja a notícias do jornal. Durante todo o tempo aqui, ouvi somente um sermão no qual era possível escutar algo como uma proclamação genuína, e que foi transmitido por um negro (na verdade, tenho descoberto cada vez mais um grande poder religioso e originalidade nos negros). Uma questão a atrair minha atenção em vista de todos esses fatos é saber se é realmente possível falar sobre o cristianismo aqui [...]. Não faz sentido esperar frutos de um lugar onde a Palavra não tem sido pregada. Mas o que será então do cristianismo por si só?<br />
Em Nova York, pregam a respeito de quase tudo; há uma única coisa não anunciada, ou anunciada tão raramente que eu ainda não fui capaz de ouvir: o evangelho de Jesus Cristo, a cruz, o pecado e o perdão, a morte e a vida.<br />
O que então substitui o lugar da mensagem cristã? Um idealismo ético e social a cargo de uma fé no progresso que &#8211; sabe-se lá como &#8211; reclama o direito de chamar a si mesmo de &#8220;cristão&#8221;. E, no lugar da igreja como congregação dos crentes em Cristo, há a igreja no papel de empresa social.</p>
<p>A ler estas palavras, não consigo deixar de ver uma semelhança com o rumo em que muitas instituições teológicas, ministros e igrejas estão seguindo no Brasil. Parece que ainda não aprendemos a lição da história e precisamos repetir novamente para entender que o liberalismo teológico é um caminho de morte espiritual.<br />
<a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/11/ericmetaxasbonhoeffer.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2049" title="ericmetaxasbonhoeffer" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/11/ericmetaxasbonhoeffer.jpg" alt="" width="170" height="240" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As citações acima foram extraídas da excelente biografia <a href="http://www.mundocristao.com.br/produtosdet.asp?cod_produto=10798&amp;cod_categoria=4" target="_blank">Bonhoeffer: Pastor, Mártir, Profeta, Espião</a> de Eric Metaxas. Bestseller do NY Times e ganhador do prêmio <a href="http://www.christianbookexpo.com/christianbookawards/winners2011c.php" target="_blank">Book of the Year 2011</a>, Bonhoeffer foi publicado em português pela <a href="http://www.mundocristao.com.br/" target="_blank">Editora Mundo Cristão</a>. Clique <a href="http://www.youtube.com/watch?v=qPTj2TaBPyI" target="_blank">aqui</a> para assistir um video sobre o livro.</p>
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		<title>Em Guarda</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 17:10:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Discipulado]]></category>
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		<description><![CDATA[A Edições Vida Nova acaba de lançar em Português a obra Em Guarda (On Guard) de William Lane Craig. O livro é um verdadeiro curso de apologética cristã e, portanto, altamente recomendado nestes tempos de tanta superficialidade. Partindo da instrução de Pedro em sua carta (1 Pedro 3.15) para que estejamos preparados a responder a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/11/Em-Gurada.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-2013" title="Em Gurada" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/11/Em-Gurada.png" alt="" width="345" height="502" /></a><br />
A <a href="http://www.vidanova.com.br/" target="_blank">Edições Vida Nova</a> acaba de lançar em Português a obra <a href="http://www.vidanova.com.br/produtos.asp?codigo=604" target="_blank">Em Guarda</a> (On Guard) de William Lane Craig. O livro é um verdadeiro curso de apologética cristã e, portanto, altamente recomendado nestes tempos de tanta superficialidade. Partindo da instrução de Pedro em sua carta (1 Pedro 3.15) para que estejamos preparados a responder a qualquer que nos pergunte sobre a razão de nossa esperança, William Lane Craig nos intima a um engajamento na defesa da fé em tempos em que a mesma tem sido cada vez mais questionada e até ridicularizada. Este engajamento é, no entanto, muito mais do nos tormarmos em cães-de-guarda doutrinários. &#8220;Podemos apresentar argumentos em favor do cristianismo sem nos tornarmos argumentativos, ou seja, briguentos&#8221;, explica Craig.</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Argumentar é apenas apresentar uma série de enunciados ou premissas que levem a uma conclusão. (&#8230;) Ironicamente, quem tem bons argumentos na sustentação de sua fé se torna menos inclinado a bate-bocas e a sair frustrado da discussão. (&#8230;) Se você tem boas razões para aquilo em que crê e sabe as respostas para as perguntas e objeções que alguém que não é cristão costuma fazer, não tem motivo para se exaltar. (&#8230;) Se você tem boas razões para aquilo em que crê, então, em vez de sentir raiva, sentirá compaixão genuína pelos perdidos, que em geral estão desorientados. A boa apologética envolve &#8216;falar a verdade em amor&#8217;.&#8221;</p>
<p>Segundo o autor, há três razões pelas quais os cristãos deveriam estudar apologética: para influenciar a cultura, para fortalecer a própria fé e para ganhar os incrédulos.</p>
<p>Doutor em Filosofia pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, e em Teologia pela Universidade de Munique, na Alemanha, William Lane Craig é bem preparado para tratar deste assunto com profundidade e, ao mesmo tempo, uma tremenda clareza (simples sem ser simplista). Conferentista internacional conhecido por suas participações em debates com ateus famosos como Sam Harris (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=yqaHXKLRKzg" target="_blank">The God Debate II</a> em Notre Dame) e Christopher Hitchens (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=4KBx4vvlbZ8" target="_blank">Does God Exists?</a> em Biola), ele será preletor do <a href="http://www.vidanova.com.br/congressohome.asp" target="_blank">8º Congresso Brasileiro de Teologia Vida Nova</a> em Março de 2012.</p>
<p>Num mundo onde cada vez mais encontramos pessoas confusas defendendo um relativismo baseado em sentimentos e opiniões pessoais, o cristão bem preparado tem condições de ser uma pessoa mais profunda, que pensa e, portanto, pode apresentar razões (não meros sentimentos e opiniões)  para sua fé.</p>
<p>Clique <a href="http://www.youtube.com/watch?v=rgab_VXnqfU&amp;feature=player_embedded" target="_blank">aqui</a> para assistir um video do <a href="http://jonasmadureira.com/" target="_blank">Jonas Madureira</a> apresentando o livro. E se quiser conhecer mais de William Lane Craig, estes dois sites oferecem uma série de textos e outros recursos apresentados por ele: <a href="http://www.reasonablefaith.org/site/PageServer" target="_blank">Reasonable Faith</a> e <a href="http://deusemdebate.blogspot.com/search/label/Craig" target="_blank">Deus Em Debate</a>.</p>
<p>A Edições Vida Nova gentilmente forneceu dois exemplares de Em Guarda para sorteio aos leitores deste blog. Portanto, todos que divulgarem esta postagem via FaceBook ou Twitter até as 23:59 do dia 14/12/2011 estarão concorrendo ao sorteio.</p>
<p>PS.: Quer aumentar ainda mais as suas chances de ganhar um exemplar? Então participe também da promoção no <a href="http://voltemosaoevangelho.com/blog/2011/11/sorteio-em-guarda-de-william-lane-craig-editora-vida-nova" target="_blank">Voltemos ao Evangelho</a> e no blog <a href="http://cincosolas.blogspot.com/2011/11/apologetica-com-mansidao-promocao.html" target="_blank">Cinco Solas</a>.</p>
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		<title>Achtung Baby</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 11:31:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[U2]]></category>

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		<description><![CDATA[Em novembro de 1991 eu havia acabado de deixar da OM, organização missionária com a qual eu havia trabalhado desde janeiro de 1989. Uma vez que unir-me à OM tinha sido meu alvo desde 1984, eu estava encerrando um ciclo em minha vida e não estava bem certo do faria a seguir. Naquele mesmo ano [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/11/achtung-baby2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1974" title="achtung-baby2" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/11/achtung-baby2.jpg" alt="" width="318" height="312" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Em novembro de 1991 eu havia acabado de deixar da OM, organização missionária com a qual eu havia trabalhado desde janeiro de 1989. Uma vez que unir-me à OM tinha sido meu alvo desde 1984, eu estava encerrando um ciclo em minha vida e não estava bem certo do faria a seguir.</p>
<p>Naquele mesmo ano eu li Resistência e Submissão de Dietrich Bonhoeffer <a href="http://www.sandrobaggio.com/2008/10/27/quando-tomei-a-pilula-vermelha/" target="_blank">pela primeira vez</a>. A leitura das cartas que Bonhoeffer escreveu da prisão antes de ser enforcado pelo regime nazista causou um profundo impacto em minha vida. Comecei a enxergar o Cristianismo mais com os &#8220;pés no chão&#8221;, um pouco mais relacionado com a vida terrena &#8211; e não apenas o celeste porvir &#8211; do que eu havia percebido até então.</p>
<p>Musicalmente, aquele também foi o ano em que eu rompia de vez com a separação na arte do sagrado vs. profano e começava a escutar a música da época em que eu estava vivendo independente do rótulo de &#8220;cristã&#8221; ou &#8220;secular&#8221;. A &#8220;revolução&#8221; grunge estava a caminho e logo camisas xadrez de flanela amarradas na cintura seriam a moda da juventude em todos os lugares. Bandas como Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden e Alice In Chains começavam a ganhar espaço nas rádios e na MTV. Guns &#8216;N Roses era a banda do momento. E os headbangers ainda estavam incertos se gostavam ou não do &#8220;black álbum&#8221; do Metallica.</p>
<p>Foi neste contexto que comprei Achtung Baby do U2, relançado esta semana em várias edições comemorativas de seu aniversário de 20 anos. Eu tinha &#8220;descoberto&#8221; o U2 há apenas quatro anos e a banda já estava se tornando a minha favorita. Comprei o LP e gravei uma fita cassete do mesmo para ouvir em meu walkman. Durante meses, este álbum foi meu companheiro muitas noites antes de dormir.</p>
<p>Confesso que à primeira ouvida, fiquei um pouco confuso. Aquela não parecia ser a mesma banda de The Unforgettable Fire (1984), The Joshua Tree (1987) e Rattle And Run (1988), os três álbuns do U2 com os quais eu tinha familiaridade até então. Se nestes álbuns o U2 expunha seu amor pela América, em Acthung Baby eles voltavam à realidade de seu continente natal, uma Europa em transição com a queda do Muro de Berlim e o colapso do comunismo. Achtung Baby é U2 abraçando definitivamente sua identidade européia.</p>
<p>Logo na primeira faixa, Zoo Station, a sonoridade já se mostrava completamente diferente. Um som mais sujo, distorcido, cheio de efeitos, a bateria soando como se fosse de lata e a voz do Bono como se ele estivesse cantando dentro do vagão de um trem. As coisas ficaram ainda mais confusas para mim com o ritmo dançante de Even Better Than The Real Thing. O que estava acontecendo com minha banda de rock? Electro techno e dance music eram tabús para meus ouvidos acostumados ao heavy metal. E a letra soava demais sensual. Onde estava aquela banda com consciência política e mensagens inspiradoras de esperança, paz e amor?</p>
<p>Foi somente na terceira faixa, One, que a banda soou um pouco mais &#8220;normal&#8221; para mim. Mas ainda assim, o clima era diferente, mais sombrio e melancólico. One reflete a tensão entre os membros da banda durante a transição sonora dos álbuns anteriores para Achtung Baby e também fala sobre o fracasso do casamento de The Edge e Aislinn. Apesar de seu título sugerir unidade, é uma música sobre diferenças e a complexidade dos relacionamentos humanos.</p>
<p>Quando alcancei a quarta faixa, percebi que estava diante de um álbum fenomenal. Until The End of The World foi a música de Acthung Baby que cativou minha atenção desde a primeira ouvida. A letra introspectiva sobre traição retrata um monólogo fictício de Judas para Jesus e foi inspirada pela leitura que Bono estava fazendo de Book of Judas do poeta irlandês Brendan Kennelly.</p>
<p>A partir daí Achtung Baby foi fazendo sentido como uma obra de arte. Semelhante à sua capa feita de colagens de fotos que parecem não terem conexão alguma umas com as outras, mas no final formam um todo, este é o conjunto mais coeso de canções que o U2 já produziu.</p>
<p>Stephan Catanzarite resume bem Achtung Baby ao dizer que &#8220;é um mergulho de cabeça na piscina do mistério (&#8230;), é um álbum que faz muito mais perguntas do que tenta respondê-las, uma obra de arte que é mais inspirada em suas meditações sobre as contradições, incertezas e confusão que florescem à sombra da Queda.&#8221;</p>
<p>Talvez seja esta sombra da Queda que faz com Achtung Baby tenha um elemento de confissão em seu conjuto. Confissão de fracasso, de confusão, de dúvida, de ceder à tentação e de hipocrisia. Bono começou a usar óculos escuros para cantar estas canções. Era como se ele precisasse se esconder por trás daqueles óculos para ser tão pessoal e aberto sobre sua humanidade caída. Em meio há tantas confissões, encontramos também confissão de dependência da Graça de Deus representada na Santa Ceia: &#8220;<em>I&#8217;d break bread and wine if there was a church I could receive it, cause I need it now&#8230;</em>&#8221; (eu partiria pão e vinho se houvesse uma igreja onde eu pudesse recebê-los, pois preciso disso agora).</p>
<p>As primeiras palavras de Achtung Baby são &#8220;<em>I&#8217;m ready for the laughting gas, I&#8217;m ready for what&#8217;s next</em>&#8230;&#8221; (estou pronto para o gás do riso, pronto para o que virá). Elas anunciam o clima de tumulto, manifestações, mudanças e incerteza com relação ao futuro. Este era o clima tanto da banda quando estava compondo estas canções, quanto do mundo naquele início da década de 1990. Era também o clima de minha vida naquele momento de transição.</p>
<p>Talvez seja por isto que me apaixonei por este disco. Ele funcionou para mim como um divã e através de suas canções eu conseguia expressar sentimentos secretos sem soar tão óbvio para as pessoas ao meu redor. Nesta época abracei o que Bonhoeffer havia dito em uma de suas cartas da prisão: &#8220;Ser cristão é ser homem. Não apenas um certo tipo de homem, mas o homem que Cristo cria em nós.&#8221; (18.07.1944)</p>
<p>Para ser este tipo de homem que reconhece-se pecador, mas não perde a esperança na Redenção, é preciso ser totalmente dependente da Graça de Deus. Em Mysterious Ways, onde a imagem do movimento misterioso feminino se funde ao mover misterioso do Espírito, Bono volta a falar sobre esta dependência: &#8220;<em>If you wanna kiss the sky, better learn how to kneel</em>&#8221; (se você quiser beijar o céu é melhor aprender a se ajoelhar).</p>
<p>Um álbum tão rico em imagens e sons, Achtung Baby não poderia deixar de ser considerado como o melhor trabalho do U2.</p>
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		<title>Fé é para os fracos?</title>
		<link>http://www.sandrobaggio.com/2011/10/22/fe-e-para-os-fracos/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Oct 2011 14:51:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Lendo o livro Insurrection de Peter Rollins, escritor irlandês que está ficando conhecido pelo seu desconstrucionismo da fé cristã, lembrei-me de uma música do Steve Taylor intitulada Harder to Believe Than Not To. Segundo Steve Taylor, esta música, gravada de modo bem simples em Londres com uma pequena orquestra, toma emprestado seu título de uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lendo o livro Insurrection de Peter Rollins, escritor irlandês que está ficando conhecido pelo seu desconstrucionismo da fé cristã, lembrei-me de uma música do Steve Taylor intitulada Harder to Believe Than Not To.</p>
<p>Segundo Steve Taylor, esta música, gravada de modo bem simples em Londres com uma pequena orquestra, toma emprestado seu título de uma linha encontrada nas cartas de Flannery O&#8217;Connor, uma escritora de ficção aclamada pela crítica e originária do Sul dos EUA. Os amigos de O&#8217;Connor no círculo literário de Nova Iorque tinham muita dificuldade em acreditar que uma escritora de seu calibre pudesse ser algo tão comum e fora de moda como uma seguidora de Jesus. Ela respode em sua carta à crítica de que a função primária do Cristianismo é ser uma muleta para os fracos de espírito e diz  que seus críticos simplesmente não entendem o custo envolvido no Cristianismo, que &#8220;é muito mais difícil acreditar do que não acreditar.&#8221;</p>
<p>Steve Taylor diz que aquelas palavras ficaram gravadas em sua memória e a canção foi escrita do ponto de vista que o custo envolvido no Cristianismo &#8211; o ideal de tomar a sua cruz diariamente e seguir Jesus &#8211; torna-o difícil de acreditar, porque o Cristianismo demanda coisas de nós que não desejamos dar naturalmente. Nas palavras do dramaturgo Dennis Potter, &#8220;Não existe, afinal, o que se chama de uma fé simples.&#8221;</p>
<p>Quando Rollins diz em seu livro que ter fé, acreditar, é natural do ser humano simplesmente pelo fato de que todos desejamos crer em algo que nos traga conforto, consolo, esperança, penso que, ainda que ele esteja correto, não é disto que se trata o Cristianismo. Como disse C.S. Lewis, &#8220;<em>Se você</em> está à procura de uma <em>religião</em> que o deixe <em>confortável</em>, definitivamente eu <em>não</em> lhe aconselharia o <em>cristianismo</em>.&#8221;</p>
<p>Na realidade, a fé necessária para seguir Jesus não é nem um pouco natural.</p>
<p>É Mais Difícil Acreditar Do Que Não</p>
<p>Nada é mais frio do que os ventos de mudança<br />
Onde o frio congela o sonhador até que só reste uma sombra<br />
Entre as ruínas se encontra sua alma torturada<br />
Estava perdida lá<br />
Ou foi sua vontade que se rendeu?<br />
Tremendo com dúvidas que foram negligenciadas<br />
Então você lança fora o manto que deveria ter consertado<br />
Você não sabe agora porque são poucos os escolhidos?<br />
É mais difícil acreditar do que não<br />
Mais difícil acreditar do que não</p>
<p>Foi uma confiança que o manteve firme<br />
Quando você sabia que acreditava, mas não sabia o porquê<br />
Ninguém imagina chegar a este ponto<br />
Mas é tão difícil quando as pessoas não querem escutar<br />
Tremendo com dúvidas que foram negligenciadas<br />
Então você lança fora o manto que deveria ter consertado<br />
Você não sabe agora porque são poucos os escolhidos?<br />
É mais difícil acreditar do que não</p>
<p>Alguns ficam paralizados até sucumbirem<br />
Outros fazem o que sentem, mas seus sensos estão congelados<br />
Uns são pisados pela multidão devota<br />
Ainda assim eles seguem se arrastando</p>
<p>Você é robusto o bastante para mover-se adiante?<br />
São acenos de aprovação ou a verdade que você deseja?<br />
E se eles a chamam de muleta, então siga com a cabeça erguida<br />
Seus acusadores sempre tiveram medo de mostrar a face<br />
Eles tremem com dúvidas que foram negligenciadas<br />
Eles lançam fora o manto que deveriam ter consertado<br />
Você já sabe agora porque poucos são os escolhidos<br />
É mais difícil acreditar do que não</p>
<p>Eu acredito</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Missão</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Oct 2011 11:58:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Missional]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[De tudo o que nos impele à obra missionária, a maior motivação não é, nem a obediência à Grande Comissão (apesar de toda a sua importância), nem o amor aos pecadores que estão alienados e perecendo (por mais forte que seja este incentivo, principalmente diante da ira de Deus…), mas sim o zelo - zelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/10/paix%C3%A3odeCristo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1942" title="paixãodeCristo" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/10/paix%C3%A3odeCristo.jpg" alt="" width="320" height="240" /></a></p>
<p style="text-align: center;">De tudo o que nos impele à obra missionária,<br />
a maior motivação não é,<br />
nem a obediência à Grande Comissão<br />
(apesar de toda a sua importância),<br />
nem o amor aos pecadores que estão alienados e perecendo<br />
(por mais forte que seja este incentivo,<br />
principalmente diante da ira de Deus…),<br />
mas sim o zelo<br />
- zelo ardente e cheio de paixão -<br />
pela glória de Jesus Cristo.<br />
Para dizer a verdade,<br />
muitas &#8220;evangelizações&#8221; não passam de uma forma<br />
levemente disfarçada<br />
de imperialismo,<br />
quando, ao realizá-las,<br />
o que ambicionamos mesmo é<br />
honrar a nação,<br />
a igreja,<br />
a organização<br />
ou<br />
a nós mesmos.<br />
Contudo, só existe um imperialismo cristão,<br />
e é aquele que visa a honra de Sua Majestade Imperial<br />
Jesus Cristo,<br />
bem como<br />
a glória do seu império<br />
ou reino.</p>
<p style="text-align: center;">- John Stott em Romanos, Editora ABU p. 55</p>
]]></content:encoded>
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		<title>ar fresco na igreja brasileira</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Sep 2011 15:04:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Emergente]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Missional]]></category>
		<category><![CDATA[adoração]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[comunhão]]></category>
		<category><![CDATA[revolução]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Por mais da metade de minha vida até aqui, tenho tido o privilégio de viajar a muitos lugares ao redor do mundo, conhecer muita gente e ficar pasmo diante da beleza e diversidade da Criação de Deus. Como cristão, minha maior alegria nestas viagens, no entanto, é perceber o que Deus está fazendo em cada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/09/webbanner240x400.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1920" title="webbanner240x400" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/09/webbanner240x400.jpg" alt="" width="240" height="400" /></a><br />
Por mais da metade de minha vida até aqui, tenho tido o privilégio de viajar a muitos lugares ao redor do mundo, conhecer muita gente e ficar pasmo diante da beleza e diversidade da Criação de Deus. Como cristão, minha maior alegria nestas viagens, no entanto, é perceber o que Deus está fazendo em cada lugar e conhecer pessoas que estão sendo usadas por Ele em seus propósitos soberanos na história. No final de semana que passou, estive junto com uma galera assim. São verdadeiros &#8220;History Makers&#8221;. Trata-se do pessoal que, pelo segundo ano, fez da <a href="http://www.conferenciaoxigenio.com/" target="_blank">Conferência Oxigênio</a> em Recife, um dos eventos mais inspiradores da Igreja Brasileira nos últimos anos. Alguém diria que estou exagerando em minhas considerações. Mas eis 13 razões pelas quais penso deste modo:</p>
<p>1. É uma conferência feita por jovens para adolescentes e jovens. E nada é mais inspirador do que ver adolescentes e jovens vibrantes em sua fé em Cristo e no seu desejo de mudar o mundo.</p>
<p>2. Há um senso perceptível tanto nos organizadores quanto nos participantes de que estão realmente buscando descobrir e viver os propósitos de Deus em sua geração.</p>
<p>3. Não é um evento denominacional.</p>
<p>4. Não se trata apenas de um movimento que visa entreter os jovens com boa música e preletores famosos e engraçados.</p>
<p>5. Não é um movimento de louvor &amp; adoração altamente   emotivo/extravagante/&#8221;profético&#8221;/etc. que não conduz a espiritualidade  no dia-a-dia.</p>
<p>6. Há um compromisso com a Palavra de Deus.</p>
<p>7.. Há um compromisso com a igreja local.</p>
<p>8. Há um compromisso com a missão de Deus no mundo.</p>
<p>9. É uma conferência centrada no Evangelho e suas implicações na totalidade  da vida.</p>
<p>10. A união de igrejas é notória. Os voluntários são de diversas igrejas e demonstram a força que há quando a Igreja de uma cidade/região se une em torno de um propósito maior do que sua expressão local. Novamente, tudo isto liderado por jovens.</p>
<p>11. Este ano, o segundo da conferência, lotou o teatro da UFPE com participantes de 19 estados brasileiros, 300 igrejas representadas e mais de 1800 inscritos nos três dias.</p>
<p>12. Apesar da presença de alguns preletores internacionais (dois no ano passado e um neste ano), a maioria dos que compartilharam na conferência Oxigênio são pastores brasileiros, inseridos no contexto da Igreja Brasileira e envolvidos em ministérios jovens e alternativos.</p>
<p>13. Este ano ficou claro que os participantes não estavam lá por causa de &#8220;atrações internacionais&#8221;. Tinha o dobro de pessoas assistindo a apresentação do Palavraantiga do que as que estavam para ver Jars of Clay, banda ganhadora de vários Grammy Awards.</p>
<p>Finalizando, este final de semana me fez pensar nas famosas palavras de Mark Twian: &#8220;As notícias de minha morte foram grandemente exageradas.&#8221;</p>
<p>A Igreja está viva e, se depender daqueles que estiveram na Conferência Oxigênio, ela irá oxigenar muito a cultura Brasileira para a Glória de Deus.</p>
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