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	<title>Sandro Baggio</title>
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	<description>Trilhando o estreito caminho entre o cinismo e a ingenuidade.</description>
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		<title>O valor da vida</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Apr 2012 12:25:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta semana o Brasil assistiu o STF no julgamento histórico sobre o aborto de anencéfalos, em meio ao debate caloroso, na mídia e redes sociais, de pessoas totalmente contrárias, passando por posições favoráveis até as basbaquices feministas do tipo &#8220;a mulher é dona do seu próprio corpo&#8221;. O aborto de anencéfalos, assim como nos casos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2012/04/feto.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2317" title="feto" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2012/04/feto.jpg" alt="" width="370" height="278" /></a><br />
Esta semana o Brasil assistiu o STF no julgamento histórico sobre o aborto de anencéfalos, em meio ao debate caloroso, na mídia e redes sociais, de pessoas totalmente contrárias, passando por posições favoráveis até as basbaquices feministas do tipo &#8220;a mulher é dona do seu próprio corpo&#8221;.</p>
<p>O aborto de anencéfalos, assim como nos casos de estupro e quando há risco de vida para a mãe (os três agora amparados pela legislação brasileira) é um tema complexo que envolve a questão do valor da vida humana. E o que mais senti falta nas discussões e comentários foi exatamente este senso de valor da vida. Parece-me que os favoráveis ao aborto precisam destituir o feto (que do latim significa &#8220;pequenino&#8221;) de qualquer valor humano para justificarem sua posição. Como se diminuindo o valor deste minúsculo ser humano em formação, aliviasse a consciência (não estamos matando uma vida humana, apenas descartando um feto, que sequer possui potencial humano). Não reivindico ter resposta para questão de tamanha complexidade como esta, mas me recuso a aceitar os argumentos de que a vida de um feto é destituída de valor como ser humano em desenvolvimento. A evolução da ciência, que nos dá o privilégio de acompanhar tal desenvolvimento desde seus primeiros estágios, não nos permite mais tal crendice. Não é necessário fé para admitir algo que podemos ver com nossos olhos através dos modernos exames laboratoriais.</p>
<p>Além do mais, considero tal ética extremamente perigosa. Me faz lembrar as imagens de centenas de corpos de judeus, empilhados numa vala comum, como se fossem lixo. Tal holocausto só foi possível porque os nazistas conseguiram convencer os alemães, de que os judeus não tinham valor humano, de que eles, na verdade, não eram pessoas.</p>
<p>Os que são contrários ao aborto são acusados de fanatismo religioso de extrema direita e de serem insensíveis para com as mães que carregam no corpo um feto anencéfalo que tem mínimas chances de sobreviver (e, caso, sobreviva, poderá não falar, não andar, não enxergar. etc). Por outro, parece-me que, na defesa do direito ao aborto de anencéfalos, há também uma tremenda insensibilidade para com a própria vida, que passa a ser tratada como algo que possamos simplesmente descartar como se fosse um apêndice.</p>
<p>A vida é sagrada e precisa ser protegida desde o seu estado embrionário até a velhice e morte. E os casos complexos que coloquem em cheque tal proteção, precisam ser avaliados com um senso de reverência pela vida, e não com a frieza com que os extremos opostos desta discussão parecem demonstrar.</p>
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		<title>Reformissão</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 19:34:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Missional]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos últimos dez anos, a Atos 29, surgiu de um pequeno grupo de irmãos, e iniciou mais de 450 igrejas nos EUA, e várias redes em diversos países, incluindo o Brasil. Queremos que haja um movimento de Deus através da Atos29&#8211;incomum e unificador, centrado no evangelho, e avançando a missão de Jesus através da plantação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2012/03/2840846_orig.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-2308" title="2840846_orig" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2012/03/2840846_orig.jpg" alt="" width="396" height="560" /></a></p>
<p>Nos últimos dez anos, a Atos 29, surgiu de um pequeno grupo de irmãos, e iniciou mais de 450 igrejas nos EUA, e várias redes em diversos países, incluindo o Brasil. Queremos que haja um movimento de Deus através da Atos29&#8211;incomum e unificador, centrado no evangelho, e avançando a missão de Jesus através da plantação de igrejas que plantam igrejas em obediência a Ele. É nosso desejo ver milhões de vidas transformadas pelo do poder do Espírito e para a glória de Deus através desse movimento. Atos29 busca apoiar plantadores de igrejas através de uma parceria no evangelho:</p>
<p>• Buscando treinar líderes missionais, criando redes de apoio formais e informais com homens de várias denominações para o desempenho do Reino na cidade.<br />
• Trazendo ferramentas aos plantadores para que de forma saudável possam multiplicar evangelho através da plantação de igrejas, como um meio de fazer discípulos de todas as nações.<br />
• Desafiando-os como líderes capacitados pelo Espírito, unidos com essa rede de igrejas do Atos 29, juntos em missão para glória de Deus.</p>
<p>Atos 29 não é um modelo ou estilo de igreja. Temos plantas tradicionais com um pregador e uma congregação; temos sermões apresentadas por vídeo; temos comunidades missionais, igrejas replantadas, e igrejas que aspiram plantar outras conosco. Buscamos ser um movimento de redes de plantação&#8211;isso é, redes decentralizadas e habilitadas a levar homens das mais diversas igrejas a fazer discípulos entre todas as camadas sociais, étnicas e econômicas (desse país).</p>
<p>Jay Bauman, Coordenador, Atos 29 Brasil</p>
<p>Maiores informações no site <a href="http://www.atos29brasil.com/" target="_blank">Atos 29 Brasil</a></p>
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		<title>Mansidão &amp; Conflito</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 16:22:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[No último dia do 8º Congresso Brasileiro de Teologia Vida Nova, os temas foram quase que opostos: Mansidão &#38; Conflito. O Dr. Russell Shedd começou com o devocional em Mateus 5, salientando que as Bem-Aventuranças são o modo de viver do discípulo de Jesus, &#8220;tal como Ele é no mundo assim são vocês&#8221; (1 João [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último dia do 8º Congresso Brasileiro de Teologia Vida Nova, os temas foram quase que opostos: Mansidão &amp; Conflito. O Dr. <strong>Russell Shedd</strong> começou com o devocional em Mateus 5, salientando que as Bem-Aventuranças são o modo de viver do discípulo de Jesus, &#8220;tal como Ele é no mundo assim são vocês&#8221; (1 João 4.17):</p>
<p style="padding-left: 30px;">Os amigos dEle são seus amigos, as atitudes dEle são as atitudes de vocês, os interesses dEle são seus interesses. As Bem-Aventuranças descrevem a própria maneira de pensar e a própria felicidade de Jesus aqui na terra.<br />
A felicidade dos mansos (ou dos humildes). No original as palavras de humildade e mansidão andam tão próximas em seu sentido que é difícil saber exatamente qual é a idéia que Jesus queria passar para a gente.<br />
Significa uma pessoa que cumpre o mandamento de Jesus de negar a si mesmo. Larry Coy disse que seria &#8220;entregar para Deus todos os direitos&#8221;. Os discípulos de Jesus não têm nenhum direito.<br />
O interessante desta fonte de felicidade é que um dia você vai herdar a própria terra.<br />
Mansidão é algo totalmente contra a nossa natureza caída, porque combate o sentimento natural de revidar quando alguém vai machucando você por uma palavra falada, uma fococa que não é verdadeira. Que coisa difícil é esta! Que complicação é ser lesado quando alguém promete-lhe algo e não cumpre o que prometeu. Quando você se sente injustiçado e sua primeira reação é ódio. Tal pessoa se torna seu inimigo.<br />
E Jesus passou por tudo isso, sendo condenado injustamente por Pilatos que, mesmo não encontrando nele falta alguma, mandou-o ser crucificado.<br />
Controlar suas reações diante de algo que você sente ser totalmente contra o que está certo com a sua própria pessoa é o caminho para a mansidão.</p>
<p>Estas foram algumas das palavras do Dr. Shedd em sua última devocional no congresso.</p>
<p>A última plenária ficou por conta do <strong>Davi Charles Gomes</strong>, sobre O Choque de Cosmovisões (Identificando os atuais rivais do Cristianismo), enfatizando que a apologética em todas as suas dimensões envolve relações internas e externas. A verdadeira batalha espiritual é uma luta contra inimigos e poderes que se levantam contra o conhecimento do Altíssimo. É uma luta para que possa trazer à luz do dia os falsos raciocínios, para que, ao fim do dia, reste apenas a Verdade de que Jesus é o Senhor. Citando Nancy Pearcy em Saving Leonardo, Davi apontou o fato de que a posmodernidade não é algo pelo qual, de fato, as pessoas orientam suas vidas, mas uma boa desculpa quando se trata de valores espirituais, morais e éticos:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;A verdade é que a modernidade continua dominante no âmbito fatual &#8211; nas ciências exatas, nas finanças e na indústria. Ninguém projeta um avião seguindo princípios pósmodernos. Esse posmodernismo é geralmente mantido apenas no âmbito dos valores &#8211; teologia, moral e estética.&#8221;</p>
<p>Suas palavras finais foram:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;…talvez o argumento mais persuasivo, cativante e profundo que podemos oferecer a este mundo &#8211; tão carente de verdade, estrutura e beleza -, talvez a nossa versão mais profunda da <em>Differance</em>, seja o testemunho em verbo e ação, da vastidão de horizontes de significados, realidades e valores que se desvelam quando procuramos partir da ótica da auto-revelação de Deus em Cristo e sua Palavra…&#8221;</p>
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		<title>D.I., Teologia Natural &amp; Bíblia</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 12:31:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[O terceiro dia do Congresso Brasileiro de Teologia começou com o Dr. Russell Shedd compartilhando Mateus 5, As Bem-aventuranças. Analisando a segunda Bem-aventurança, Shedd comentou que não temos muita experiência de ver pessoas que foram tocadas tão profundamente pela Palavra, tendo visto seu pecado, que derramam lágrimas diante de Deus. O que provoca lágrimas é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O terceiro dia do Congresso Brasileiro de Teologia começou com o Dr. <strong>Russell Shedd</strong> compartilhando Mateus 5, As Bem-aventuranças. Analisando a segunda Bem-aventurança, Shedd comentou que não temos muita experiência de ver pessoas que foram tocadas tão profundamente pela Palavra, tendo visto seu pecado, que derramam lágrimas diante de Deus. O que provoca lágrimas é separação. Quando há separação &#8211; uma pessoa que parte para uma longa viagem ou quando uma pessoa morre &#8211; o que vemos são lágrimas e mais lágrimas. O pecado nos separa de Deus, se torna uma barreira de tal forma que lemos a Bíblia e Deus não nos fala mais, nos sentamos num culto e não sentimos nada, por causa do pecado. Chorar é a maneira como expressamos nossa emoção de tristeza. Jesus chorou três vezes: 1) diante do túmulo de Lázaro; 2) diante da cidade de Jerusalém; e 3) diante da sua agonia de sua paixão e morte.<br />
As três vezes em que Jesus chorou estão relacionadas ao pecado: que fez com que a morte entrasse no mundo; que era o motivo pelo qual a cidade rebelde de Jerusalém seria destruída pelos romanos; e que Ele próprio levaria sobre Si, na cruz, tomando o juízo pelos pecados dos homens.<br />
Há um choro de contrição &#8211; um aperto interior &#8211; de saber que pecamos contra Deus. &#8220;Você é este homem&#8221;, disse o profeta Natã ao rei Davi, &#8220;Mas seu pecado foi perdoado.&#8221; No entanto, Davi haveria de chorar muito pelas conseqüências do seu pecado com Bateseba.<br />
Em 2 Coríntios 7.8-10, Paulo fala-nos sobre a tristeza segundo Deus. Isto é o arrependimento, a contrição, um sentimento de ter sido transpassado por uma espada divina &#8211; a espada do juízo.<br />
&#8220;Quando leio relatos sobre desviados da fé, tenho uma impressão de que o arrependimento deles foi superficial, leviano&#8221;, disse o Dr. Shedd. E acrescentou: &#8220;Qual foi a última vez que você chorou por causa de uma dor interna que Paulo chama &#8216;tristeza segundo Deus&#8217;? Faltando contrição, o resultado é apenas uma troca de religião. Pessoas que não odeiam o pecado, dificilmente irão se converter verdadeiramente.&#8221;</p>
<p>A quarta plenária ficou por conta de <strong>Marcos Eberlin</strong> e o tema foi &#8220;Evolução ou Design Inteligente: A Ciência e Sua Maior Incerteza&#8221; (vale a pena baixar a apresentação desta palestra no <a href="http://voltemosaoevangelho.com/blog/" target="_blank">Voltemos ao Evangelho</a>). Eberlin apontou que a coisa mais fundamental da ciência é a dúvida &#8211; a ciência é a cultura da dúvida. Todavia, desde que Darwin apresentou sua teoria da origem das espécies, parece que a ciência, onde duvidar é preciso, evoluiu e abandonou as dúvidas. Hoje, duvidar da evolução é ser considerado obscurantista. Mas será mesmo? A partir desta introdução, Eberlin fez uma apresentação do Design Inteligente &#8211; a idéia de que há uma mente inteligente que criou a vida e desenhou cada espécie &#8211; como uma alternativa à teoria da evolução e da seleção natural. O melhor momento de sua apresentação, em minha opinião, foi quando ele mostrou a foto do Dawkins abaixo:</p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2012/03/Dawkins.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-2255" title="Dawkins" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2012/03/Dawkins.jpg" alt="" width="374" height="264" /></a></p>
<p>Eberlin disse que a única ciência que vemos nesta foto é o &#8220;Probably&#8221; (provavelmente), da lei da probabilidade. O resto é pura teologia e filosofia.</p>
<p><strong>William Lane Craig</strong> deu sua última palestra no Congresso sob o tema de &#8220;Richard Dawkins e o Argumento a Favor da Existência de Deus (O Delírio do Neoateísmo)&#8221;. Craig apresentou os argumentos para a existência de Deus, partindo do argumento cosmológico kalam, passando pelos argumentos moral, ontológico e teleológico. É impressionante a facilidade com que ele apresenta seus argumentos. Ao final, durante a sessão de perguntas e respostas, quando perguntado pelo Jonas Madureira qual seria o argumento mais difícil contra a existência de Deus com o qual ele já havia se deparado, Craig respondeu: &#8220;Não existe nenhum argumento difícil contra a existência de Deus, que eu conheça.&#8221; Ou seja, o cara conhece muito! Vale a pena comprar os livros <a href="http://www.vidanova.com.br/produtos.asp?codigo=604" target="_blank">Em Guarda</a> e <a href="http://www.vidanova.com.br/produtos.asp?codigo=620" target="_blank">Apologética Contemporânea</a> (este último mais técnico que o primeiro) e estudá-los bastante para lidar com os desafios propostos pelo neoateísmo fundamentalista de nossos dias.</p>
<p>O <strong>Guilherme de Carvalho</strong>, do <a href="http://labri-brasil.blogspot.com/" target="_blank">L&#8217;Abri Brasil</a>, apresentou um seminário sobre Teologia Natural e Dessecularização da Ciência. Passeando em áreas que vão da teologia, filosofia, sociologia, ciências e artes, Guilherme falou sobre o processo de dessecularização da ciência iniciado por meio do dualismo da natureza e graça (Dooyeweerd, Schaeffer), propôs como podemos dessecularizar a ciência (Plantinga e Polanyi), discorreu sobre os problemas e possibilidades da teologia natural (Aquino, Bavinck, Plantinga e Barth) e concluiu apresentando a nova teologia natural de Torrance-McGrath. &#8220;Quantas vezes você buscou identificar e alimentar as vocações científicas na sua igreja? Estamos na era da ciência e da evolução. Nossa relação com a ciência e a natureza é doentia, é pobre. O que é ser um cientista? De que forma isto glorifica a Deus?&#8221; foram algumas das perguntas que o Guilherme fez durante seu seminário.</p>
<p>A última plenária do dia foi com o <strong>Dr. Augustus Nicodemus Lopes</strong> sobre a Confiabilidade e Autoridade das Escrituras. Nicodemus iniciou falando dos ataques que a Bíblia tem recebido, principalmente o ataque do liberalismo teológico: &#8220;A Bíblia é o livro mais lido e vendido no mundo, é também o mais atacado, o mais questionado e criticado. O pior ataque de todos é o que é feito pelo liberalismo teológico. Pois os liberais estão entre nós, eles se dizem cristãos, estudam e lecionam em nossas instituições de ensino, fazem parte de nossas igrejas. É um ataque que vem de dentro, por isso é mais perigoso.&#8221; A partir daí, Nicodemus apresentou alguns princípios básicos de como entendemos a Bíblia: Escritura e Palavra de Deus, inerrância, inspiração, interpretação e as implicações para nossas vidas. Nestes dias é sempre bom ouvir alguém com um vasto conhecimento defender a Bíblia, que é fundamental para nossa fé e tudo o somos e fazemos como cristãos.</p>
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		<title>o mal, a ressurreição e a teologia natural</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 02:46:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No fim de tarde de hoje, no 8º Congresso Brasileiro de Teologia Vida Nova, tivemos uma preleção sobre O Problema do Mal com o Prof. Carlos Osvaldo Pinto, que buscou, dentro do pouco tempo, apresentar a natureza do problema, as respostas tradicionalmente dadas a ele e fez uma avaliação destas respostas (lembrando que no Voltemos ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No fim de tarde de hoje, no 8º Congresso Brasileiro de Teologia Vida Nova, tivemos uma preleção sobre O Problema do Mal com o Prof. Carlos Osvaldo Pinto, que buscou, dentro do pouco tempo, apresentar a natureza do problema, as respostas tradicionalmente dadas a ele e fez uma avaliação destas respostas (lembrando que no <a href="http://voltemosaoevangelho.com/blog/" target="_blank">Voltemos ao Evangelho</a> você pode encontrar esboços das palestras para baixar). Ele distribuiu um texto para leitura intitulado O Problema do Mal (Abaixus Theismus) onde a questão é apresentada de maneira criativa, colocando &#8220;personagens&#8221; que, durante os séculos têm tentado respondê-la, desde Agostinho (do Hipódromo), passando por John K. Alvin, até Rick Ardgon (da Tsunami Press, 2004&#8230;).</p>
<p>Em seguida, uma breve reação com o Dr. Shedd, Jonas Madureira e Davi Charles Gomes (que, em minha opinião, foi muito feliz em suas ponderaçõe). Foi muito bom ouvir pessoas conversando sobre este tema de maneira inteligente, madura, sem precisar abrir mão da revelação bíblica da Soberania de Deus.</p>
<p>Novamente Diego Venancio e Stênio Marcius nos presentearam com suas lindas canções, bela poesia e rica teologia. A canção Tapeceiro, em especial, foi muito apropriada após a discussão sobre a teodicéia:</p>
<p>&#8220;Minha vida é obra de tapeçaria<br />
É tecida de cores alegres e vivas<br />
Que fazem contraste no meio das cores<br />
Nubladas e tristes<br />
Se você olha do avesso<br />
Nem imagina o desfecho<br />
No fim das contas<br />
Tudo se explica<br />
Tudo se encaixa<br />
Tudo coopera pro meu bem<br />
Quando se vê pelo lado certo<br />
Muda-se logo a expressão do rosto<br />
Obra de arte pra honra e glória<br />
Do Tapeceiro&#8221;</p>
<p>A palestra principal da noite foi a terceira plenária com William Lane Craig sobre as evidências da ressurreição de Jesus, onde ele apresentou um material muito parecido com o usado em seus debates sobre o tema (por exemplo, no livro O Jesus dos Evangelhos: Mito ou Realidade?, um debate com o John Dominic Crossan). Craig começou afirmando que &#8220;na sociedade pluralista em que vivemos, tem se tornado politicamente incorreto sustentar que Deus se revelou de modo inequívoco em Jesus.&#8221; Portanto &#8220;é crucial que possamos apresentar evidências objetivas da ressurreição para sustentar nossas crenças em Jesus.&#8221; Craig apontou que a maior parte dos críticos atuais do NT aceitam as evidências da ressurreição como fatos históricos. Ou seja, a ressurreição continua sendo um fato difícil de se refutar quando são analisados os documentos do NT (ainda que os mesmos não sejam considerados como divinamente inspirados, mas como meros documentos gregos do primeiro século). Mas uma vez, uma exposição excelente deste que é considerado um dos maiores defensores da fé cristã da atualidade.</p>
<p>Fechando a noite, um debate de altíssimo nível sobre a teologia natural, entre William Lane Craig, Guilherme de Carvalho e Davi Charles Gomes, moderado por Jonas Madureira. Em minha opinião, foi um dos momentos mais interessantes do congresso até aqui.</p>
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		<title>Apologética num mundo de incertezas</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Mar 2012 19:46:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[A manhã começou com um curto devocional do Dr. Russell Shedd. Não pude deixar de lembrar da primeira vez que o ouvi na conferência da OM, em 1986. A mesma sabedoria e simplicidade que estavam presentes então, continuam hoje sendo expressas na vida deste servo de Deus. Shedd falou sobre a exigência que todos temos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A manhã começou com um curto devocional do Dr. Russell Shedd. Não pude deixar de lembrar da primeira vez que o ouvi na conferência da OM, em 1986. A mesma sabedoria e simplicidade que estavam presentes então, continuam hoje sendo expressas na vida deste servo de Deus. Shedd falou sobre a exigência que todos temos de sermos santos (ou da busca pela santidade pessoal). Ele lembrou que, embora em suas cartas, Paulo chama as igrejas de &#8220;santos&#8221;, nenhum cristão em particular é chamado de &#8220;santo&#8221;. Mas há um chamado para ser santo, isto é, conformar sua vida ao modo de vida manifesto por Jesus Cristo. Por isso, Shedd iniciou um breve comentário das Bem-Aventuranças, o modo de viver aos discípulos que Jesus havia chamado (Mateus 4.18 e 5.1-12). A primeira bem-aventurança é aos pobres de espírito. &#8220;Nós freqüentemente pensamos que Deus precisa de nós. Pobreza de espírito é reconhecer que somos nós quem precisamos de Deus&#8221;, disse Shedd. E acrescentou: &#8220;Não somos necessários, não somos impressionantes, não somos nada a não ser apenas canais. Estarmos disponíveis, por um lado, e reconhecermos que Deus pode colocar outro em nosso lugar, por outro, deve tornar-nos humildes de espírito.&#8221;</p>
<p>Em sua segunda plenária, William Lane Craig buscou responder à pergunta: Que diferença faz se Deus existe? Usando a conclusão dos filósofos existencialistas Jean-Paul Sartre e Albert Camus, de que, se Deus não existe, então a vida é absurda (e a conclusão deles foi que, de fato, a vida é absurda), Craig apontou as implicações do ateísmo: falta de sentido (significado, porque algo importa), falta de valor (bem e mal, certo e errado) e falta de propósito (alvo, razão de existir) para a vida e o universo. No final de sua fala, ele leu um texto de Nietzsche, do livro A Gaia Ciência, sobre o louco que invade a praça do mercado, bem cedo, gritando: &#8220;Estou procurando por Deus!&#8221;. Como muitos dos que estavam ali não acreditavam em Deus, ele foi motivo de riso. Então, com os olhos fulminantes, o homem louco disse: &#8220;Sabem onde está Deus? Vou contar para você: Nós o matamos!&#8221; Para Craig, Nietzsche previu que um dia o homem moderno se daria conta das implicações do ateísmo e essa percepção iria lançá-lo no niilismo. &#8220;Se você viver consistente com o ateísmo, você não será feliz&#8221;, disse ele. Só o Cristianismo bíblico fornece as respostas necessárias para as grandes questões existenciais, sendo bem sucedido exatamente onde o ateísmo fracassa. Como disse Pascal: &#8220;Não temos nada a perder e a infinidade a ganhar.&#8221;</p>
<p>A palestra do Jonas Madureira teve como título &#8220;Apologética no Cotidiano Pastoral&#8221; e buscou responder à pergunta da importância da apologética no ministério pastoral. Baseando-se em referências das epístolas pastorais, Jonas apontou para o fato de que é dever do pastor tanto pregar a reta (sã) doutrina, quanto defendê-la das heresias. Os versículos lidos apontam que a dedicação à leitura, ao estudo, cuidar de si mesmo e da sã doutrina, são prerrogativas fundamentais para o ministério pastoral. Jonas leu a nota 20 do livro Discipulado (Nachfolge) de Dietrich Bonhoeffer, onde o teólogo alemão, dentre outras coisas, diz que:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;…pesa mais o pecado contra a doutrina, que o pecado contra a disciplina cristã. Quem rouba da Igreja o Evangelho merece condenação irrestrita; quem, porém, peca em sua conduta, para esse existe o Evangelho. Disciplina doutrinária refere-se em primeiro lugar, aos ministros encarregados de ensinar o Evangelho na Igreja. A condição prévia para tanto é que, para o exercício do ofício, haja o cuidado de que o responsável pelo ofício seja &#8216;apto para ensinar&#8217; (1 Timóteo 3.2; 2 Timóteo 2.24; Tito 1.9), &#8216;também idôneo para instruir a outros&#8217; (2 Timóteo 2.2).&#8221;</p>
<p>Jonas disse que, diferente do que se pensa, não existe cristianismo puro e simples, mas um mero cristianismo (uma referência ao título original do livro de C.S. Lewis, Mere Christianity, que, em português, recebeu o título de Cristianismo Puro e Simples). Usando o texto do próprio Lewis, Jonas apontou que, na tentativa de acalmar os nervos agitados com as questões difíceis da fé cristã, alguns teólogos criaram um cristianismo simplista:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Pois bem, então o ateísmo é simplista. E vou lhes falar de outro ponto de vista igualmente simplista que chamo de &#8216;cristianismo água-com-açúcar&#8217;. De acordo com ele, existe um bom Deus no Céu e tudo o mais vai muito bem, obrigado &#8211; o que deixa completamente de lado as doutrinas difíceis e terríveis a respeito do pecado, do inferno, do diabo e da redenção. Os dois pontos de vista são filosofias pueris.&#8221;</p>
<p>Finalizando sua palestra, Jonas leu a alegoria da Caverna de Platão e apontou para o fato de que, para enxergar a verdade é preciso aprender a sofrer: &#8220;A luz é tão forte, a princípio, que a pessoa fica momentaneamente cega&#8221;. (&#8220;Lembra Saulo no caminho de Damasco&#8221;, me disse o Daniel Grubba). Por isso, muitos preferem voltar para a escuridão da Caverna.</p>
<p>Finalizando a parte da manhã, teve um painel mediado pelo Franklin Ferreira com a participação do Guilherme de Carvalho, Jonas Madureira e o Dr. Russell Shedd. Duas frases que valem a pena destacar deste tempo são:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;O aumento do número de crentes nas universidades brasileiras (em comparação com quando chegamos ao Brasil em 1962) fez com que surgissem questões para as quais os pastores não estavam preparados a responder &#8211; e, como uma forma de evitar tais questões, muitos começaram a dizer que o Evangelho é muito mais simples.&#8221; (Shedd)</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Precisamos recuperar o Evangelho para poder fazer apologética direito&#8221;. (Guilherme)</p>
<p>PS &#8211; O blog <a href="http://voltemosaoevangelho.com/blog/" target="_blank">Voltemos ao Evangelho</a> está cobrindo o congresso e tem esboços e apresentações de PowerPoint usadas por palestrantes.</p>
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		<title>Quem Precisa de Apologética?</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Mar 2012 02:38:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou no 8º Congresso Brasileiro de Teologia Vida Nova. Vim de carona com os amigos Jonas Madureira, sua esposa Juliana e sua filha, além do Daniel Grubba. Antes de sairmos de São Paulo, fomos almoçar com o William Lane Craig e sua esposa. Foi um prazer sentar à mesa com pessoas tão especiais e, ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou no 8º Congresso Brasileiro de Teologia Vida Nova. Vim de carona com os amigos Jonas Madureira, sua esposa Juliana e sua filha, além do Daniel Grubba. Antes de sairmos de São Paulo, fomos almoçar com o William Lane Craig e sua esposa. Foi um prazer sentar à mesa com pessoas tão especiais e, ao mesmo tempo, tão humanas e tão simples.</p>
<p>Esta foi também a impressão que tive quando entrei no auditório para a primeira noite do Congresso. Estava lá, sentado para ouvir, gente como o Dr. Russell Shedd, do alto de seus oitenta e poucos anos de idade e com uma humildade que só pode ter quem há muito anda próximo do Mestre de Nazaré, manso e humilde de coração. Vi outras pessoas conhecidas no auditório que vieram não como preletores, mas como ouvintes, dispostas a refletir e aprender. Reencontrei amigos queridos, recebi também abraços e sorrisos de pessoas que são amigos do Facebook ou leitores do blog e que, finalmente, pudemos nos encontrar face a face.</p>
<p>O momento músical foi conduzido de maneira sublime por Stênio Marcius e Diego Venancio. Como sou fã de rock, muitos pensam que não curto MPB. Mas não há como deixar de apreciar a arte, poesia, beleza e exposição das verdades das Escrituras na músicas destes artistas que, por serem cristãos, decidiram ofertar sua arte para a glória de Deus.</p>
<p>A primeira palestra do congresso foi uma introdução à apologética cristã. Respondendo à questão &#8220;Quem precisa de apologética cristã?&#8221;, William Lane Craig defendeu a utilidade da apologética, ainda que muitos não a considerem necessária. Ele lembrou que os argumentos apologéticos, embora não sejam indispensáveis para que uma pessoa venha à fé em Jesus Cristo, são úteis e, juntamente com o testemunho interior do Espírito Santo, fornecem uma dupla garantia da fé cristã. Craig apresentou o desafio da sociedade secularizada &#8211; conforte exemplificado nos países europeus &#8211; como um dos motivos pelos quais cristãos deveriam ter maior interesse pelo estudo da apologética. Nestes países, a apologética serve com um meio de moldar a cultura e criar um ambiente propício para a evangelização entre pessoas que já se fecharam para o Evangelho, considerando-o como uma idéia ultrapassada. Além disso, a apologética serve para fortalecer a fé dos próprios crentes. &#8220;As emoções irão levá-lo somente até um ponto, mas você precisará de algo mais substancial se quiser prosseguir&#8221;, declarou Craig. Ele lembrou também que, provavelmente, muitos cristãos não compartilham sua fé por medo de que, se fizerem isso, surgirão perguntas que eles não saberão como responder. A apologética serve como uma ferramenta que dá aos cristãos mais confiança para superar seus temores de compartilhar sua fé, tornando-se portanto &#8220;um dos segredos do evangelismo destemido&#8221;. Finalizando, Craig falou da apologética como um meio de evangelizar descrentes e contou o testemunho de um homem que havia passado 15 anos de sua vida como ateu combatendo a fé cristã e, após ouvir os argumentos apresentados por ele em diferentes ocasiões, decidiu abandonar o ateísmo e abraçar a fé que outrora combatia. Citando C. S. Lewis como exemplo, Craig nos lembrou que, embora possa parecer pequena a parcela de pessoas que dependem de argumentos para considerar o Evangelho com uma opção válida, tais pessoas geralmente, uma vez que se convertem, tornam-se muito influentes para a fé cristã. A conversão de um C. S. Lewis deveria ser incentivo suficiente para que os cristãos se dediquem ao estudo da apologética. Definitivamente.</p>
<p>Agora é dormir um pouco, porque amanhã tem mais.</p>
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		<title>Jesus foi um intrometido</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 21:42:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Discipulado]]></category>
		<category><![CDATA[Emergente]]></category>

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		<description><![CDATA[Jesus foi um intrometido. A encarnação foi um tremendo ato de intromissão de Deus na vida alheia. Por meio de Jesus, Deus se meteu na vida dos homens. E fez isso não para acariciar-lhes a cabeça e dizer-lhes que estava tudo bem, afirmando o potencial humano para resolver seus próprios problemas. Deus se intrometeu para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2012/02/fishersofmen.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-2207" title="fishersofmen" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2012/02/fishersofmen.jpg" alt="" width="360" height="254" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Jesus foi um intrometido. A encarnação foi um tremendo ato de intromissão de Deus na vida alheia. Por meio de Jesus, Deus se meteu na vida dos homens. E fez isso não para acariciar-lhes a cabeça e dizer-lhes que estava tudo bem, afirmando o potencial humano para resolver seus próprios problemas. Deus se intrometeu para dizer aos homens que eles eram um &#8220;total fail&#8221;, uns fracassados que precisavam dar um reboot na vida ou estariam condenados a uma existência travada na escuridão.</p>
<p>Jesus se intrometeu na vida de gente simples, trabalhadora, e também de gente que havia acumulado riqueza desonestamente. Jesus foi onde não fora chamado para chamar de volta para Deus quem pensava estar com Deus, mas não estava.</p>
<p>A diferença entre Jesus e seus pseudo-seguidores pós-modernos é que Jesus amava as pessoas o bastante para lhes dizer a verdade. Boa parte dos seus ensinamentos constitui-se de instruções, exortações e repreensões que são dirigidas não somente contra os religiosos hipócritas de seus dias (como seu discurso em Mateus 23), mas até mesmo para as pessoas simples que o seguiam por intenções erradas (João 6). Quando uma multidão de pobres e oprimidos acercou-se de Jesus interessada apenas no suprimento que Ele poderia fornecer-lhes, o que receberam foram algumas palavras duras por parte deste &#8220;amor encarnado&#8221;. A maioria saiu atordoada, quiçá praguejando, diante da repreensão. Jesus tornou-se um estorvo, uma pedra de tropeço, no caminho de muitas pessoas que desejavam um atalho para Deus.</p>
<p>A mensagem de amor que Jesus proclamou envolvia alertas sobre os riscos de uma religiosidade vazia e de não fazer a vontade de Deus. Jesus dava instruções claras (não meras sugestões) sobre como as pessoas deviam conduzir suas vidas sob o governo de Deus. Ele dizia que os pecadores deveriam abandonar o pecado.</p>
<p>Jesus era um intrometido.</p>
<p>Pior de tudo é que Ele disse que os seus seguidores deveriam fazer o mesmo.</p>
<p>É óbvio que, diferente de Jesus, seus seguidores são mera e demasiadamente humanos e falhos. Todavia, se a mensagem de Jesus é real, seus seguidores contam com a Presença do Espírito Santo em suas vidas para que possam pregar a Evangelho a todos e transmitir as instruções e ordenanças de Jesus com autoridade.</p>
<p>Viver como Jesus viveu, seguir seus passos e seu exemplo é embarcar numa intromissão no mundo. Encarnar o Evangelho é se intrometer, é meter-se na cultura, na comunidade, na vida alheia.</p>
<p>Isto soa como um escândalo para a geração do &#8220;cuide de sua vida que, da minha, cuido eu&#8221;.</p>
<p>Mas este é o Jesus dos Evangelho, um intrometido que se intromete em nossas vidas e nos chama para sermos intrometidos também.</p>
<p style="text-align: center;">&#8220;O que eu lhes digo na escuridão, falem à luz do dia; o que é sussurrado em seus ouvidos, proclamem dos telhados.&#8221;</p>
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		<title>Culpa &amp; Graça</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 13:50:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Discipulado]]></category>
		<category><![CDATA[Graça]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;A culpa não é lavada com o tempo, mas através do arrependimento e do sangue de Cristo.&#8221; - C. S. Lewis Culpa parece ter se tornado uma palavra proibida em alguns círculos cristãos. Pessoas dizem que falar sobre culpa ou indicar que alguém tenha algum tipo de culpa é promover neuroses e hipocrisias. De fato, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/12/mary-anointing-jesus-feet.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2158" title="mary anointing jesus feet" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/12/mary-anointing-jesus-feet.jpg" alt="" width="420" height="336" /></a><br />
&#8220;A culpa não é lavada com o tempo, mas através do arrependimento e do sangue de Cristo.&#8221;<br />
- C. S. Lewis</p>
<p>Culpa parece ter se tornado uma palavra proibida em alguns círculos cristãos. Pessoas dizem que falar sobre culpa ou indicar que alguém tenha algum tipo de culpa é promover neuroses e hipocrisias. De fato, enfrentar a culpa sem a graça pode mesmo gerar enfermidades psicológicas. Mas a solução para isto não está na negação da culpa, pois isto também poderia ser indício de uma doença psicológica (um dos sinais da psicopatia é ausência de culpa). Como então lidar com a culpa?</p>
<p>O médico suíço Paul Tournier escreveu um livro em 1957 chamado Culpa e Graça (ABU) que tornou-se referência sobre o assunto. Note que, a começar pelo título, Tournier já chama a nossa atenção para a realidade de ambos. Li o livro de Tournier pela primeira vez em 1988. Depois disso, retornei a ele diversas vezes, relendo os trechos grifados e recomendando a leitura do mesmo para muitas pessoas. Li também outros livros de Tournier como The Adventure of Living, Mitos e Neuroses, Os Fortes e os Fracos e Para Melhor Compreender-se no Matrimônio. Seu livro clássico The Meaning of Person está na fila de leitura em minha estante junto com Escape From Loneliness. Li também The Christian Psychology of Paul Tounier por Gary Collins, uma excelente análise do pensamento de Tournier feita por um de seus amigos de profissão e fé.</p>
<p>Recentemente o livro Culpa e Graça de Tournier ganhou novos interessados, ao que parece, nem tanto pela sua mensagem sobre a culpa e a graça, mas pela polêmica levantada em torno do universalismo de seu autor. As edições brasileiras do livro suprimiram três capítulos do original em que Tournier apresenta sua crença (equivocada em minha opinião) de que o sacrifício de Jesus proveu salvação de todas as pessoas e, portanto, todo mundo será salvo no final.</p>
<p>Não pretendo escrever sobre universalismo (quiçá em outra postagem), apenas apontar que, contrário ao que muitos pensam e alguns blogueiros parecem indicar, em Culpa e Graça, Tournier não nega a existência da culpa. Em vez disso, ele faz uma distinção entre a falsa culpa e a verdadeira culpa, sendo a primeira a culpa proveniente do juízo e crítica de outros e a última a culpa que vem quando Deus nos reprova por causa de nossos pecados. A culpa verdadeira é, de certa forma, uma bênção pois, por seu intermédio, o Espírito Santo não somente nos torna conscientes de nosso pecado, mas nos aponta para a graça salvadora. Por este motivo, Tournier indica a necessidade de lidar com a culpa verdadeira de modo saudável, isto, através do arrependimento e confissão:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Não são os virtuosos que Deus acolhe de braços abertos, mas os desprezados; não os que negam a sua culpa, mas o que a confessam, os que tremem de arrependimento, de remorso e de impotência.&#8221;</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;A resposta para a culpa não está em negá-la, dizer que ela não é real, que foi criada por religiosos moralistas controladores de mentes. A resposta para a culpa é o perdão e a graça de Jesus Cristo.&#8221;</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;O arrependimento é a porta para a graça.&#8221;</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;… [que] todos os homens são igualmente pecadores a despeito de todos os seus esforços; que não é fazendo valer sua pretensa impecabilidade, mas ao contrário, arrependendo-se e confessando sua culpa é que eles encontrarão a graça que a apaga.&#8221;</p>
<p>Diferente da psicologia moderna que trata a culpa como uma aberração, Paul Tournier sabia muito bem que a culpa (seja ela falsa ou verdadeira) é real e precisa ser tratada. Seu livro foi escrito para ajudar seus leitores a diferenciar a culpa falsa da verdadeira e lidar com a culpa verdadeira por meio da Graça que há em Cristo Jesus.</p>
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		<title>30 anos</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 11:18:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Discipulado]]></category>
		<category><![CDATA[fé]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Trinta anos se passaram desde que nasci de novo. Era o dia 27/12/1981 e eu tinha aceitado o convite de minha mãe para assistir o culto de Natal em sua igreja. Após uma encenação do nascimento de Jesus, o breve sermão pregado pelo pastor tocou meu coração e minha mente. Não me lembro de tudo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/12/perdoado.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2183" title="perdoado" src="http://www.sandrobaggio.com/wp-content/uploads/2011/12/perdoado.jpg" alt="" width="272" height="556" /></a><br />
Trinta anos se passaram desde que nasci de novo.</p>
<p>Era o dia 27/12/1981 e eu tinha aceitado o convite de minha mãe para assistir o culto de Natal em sua igreja. Após uma encenação do nascimento de Jesus, o breve sermão pregado pelo pastor tocou meu coração e minha mente. Não me lembro de tudo o que ele falou, apenas de ter dito que todos os onze discípulos restantes após a morte de Jesus, exceto um, morreram como mártires. Pensei: se aqueles homens estavam dispostos a morrer por sua fé em Jesus, então esta fé merecia minha total atenção. Não lembro se houve ou não apelo. De qualquer forma, não fui à frente e nem sequer levantei a minha mão. Mas meu coração queimava com uma certeza: Jesus estava me chamando para seguir seus passos. Ele conhecia minha vida, meus erros, minhas fraquezas, meus pecados ocultos. E me amava mesmo assim. Como responder a tão grande amor? Seria certo me acovardar, ficar com vergonha de ser identificado como &#8220;crente&#8221; por meus amigos? Não. Eu queria entregar toda a minha a Jesus. Queria segui-lo como aqueles primeiros apóstolos, queria amá-lo de todo meu coração e aprender a viver para Ele durante todo a minha vida. Nada mais além disso importava. Nada.</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Como um pensamento eu te encontrei<br />
E me esqueci, me entreguei<br />
Mas reconheci e firme segurei em tuas mãos, te fiz meu Rei<br />
Meu triste sofrimento fez-se num lamento<br />
De um modo muito estranho se acabou<br />
Meu mundo de pavor reconheceu o amor<br />
De um outro ser maior, de um Salvador<br />
Chorei como criança quando percebi teu vulto ali a me olhar<br />
Cerrei meus olhos como cerra-se o verão<br />
Meu coração senti mudar<br />
Parece que morri, morri meu mundo se acabou<br />
Em mim uma mudança se passou<br />
De novo revivi pra um mundo sem pavor<br />
Um mundo onde Cristo é o Senhor…&#8221;<br />
(Conversão &#8211; João Alexandre &amp; Grupo Pescador, Contraste, 1984)</p>
<p>Trinta anos se passaram desde que eu decidi seguir Jesus. Estou mais convicto sobre minha decisão hoje do que naquele dia. Voltar atrás? Impensável. Para onde irei se só Jesus tem palavras de vida eterna? Minha vida tem sido tão rica nestes trinta anos. Não um tipo efêmero de riqueza que depende de valores e bens materiais. Mas uma riqueza que dinheiro não é capaz de comprar. &#8220;Sim, eu sou o homem mais rico do mundo!&#8221;, como canta Glenn Kaiser. Cada lágrima derramada, cada cânção aprendida e cantada, cada abraço e sorriso recebidos por gente estranha que, de repente, tornou-se irmãos e irmãs ao redor do mundo, cada experiência vivida nestes trinta anos me fazem sentir-se o homem mais rico do mundo. E o que eu tenho, ninguém pode roubar.</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Um dia eu acordei em meio a nada<br />
Medo e desespero me cercaram<br />
Pensei que a minha vida era vaga<br />
Meus sonhos e castelos desabaram<br />
Tentei então achar razão porque viver<br />
No mundo procurei, não encontrei<br />
E quando eu desistia, eu vi Jesus me amando<br />
Tomei então sua cruz, e achei<br />
Vida eterna…&#8221;<br />
(Um Dia &#8211; Jayrinho, 1980)</p>
<p>Trinta anos se passaram. E seguir Jesus continua sendo para mim &#8220;o mais fascinante projeto de vida&#8221;. Não que eu O siga como Ele merece ser seguido. Meu coração continua desejando amá-lo acima de tudo. Todavia, vez por outra, encontro este enganoso e corrupto coração inclinando-se para o mal. Depois de tanto tempo, alguém pensaria que eu já tivesse alcançado a perfeição nesta jornada. Mas não, longe disto. A única perfeição é do Seu amor que nunca muda, nunca acaba, nunca me abandona. Quando mais busco com sinceridade, mas consciente fico de que é somente por Sua Graça que continuo firme em Seu seguimento depois de tanto tempo. Sua Palavra tem sido meu alimento. A oração é onde minhas forças são renovadas. Na adoração, meu foco é ajustado. Na comunhão dos santos, aprendo amor, fé e esperança. Na missão, encontro meu propósito nesta vida.</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Quem nos separará do amor de Cristo?<br />
Será tribulação, ou angústia, ou perseguição,<br />
ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?<br />
Em todas estas coisas somos mais que vencedores,<br />
por meio daquele que nos amou.<br />
Pois estou convencido de que nem morte nem vida,<br />
Nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro,<br />
Nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade,<br />
Nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar<br />
do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.&#8221;<br />
(S. Paulo, Carta aos Romanos, cerca de 57 A.D.)</p>
<p>Trinta anos se passaram. E Ele continua fiel.</p>
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