Blog do revBaggio
Trilhando o estreito caminho entre o cinismo e a ingenuidade.

Perguntas Difíceis

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Neste mês de março no Projeto 242 iremos encarar algumas perguntas difíceis sobre a fé em Deus, em Jesus e nas Escrituras:

>Jesus é o único caminho para Deus? Acreditar nisso não seria uma arrogância exclusivista?

>É possível confiar na Bíblia? Não seria ela é apenas uma coleção de mitos, lendas e crenças culturalmente ultrapassadas?

>O inferno é real ou mitológico? Se for real, não é uma contradição com o conceito de um Deus amoroso?

>Se Deus é bom, porque existe sofrimento no mundo?

O Sangue De Abel

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cain.and.abel.pietro.novelli

Perdoa-nos, ó Deus!
Somos muitos e muitos e muitos
Semeando mais o mal do que o bem
Perdoa-nos, ó Deus! Pois o mal que semeamos
Tem se virado implacavelmente contra nós

Perdoa o sangue derramado
Sobre a terra desde Abel

Perdoa-nos, ó Deus!
Somos muitos e muitos e muitos
Semeando mais o mal do que o bem
Perdoa-nos, ó Deus! Pois o mal que semeamos
Tem se virado implacavelmente contra nós
Tem se virado implacavelmente contra nós

Perdoa-nos, ó Deus! Perdoa-nos… perdão
Perdoa-nos, ó Deus! Perdoa-nos… perdão

Perdoa o sangue derramado
Sobre a terra desde Abel

Junte, ó Deus, nossos ossos secos
Sopra a vida mais uma vez

Perdoa-nos, ó Deus!
Perdoa-nos… perdão

Nos perdoe, ó Deus
Pelo imperialismo, o nazismo, o comunismo,
O capital selvagem, impiedoso, inescrupuloso,
A escravidão… a religião…
Sempre querendo te domesticar
Te encaixotar, te fazer de empregadinho
Perdão, por tanto fariseu se dizendo filho teu
Que não convenceu, que só dividiu
Levando muita gente boa pro covil
Nos perdoe, ó Deus, pelo terrorismo
O holocausto, a pornografia, a pedofilia
A mentira!
O dinheiro mal adquirido e mal repartido
A discriminação racial, social, irracional
Nos perdoe, oh Deus

(Letra: Marcão/Fruto Sagrado; Arte: “Caim e Abel”, Simon Vouet e Pietro Novelli – Galleria Nazionale d’Arte Antica, Roma)

Séries do P242 disponíveis

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P242podcast

Depois de um longo tempo e atendendo a muitas solicitações, estamos disponibilizando para escuta (e logo estará disponível para baixar também) os audios das reflexões de domingo no Projeto 242. Começamos com as duas séries de 2010 (Na Mosca e Opus) e além de acrescentar as novas gravações a cada semana, tentaremos colocar algumas séries de 2008 e 2009 também. Para acessar os arquivos, clique aqui.

Steiger Brasil

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Encontro-Steiger-Brasil-2010

Neste sábado, as 17h, no Projeto 242, acontecerá o encontro do Steiger Brasil 2010. Maiores informações aqui.

O que é a Igreja? (2)

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Seguindo a postagem sobre O que é a Igreja?, coloco mais uma definição de igreja apresentada pelo missiólogo Alan Hirsh. Segundo Hirsh, a igreja é:

1. Uma comunidade aliançada: a igreja é formada por pessoas, não por pessoas que estão apenas juntas, mas por aqueles unidos por meio de uma aliança distinta. Há um comprometimento com relação um ao outro formado por essa aliança.

2. Centrada em Jesus: Ele é a nova aliança com Deus e sendo assim, Ele é o verdadeiro epicentro de uma fé cristã autêntica. Uma ecclesia não é apenas uma comunidade de Deus – há muitas comunidades religiosas assim por aí. Somos definidos por nossa relação com a Segunda Pessoa da Trindade, o Mediador, Jesus Cristo. Uma comunidade aliançada centrada em Jesus participa na salvação que Ele traz. Recebemos a graça de Deus por meio dEle. Porém, mais é requerido para verdadeiramente constituir uma igreja.

Um verdadeiro encontro com Deus em Jesus deve resultar em…

3. Adoração, definida como o ofertar de nossas vidas a Deus por meio de Jesus.

4. Discipulado, definido como seguir Jesus e tornar-se cada vez mais como Ele (à Sua semelhança).

5. Missão, definida como extensão da missão (os propósitos redentores) de Deus através das atividades de Seu povo.

(Alan Hirsh, The Forgotten Ways, BrazosPress, 2006, p. 40-41)

Fitafuso e o Cristianismo pagão

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No livro clássico Cartas de um Diabo a seu Aprendiz de C. S. Lewis, o diabo Fitafuso troca correspondências com seu jovem sobrinho Vermebile, dando-lhe instruções sobre como derrubar os cristãos. Fitafuso foi personagem fictício no livro de Lewis, mas seu tipo é real e ele foi apontado por Jesus como sendo o enganador mor.

Há alguns anos um amigo me recomendou a leitura de um livro chamado Cristianismo Pagão que ele havia lido e queria saber a minha opinião sobre o mesmo. Como não gosto de opiniar sobre algo que não li, decidi ler Cristianismo Pagão e também outros dois livros pelo mesmo autor: Reimagining Church (em 2008) e From Eternity to Here (no ano passado). Minha resposta depois de ter lido o primeiro livro foi de espanto sobre como qualquer pessoa familiarizada com o NT podia se deixar levar pelos erros cometidos pelos autores em algumas de suas afirmações. Creio que as intenções dos autores podem até terem sido boas (principalmente vindo de um contexto norte-americano), mas tal como a parábola oriental no prefácio do livro The Monkey and the Fish, de Dave Gibbons, a igreja precisa mais do que de boas intenções.

Esta semana Mark Driscoll publicou um boa crítica sobre Cristianismo Pagão em seu site The Resurgence. Driscoll cita bastante a crítica feita por Ben Witterington em junho e julho de 2008 sobre o mesmo livro. Ambas críticas fornecem amplo material (e referências) para uma avaliação sólida e saudável sobre o Cristianismo Pagão.

Driscoll corretamente aponta que:

O pior aspecto do livro é sua suposição de que a igreja institucional é o grande inimigo da igreja. Institucionalismo não é o inimigo da igreja. O problema mais significativo das igrejas, quer institucionais ou orgânicas, é considerar qualquer coisa menos que Satanás, pecado e morte como o grande inimigo da igreja. Isso resulta na minimização do Evangelho. Jesus não veio para libertar a humanidade das algemas das instituições, mas de Satanás, do pecado e da morte. Este livro [Cristianismo Pagão] foi edificado sobre uma questão secundária de prática e governo na igreja, em vez da questão central da tarefa da igreja, a proclamação do Evangelho. Não há dúvidas de que deve haver críticas sobre como a igreja “é igreja”, mas muito da crítica que Cristianismo Pagão faz da igreja contemporânea é sobre questões secundárias que são passíveis de debate (tanto historicamente como biblicamente) na melhor das hipóteses e totalmente falhas e falsas na pior da hipóteses. Não se engane; a igreja precisa de um revolução e reforma, mas não do tipo que os autores estão convocando. A igreja precisa desesperadamente de uma revolução completa do Evangelho e da centralidade de Deus.

Esta mesma visão quase que paranóica da instituição tem sido anunciada aqui no Brasil também. Trata-se errar o alvo. Há causas mais importantes como apontou Driscoll, em que a Igreja precisa enfocar. Talvez essa fobia da instituição seja até uma estratégia do Fitafuso para desviar a atenção dos seguidores de Cristo dos reais inimigos contra os quais eles deveriam estar lutando.

Falar de Deus

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[Deus]… é a mais carregada de todas as palavras humanas. Nenhuma tem sido tão aviltada, tão dilacerada. Precisamente por isso eu não posso renunciar a ela. Todas as gerações humanas fizeram passar sobre esta palavra o peso de suas angústias; esmagaram-na contra o solo; por isso ela jaz no pó, esmagada pelo peso de todas. As gerações dos homens, com suas divisões religiosas, dilaceraram a palavra: por ela mataram e por ela morreram; ela traz em si as marcas de todos eles, o sangue de todos eles. Onde poderia eu encontrar palavra igual a esta para designar o Altíssimo! Se usasse o mais puro e mais brilhante conceito do mais profundo tesouro dos filósofos, encontraria ali apenas uma imagem descompromissada, mas não a presença daquele a quem me refiro, daquele a quem as gerações dos homens honraram ou rebaixaram com todos os horrores da vida e da morte…
[Por isso] temos que respeitar aqueles que a rejeitam, por se rebelarem contra as injustiças e loucuras que tanto gostam de se apoiar na autorização de ‘Deus’; mas não podemos abandoná-la. É bem compreensível a proposta de muitos, de que durante algum tempo não se fale das ‘últimas coisas’, a fim de redimir as palavras maltratadas! Mas dessa forma elas não serão redimidas. Não podemos lavar a palavra ‘Deus’, nem podemos remendá-la; mas podemos levantá-la do chão, manchada e dilacerada como está, e erguê-la sobre um momento de grande preocupação.

- Martin Buber, citado por Hans Küng em O Princípio de Todas as Coisas, Editora Vozes, 2009.

Há tempo de rir

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As tiras abaixo são do Karapuça Zine, um maneira divertida que o Izidro encontrou de passar seu recado. Dê uma olhada lá e aproveite para dar boas risadas.

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O que é a Igreja?

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A igreja local é a comunidade de crentes regenerados que confessam Jesus Cristo como Senhor. Em obediência às Escrituras eles se organizam sob liderança qualificada, reunem-se regularmente para pregação e adoração, observam os sacramentos bíblicos do batismo e da Santa Ceia, são unificados pelo Espírito, disciplinados para santidade, e espalhados para cumprir o Grande Mandamento e a Grande Comissão como missionários ao mundo para a glória de Deus e sua alegria.

- Mark Driscoll e Gary Breshears em Vintage Church

Missio Dei > Opus Dei

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Opus

A missio Dei se manifesta na opus Dei.

Jesus disse: “Meu Pai trabalha e eu trabalho também… grande é a seara e os trabalhadores são poucos.”

É hora de arregaçar as mangas e unir-se aos propósitos de Deus no mundo.

É hora de unir-se à missão de Deus fazendo a obra de Deus.

Vem conosco!

Este mês no P242.

Arte: Tom