Arquivos contendo o assunto: adoração


Por mais da metade de minha vida até aqui, tenho tido o privilégio de viajar a muitos lugares ao redor do mundo, conhecer muita gente e ficar pasmo diante da beleza e diversidade da Criação de Deus. Como cristão, minha maior alegria nestas viagens, no entanto, é perceber o que Deus está fazendo em cada lugar e conhecer pessoas que estão sendo usadas por Ele em seus propósitos soberanos na história. No final de semana que passou, estive junto com uma galera assim. São verdadeiros “History Makers”. Trata-se do pessoal que, pelo segundo ano, fez da Conferência Oxigênio em Recife, um dos eventos mais inspiradores da Igreja Brasileira nos últimos anos. Alguém diria que estou exagerando em minhas considerações. Mas eis 13 razões pelas quais penso deste modo:

1. É uma conferência feita por jovens para adolescentes e jovens. E nada é mais inspirador do que ver adolescentes e jovens vibrantes em sua fé em Cristo e no seu desejo de mudar o mundo.

2. Há um senso perceptível tanto nos organizadores quanto nos participantes de que estão realmente buscando descobrir e viver os propósitos de Deus em sua geração.

3. Não é um evento denominacional.

4. Não se trata apenas de um movimento que visa entreter os jovens com boa música e preletores famosos e engraçados.

5. Não é um movimento de louvor & adoração altamente emotivo/extravagante/”profético”/etc. que não conduz a espiritualidade no dia-a-dia.

6. Há um compromisso com a Palavra de Deus.

7.. Há um compromisso com a igreja local.

8. Há um compromisso com a missão de Deus no mundo.

9. É uma conferência centrada no Evangelho e suas implicações na totalidade da vida.

10. A união de igrejas é notória. Os voluntários são de diversas igrejas e demonstram a força que há quando a Igreja de uma cidade/região se une em torno de um propósito maior do que sua expressão local. Novamente, tudo isto liderado por jovens.

11. Este ano, o segundo da conferência, lotou o teatro da UFPE com participantes de 19 estados brasileiros, 300 igrejas representadas e mais de 1800 inscritos nos três dias.

12. Apesar da presença de alguns preletores internacionais (dois no ano passado e um neste ano), a maioria dos que compartilharam na conferência Oxigênio são pastores brasileiros, inseridos no contexto da Igreja Brasileira e envolvidos em ministérios jovens e alternativos.

13. Este ano ficou claro que os participantes não estavam lá por causa de “atrações internacionais”. Tinha o dobro de pessoas assistindo a apresentação do Palavraantiga do que as que estavam para ver Jars of Clay, banda ganhadora de vários Grammy Awards.

Finalizando, este final de semana me fez pensar nas famosas palavras de Mark Twian: “As notícias de minha morte foram grandemente exageradas.”

A Igreja está viva e, se depender daqueles que estiveram na Conferência Oxigênio, ela irá oxigenar muito a cultura Brasileira para a Glória de Deus.

O texto de Paulo sobre o amor em 1 Coríntios 13 é um dos mais conhecidos do Novo Testamento. Foi até vertido em música popular e é mencionado em muitas cerimônias de casamento. Mas poucos param para pensar no contexto em que Paulo escreveu este texto.

A primeira carta de Paulo aos coríntios foi escrita para uma igreja ameaçada a dividir-se por questões de “culto a personalidades” (sou de Paulo, sou de Pedro, sou de Apolo), imaturidade, orgulho, imoralidade sexual, comida e bebida e o valor e uso dos dons espirituais.

Neste contexto encontramos a declaração magnífica sobre o amor. Para Paulo, não é tanto o que fazemos, mas a atitude com que fazemos que conta. Demonstração de carismas, conhecimento de profundos mistérios, fé poderosa, postura radical de desapego a coisas materiais em função dos pobres, sacríficio pessoal, nada disso tem valor algum se não partir da motivação certa. E a motivação certa, segundo Paulo, é o amor.

Quando o amor é o motivo, tudo muda. Pois, como diz Paulo, o amor é paciente e bondoso. Não está procurando se aparecer. Não sente inveja dos outros. Não é arrogante. Não está buscando interesses próprios. Não maltrata a ninguém, não se ira facilmente, não guarda rancor.

O amor tudo sofre – não é mimado.

O amor tudo crê – não é desconfiado.

O amor tudo espera – não é apressado.

O amor tudo suporta – não é desistente.

Quando amamos não dividimos e atacamos uns aos outros, mas procuramos construir pontes de relacionamento e paz.Quando amamos não ficamos tentando provar que somos melhores e mais sábios, antes nos alegramos com o crescimento e sucesso “do outro”.

Quando amamos tratamos nosso próximo com respeito, dignidade, justiça e, portanto, não usamos as pessoas como meros objetos para satisfazer nossos próprios desejos e interesses.

Quando amamos repartimos e compartilhamos o que nos foi confiado graciosamente e responsavelmente, como fiéis mordomos e não como proprietários e “donos”.

Quando amamos, usamos nossos talentos em serviço a Deus e ao próximo, para a glória de Deus e edificação do próximo, nunca em benefício próprio.

Somente quando nossas ações forem feitas em amor estaremos no caminho para uma verdadeira revolução espiritual que contagiará o mundo descrente. Antes disso, faremos muito barulho para nada.

Que Deus nos ajude a aprender esta simples verdade e colocá-la em prática dia após dia.

Soli Deo Gloria.


Devo confessar que Steve Curtis Chapman não está entre meus artistas favoritos. Seu estilo é muito country/pop/comercial para meu gosto. Mas há uma música (a única dele que escuto) que gosto muito. Estava relendo trechos grifados de meu velho exemplar (comprado em janeiro de 1988) do livro Discipulado de Dietrich Bonhoeffer e lembrei-me das palavras desta música. Abaixo está a letra traduzida (a original você encontra aqui).

Ninguém levantou-se para aplaudi-los
Então eles sabiam desde o início
Que esta estrada não seria para fama
Tudo que eles sabiam com certeza era que Jesus os tinha chamado
Ele disse “Vem e segue-me” e eles vieram
Sem medir as consequências eles vieram

Redes vazias deitadas às margens da água
Contam uma história que poucos acreditariam e ninguém poderia explicar
Como alguns pescadores malucos concordaram em ir onde Jesus os conduzisse
Sem pensar no que poderiam ganhar
Pois Jesus os chamou pelo nome e eles responderam
Nós abandonaremos tudo por amor ao chamado
Por nenhuma outra razão senão pelo amor ao chamado
Totalmente devotos a viver e morrer
Por amor ao chamado

Atraídos tal como os rios são atraídos pelo mar
Sem voltar atrás pois as águas só podem seguir seu fluxo
Uma vez que ouvimos o chamado do Salvador, seguiremos onde ele levar
Por causa do amor que Ele demonstrou
E porque ele nos chamou para ir, responderemos
Nós abandonaremos tudo por amor ao chamado
Por nenhuma outra razão senão pelo amor ao chamado
Totalmente devotos a viver e morrer

Não por amor a um credo ou uma causa
Não por um sonho ou uma promessa
Simplesmente porque é Jesus quem chama
E se acreditamos, obedeceremos

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“O discipulado é comprometimento com Cristo; por existir Cristo, tem que existir discipulado.”
- Dietrich Bonhoeffer em Discipulado, 1937